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BIOMECÂNICA DO JOELHO DICAS PARA FORTALECIMENTO E SAÚDE DESSA ARTICULAÇÃO ANDRÉ ALBUQUERQUE Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 ANDRÉ ALBUQUERQUE CEO da Personal Trainer Academy Mestre em Educação Física (Biomecânica) pela Universidade Federal do Paraná, Coordenador nacional de Pós Graduação. Autor de 3 livros sobre Biomecânica. Docente de cursos em mais de 40 cidades pelo Brasil e exterior. Mais de 23 mil alunos formados. Personal Trainer há mais de 15 anos. + de 260 mil seguidores no Instagram. @andréalbuquerque_ Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 https://www.instagram.com/andrealbuquerque_/ 4O QUE VOCÊ VAI APRENDER POR QUE ISSO É IMPORTANTE PARA VOCÊ: 01 - ESTRUTURA FUNCIONAL 02 - MENISCOS 03 - PATELA 04 - CONDROMALÁCIA E SÍNDROME DA DOR PATELOFEMORAL 5 DICAS PARA O FORTALECIMENTO E SAÚDE DO JOELHO DICA 02 - MEUS PÉS DEVEM ESTAR RETOS/PARALELOS DURANTE UM AGACHAMENTO? DICA 03 - QUAL A ABERTURA MAIS ADEQUADA ENTRE OS PÉS? PERSONAL TRAINER ACADEMY SUMÁRIO 5 6 10 13 16 20 23 24 30 DICA 01 - ALINHE SEMPRE O JOELHO COM O PÉ 21 DICA 04 - OS JOELHOS PODEM ULTRAPASSAR A PONTA DOS PÉS? 25 DICA 05 - QUANDO DEVO UTILIZAR O CALÇO? 27 Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 Exploração detalhada das articulações tibiofemoral e patelofemoral, cruciais para compreender como o joelho absorve impactos e facilita movimentos complexos. O papel dos meniscos na distribuição de carga e estabilização do joelho, destacando a importância dessas estruturas fibrocartilaginosas O livro detalha a patela, condromalácia e síndrome da dor patelofemoral, além de oferecer dicas práticas para o fortalecimento do joelho O QUE VOCÊ VAI APRENDER NESSE LIVRO DIGITAL: 4Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 Esses temas são importantes pois proporcionam ao profissional da educação física uma compreensão profunda sobre o funcionamento do joelho, permitindo que ele aplique esse conhecimento na prevenção de lesões, melhoria da funcionalidade e alívio de dores, o que é essencial para quem atua na área de saúde e fitness. Essa capacidade de aliviar dores não apenas melhora a qualidade de vida dos indivíduos, mas também aprimora sua performance e resistência em atividades físicas POR QUE ISSO É IMPORTANTE PARA VOCÊ: 5Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 Nossa articulação do joelho, além de permitir sustentação de grandes sobrecargas, também oferece a mobilidade necessária para atividades locomotoras. Quando estendido, o joelho fica mais estável devido seu alinhamento entre fêmur e tíbia e pela congruência das superfícies articulares. Nas posições em flexão, essa articulação é móvel e necessita de estabilização proporcionada pela cápsula articular, ligamentos e músculos que as cercam. Essa articulação é vulnerável a lesão devido as demandas mecânicas diárias impostas a ela e pela dependência dos tecidos moles, como a cartilagem patelar e os meniscos (Hamill et al., 2016). Existem 2 articulações no complexo do joelho, a articulação tibiofemoral e a articulação patelofemoral 6 01. ESTRUTURA FUNCIONAL Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 Na articulação tibiofemoral, os côndilos medial e lateral da tíbia e do fêmur se articulam para formar duas articulações elipsóides lado a lado (aquelas que possuem uma extremidade côncava em contato com outra convexa). 7 01. ESTRUTURA FUNCIONAL Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 Como os côndilos do fêmur diferem em tamanho, formato e orientação, há uma leve rotação lateral da tíbia (em movimentos de cadeia cinética aberta) ou de rotação medial do fêmur (em cadeia cinética fechada) durante os últimos graus de extensão para produzir o “bloqueio” do joelho (Hall, 2013). Por esse motivo, na cadeira extensora é comum e normal nossos alunos rodarem externamente a ponta do pé no final da extensão e não é necessário corrigir essa leve rotação. 8 01. ESTRUTURA FUNCIONAL Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 As lesões mais frequentes no nosso joelho são as lesões nos ligamentos e nas cartilagens. As cartilagens do nosso corpo foram feitas para durarem longos anos de vida, portanto, ao menos que você tenha sofrido um impacto muito forte como em uma queda por exemplo, serão os movimentos inadequados do dia a dia e nos exercícios que se somarão para o desgaste progressivo dessas estruturas. Assim, nossa obrigação enquanto profissionais da saúde é de realizar boas orientações durante todos os exercícios para evitar o desgaste precoce das cartilagens do joelho além de fazer orientações para a vida diária dos nossos alunos. Somente os melhores profissionais fazem todas essas orientações. 9 01. ESTRUTURA FUNCIONAL Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 Os meniscos são estruturas fibrocartilaginosas em formato semicircular, localizadas entre o fêmur e a tíbia. Suas funções incluem amortecer impactos, lubrificar, estabilizar e distribuir as cargas que passam por essa articulação. Eles melhoram o encaixe entre o fêmur e a tíbia, sendo essenciais para manter a biomecânica normal do joelho. Cada joelho possui dois meniscos: o medial e o lateral. O menisco lateral é mais móvel em comparação ao medial, que tem uma fixação mais firme na superfície da tíbia, o que torna o menisco lateral mais suscetível a lesões. 10 02. MENISCOS Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 No caso de lesões nessas estruturas, uma característica muito importante a ser considerada por nós profissionais da saúde é que a vascularização dos meniscos é, basicamente, limitada na parte mais periférica (zona vermelha). O que significa que lesões nessa região tem maior potencial de cicatrização enquanto que lesões na região central (zona branca) dos meniscos possui difícil recuperação. Desse modo, a identificação do local exato da lesão influencia tanto na recuperação como na escolha do tratamento mais adequado indicado pelo médico. Para os profissionais da Educação Física ou Fisioterapia cabe a identificação do local da lesão para entender o tempo de recuperação e o momento mais adequado para exigir um esforço maior dessa articulação nos exercícios. Caso o cliente já possua uma lesão meniscal, realizar o agachamento profundo pode não ser uma boa estratégia visto que esse movimento aumenta o risco de lesões nessa estrutura (Escamilla, 2001). 11 02. MENISCOS Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 A patela é o osso que fica na região da frente do joelho e tem uma função primordial de dar mais torque na extensão dessa articulação. Como ela faz isso? Observe na imagem ao lado que, devido ao posicionamento da patela, o tendão patelar fica mais inclinado para a frente do joelho, proporcionando maior torque na extensão da articulação (seta azul escuro). Caso a patela não existisse, o tendão passaria mais próximo do fêmur (seta azul claro) e a força proporcionada pelo quadríceps não seria tão eficiente para a extensão do joelho. 12 03. PATELA Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 Como estamos vendo, a força gerada pelo músculo quadríceps é transferida para a patela que faz contato com o fêmur e traciona a tíbia na extensão do joelho. Por isso é plausível acreditar que quanto maior a força produzida pelo quadríceps, maior será a compressão gerada entre a patela e fêmur, ou seja, maior será a compressão patelofemoral. Para evitar que os ossos da patela e fêmur entrem em contato direto, essas duas estruturas são revestidas de cartilagens que, além de proteger e amortecer as cargas que passam constantemente pela articulação, permite um ótimo deslizamento entre os dois ossos durante os movimentos de flexão e extensão do joelho. A cartilagem patelar é uma das mais espessas do corpo humano e possui duas características importantes para o entendimento denós profissionais da saúde. 13 03. PATELA Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 A primeira delas é que essa cartilagem é denervada, ou seja, mesmo ela sendo comprimida entre a patela e fêmur não oferecerá sintomas de dor. A segunda característica é que ela á avascularizada, portanto não recebe vascularização sanguínea ou linfática. Desse modo, caso exista uma lesão nessa estrutura sua recuperação é extremamente lenta comparada a um músculo por exemplo. Se não é possível perceber quando há um pequeno desgaste ou compressão na cartilagem patelar, por não sentirmos dor nela, porque muitas pessoas sofrem com dores nessa região? Isso acontece porque o osso subcondral (aquele localizado abaixo da cartilagem) é altamente inervado e, portanto, é capaz de produzir sintomas de dor. Se o seu aluno possui dores próximo a patela, é bem provável que sua cartilagem não esteja mais íntegra ou saudável, e o pior, já comentamos que ela possui difícil recuperação. 14 03. PATELA Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 Mais uma vez aqui reitero a importância do profissional da saúde na orientação adequada dos exercícios e das posturas/movimentos da vida diária dos seus clientes. Isso porque um ou outro movimento em apenas um dia dificilmente provocará uma lesão grave na cartilagem, mas sim o acúmulo de movimentos é o que acarretará desgastes e dores ao longo da vida. Gosto da analogia entre nosso joelho e um pneu de carro. Caso você tenha passado em um buraco e as rodas ficaram desalinhadas, o pneu começará a sofrer um desgaste mais de um lado que de outro. Entretanto, não será nos primeiros quilômetros que você perceberá tal desgaste e quando perceber pode ser tarde demais. Assim é nosso joelho, realizar poucos movimentos com ele desalinhado provavelmente não gerará lesão, porém o acúmulo desses movimentos proporcionará um desgaste progressivo. A diferença principal é que o pneu você compra um novo facilmente, enquanto que o joelho. 15 03. PATELA Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 Muitas vezes esses dois termos são associados e confundidos entre os profissionais, porém vamos esclarecer quais são as diferenças. 16 04. CONDROMALÁCIA E SÍNDROME DA DOR PATELOFEMORAL Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 A síndrome da dor patelofemoral trata-se de uma condição dolorosa na região do joelho que envolve, sobretudo, a patela e o fêmur. Esta síndrome é ocasionada por um desequilíbrio biomecânico, em grande parte relacionado ao joelho valgo, enfraquecimento dos músculos do quadril e da coxa, largura excessiva da pelve, mal posicionamento da patela, entre outros. Essa patologia acomete mais mulheres que homens e também é comum entre pessoas com grau de treinamento elevado, que utilizam constantemente essa articulação para os movimentos esportivos. Os clientes acometidos pela síndrome da dor patelofemoral, frequentemente relatam dor no joelho quando sobem ou descem escadas, quando agacham ou saltam, e até o ato de ficar sentado por um longo período de tempo. Outros sintomas incluem os estalos ao agachar, andar, correr ou subir escadas bem como a “sensação de areia” dentro da articulação. E é nesse ponto que chegamos na condromalácia, pois essa sensação está muito relacionada a essa condição. 17 04. CONDROMALÁCIA E SÍNDROME DA DOR PATELOFEMORAL Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 A polavra Condromalácia pode ser dividida em “condro” – de cartilagem – e “malacia” – que se refere a amolecimento ou fraqueza. Portanto condromalácia é uma característica anormal da cartilagem que recobre a região articular da patela e sua classificação vai desde um grau mais simples como o amolecimento, até um grau mais avançado, como fissuras e degeneração que causam a exposição do osso subcondral. Nesse sentido, a condromalácia pode ou não ser uma característica presente na síndrome da dor patelofemoral. A cartilagem patelar é um tecido que não possui terminações nervosas e, portanto, não sentimos dores caso ocorra uma lesão nessa estrutura. Todavia, a lesão da cartilagem compromete diretamente a absorção e dissipação das cargas entre a patela e fêmur, e isso passa a sobrecarregar outras estruturas bastante inervadas dessa articulação, como é o caso dos tendões, ligamentos e do osso abaixo da cartilagem (subcondral), que normalmente são a fonte de dor. Os tecidos cartilaginosos do corpo humano apresentam pequena ou nenhuma vascularização sanguínea e consequentemente baixo potencial de cicatrização. Isso faz com que, uma vez presente a lesão da cartilagem, a reação inflamatória seja pequena e a possibilidade de cicatrização quase inexistente. 18 04. CONDROMALÁCIA E SÍNDROME DA DOR PATELOFEMORAL Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 Sendo assim, o principal foco do tratamento é evitar a progressão da doença e reeducar o cliente sobre os movimentos articulares que são prejudiciais, para que não sejam executados no dia a dia ou durante os exercícios físicos. Caso a lesão já esteja presente, as primeiras opções envolvem técnicas convencionais como a crioterapia (uso de gelo no local) para reduzir o edema e a dor, além do tratamento medicamentoso. O passo seguinte é a melhora da função do joelho, alcançada principalmente através da orientação nos movimentos da vida diária, pois 1 hora de exercício não será suficiente para promover melhoras se, nas outras horas do dia, o cliente realizar movimentos inadequados. Além disso, são necessários exercícios de fortalecimento muscular, tanto para os músculos que movimentam e estabilizam o joelho quanto para aqueles que fazem o mesmo pelo quadril. O ganho de força muscular garante a redução das forças que agem sobre o joelho, poupando as estruturas cartilaginosas e, assim, impedindo ou retardando a progressão da condromalácia. Além do fortalecimento, o treinamento do controle dinâmico dos membros inferiores é parte fundamental do tratamento. Padrões anormais do movimento como o valgismo do joelho durante o agachamento bipodal ou unipodal piora a congruência da articulação patelofemoral e favorece ao desenvolvimento da condromalácia. Assim, o fortalecimento do complexo posterolateral do quadril incluindo os músculos abdutores, os rotadores laterais e os extensores já foram mencionados como fundamentais no tratamento da dor patelofemoral (Fukuda et al., 2010; Fukuda et al., 2012) 19 04. CONDROMALÁCIA E SÍNDROME DA DOR PATELOFEMORAL Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 Já observamos que o segredo para a saúde das cartilagens presentes no joelho é a prevenção! Isso porque após o desgaste dessas estruturas é extremamente difícil sua recuperação. E como iremos evitar esse desgaste que normalmente ocorre com o passar dos anos de vida? Com o fortalecimento equilibrado dos músculos que estabilizam e movimentam o joelho, porém com o entendimento biomecânico para que as cartilagens estejam sendo minimamente deterioradas durante os exercícios e nos movimentos da vida diária. 20 5 DICAS PARA O FORTALECIMENTO E SAÚDE DO JOELHO Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 Quando, durante um agachamento, seu joelho faz o valgo dinâmico, há uma maior compressão da parte lateral da cartilagem patelar com o côndilo lateral do fêmur. Isso ocorre porque, além do fêmur fazer uma adução, ele faz uma leve rotação medial, proporcionando mais compressão nessa área da patela e côndilo. Claramente, essa compressão gera maior risco de danificar as cartilagens e, consequentemente, o processo de condromalácia. Para que o cliente evite o valgo dinâmico é necessário que você use uma ferramenta fundamental: a orientação e as dicas de aprendizagem. Muitos profissionais tentam justificar que seus clientes fazem o valgo por falta de força nos glúteos ou outro motivo qualquer, porém se você solicitar que seu aluno afaste os joelhos perceberá que, na grande maioria das vezes, elefará esse movimento facilmente. Na minha prática profissional tenho percebido que é a falta de orientação que permite que os clientes façam o valgo e uma maneira simples de você observar se os joelhos estão bem alinhados é analisando seu direcionamento em relação às pontas dos pés. 21 DICA 01 - ALINHE SEMPRE O JOELHO COM O PÉ Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 Isso quer dizer que, quanto mais você roda seu quadril e, consequentemente, o pé externamente (como no agachamento sumô), maior deverá ser o afastamento do joelho para conseguir manter o alinhamento. Cuidado! Quanto maior a rotação externa, maior será a dificuldade de manter o correto posicionamento dos joelhos! O fortalecimento do complexo póstero-lateral do quadril, envolvendo músculos como o glúteo médio e máximo, já foi citado como fundamental para o controle do valgo dinâmico e melhora das dores no joelho em pacientes com Síndrome da Dor Patelofemoral (Fukuda et al., 2010; Fukuda et al., 2012). 22 DICA 01 - ALINHE SEMPRE O JOELHO COM O PÉ Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 Uma dica que gosto de dar para meus clientes é que eles caminhem no mesmo lugar sem olhar para os pés e de maneira mais confortável possível. Após essa caminhada, é fácil verificar se há uma rotação externa natural, que pode ser influenciada pelo posicionamento do acetábulo/pelve ou pela própria rotação do fêmur. Caso os pés fiquem apontados para frente, não vejo problema em o profissional indicar o agachamento com os pés nessa direção. No entanto, se os pés ao final da caminhada ficarem levemente apontados para fora, essa será a posição mais confortável para esse cliente agachar. 23 DICA 02 - MEUS PÉS DEVEM ESTAR RETOS/PARALELOS DURANTE UM AGACHAMENTO? Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 Duas situações precisam ser levadas em consideração para determinar o melhor afastamento dos pés nos exercícios de agachamento: Quanto mais fechados os pés, maior a probabilidade de impactar o colo do fêmur com o labrum do acetábulo. 1. Quanto mais afastados os pés, mais difícil será manter o alinhamento dos joelhos, aumentando a chance de ocorrer o valgo dinâmico. 2. Assim, considerando a individualidade de cada cliente, é possível definir o quão próximos ou afastados os pés devem estar para garantir a segurança durante o exercício. Normalmente, a posição mais confortável e de menor risco para as articulações é o afastamento dos pés na largura dos ombros, com leve rotação externa do quadril. Alguns profissionais insistem em realizar variações nos exercícios acreditando que isso ativará mais o vasto medial, lateral ou intermédio em determinadas posições. No entanto, cientificamente, essa alegação não é comprovada, da mesma forma que variações na cadeira extensora não aumentam a ativação muscular nesses grupos (Murray et al., 2013; Stoutenberge et al., 2005; Hung et al., 1999; Signorile et al., 1995). 24 DICA 03 - QUAL A ABERTURA MAIS ADEQUADA ENTRE OS PÉS? Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 Essa talvez seja a principal polêmica dos últimos tempos: há prejuízos quando meu joelho avança mais à frente da ponta dos pés? O que realmente ocorre? Costumo dizer nos meus cursos que os melhores profissionais são aqueles que possuem uma visão holística sobre o corpo, ou seja, que visualizam o todo e não apenas uma articulação. Sendo assim, precisamos considerar outras articulações para afirmar se essa estratégia será prejudicial para todos os nossos clientes. Uma situação muito simples de ser visualizada é que quanto mais o joelho do aluno avança, mais a sua coluna permanece ereta e o contrário também é verdadeiro, quanto menos o joelho avança em direção a ponta do pé, maior será a inclinação do tronco. Sendo assim, como está a coluna ou o joelho do seu cliente? Essa pergunta sempre deve ser feita antes de solicitar que o cliente não avance o joelho, vejamos o porquê. Observe na imagem abaixo que se o joelho ultrapassa a ponta do pé é possível reduzir o torque na articulação da coluna, principalmente na lombar. Caso o seu cliente possua uma coluna comprometida e um joelho saudável é interessante que ele avance aos poucos o joelho na intenção de preservar a articulação da coluna. 25 DICA 04 - OS JOELHOS PODEM ULTRAPASSAR A PONTA DOS PÉS? Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 Contudo, o avanço do joelho proporciona maior torque para essa articulação e, consequentemente, maior compressão patelofemoral. Caso o aluno já possua um processo degenerativo nessa articulação, a orientação para que o joelho não avance será a mais adequada. 26 DICA 04 - OS JOELHOS PODEM ULTRAPASSAR A PONTA DOS PÉS? Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 A melhor resposta seria nunca! Isso porque o calço proporciona um padrão de movimento que nossos clientes não executarão no dia a dia (a não ser que estejam de salto alto!). O ideal é que todos nós possamos executar um bom agachamento sem a necessidade de equipamentos externos, visto que para sentarmos no sofá, vaso sanitário, cadeira, etc., não teremos esses acessórios. Entretanto, alguns clientes podem possuir características que dificultam o agachamento. 27 DICA 05 - QUANDO DEVO UTILIZAR O CALÇO? Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 Uma desproporção no tamanho do fêmur em relação à tíbia. Observe que o comprimento do fêmur na figura 1 é menor que o da figura 2, com as imagens logo abaixo. Note também que a linha traçada em amarelo representa a linha da força gravitacional sobre o centro de massa. Basicamente, o peso das partes do corpo que está atrás dessa linha deve ser o mesmo que está na frente, para que haja equilíbrio corporal. Entretanto, para que exista equilíbrio, as pessoas que possuem um fêmur muito longo em comparação com a tíbia (figura 2) vejam que o tronco deve estar mais inclinado para frente. Essa é uma característica que o profissional da saúde deve entender para compreender as dificuldades de alguns clientes em realizar um simples agachamento. 1. Uma baixa amplitude de tornozelo. Assim como a grande desproporção entre fêmur e tíbia, a baixa amplitude de tornozelo não facilita que o corpo mantenha o equilíbrio. Se o joelho não avançar o suficiente, uma parte do peso do corpo não ultrapassará a linha amarela e o equilíbrio entre as partes ficará prejudicado. O lado bom é que essa característica pode ser treinada e melhorada nos nossos clientes através de exercícios de mobilidade do tornozelo. 2. 28 DICA 05 - QUANDO DEVO UTILIZAR O CALÇO? Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 Pessoas com essas duas características possuem maior probabilidade de caírem para trás no agachamento, e alguns treinadores acabam utilizando a estratégia do calço ao invés de entender as limitações e priorizar os exercícios de mobilidade do tornozelo. Esses exercícios permitirão uma melhor qualidade no agachamento, não somente durante os exercícios físicos, mas também nos movimentos da vida diária. No vídeo ao lado, estão algumas sugestões de exercícios para aumentar a mobilidade do tornozelo, o que pode melhorar o agachamento logo após a realização desses exercícios. Minha sugestão é realizar alguns deles no início da aula, especialmente se houver agachamento livre, agachamento sumô, afundo, etc. 29 DICA 05 - QUANDO DEVO UTILIZAR O CALÇO? Conteúdo licenciado para Marcos Miranda de Souza - 078.827.575-51 Notável Play Pós-graduações A Personal Trainer Academy é a maior e mais completa escola de formação e especialização na área fitness do Brasil. Quer dar um salto na sua carreira? Conheça agora a Notável Play, nossa plataforma exclusiva por assinatura com mais de 330 aulas, trilhas de aprendizagem focadas no seu sucesso e certificações que fazem a diferença no mercado. Além disso, explore nossas pós-graduações mais completas, com os maiores nomes da Educação Física do país. 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