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Resumo de estudo • Avaliação respiratória Página 1 Avaliação respiratória Resumo de estudo em estilo de caderno: tópicos curtos, palavras-chave destacadas e tabelas para revisão. 1. Avaliação fisioterapêutica Objetivo: orientar o tratamento, selecionar técnicas adequadas, evitar intervenções inadequadas e acompanhar a evolução. Antes de começar • Identificar o paciente e preparar um ambiente tranquilo, com privacidade. • Explicar o procedimento e posicionar o paciente adequadamente; sentado, se possível. • Realizar avaliação inicial e reavaliar ao longo do tratamento. 2. Anamnese Entrevista clínica para entender a queixa e a história do paciente. • HDA: diagnóstico, queixa, início/duração, frequência, internações, fatores de melhora/piora e dependência. • HPP: doenças anteriores, alergias, cirurgias, doenças associadas e tabagismo. • História familiar: doenças presentes na família. • Medicamentos e hábitos: uso atual, atividade física, alimentação, trabalho e vida social. Sintomas que devem ser investigados • Tosse: seca ou produtiva; eficaz ou ineficaz; duração e padrão. • Secreção: volume, consistência, odor e coloração. • Dispneia: falta de ar em repouso ou aos esforços. • Outros: congestão nasal, infecções repetidas, dor, tontura, alterações do sono ou desorientação. 3. Inspeção e formatos do tórax • Inspeção estática: formato do tórax, simetria e alterações visíveis. • Inspeção dinâmica: frequência, ritmo, profundidade, simetria e esforço respiratório. Formatos citados no material • Tórax em tonel: aumento do diâmetro anteroposterior; associação com DPOC, retificação do diafragma e costelas horizontalizadas. • Pectus excavatum: esterno deprimido, com aspecto de tórax escavado. • Pectus carinatum: esterno projetado para frente. • Cifoescoliose: alterações da curvatura da coluna que podem afetar a mecânica respiratória. Sinais periféricos • Cianose: coloração azulada; baqueteamento digital: aumento das falanges distais. Resumo de estudo • Avaliação respiratória Página 2 4. Frequência respiratória (FR) Adultos — referência do material • Eupneia: 12–20 incursões por minuto (irpm). • Bradipneia: abaixo de 12 irpm. • Taquipneia: acima de 20 irpm. Faixas pediátricas apresentadas no resumo do material • 1–12 meses: 30–53 irpm; 1–2 anos: 22–37; 3–5 anos: 20–28; 6–12 anos: 18–25 irpm. Padrões respiratórios • Apneia: ausência de respiração. • Hiperventilação: aumento da frequência e da profundidade. • Hipoventilação: ventilação reduzida; observar profundidade e regularidade. • Respiração paradoxal: tórax e abdome movimentam-se em sentidos opostos. • Cheyne–Stokes: apneias alternadas com respirações que aumentam progressivamente até um máximo. • Biot: amplitude irregular/variável, com períodos de apneia. • Kussmaul: respiração profunda, associada no material à acidose metabólica. Sinais de esforço • Batimento de asa nasal, retrações intercostais ou retroesternais e uso de musculatura acessória. Resumo de estudo • Avaliação respiratória Página 3 5. Palpação, percussão e ausculta Palpação • Avalia a expansibilidade pulmonar. O material descreve expansão simétrica e deslocamento aproximado de 3–5 cm entre os polegares. • A expansibilidade pode estar reduzida de um lado ou dos dois. Percussão Som Interpretação descrita no material Timpânico Indicado como normal no material. Maciço/abafado Pode ocorrer em massa ou pneumonia localizada. Hipertimpânico Pode estar associado à hiperinsuflação ou pneumotórax. Ausculta pulmonar Objetivo: identificar sons normais e ruídos adventícios. Auscultar em ambiente silencioso, de cima para baixo, comparando os dois lados, com o tórax descoberto e respiração pela boca conforme tolerância. Som Como lembrar Associação comum Murmúrio vesicular (MV) Sopro suave; registrar presente, reduzido ou abolido. Som respiratório esperado. Roncos Ruído grave, parecido com ronco. Secreção em vias aéreas maiores. Sibilos Assobio agudo. Estreitamento dos brônquios. Estertores Pequenos estalos. Abertura de pequenas vias aéreas ou presença de líquido/secreção, conforme o contexto. Estridor Som agudo e áspero. Estreitamento das vias aéreas superiores; pode ser urgente. Na ausculta, observar: localização, lado, fase respiratória, intensidade e se o ruído muda após a tosse. 6. Sinais vitais e paciente crítico • Monitorar frequência cardíaca (FC), pressão arterial (PA), saturação periférica de oxigênio (SpO■) e temperatura. • No paciente crítico, observar dispositivos, medicamentos, nível de consciência, força motora e sinais vitais. • A manovacuometria é citada como método para avaliar a força muscular respiratória. 7. Volumes e capacidades pulmonares Valores aproximados para estudo; podem variar conforme pessoa, idade, sexo e referência utilizada. Sigla/termo Valor ou fórmula Significado Volume corrente (VC) ≈ 500 mL Ar inspirado/expirado numa respiração tranquila. Resumo de estudo • Avaliação respiratória Página 4 Sigla/termo Valor ou fórmula Significado Volume de reserva inspiratória (VRI) ≈ 3.000 mL Ar adicional inspirado após inspiração normal. Volume de reserva expiratória (VRE) ≈ 1.100 mL Ar adicional expirado após expiração normal. Volume residual (VR) ≈ 1.200 mL Ar que permanece após expiração máxima. Capacidade vital (CV) VC + VRI + VRE Volume mobilizado entre inspiração e expiração máximas. Capacidade inspiratória (CI) VC + VRI Volume máximo inspirado após expiração tranquila. Capacidade residual funcional (CRF) VRE + VR Ar que permanece após expiração tranquila. Capacidade pulmonar total (CPT) CV + VR Volume total após inspiração máxima. Resumo de estudo • Avaliação respiratória Página 5 8. Ventilação e mecânica respiratória • Inspiração: o diafragma contrai e desce; o volume torácico aumenta e o ar entra. • Expiração tranquila: ocorre principalmente pelo relaxamento dos músculos inspiratórios e recuo elástico. • Ventilação minuto: volume corrente (VC) × frequência respiratória (FR). • Ventilação alveolar: depende do ar que chega aos alvéolos, descontando o espaço morto. • Espaço morto: ar que não participa diretamente das trocas gasosas; pode ser anatômico, alveolar ou fisiológico. • Pressão transpulmonar: pressão alveolar menos pressão pleural; seu gradiente contribui para a expansão pulmonar. 9. Alterações restritivas e perda de volume Atelectasia • Colapso de parte do pulmão, com redução da ventilação local. • Por reabsorção: obstrução/tampão mucoso bloqueia a ventilação e o ar distal é reabsorvido. • Passiva: redução persistente dos volumes correntes pode favorecer o colapso. Derrame pleural • Acúmulo de líquido no espaço pleural. • Pode ser classificado como transudato ou exsudato, conforme mecanismo e composição. • Pode reduzir a expansibilidade e os sons respiratórios; a avaliação clínica e a imagem ajudam na investigação. Pneumotórax • Presença de ar no espaço pleural, podendo comprometer a expansão pulmonar. • Pode ser espontâneo, traumático ou iatrogênico. O pneumotórax hipertensivo é uma emergência. 10. Expansão e reexpansão pulmonar • Objetivos: aumentar o volume pulmonar, manter recrutamento e redistribuir a ventilação para regiões hipoventiladas. • Técnicas citadas no estudo: respiração diafragmática/intercostal, inspirações profundas, inspiração fracionada/segmentada, incentivador respiratório, posicionamento e pressão positiva (como EPAP/CPAP/PEEP, conforme indicação). • A escolha depende do mecanismo da perda de volume, avaliação clínica, oxigenação, imagem, ausculta e resposta à intervenção. 11. Revisão rápida — memorize Pergunta Resposta curta O que avalia a ausculta? Sons respiratórios normais e ruídos adventícios. Resumo de estudo • Avaliação respiratória Página 6 Pergunta Resposta curta Roncos x sibilos? Roncos: som grave associado a secreção; sibilos: assobio por estreitamento das vias aéreas. O que é tórax em tonel? Aumento do diâmetro anteroposterior;associação com DPOC e hiperinsuflação. O que avalia a manovacuometria? Força muscular respiratória. O que é atelectasia? Colapso de uma região pulmonar com redução da ventilação. Qual a finalidade da avaliação? Orientar o plano fisioterapêutico e acompanhar a evolução. Nota: este resumo organiza os principais temas encontrados nos materiais de avaliação respiratória e técnicas de expansão/reexpansão. Alguns valores são aproximados; confira a convenção adotada na disciplina e não use o resumo como substituto dos protocolos clínicos.