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Estatística e
Probabilidade
Prof. Dr. Rogers Barros de Paula
Módulo 2 - Probabilidade e
Variáveis Aleatórias
Unidade 2 - Variáveis Aleatórias e Distribuições de
Probabilidade
O desafio da SmartTech
● A SmartTech produz 10.000
celulares/dia. Problema 1: Quantos celulares
defeituosos sairão em um lote de 50
unidades?
Problema 2: Qual a probabilidade da
bateria durar mais de 24 horas?
Fonte: Adapta One, Imagen 4 (Google DeepMind), 2025.
Disponível em: app.adapta.one/geracao-de-imagens-com-ia.
Acesso em: 06 jan. 2026.
Trilha de aprendizagem
● O Conceito Fundamental: O que são Variáveis Aleatórias e
diferença crucial: Discreta (Contar) vs. Contínua (Medir);
● O Mundo Discreto (Contagem): Bernoulli: (Sucesso/Fracasso em 1
tentativa). Binomial: A repetição do experimento (Sucessos em n
tentativas). Outros Modelos Discretos;
● O Mundo Contínuo (Medição): Distribuição Normal: A curva em
sino e a simetria da natureza. Padronização (Z): Como usar a tabela
para calcular probabilidades. Outros Modelos Contínuos.
O conceito de variável aleatória (V.A.)
Podemos considerar funções que associam números reais aos
eventos de um espaço amostral. Tais funções são ditas variáveis
aleatórias. Isso equivale a descrever os resultados de um experimento
aleatório por meio de números ao invés de palavras, o que apresenta a
vantagem de possibilitar melhor tratamento matemático, inclusive
através de parâmetros. (Costa Neto, 2006, p. 37)
Variáveis Aleatórias
É a função que
associa a todo evento
pertencente a uma
partição do espaço
amostral um único
número real.
(Morettin, 2010, p. 46)
Fonte: Autoria Própria, 2025.
Variáveis aleatórias
O adjetivo aleatória indica que o valor que a variável aleatória vai
assumir é determinado pelo acaso. Só conhecemos o valor de uma
variável aleatória depois que ela é observada ou medida.
Entretanto, podemos saber de antemão:
● os valores que a variável aleatória pode assumir;
● alguns resultados são mais “prováveis” que outros;
● quais as probabilidades de cada valor ocorrer.
Definições e notações
● Domínio de uma variável aleatória
- conjunto de valores que uma
variável aleatória pode assumir. O
domínio é sempre numérico.
○ A V.A. é discreta, se possui um
número finito ou enumerável
de elementos;
○ A V.A. é contínua, se possui
um número infinito e não
enumerável de elementos.
● Letras maiúsculas - representação
da variável aleatória: X, Y, Z, …
○ Exemplo: X é o número de filhos
por mulher.
● Letras minúsculas (xi) - domínio da
variável aleatória.
○ Exemplo: número de filhos
assume valores discretos
infinitos: {0, 1, 2, …}
P(X = xi)
Identificando variáveis na SmartTech
● Experimento: Selecionar 3
celulares da esteira
aleatoriamente.
● Variável Aleatória (X): Número
de celulares com defeito.
● Possíveis Valores (x): {0, 1, 2,
3}.
● Classificação: DISCRETA.
● Experimento: Selecionar 1 celular e
cronometrar a bateria até desligar.
● Variável Aleatória (Y): Tempo de
duração em horas.
● Possíveis Valores (y): Qualquer valor
real y ≥ 0 (Ex: 24,1h; 24,15h...).
● Classificação: CONTÍNUA.
Exemplo 1: Inspeção de Lote (SmartTech)
O departamento de qualidade da
SmartTech monitora a linha de
montagem e identificou, através de
dados históricos, que a probabilidade
de um smartphone apresentar algum
defeito de fabricação é de p = 0,10.
Considere um experimento onde um
analista retira, de forma aleatória e
independente, uma amostra de 3
smartphones para inspeção.
Seja X a variável aleatória discreta
definida como o "número de
smartphones defeituosos encontrados
na amostra". Pede-se:
● Determine o espaço amostral do
experimento.
● Identifique os possíveis valores
que a variável X pode assumir.
Exemplo 1: Inspeção de Lote (SmartTech)
● 𝛀 - Defeituoso P(D) = 0,1 e Não defeituoso P(N) = 0,9;
● Variável Aleatória (X): Número de celulares defeituosos encontrados
na amostra;
● Possíveis valores que X pode assumir: xi ∈ {0, 1, 2, 3}.
Função de probabilidade (f.p.)
Também chamada Função Massa de Probabilidade (f.m.p.), de acordo
com Devore (2018) e Montgomery e Runger (2021). É a função que
associa a cada valor assumido pela variável aleatória discreta à
probabilidade do evento correspondente.
P(X = xi) = pi = P(Ai), i = 1, 2, 3, …, n
Propriedades:
● 0 ≤ pi ≤ 1
● ∑ pi =1
Exemplo 2: Inspeção de Lote (SmartTech)
O departamento de qualidade da
SmartTech monitora a linha de
montagem e identificou, através de
dados históricos, que a probabilidade
de um smartphone apresentar algum
defeito de fabricação é de p=0,10.
Considere um experimento onde um
analista retira, de forma aleatória e
independente, uma amostra de 3
smartphones para inspeção.
Seja X a variável aleatória discreta
definida como o "número de
smartphones defeituosos encontrados
na amostra". Pede-se:
● Construa a Tabela de Distribuição
de Probabilidade (Função de
probabilidade) para X.
Exemplo 2: Inspeção de Lote (SmartTech)
● Mapeamento de resultados:
○ NNN (Nenhum defeito) → X = 0 → p0 = 1(0,1)0(0,9)3 = 0,729
○ DNN, NDN, NND (Um defeito) → X = 1 → p1 = 3(0,1)1(0,9)2 = 0,243
○ DDN, DND, NDD (Dois defeitos) → X = 2 → p2 = 3(0,1)2(0,9)1 = 0,027
○ DDD (Três defeitos) → X = 3 → p3 = 1(0,1)3(0,9)0 = 0,001
xi 0 1 2 3 ∑
P(xi) 0,729 0,243 0,027 0,001 1
Fonte: Autoria Própria, 2025.
Função de distribuição acumulada (f.d.a)
Seja X uma variável aleatória
discreta, sua função de
distribuição é definida por:
F(x) = P(X ≤ x)
O conhecimento da função de
distribuição permite obter
qualquer informação sobre a
variável aleatória.
Exemplo 3: Inspeção de Lote (SmartTech)
A diretoria da SmartTech estabeleceu um
Protocolo de Qualidade Rigoroso. Ao analisar
a amostra de 3 celulares, a regra é clara: "Se
forem encontrados mais de 1 celular
defeituoso na amostra, todo o lote de
produção deve ser imediatamente retido para
reanálise". Qual é a probabilidade de um lote
ser retido?
Exemplo 3: Inspeção de Lote (SmartTech)
● Função de Distribuição Acumulada:
○ F(0) = P(X ≤ 0) = 0,729;
○ F(1) = P(X ≤ 1) = 0,972;
○ F(2) = P(X ≤ 2) = 0,999;
○ F(3) = P(X ≤ 3) = 1.
● Qual é a probabilidade de um lote ser retido?
● "Mais de 1 defeito" significa matematicamente: X > 1. Ou seja,
queremos calcular P(X > 1) = 1 - P(X ≤ 1) = 1 - F(1) = 1 - 0,972 = 0,028.
Existe uma probabilidade de 2,8% de um lote ser retido para reanálise.
Do Histograma à Curva de Densidade
● Organização de Dados: Histogramas
representam a frequência de dados em
intervalos;
● Tendência: Ao aumentar a quantidade
de classes (n→∞) e diminuir a largura
das classes (Δx→0), a área entre o
polígono e a curva tende a ser menor;
● Conclusão: O polígono de frequências
se transforma na Função Densidade de
Probabilidade (f.d.p.).Fonte: Adapta One, Imagen 4 (Google DeepMind), 2025. Disponível em:
app.adapta.one/geracao-de-imagens-com-ia. Acesso em: 06 jan. 2026.
Função densidade de probabilidade (f.d.p.)
Seja X uma variável aleatória contínua. A
Função Densidade de Probabilidade
(f.d.p.), denotada por f(x), é uma função
que descreve o comportamento da
variável. A probabilidade de X assumir um
valor num intervalo [a, b] é dada pela área
abaixo do gráfico da função f(x)
compreendida entre os pontos a e b.
Propriedades fundamentais:
● f(x) ≥ 0;
● A área total compreendida
entre a curva e o eixo
horizontal é sempre igual a 1.
Exemplo 4: O Teste de "Stress" da Bateria
A SmartTech está testando um
novo protótipo de bateria de alta
voltagem. Para validar a
segurança, as baterias são
submetidas a um "Teste de
Sobrecarga Destrutiva". Diferente
do uso normal, neste teste
extremo as baterias tendem a
falhar rapidamente devido ao
calor. O tempo máximo que
uma bateria resistiu foi de 4 horas. A
densidade de probabilidade de falha é
máxima no instante inicial (t = 0) e decresce
linearmente até zero em t = 4.
O protocolo de segurança exige que a
probabilidade de uma bateria falhar nas
primeiras 2 horas seja monitorada.Qual é
essa probabilidade segundo o modelo
proposto?
Exemplo 4: O Teste de "Stress" da Bateria
Variável Aleatória (X): Tempo de
duração até a falha (em horas).
Sabe-se que a área total abaixo
da curva deve ser igual a 1. Logo
a densidade começa em 0,5, e
termina em 0.
Qual o significado da densidade
f(x)? Representa a intensidade
instantânea da falha.
Fonte: Autoria Própria, 2025..
Exemplo 4: O Teste de "Stress" da Bateria
Construindo o modelo de densidade
Calcular P(X ≤ 2) (Falhar nas
primeiras 2 horas).
Basta achar a área do trapézio:
P(X ≤ 2) = retângulo + triângulo
P(X ≤ 2) = (2 . 0,25)+(0,5 . 2 . 0,25)
P(X ≤ 2) = 0,75
Fonte: Autoria Própria, 2025.
Função de distribuição acumulada (f.d.a.)
Dada uma variável aleatória contínua X, a função de distribuição
acumulada F(X) representa a probabilidade acumulada até o ponto x.
Fonte: Autoria Própria, 2025.
P(X ≤ 2) = F(2)
Função de distribuição acumulada (f.d.a.)
A probabilidade dentro do intervalo [a, b] é definida por:
= -
Fonte: Autoria Própria, 2025.
Exemplo 5: Probabilidade em Intervalos
Dada a função distribuição acumulada F(x) = 0,5x - 0,0625x2, que
funciona como uma "fórmula pronta" para calcular áreas, sem precisar
fazer a geometria.
A equipe de engenharia identificou que as falhas que ocorrem entre 1
hora e 3 horas de teste são as mais complexas de analisar, pois
indicam instabilidade química (nem defeito imediato, nem desgaste
natural). Usando F(x), calcule a probabilidade de uma bateria falhar
especificamente nesta janela de tempo (1h a 3h).
Exemplo 5: Probabilidade em Intervalos
● P(1VAR(X ± Y) =
VAR(X) ± VAR(Y)
Exemplo 8
Vamos voltar ao Exemplo 6, sobre a Inspeção de lotes, e vamos
encontrar a variância, lembrando que E(X) = 0.3.
VAR(X)=0,09(0,729)+0,49(0,243)+2,89(0,027)+7,29(0,001) = 0,27
X 0 1 2 3 ∑
X - E(X) -0,3 0,7 1,7 2,7 -
[X - E(X)]2 0,09 0,49 2,89 7,29 -
P(X) 0,729 0,243 0,027 0,001 1
Fonte: Autoria Própria, 2025.
Exemplo 8
Vamos voltar ao Exemplo 6, sobre a Inspeção de lotes, e vamos
encontrar a variância, lembrando que E(X) = 0.3.
SD(X) = (0,27)½ ≈ 0,5196
X 0 1 2 3 ∑
X - E(X) -0,3 0,7 1,7 2,7 -
[X - E(X)]2 0,09 0,49 2,89 7,29 -
P(X) 0,729 0,243 0,027 0,001 1
Fonte: Autoria Própria, 2025.
Exemplo 9
A SmartTech testou um segundo
lote de baterias com uma
tecnologia diferente (Lote B).
● Lote A : Falha muito no início e
cai até zero em 4h.
● Lote B : A falha é totalmente
aleatória. A bateria tem a
mesma chance de falhar em
qualquer momento entre 0 e 4h.
Fonte: Autoria Própria, 2025.
Exemplo 9
Ambos os lotes falham dentro do
mesmo intervalo [0; 4]. Mas, sob a
ótica da Variância (Incerteza), qual
dos dois processos é mais disperso?
Se tentássemos girar esses gráficos
em torno de suas médias (Centro de
Gravidade), qual deles teria o maior
Momento de Inércia (seria mais
pesado para girar)?
Fonte: Autoria Própria, 2025.
Exemplo 9
● No triângulo: A grande maioria da
"massa" (probabilidade) está
espremida ali no começo, pertinho
do eixo de rotação (1,33). Pouca
massa está longe.
● No retângulo: A massa está
espalhada igualmente. Temos
muita massa nas pontas (perto do
0 e perto do 4), longe do centro
(2,0).
Fonte: Autoria Própria, 2025.
Exemplo 9
● Massa perto do eixo
○ Gira fácil = Baixa Variância.
● Massa longe do eixo
○ Difícil girar = Alta Variância.
O Lote A é mais 'previsível' ou 'consistente'
porque as falhas se concentram numa
janela curta inicial. O Lote B é o caos total:
pode falhar agora ou daqui a 4 horas com
a mesma chance.
Massa
concentrada Caudas pesadas
longe da média
A variância do lote A é 0,89, e do lote B é
1,33.
Fonte: Autoria Própria, 2025.
Modelos probabilísticos
São fórmulas matemáticas prontas (padrões teóricos) que imitam o
comportamento de dados reais. Por que são úteis?
● Economia de Tempo: Não precisamos reinventar a roda ou
recalcular tudo do zero a cada novo lote;
● Previsibilidade: Permitem calcular probabilidades com base em
poucos números, sem precisar analisar a população inteira;
● Padronização: A linguagem universal da estatística (ex: "Isso segue
uma curva Normal").
Parâmetros de modelos
São os valores fixos que "calibram" o modelo para a sua situação
específica.
● Variável (X): É o resultado que muda a cada teste (ex: 0, 1, 2
defeitos);
● Parâmetro (θ, μ, 𝝈, n, p): É o valor que define o cenário geral e não
muda durante o experimento.
Exemplo da SmartTech: parâmetros p = 0.1, n = 3, E(X) = μ, VAR(X) = 𝝈.
Classificação dos modelos
● Discretos (Contagem):
○ Usados quando a variável conta coisas inteiras (0, 1, 2...);
○ Principais: Uniforme, Bernoulli, Binomial, Poisson, Geométrica;
○ Exemplo: Número de celulares com defeito.
● Contínuos (Medição):
○ Usados quando a variável mede grandezas físicas (tempo, peso,
altura);
○ Principais: Uniforme, Normal, Exponencial;
○ Exemplo: Tempo de duração da bateria.
Distribuição Uniforme Discreta
A variável aleatória assume um
conjunto finito de valores, onde
todos têm a mesma probabilidade
de ocorrer.
● Parâmetro (n): Número total de
resultados possíveis;
● Fórmula: P(X = x) = 1/n
Quando usar? Sorteios, seleção
aleatória sem viés.
A fábrica possui 5 Linhas de
Montagem (identificadas como 1, 2, 3,
4, 5). O auditor de qualidade sorteia
uma linha por dia para fiscalizar.
Variável (X): Número da linha
escolhida.
Cálculo: n = 5. Logo P(X = x) = ⅕ = 0,2
Parâmetros do modelo
Distribuição de Bernoulli
É um experimento realizado uma
única vez, com apenas dois resultados
possíveis. Resultados:
● Sucesso (X = 1): O evento de
interesse ocorre;
● Fracasso (X = 0): O evento não
ocorre;
● Parâmetro (p): A probabilidade de
sucesso. Consequentemente, a
chance de fracasso é q = 1 - p.
Ao final da montagem, um robô tenta
ligar um celular específico.
● Variável (X):
○ 1 = Celular Liga (Sucesso);
○ 0 = Celular Não Liga (Falha).
● Parâmetro: Historicamente, 98%
ligam. Logo, p = 0,98.
Parâmetros do modelo
Distribuição binomial
É a soma de n ensaios de Bernoulli
independentes e idênticos.
Condições Obrigatórias:
● Número fixo de tentativas (n);
● A probabilidade de sucesso (p)
não muda de uma tentativa
para outra;
● O resultado de um não afeta o
outro.
● Parâmetros: n e p.
Em vez de testar 1 celular, o Robô agora
testa um lote de 3 celulares (n = 3). A
chance de defeito (sucesso do auditor)
continua sendo 10% (p = 0,10).
Variável (X): Quantos celulares
defeituosos existem neste lote? (Pode
ser 0, 1, 2 ou 3).
Parâmetros do modelo
Esperança:
● Se em 1 tentativa a média é
p;
● Em n tentativas, a média é a
soma de todas elas.
E(X) = n.p
O caso da SmartTech:
E(X) = 3 . 0,1 = 0,3
Variância:
● Se os eventos são independentes, a variância
da soma é a soma das variâncias;
● Variância de 1 tentativa: p.(1-p);
● Variância de n tentativas: Somar isso n vezes.
VAR(X) = n.p.(1-p)
O caso da SmartTech:
VAR(X) = 3 . 0,1 . 0,9 = 0,27
Quadro resumo dos principais modelos discretos
Fonte: Autoria Própria, 2025.
Distribuição normal
Algumas variáveis contínuas exibem
um comportamento muito particular
quando visualizamos a distribuição de
frequências de seus valores.
● concentração de valores em torno
de um valor central;
● simetria em torno do valor central;
● frequência pequena de valores
muito extremos.
Fonte: Autoria Própria, 2025.
Distribuição normal
Essa curva é desenhada por uma
equação complexa, mas controlada
por apenas dois parâmetros:
● μ: Onde está o centro (posição);
● 𝜎: O quão achatada ou esticada é
a curva (dispersão).
Fonte: Autoria Própria, 2025.
Normal Padrão (Z): a referência universal
A média μ pode assumir
qualquer valor na reta real:
-∞ 0
X ~ Normal (μ, 𝝈 2)
Impossibilidade de se ter uma tabela
para cada combinação de valores de μ
de 𝝈 2.
Distribuição Normal Padrão (Z):
distribuição Normal específica onde a
Média é 0 e a Variância é 1.
Padronização de dados:
Exemplo 10: a espessura da tela de vidro
A engenharia determinou que
qualquer vidro com espessura
superior a 7,25 mm não encaixa na
carcaça e deve ser descartado.
Dados: A produção segue uma
Normal com μ = 7,0 mm e 𝝈 = 0,1
mm.
Pergunta: Qual porcentagem da
nossa produção será descartada?
X: espessura
P(X > 7,25) = ?
Fonte: Autoria Própria, 2025.
Exemplo 10: a espessura da tela de vidro
Padronizar o escore em X (7,25) para a
distribuição Z (normal padrão).
Z = (7,25 - 7,0)/0,1 = 2,5
P(X > 7,25) = P(Z > 2,5)
O escore 7,25 está a 2,5 desvios
padrão da média 7,0.Fonte: Autoria Própria, 2025.
Tabela Normal
P(Z > 2,5) = 1 - P(Zhora?).
Parâmetro: 𝜆
Síntese da aula
● Distribuição Normal
(Gaussiana): Forma de Sino,
simétrica em torno da Média
(μ). A área total abaixo da
curva é 100% (Probabilidade
Total). É o modelo mais
importante para controle de
qualidade e fenômenos
naturais;
● O Poder do Escore Z (Padronização):
Permite calcular probabilidades para
qualquer média e desvio padrão;
● Transforma qualquer unidade em
"desvios-padrão" para uso da Tabela;
● Dica de Ouro: Se o problema envolve
medidas (peso, altura, tempo, espessura),
provavelmente você usará a Normal.
Sempre desenhe a curva e pinte a área
desejada antes de calcular!
Referências
COSTA NETO, Pedro Luiz de Oliveira. Probabilidades. 2. ed. São Paulo: Blucher, 2006. ISBN 9788521215349.
Disponível na Biblioteca Digital da UFMS.
DEVORE, Jay L. Probabilidade e estatística para engenharia e ciências. 3. ed. São Paulo: Cengage Learning,
2018. ISBN 9788522128044. Disponível na Biblioteca Digital da UFMS.
MONTGOMERY, Douglas C.; RUNGER, George C. Estatística aplicada e probabilidade para engenheiros. 7. ed.
Rio de Janeiro: LTC, 2021. ISBN 9788521637448. Disponível na Biblioteca Digital da UFMS.
MORETTIN, Luiz Gonzaga. Estatística básica: probabilidade e inferência. São Paulo: Pearson, 2010. ISBN
9788576053705. Disponível na Biblioteca Digital da UFMS.
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