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Princípios da expansão pulmonar
Princípios da expansão pulmonar
Quando ocorre o colapso alveolar, o contato entre as paredes alveolares gera uma 
tensão superficial, que para ser eliminada, necessitará de grandes volumes e pressões 
de distensão
Quanto maior a pressão de distensão/volume inspirado, maior será o efeito
da técnica expansiva
As técnicas expansivas são indicadas nas situações em que ocorre redução dos
volumes pulmonares e há presença ou risco de atelectasias
Condições restritivas: atelectasia, fibrose pulmonar, derrames pleurais,
doenças neuromusculares, obesidade, deformidades torácicas, cirurgias
abdominais altas e torácicas
A maior distribuição da ventilação também tem efeito desobstrutivo = efeito do
fluxo aéreo para o deslocamento do muco
MECÂNICA VENTILATÓRIA
MECÂNICA VENTILATÓRIA
MECÂNICA VENTILATÓRIA
MECÂNICA VENTILATÓRIA
MECÂNICA VENTILATÓRIA
MECÂNICA VENTILATÓRIA
MÚSCULOS DA VENTILAÇÃO:
1. MÚSCULOS DA INSPIRAÇÃO NORMAL
• Diafragma
• Intercostais externos
• O fluxo do ar obedece o gradiente de pressão (Lei de Boyle- “Em 
um sistema fechado em que a temperatura é mantida constante, 
verifica-se que determinada massa de gás ocupa um volume 
inversamente proporcional a sua pressão.”);
1. Diafragma contrai e move-se para baixo;
2. Mm. Intercostais externos tracionam as costelas para cima e 
para fora;
3. Aumenta o volume torácico;
4. Reduz a pressão alveolar;
5. Inicia o fluxo de ar para os pulmões.
MECÂNICA VENTILATÓRIA
MECÂNICA VENTILATÓRIA
RESPIRAÇÃO INSPIRAÇÃO EXPIRAÇÃO
NORMAL / REPOUSO Contração diafragma 
e músculo intercostal 
externo
↓ pressão intrapulmonar:
- 3mmHg
Relaxamento diafragma 
e músculo intercostal 
externo
FORÇA ELÁSTICA: pressão
intrapulmonar: ↑ 3mmHg
FORÇADA Contração músculos 
acessórios (escalenos e 
ECMO)
↓ pressão intrapulmonar:
- 20 mmHg
Contração músculos 
abdominais e 
intercostais internos
↑ pressão intrapulmonar: 
20 mmHg
MECÂNICA VENTILATÓRIA
MECÂNICA VENTILATÓRIA
MECANISMOS
ENVOLVIDOS:
Princípios da expansão pulmonar
Princípios da expansão pulmonar
A expansão pulmonar pode ser obtida por:
Redução da pressão pleural: respiração profunda e espirometria de 
incentivo
Aumento da pressão intrapulmonar/alveolar: aplicação de peep, VNI
Pao = pressão externa ou 
de abertura das vias aéreas; 
Palv = pressão alveolar; 
Ppl = pressão pleural;
V = fluxo inspiratório;
MM = músculos 
respiratórios
MECÂNICA VENTILATÓRIA
MECÂNICA VENTILATÓRIA
Pressões que causam o movimento do AR:
1.
2.
Pressão alveolar
Pressão transpulmonar (Diferença
entre a pressão alveolar e a pressão pleural;
É a diferença de pressão entre o alvéolo e as
superfícies externas dos pulmões;
• Pressão de retração (medida de forças
elásticas).
3. Pressão pleural ( Leve sucção 
entre os folhetos pleurais = discreta 
pressão negativa no início da 
inspiração (-5) e diminui para -7,5 ao 
longo da inspiração.
MECÂNICA VENTILATÓRIA
MECÂNICA VENTILATÓRIA
PRESSÃO ALVEOLAR:
• É a pressão de ar dentro dos alvéolos pulmonares;
• Quando a glote está aberta e não existe fluxo de ar para
dentro ou fora dos pulmões, as pressões em todas as
partes da árvore respiratória, até os alvéolos, são iguais
a pressão atmosférica (zero);
Inspiração: a pressão nos alvéolos deve cair ligeiramente 
abaixo da pressão atmosférica para haver influxo de ar;
Expiração: pressão alveolar sobe cerca de +1 cm e força o ar 
inspirado para fora dos pulmões.
Terapia de Expansão e Reexpansão Pulmonar
Terapia de Expansão e Reexpansão Pulmonar
• Inclui uma variedade de modalidades de fisioterapia respiratória
destinadas à prevenir ou reverter atelectasia;
• Os principais tipos de atelectasia são:
• Atelectasia de Reabsorção: Lesões ou tampões mucosos bloqueiam a
ventilação da região afetada;
• Atelectasia Passiva: Uso persistente de volumes correntes reduzidos;
Terapia de Expansão Pulmonar
Terapia de Expansão Pulmonar
Aumentam o volume pulmonar através do aumento do gradiente de
pressão transpulmonar:
Quanto maior for o gradiente de pressão transpulmonar,
maior a expansão alveolar;
Pp= Palv - Ppl
MAS COMO IREI AVALIAR O VOLUME PULMONAR?
MAS COMO IREI AVALIAR 
O VOLUME PULMONAR?
VENTILÔMETRO
VENTILÔMETRO
VENTILÔMETRO
 Mensuração do volume Tubo orotraqueal e traqueostomia
Mensuração do volume
Tubo orotraqueal e traqueostomia
TÉCNICAS REEXPANSIVAS
Raciocínio clínico antes da manobra
Atelectasia, derrame pleural e pneumotórax em diferentes cenários assistenciais
“
Quando eu digo que quero expandir o pulmão, 
o que exatamente pretendo modificar?
MÉTODO DE DECISÃO
PARE antes de escolher a técnica
P
PROBLEMA
Qual mecanismo reduziu o volume?
A
AVALIAÇÃO
O que mostram oxigenação, imagem, ausculta e mecânica?
R
RECURSO
Qual intervenção produz o efeito desejado?
E
EFEITO
A resposta confirmou sua hipótese?
“
A técnica só é adequada quando produz o efeito
esperado sem gerar risco desproporcional.
Não existe uma técnica reexpansiva universal.
Existe um mecanismo de perda de volume, um paciente com determinada
reserva clínica e uma técnica escolhida para produzir um efeito específico.
O fisioterapeuta identifica o problema, escolhe a estratégia, controla 
o risco e reavalia a resposta.
OBJETIVOS FISIOLÓGICOS
O que significa reexpandir o pulmão
01 Aumentar volume
Elevar o volume corrente e recuperar áreas hipoventiladas
02
Manter recrutamento
Preservar a capacidade residual funcional e reduzir novo colapso
03
Redistribuir ventilação
Direcionar o ar para regiões com menor ventilação
04
Tratar a causa
Remover secreção, controlar dor e reduzir o efeito da imobilidade
Técnicas e recursos para reexpansão pulmonar
Técnicas e recursos para reexpansão pulmonar
Padrões ventilatórios
Exercício diafragmático e intercostal
Inspiração profunda
Inspiração em tempos
Inspiração com pausa
Compressão e Descompressão abrupta
Localizada
TEMP
Direcionamento de fluxo
Inspirômetros de incentivo 
Fluxo 
Volume
Expiração com pressão positiva nas VAs/EPAP
Pressão positiva contínua nas VAs/CPAP
Pressão positiva com dois níveis
pressóricos/Bi-level
Exercícios ventilatórios
Exercícios ventilatórios
(Padrões ventilatórios)
• Para a realização, considera-se:
• Ritmo respiratório
• Profundidade ventilatória
• Trabalho respiratório
• Variáveis integradas dos padrões ventilatórios (PsVs):
• Pressão
• Fluxo
• Tempo inspiratório e expiratório
• Relação I:E
Padrões ventilatórios terapêuticos
Padrões ventilatórios terapêuticos
• Objetivos:
• Ganho do volume inspiratório
• Otimização do fluxo laminar inspiratório
• Distribuição homogênea da ventilação (expansão)
Exercício diafragmático e intercostal
Exercício diafragmático e 
intercostal
Movimentar sincronicamente a parede abdominal ou a parede torácica durante a
inspiração e expiração
Respiração basal, controle respiratório
Não há ativação exclusiva do músculo diafragma neste exercício, 
mas preferencial;
Estudos mostraram que pode não haver maior ventilação em 
bases pulmonares com esta técnica
Eficaz na eliminação da atividade muscular respiratória desnecessária, reduzindo o 
esforço respiratório e aumentando a eficiência da respiração
Redução da dispnéia em repouso ou no exercício
Inspiração profunda
Inspiração profunda
Descrita inicialmente em 1980 e ainda amplamente
utilizada
Realização de expiração até a capacidade residual
funcional (CRF) e então uma inspiração máxima até a 
capacidade pulmonar total (CP) e nova expiração 
relaxada
Eficácia na expansão pulmonar pode ser aumentada
com sustentação da inspiração por pelo menos 3
segundos = Sustentação máxima inspiratória (SMI)
Inspiração em tempos
Inspiração em tempos
Realização de inspirações mais curtas e sucessivas, com
objetivo de
aumentar a capacidade inspiratória
Ocorrem em dois ou mais tempos, sendo ou não
intercaladas com períodos de pausa inspiratória => melhora
da ventilação colateral
Expiração seguinte, até a CRF
Para auxiliar na expansão torácica,pode ser associada à
movimentos dos
membros superiores
Volume pulmonar elevado e tempo inspiratório longo
Objetivo:
• Elevação no fluxo da expiração e uma variação súbita de fluxo
durante a inspiração, o que favorece tanto a
reexpansão pulmonar quanto a desobstrução das vias
aéreas e a expectoração
Manobra de Compressão-Descompressão
Manobra de Compressão-Descompressão
Descompressão abrupta localizada
Descompressão abrupta localizada
Compressão lenta do tórax durante a expiração, manutenção da compressão por dois 
ou três ciclos respiratórios e descompressão abrupta no início da inspiração
Manutenção da compressão para acumular energia para a contração muscular 
na inspiração e mobilizar maior volume de ar
Bilateral ou inilateral, ou ainda com manutenção da compressão em um
dos hemitórax
A variação repentina de pressão alveolar e pleural (maior negativação) seria 
determinante para a abertura de vias aéreas colapsadas, provoca maior deslocamento 
de ar para o sistema respiratório
Sem evidências científicas, porém utilizada como recurso em pacientes não
colaborativos, ventilando espontaneamente (sem pressão positiva)
Em pacientes sedados, músculos respiratórios bloqueados, atônicos, não
deve haver energia contrátil para promover expansão na descompressão
Procedimento:
• É feita com a colocação das mãos do fisioterapeuta na base das 
últimas costelas.
• Enquanto o paciente expira o fisioterapeuta faz uma compressão 
torácica para dentro e para baixo, e posteriormente uma 
descompressão súbita quando o paciente inicia a inspiração.
Manobra de Compressão-Descompressão
Manobra de Compressão-Descompressão
Terapia Expiratória Manual Passiva
Terapia Expiratória Manual Passiva
• Compressão torácica
manual para
auxiliar na drenagem de secreções.
• Intensidade da compressão deve ser
tolerada pelo paciente.
• CUIDAR: Fraturas de arcos costais;
contusões pulmonares; fragilidade
óssea; drenos torácicos.
Direcionamento de Fluxo
Direcionamento de Fluxo
• Direcionar o fluxo para um dos pulmões a fim de expandí-los;
• Deve ser realizada em um dos hemitórax no final da expiração;
• Manter a compressão nas incursões ventilatórias.
Contraindicações – Técnicas manuais
Contraindicações – Técnicas manuais
• Instabilidade torácica
• Alteração mecânica congênita
• Fraturas de arcos costais
• PO cirurgias torácicas (relativa)
• Instabilidade hemodinâmica (relativa)
• Aumento da PIC
• Choques hipovolêmicos
• Pneumotórax não drenado
Manobra de Freno-labial
Manobra de Freno-labial
• Manobra fundamentada em uma inspiração nasal seguida de uma expiração
oral suave, por meio dos dentes cerrados e lábios franzidos.
• Objetivo:
• Deslocamento do ponto de igual pressão (PIP), promovendo uma pressão expiratória 
positiva e evitando colapso ou fechamento precoce das vias aéreas.
Manobra de Freno-labial
Manobra de Freno-labial
Inspirometria de Incentivo
Inspirometria de Incentivo
• Dispositivos que oferecem orientações visuais aos pacientes;
• Objetivos:
• Inspirações profundas e lentas (Sustentadas por 5 a 10 segundos);
• Da CRF até a CPT;
• Indicações:
• Atelectasia, cirurgias abdominais (superiores) e torácicas;
• Alteração Pulmonar Restritivo;
• Contraindicações:
• Pacientes Inconscientes;
• Incapazes de gerar inspiração adequada;
Incentivadores inspiratórios
Incentivadores inspiratórios
Dispositivos utilizados para incentivar o paciente a
realizar esforços inspiratórios máximos, através do
recebimento de feedback visual
Objetivos: redução da pressão pleural e aumento de
volumes e capacidades pulmonares
O paciente deve estar posicionado de forma confortável, 
com o aparelho em seu campo visual, manter o bocal 
com vedação labial e inspirar de forma lenta, profunda e 
uniforme
Inspirometria de Incentivo
Inspirometria de Incentivo
Respiron – Orientado a Fluxo
Respiron – Orientado a Fluxo
Respiron – Modo de uso
Respiron – Modo de uso
Voldyne – Orientado a volume
Voldyne – Orientado a volume
Indicações e contraindicações
Indicações e 
contraindicações
• Idosos
• Pós-operatório de diversas cirurgias com risco de 
complicação pulmonar
• Tratamentos clínicos específicos para expansão 
pulmonar (atelectasias e pneumonias)
• Quadros restritivos específicos por dor ou ausência de força 
muscular.
Expiração com pressão positiva nas VAs/EPAP
Expiração com pressão positiva nas VAs/EPAP
Aplicação de pressão positiva na fase expiratória do ciclo respiratório 
Promove aumento da pressão pleural => expansão pulmonar
O paciente respira em ar ambiente, expirando contra resistência oferecida
por mola, gerando pressões preestabelecidas que variam de 5 a 20cmH2O
Utilizada em pacientes com respiração espontânea, não fornece auxílio 
durante a inspiração
São utilizadas uma máscara facial ou um bocal, uma válvula unidirecional e 
um resistor expiratório (válvula de peep)
O paciente deverá gerar uma pressão mínima para permitir a abertura da
válvula expiratória e para conseguir expirar
Não é indicada para pacientes com fraqueza muscular ou trabalho
respiratório aumentado
EPAP com selo d’agua: resistência expiratória é oferecida por uma coluna
de água (marcada em cm) que precisa ser vencida
Expiração com pressão positiva nas VAs/EPAP
Expiração com pressão positiva nas VAs/EPAP
EPAP
EPA
P• A pressão positiva expiratória é uma pressão supra-atmosférica
atuando sobre as vias aéreas durante a expiração. Essa pressão
pode ser aplicada de diversas maneiras, mas em geral é
utilizada de duas formas: pressão positiva expiratória durante
a respiração espontânea ou pressão positiva expiratória durante
a ventilação artificial.
• A pressão positiva aplicada às vias aéreas aumenta o gradiente de
pressão transpulmonar e melhora a expansão pulmonar,
não requerendo necessariamente um equipamento complexo.
PRINCÍPIOS FISIOLÓGICOS
PRINCÍPIOS 
FISIOLÓGICOS• As técnicas de remoção de secreção são essenciais como adjuvantes
da terapia com pressão positiva das vias aéreas quando o
objetivo é mobilizar secreções.
TIPOS DE GERADORES DE PRESSÃO POSITIVA NAS VIAS AÉREAS
TIPOS DE GERADORES DE PRESSÃO POSITIVA 
NAS VIAS AÉREAS
• VÁLVULAS DE RESISTÊNCIA 
LINEAR
• VÁLVULAS A 
FLUXO
GRAVITACIONAI
S
NÃO 
GRAVITACIONAIS
VÁLVULA DE RESISTÊNCIA LINEAR
VÁLVULA DE RESISTÊNCIA 
LINEAR
• Uma válvula de resistência linear é um mecanismo capaz de gerar
pressão positiva expiratória que se opõe ao fluxo expiratório de
forma constante e em níveis predeterminados, e que mantém a
pressão expiratória mesmo quando o fluxo cessa.
GRAVITACIONAIS
GRAVITACIONAIS
GRAVITACIONAIS
GRAVITACIONAIS
NÃO GRAVITACIONAIS
NÃO GRAVITACIONAIS
FUNDAMENTOS FISIOLÓGICOS
FUNDAMENTOS 
FISIOLÓGICOS• Na terapia com pressão positiva, o aumento da pressão 
transpulmonar ocorre por meio do aumento da pressão 
alveolar. 
• A aplicação da pressão positiva expiratória prolonga a 
permanência do ar dentro dos pulmões e, dessa forma, 
otimiza a hematose.
EFEITO TERAPÊUTICO
EFEITO 
TERAPÊUTICO
• RECRUTAMENTO ALVEOLAR
• AUMENTO DA CAPACIDADE RESIDUAL FUNCIONAL 
(CRF)
• REDISTRIBUIÇÃO DA ÁGUA EXTRAVASCULAR
• MELHORA DA VENTILAÇÃO-PERFUSÃO
EFEITOS DELETÉRIOS
EFEITOS DELETÉRIOS
• AUMENTO DA RESISTÊNCIA VASCULAR PULMONAR, 
PODENDO LEVAR A ALTERAÇÃO HEMODINAMICA
• AUMENTO DA PERMEABILIDADE ALVÉOLO-
CAPILAR
INDICAÇÕES CLÍNICAS
INDICAÇÕES 
CLÍNICAS• Remoção de secreções, em pacientes hipersecretivos, como os 
pacientes com fibrose cística ou bronquite crônica
• Prevenção ou tratamento de atelectasias, inclusive no pós-
operatórios
• Otimização do uso de broncodilatadores
• Realização de exercícios respiratórios
• Redução do aprisionamento aéreo em pacientes com asma 
ou doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
• CPAP nasal é uma boa alternativa terapêutica para promover 
aumento da capacidade residual funcional, reduzindo a 
tendência de colapso das vias aéreas em pacientes com 
apneia obstrutivado sono.
CONTRAINDICAÇÕES
CONTRAINDICAÇÕES
• Dificuldade de realização da técnica devido ao aumento do
trabalho respiratório (asma aguda, DPOC, Insuficiência 
respiratória);
• Patologias que cursam com instabilidade hemodinâmica e com 
pressão intracraniana elevada;
• Sinusite aguda e otite média;
• Pneumotórax não tratado e suspeita de fístulas broncopulmonares;
• Hemoptise;
• Traumatismos ou cirurgias recentes em região de face;
• Cirurgia de esôfago
• Náuseas.
COMPONENTES
COMPONENTES
RISCOS E COMPLICAÇÕES
RISCOS E 
COMPLICAÇÕESRelativamente 
frequentes
• Desconforto da máscara;
• Claustrofobia;
• Aerofagia (Deglutição de 
ar, vômitos e aspiração de 
conteúdo);
Raros
• Barotrauma
• Aumento do trabalho 
respiratório
• Aumento da pressão 
intracraniana
• Comprometimento 
cardiovascular
Aplicação de métodos de ventilação por pressão positiva invasiva e não invasiva
Aplicação de métodos de ventilação por 
pressão positiva invasiva e não invasiva
Pressão positiva contínua nas VAs/CPAP
Pressão positiva contínua nas VAs/CPAP
A diferença entre EPAP e CPAP está na fase inspiratória: no EPAP não há 
qualquer auxílio à fase inpiratória, já no CPAP, a inspiração é realizada 
com ajuda externa por meio de fluxos elevados
Mantém pressão positiva constante durante todo o ciclo respiratório 
Promove expansão dos alvéolos colapsos, melhora a oxigenação e reduz o
trabalho respiratório, por aumento da pressão pleural, porém não promove
aumento da ventilação alveolar (pressão insp = pressão exp)
Os pacientes devem apresentam respiração espontânea 
adequada Pode ser oferecida de forma invasiva ou não invasiva
Sarmento 10.6
Pressão positiva contínua nas VAs/CPAP
Pressão positiva contínua nas VAs/CPAP
Pressão positiva com dois níveis pressóricos/Bi-level
Pressão positiva com dois 
níveis pressóricos/Bi-level
Indicada para distúrbios agudos e
crônicos, obstrutivos e restritivos
Mesmo princípio do CPAP, porém 
com dois diferentes níveis 
pressóricos para a inspiração e para 
a expiração
Por oferecer dois níveis pressóricos, 
promove aumento da ventilação
alveolar, indicada para hipercapnia
ORGANIZAÇÃO DO ARSENAL
Cinco caminhos para aumentar ou preservar o volume pulmonar
GERAR VOLUME
Inspiração profunda, pausa, inspiração em tempos, incentivo, RPPI, 
hiperinsuflação
MANTER ABERTO PEP, EPAP, CPAP e PEEP
REDISTRIBUIR Posicionamento, mudança de decúbito, sedestação e prona
REMOVER 
OBSTRUÇÃO
Tosse, huffing, vibração, compressão expiratória e aspiração
MOBILIZAR Ortostatismo, marcha, cicloergômetro e exercício funcional
QUATRO CENÁRIOS CLÍNICOS
Mapa mental das técnicas reexpansivas
REEXPANSÃO
PULMONAR
VENTILAÇÃO MECÂNICA
PEEP • hiperinsuflação • pausa
posicionamento • mobilização
RESPIRAÇÃO ESPONTÂNEA
padrões ventilatórios • PEP/EPAP
CPAP/BiPAP • incentivo
PACIENTE MÓVEL
sentar • ortostatismo • marcha
cicloergômetro • exercício
DOMICÍLIO
autogerenciamento • caminhada
adesão • progressão funcional
FILTRO CLÍNICO
Causa do baixo volume • recrutabilidade • secreção • estabilidade • dispositivos
CENÁRIO 1
Paciente em ventilação mecânica
Antes da técnica
• Definir o mecanismo da atelectasia
• Avaliar secreção e mecânica pulmonar
• Verificar hemodinâmica, dreno e dispositivos
• Analisar PEEP, pressões e risco de perda de 
recrutamento
Recursos possíveis
• Posicionamento e mudança de decúbito
• Hiperinsuflação manual ou pelo ventilador
• Pausa inspiratória e ajuste do tempo inspiratório
• Compressão expiratória se houver secreção
• Aspiração quando há obstrução
• Sedestação, ortostatismo e marcha
A técnica depende da causa do colapso e da resposta do paciente.
“
Não adianta tentar recrutar repetidamente um 
segmento cujo brônquio permanece obstruído.
ATELECTASIA OBSTRUTIVA
CENÁRIO 2
Paciente respirando espontaneamente
PADRÕES
Inspiração lenta e 
profunda
Pausa inspiratória
Inspiração em tempos
Expansão localizada
PRESSÃO POSITIVA
PEP e EPAP
CPAP
BiPAP
RPPI
FEEDBACK
Voldyne
Inspirix
Triflo
Metas individualizadas
Cooperação, dor, fadiga e capacidade de gerar volume definem a escolha.
“
O inspirômetro de incentivo não deve virar um 
brinquedo no qual o paciente simplesmente levanta 
bolinhas.
QUALIDADE DA INSPIRAÇÃO
CENÁRIO 3
Movimento como técnica reexpansiva
Sentar Poltrona Ortostatismo
Marcha 
estacionária
Caminhada
A demanda ventilatória aumenta, o volume corrente cresce e a 
posição do diafragma se modifica.
“Movimento também é uma técnica reexpansiva.”
CENÁRIO 4
Reexpansão no domicílio
A técnica precisa caber na vida do paciente
AUTOGERENCIAMENTO
• Inspirações lentas com pausa
• Expansão torácica localizada
• PEP, EPAP ou incentivo quando indicados
• Educação do paciente e do cuidador
MOVIMENTO
• Sentar e levantar
• Marcha estacionária
• Caminhada progressiva
• Escadas e exercícios funcionais selecionados
A melhor técnica é aquela que o paciente compreende, executa corretamente e mantém.
A MESMA TÉCNICA NÃO SERVE PARA TODOS
O filtro das patologias
ATELECTASIA
Recrutar quando houver 
possibilidade
Remover secreção se houver 
obstrução
Tratar dor e imobilidade
DERRAME PLEURAL
Ventilar o pulmão comprimido
Mobilizar e controlar a dor
Reconhecer quando o líquido 
exige drenagem
PNEUMOTÓRAX
Confirmar drenagem e fuga 
aérea
Reavaliar pressão positiva
Proteger dreno e conexões 
durante a mobilização
Primeiro, identifique o mecanismo que reduziu o volume pulmonar.
PNEUMOTÓRAX
A pressão positiva pode transformar uma intervenção em risco
NÃO DRENADO
• Evitar pressão positiva sem avaliação da 
equipe
• Evitar hiperinsuflação e recrutamento vigoroso
• Observar deterioração clínica e sinais de 
tensão
DRENADO
• Confirmar permeabilidade e posição do 
sistema
• Avaliar fuga aérea e enfisema subcutâneo
• Mobilizar sem tracionar, dobrar ou clampear o 
dreno
Segurança precede recrutamento.
Referências bibliográficas
Referências bibliográficas
BRITTO, Raquel; BRANT, Tereza; PARREIRA, Verônica. Recursos 
Manuais e Instrumentais em Fisioterapia Respiratória. São Paulo: 
Editora Manole, 2014.
RODRIGUES, Sérgio L. Reabilitação Pulmonar Conceitos Básicos. 
São Paulo: Manole, 2003.
PRYOR, Jennifer A.; WEBBER, Barbara A. Fisioterapia para Problemas
Respiratórios e Cardíacos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
KNOBEL, Elias. Terapia Intensiva Pneumologia e Fisioterapia Respiratória.
Rio de Janeiro:Atheneu,2013.
SARMENTO, George J. V. Fisioterapia respiratória no paciente crítico. São
Paulo: Editora Manole, 2010.

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