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BIOMECÂNICA
DO JOELHO
DICAS PARA FORTALECIMENTO
E SAÚDE DESSA ARTICULAÇÃO
ANDRÉ ALBUQUERQUE
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
ANDRÉ ALBUQUERQUE
CEO da Personal Trainer Academy
Mestre em Educação Física (Biomecânica)
pela Universidade Federal do Paraná,
Coordenador nacional de Pós Graduação.
Autor de 3 livros sobre Biomecânica.
Docente de cursos em mais de 40 cidades
pelo Brasil e exterior.
Mais de 23 mil alunos formados.
Personal Trainer há mais de 15 anos.
+ de 260 mil seguidores no Instagram.
@andréalbuquerque_
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
https://www.instagram.com/andrealbuquerque_/
4O QUE VOCÊ VAI APRENDER
POR QUE ISSO É
IMPORTANTE PARA VOCÊ:
01 - ESTRUTURA FUNCIONAL
02 - MENISCOS
03 - PATELA
04 - CONDROMALÁCIA E
SÍNDROME DA DOR
PATELOFEMORAL
5 DICAS PARA O
FORTALECIMENTO E SAÚDE
DO JOELHO
DICA 02 - MEUS PÉS DEVEM
ESTAR RETOS/PARALELOS
DURANTE UM
AGACHAMENTO?
DICA 03 - QUAL A
ABERTURA MAIS
ADEQUADA ENTRE OS PÉS?
PERSONAL TRAINER
ACADEMY
SUMÁRIO
5
6
10
13
16
20
23
24
30
DICA 01 - ALINHE SEMPRE O
JOELHO COM O PÉ 21
DICA 04 - OS JOELHOS
PODEM ULTRAPASSAR
A PONTA DOS PÉS?
25
DICA 05 - QUANDO DEVO
UTILIZAR O CALÇO? 27
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
Exploração detalhada das
articulações tibiofemoral e
patelofemoral, cruciais
para compreender como o
joelho absorve impactos e
facilita movimentos
complexos.
O papel dos meniscos na
distribuição de carga e
estabilização do joelho,
destacando a importância
dessas estruturas
fibrocartilaginosas
O livro detalha a patela,
condromalácia e síndrome
da dor patelofemoral, além
de oferecer dicas práticas
para o fortalecimento do
joelho
O QUE VOCÊ VAI APRENDER
NESSE LIVRO DIGITAL:
4Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
Esses temas são
importantes pois
proporcionam ao
profissional da educação
física uma compreensão
profunda sobre o
funcionamento do joelho,
permitindo que ele aplique
esse conhecimento na
prevenção de lesões,
melhoria da funcionalidade
e alívio de dores, o que é
essencial para quem atua
na área de saúde e fitness.
Essa capacidade de aliviar
dores não apenas melhora
a qualidade de vida dos
indivíduos, mas também
aprimora sua performance
e resistência em atividades
físicas
POR QUE ISSO É IMPORTANTE
PARA VOCÊ:
5Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
Nossa articulação do joelho, além de permitir
sustentação de grandes sobrecargas, também
oferece a mobilidade necessária para atividades
locomotoras. Quando estendido, o joelho fica mais
estável devido seu alinhamento entre fêmur e tíbia e
pela congruência das superfícies articulares. Nas
posições em flexão, essa articulação é móvel e
necessita de estabilização proporcionada pela
cápsula articular, ligamentos e músculos que as
cercam. Essa articulação é vulnerável a lesão devido
as demandas mecânicas diárias impostas a ela e
pela dependência dos tecidos moles, como a
cartilagem patelar e os meniscos (Hamill et al., 2016).
Existem 2 articulações no complexo do joelho, a
articulação tibiofemoral e a articulação
patelofemoral
6
01. ESTRUTURA FUNCIONAL
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
Na articulação tibiofemoral, os côndilos
medial e lateral da tíbia e do fêmur se
articulam para formar duas
articulações elipsóides lado a lado
(aquelas que possuem uma
extremidade côncava em contato com
outra convexa).
7
01. ESTRUTURA FUNCIONAL
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
Como os côndilos do fêmur diferem em
tamanho, formato e orientação, há uma leve
rotação lateral da tíbia (em movimentos de
cadeia cinética aberta) ou de rotação medial
do fêmur (em cadeia cinética fechada)
durante os últimos graus de extensão para
produzir o “bloqueio” do joelho (Hall, 2013). Por
esse motivo, na cadeira extensora é comum e
normal nossos alunos rodarem externamente a
ponta do pé no final da extensão e não é
necessário corrigir essa leve rotação.
8
01. ESTRUTURA FUNCIONAL
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
As lesões mais frequentes no nosso joelho são as
lesões nos ligamentos e nas cartilagens. As
cartilagens do nosso corpo foram feitas para
durarem longos anos de vida, portanto, ao menos
que você tenha sofrido um impacto muito forte
como em uma queda por exemplo, serão os
movimentos inadequados do dia a dia e nos
exercícios que se somarão para o desgaste
progressivo dessas estruturas. Assim, nossa
obrigação enquanto profissionais da saúde é de
realizar boas orientações durante todos os
exercícios para evitar o desgaste precoce das
cartilagens do joelho além de fazer orientações
para a vida diária dos nossos alunos. Somente os
melhores profissionais fazem todas essas
orientações.
9
01. ESTRUTURA FUNCIONAL
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
Os meniscos são estruturas
fibrocartilaginosas em formato semicircular,
localizadas entre o fêmur e a tíbia. Suas
funções incluem amortecer impactos,
lubrificar, estabilizar e distribuir as cargas
que passam por essa articulação. Eles
melhoram o encaixe entre o fêmur e a tíbia,
sendo essenciais para manter a
biomecânica normal do joelho. Cada joelho
possui dois meniscos: o medial e o lateral. O
menisco lateral é mais móvel em
comparação ao medial, que tem uma
fixação mais firme na superfície da tíbia, o
que torna o menisco lateral mais suscetível
a lesões.
10
02. MENISCOS
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
No caso de lesões nessas estruturas, uma
característica muito importante a ser
considerada por nós profissionais da saúde é
que a vascularização dos meniscos é,
basicamente, limitada na parte mais
periférica (zona vermelha). O que significa
que lesões nessa região tem maior potencial
de cicatrização enquanto que lesões na região
central (zona branca) dos meniscos possui
difícil recuperação. Desse modo, a
identificação do local exato da lesão
influencia tanto na recuperação como na
escolha do tratamento mais adequado
indicado pelo médico. Para os profissionais da
Educação Física ou Fisioterapia cabe a
identificação do local da lesão para entender
o tempo de recuperação e o momento mais
adequado para exigir um esforço maior dessa
articulação nos exercícios. Caso o cliente já
possua uma lesão meniscal, realizar o
agachamento profundo pode não ser uma boa
estratégia visto que esse movimento aumenta
o risco de lesões nessa estrutura (Escamilla,
2001). 
11
02. MENISCOS
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
A patela é o osso que fica na região da
frente do joelho e tem uma função
primordial de dar mais torque na extensão
dessa articulação. Como ela faz isso?
Observe na imagem ao lado que, devido ao
posicionamento da patela, o tendão patelar
fica mais inclinado para a frente do joelho,
proporcionando maior torque na extensão
da articulação (seta azul escuro). Caso a
patela não existisse, o tendão passaria mais
próximo do fêmur (seta azul claro) e a força
proporcionada pelo quadríceps não seria
tão eficiente para a extensão do joelho. 
12
03. PATELA
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
Como estamos vendo, a força gerada pelo músculo
quadríceps é transferida para a patela que faz
contato com o fêmur e traciona a tíbia na extensão
do joelho. Por isso é plausível acreditar que quanto
maior a força produzida pelo quadríceps, maior será
a compressão gerada entre a patela e fêmur, ou
seja, maior será a compressão patelofemoral. Para
evitar que os ossos da patela e fêmur entrem em
contato direto, essas duas estruturas são revestidas
de cartilagens que, além de proteger e amortecer as
cargas que passam constantemente pela
articulação, permite um ótimo deslizamento entre os
dois ossos durante os movimentos de flexão e
extensão do joelho. A cartilagem patelar é uma das
mais espessas do corpo humano e possui duas
características importantes para o entendimento denós profissionais da saúde.
13
03. PATELA
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
A primeira delas é que essa cartilagem é
denervada, ou seja, mesmo ela sendo
comprimida entre a patela e fêmur não
oferecerá sintomas de dor. A segunda
característica é que ela á avascularizada,
portanto não recebe vascularização
sanguínea ou linfática. Desse modo, caso
exista uma lesão nessa estrutura sua
recuperação é extremamente lenta
comparada a um músculo por exemplo.
Se não é possível perceber quando há um
pequeno desgaste ou compressão na
cartilagem patelar, por não sentirmos dor
nela, porque muitas pessoas sofrem com
dores nessa região? Isso acontece porque o
osso subcondral (aquele localizado abaixo
da cartilagem) é altamente inervado e,
portanto, é capaz de produzir sintomas de
dor. Se o seu aluno possui dores próximo a
patela, é bem provável que sua cartilagem
não esteja mais íntegra ou saudável, e o
pior, já comentamos que ela possui difícil
recuperação.
14
03. PATELA
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
Mais uma vez aqui reitero a importância do
profissional da saúde na orientação
adequada dos exercícios e das
posturas/movimentos da vida diária dos
seus clientes. Isso porque um ou outro
movimento em apenas um dia dificilmente
provocará uma lesão grave na cartilagem,
mas sim o acúmulo de movimentos é o que
acarretará desgastes e dores ao longo da
vida.
Gosto da analogia entre nosso joelho e um
pneu de carro. Caso você tenha passado em
um buraco e as rodas ficaram desalinhadas,
o pneu começará a sofrer um desgaste mais
de um lado que de outro. Entretanto, não
será nos primeiros quilômetros que você
perceberá tal desgaste e quando perceber
pode ser tarde demais. Assim é nosso joelho,
realizar poucos movimentos com ele
desalinhado provavelmente não gerará
lesão, porém o acúmulo desses movimentos
proporcionará um desgaste progressivo. A
diferença principal é que o pneu você
compra um novo facilmente, enquanto que
o joelho.
15
03. PATELA
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
Muitas vezes esses dois termos são
associados e confundidos entre os
profissionais, porém vamos
esclarecer quais são as diferenças.
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04. CONDROMALÁCIA E SÍNDROME DA DOR
PATELOFEMORAL
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
A síndrome da dor patelofemoral
trata-se de uma condição dolorosa
na região do joelho que envolve,
sobretudo, a patela e o fêmur. Esta
síndrome é ocasionada por um
desequilíbrio biomecânico, em
grande parte relacionado ao joelho
valgo, enfraquecimento dos músculos
do quadril e da coxa, largura
excessiva da pelve, mal
posicionamento da patela, entre
outros. Essa patologia acomete mais
mulheres que homens e também é
comum entre pessoas com grau de
treinamento elevado, que utilizam
constantemente essa articulação
para os movimentos esportivos. 
Os clientes acometidos pela síndrome
da dor patelofemoral,
frequentemente relatam dor no joelho
quando sobem ou descem escadas,
quando agacham ou saltam, e até o
ato de ficar sentado por um longo
período de tempo. Outros sintomas
incluem os estalos ao agachar, andar,
correr ou subir escadas bem como a
“sensação de areia” dentro da
articulação. E é nesse ponto que
chegamos na condromalácia, pois
essa sensação está muito
relacionada a essa condição.
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04. CONDROMALÁCIA E SÍNDROME
DA DOR PATELOFEMORAL
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
A polavra Condromalácia pode ser dividida em
“condro” – de cartilagem – e “malacia” – que se
refere a amolecimento ou fraqueza. Portanto
condromalácia é uma característica anormal da
cartilagem que recobre a região articular da patela
e sua classificação vai desde um grau mais simples
como o amolecimento, até um grau mais avançado,
como fissuras e degeneração que causam a
exposição do osso subcondral. Nesse sentido, a
condromalácia pode ou não ser uma característica
presente na síndrome da dor patelofemoral.
A cartilagem patelar é um tecido que não possui
terminações nervosas e, portanto, não sentimos
dores caso ocorra uma lesão nessa estrutura.
Todavia, a lesão da cartilagem compromete
diretamente a absorção e dissipação das cargas
entre a patela e fêmur, e isso passa a sobrecarregar
outras estruturas bastante inervadas dessa
articulação, como é o caso dos tendões, ligamentos
e do osso abaixo da cartilagem (subcondral), que
normalmente são a fonte de dor.
Os tecidos cartilaginosos do corpo humano
apresentam pequena ou nenhuma vascularização
sanguínea e consequentemente baixo potencial de
cicatrização. Isso faz com que, uma vez presente a
lesão da cartilagem, a reação inflamatória seja
pequena e a possibilidade de cicatrização quase
inexistente.
18
04. CONDROMALÁCIA E SÍNDROME
DA DOR PATELOFEMORAL
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
Sendo assim, o principal foco do tratamento é evitar a
progressão da doença e reeducar o cliente sobre os
movimentos articulares que são prejudiciais, para que não
sejam executados no dia a dia ou durante os exercícios
físicos.
Caso a lesão já esteja presente, as primeiras opções
envolvem técnicas convencionais como a crioterapia (uso de
gelo no local) para reduzir o edema e a dor, além do
tratamento medicamentoso. O passo seguinte é a melhora da
função do joelho, alcançada principalmente através da
orientação nos movimentos da vida diária, pois 1 hora de
exercício não será suficiente para promover melhoras se, nas
outras horas do dia, o cliente realizar movimentos
inadequados. Além disso, são necessários exercícios de
fortalecimento muscular, tanto para os músculos que
movimentam e estabilizam o joelho quanto para aqueles que
fazem o mesmo pelo quadril. O ganho de força muscular
garante a redução das forças que agem sobre o joelho,
poupando as estruturas cartilaginosas e, assim, impedindo ou
retardando a progressão da condromalácia.
Além do fortalecimento, o treinamento do controle dinâmico
dos membros inferiores é parte fundamental do tratamento.
Padrões anormais do movimento como o valgismo do joelho
durante o agachamento bipodal ou unipodal piora a
congruência da articulação patelofemoral e favorece ao
desenvolvimento da condromalácia. Assim, o fortalecimento
do complexo posterolateral do quadril incluindo os músculos
abdutores, os rotadores laterais e os extensores já foram
mencionados como fundamentais no tratamento da dor
patelofemoral (Fukuda et al., 2010; Fukuda et al., 2012)
19
04. CONDROMALÁCIA E SÍNDROME
DA DOR PATELOFEMORAL
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
Já observamos que o segredo para a saúde
das cartilagens presentes no joelho é a
prevenção! Isso porque após o desgaste
dessas estruturas é extremamente difícil sua
recuperação. E como iremos evitar esse
desgaste que normalmente ocorre com o
passar dos anos de vida? Com o
fortalecimento equilibrado dos músculos
que estabilizam e movimentam o joelho,
porém com o entendimento biomecânico
para que as cartilagens estejam sendo
minimamente deterioradas durante os
exercícios e nos movimentos da vida diária. 
20
5 DICAS PARA O FORTALECIMENTO E SAÚDE
DO JOELHO
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
Quando, durante um agachamento, seu joelho faz o
valgo dinâmico, há uma maior compressão da parte
lateral da cartilagem patelar com o côndilo lateral do
fêmur. Isso ocorre porque, além do fêmur fazer uma
adução, ele faz uma leve rotação medial,
proporcionando mais compressão nessa área da patela
e côndilo. Claramente, essa compressão gera maior
risco de danificar as cartilagens e, consequentemente, o
processo de condromalácia.
Para que o cliente evite o valgo dinâmico é necessário
que você use uma ferramenta fundamental: a
orientação e as dicas de aprendizagem. Muitos
profissionais tentam justificar que seus clientes fazem o
valgo por falta de força nos glúteos ou outro motivo
qualquer, porém se você solicitar que seu aluno afaste
os joelhos perceberá que, na grande maioria das vezes,
elefará esse movimento facilmente. Na minha prática
profissional tenho percebido que é a falta de orientação
que permite que os clientes façam o valgo e uma
maneira simples de você observar se os joelhos estão
bem alinhados é analisando seu direcionamento em
relação às pontas dos pés. 
21
DICA 01 - ALINHE SEMPRE O JOELHO COM O PÉ
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
Isso quer dizer que, quanto mais você roda seu
quadril e, consequentemente, o pé externamente
(como no agachamento sumô), maior deverá ser o
afastamento do joelho para conseguir manter o
alinhamento.
Cuidado! Quanto maior a rotação externa, maior
será a dificuldade de manter o correto
posicionamento dos joelhos!
O fortalecimento do complexo póstero-lateral do
quadril, envolvendo músculos como o glúteo médio e
máximo, já foi citado como fundamental para o
controle do valgo dinâmico e melhora das dores no
joelho em pacientes com Síndrome da Dor
Patelofemoral (Fukuda et al., 2010; Fukuda et al.,
2012).
22
DICA 01 - ALINHE SEMPRE O JOELHO COM O PÉ
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
Uma dica que gosto de dar para meus clientes é
que eles caminhem no mesmo lugar sem olhar
para os pés e de maneira mais confortável
possível. Após essa caminhada, é fácil verificar se
há uma rotação externa natural, que pode ser
influenciada pelo posicionamento do
acetábulo/pelve ou pela própria rotação do
fêmur. 
Caso os pés fiquem apontados para frente, não
vejo problema em o profissional indicar o
agachamento com os pés nessa direção. No
entanto, se os pés ao final da caminhada ficarem
levemente apontados para fora, essa será a
posição mais confortável para esse cliente
agachar.
23
DICA 02 - MEUS PÉS DEVEM ESTAR
RETOS/PARALELOS DURANTE UM AGACHAMENTO?
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
Duas situações precisam ser levadas em
consideração para determinar o melhor
afastamento dos pés nos exercícios de
agachamento:
Quanto mais fechados os pés, maior a
probabilidade de impactar o colo do fêmur com o
labrum do acetábulo.
1.
Quanto mais afastados os pés, mais difícil será
manter o alinhamento dos joelhos, aumentando a
chance de ocorrer o valgo dinâmico.
2.
Assim, considerando a individualidade de cada
cliente, é possível definir o quão próximos ou
afastados os pés devem estar para garantir a
segurança durante o exercício.
Normalmente, a posição mais confortável e de
menor risco para as articulações é o afastamento
dos pés na largura dos ombros, com leve rotação
externa do quadril.
Alguns profissionais insistem em realizar variações
nos exercícios acreditando que isso ativará mais o
vasto medial, lateral ou intermédio em determinadas
posições. No entanto, cientificamente, essa alegação
não é comprovada, da mesma forma que variações
na cadeira extensora não aumentam a ativação
muscular nesses grupos (Murray et al., 2013;
Stoutenberge et al., 2005; Hung et al., 1999; Signorile
et al., 1995).
24
DICA 03 - QUAL A ABERTURA MAIS
ADEQUADA ENTRE OS PÉS?
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
Essa talvez seja a principal polêmica dos últimos
tempos: há prejuízos quando meu joelho avança
mais à frente da ponta dos pés? O que realmente
ocorre?
Costumo dizer nos meus cursos que os melhores
profissionais são aqueles que possuem uma visão
holística sobre o corpo, ou seja, que visualizam o
todo e não apenas uma articulação. Sendo assim,
precisamos considerar outras articulações para
afirmar se essa estratégia será prejudicial para
todos os nossos clientes.
Uma situação muito simples de ser visualizada é
que quanto mais o joelho do aluno avança, mais
a sua coluna permanece ereta e o contrário
também é verdadeiro, quanto menos o joelho
avança em direção a ponta do pé, maior será a
inclinação do tronco. Sendo assim, como está a
coluna ou o joelho do seu cliente? Essa pergunta
sempre deve ser feita antes de solicitar que o
cliente não avance o joelho, vejamos o porquê.
Observe na imagem abaixo que se o joelho
ultrapassa a ponta do pé é possível reduzir o
torque na articulação da coluna, principalmente
na lombar. Caso o seu cliente possua uma coluna
comprometida e um joelho saudável é
interessante que ele avance aos poucos o joelho
na intenção de preservar a articulação da coluna. 
25
DICA 04 - OS JOELHOS PODEM ULTRAPASSAR
A PONTA DOS PÉS?
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
Contudo, o avanço do joelho proporciona
maior torque para essa articulação e,
consequentemente, maior compressão
patelofemoral. Caso o aluno já possua um
processo degenerativo nessa articulação,
a orientação para que o joelho não
avance será a mais adequada.
26
DICA 04 - OS JOELHOS PODEM ULTRAPASSAR
A PONTA DOS PÉS?
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
A melhor resposta seria nunca! Isso porque o
calço proporciona um padrão de movimento
que nossos clientes não executarão no dia a
dia (a não ser que estejam de salto alto!). O
ideal é que todos nós possamos executar um
bom agachamento sem a necessidade de
equipamentos externos, visto que para
sentarmos no sofá, vaso sanitário, cadeira,
etc., não teremos esses acessórios.
Entretanto, alguns clientes podem possuir
características que dificultam o agachamento.
27
DICA 05 - QUANDO DEVO UTILIZAR O CALÇO?
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
Uma desproporção no tamanho do fêmur em relação à tíbia.
Observe que o comprimento do fêmur na figura 1 é menor que
o da figura 2, com as imagens logo abaixo. Note também que
a linha traçada em amarelo representa a linha da força
gravitacional sobre o centro de massa. Basicamente, o peso
das partes do corpo que está atrás dessa linha deve ser o
mesmo que está na frente, para que haja equilíbrio corporal.
Entretanto, para que exista equilíbrio, as pessoas que
possuem um fêmur muito longo em comparação com a tíbia
(figura 2) vejam que o tronco deve estar mais inclinado para
frente. Essa é uma característica que o profissional da saúde
deve entender para compreender as dificuldades de alguns
clientes em realizar um simples agachamento.
1.
Uma baixa amplitude de tornozelo. Assim como a grande
desproporção entre fêmur e tíbia, a baixa amplitude de
tornozelo não facilita que o corpo mantenha o equilíbrio. Se o
joelho não avançar o suficiente, uma parte do peso do corpo
não ultrapassará a linha amarela e o equilíbrio entre as
partes ficará prejudicado. O lado bom é que essa
característica pode ser treinada e melhorada nos nossos
clientes através de exercícios de mobilidade do tornozelo.
2.
28
DICA 05 - QUANDO DEVO UTILIZAR O CALÇO?
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
Pessoas com essas duas características possuem
maior probabilidade de caírem para trás no
agachamento, e alguns treinadores acabam
utilizando a estratégia do calço ao invés de entender
as limitações e priorizar os exercícios de mobilidade
do tornozelo. Esses exercícios permitirão uma melhor
qualidade no agachamento, não somente durante os
exercícios físicos, mas também nos movimentos da
vida diária. No vídeo ao lado, estão algumas
sugestões de exercícios para aumentar a mobilidade
do tornozelo, o que pode melhorar o agachamento
logo após a realização desses exercícios. Minha
sugestão é realizar alguns deles no início da aula,
especialmente se houver agachamento livre,
agachamento sumô, afundo, etc.
29
DICA 05 - QUANDO DEVO UTILIZAR O CALÇO?
Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51
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