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Responsabilidade pós contratual As garantias implícitas Vício redibitório e evicção Celina vendeu um veículo e uma casa. Ambos apresentaram vícios (defeitos) e os compradores reclamaram. Ela tem responsabilidade por estes vícios? Atenção!!! Não é relação de consumo. Para consumidor há lei especial. Vício redibitório O vício é oculto e torna o bem impróprio ao uso a que se destina, ou diminui-lhe o valor – art. 441 do CC. O adquirente só pode reclamar do vício nos contratos comutativos. O que o adquirente pode fazer Redibir o contrato - art. 441 do CC Exigir abatimento no preço ou restituição de valores - art. 442 do CC ou E se nem o alienante sabia do vício? Se não sabia Responde pelo valor recebido mais as despesas do contrato - art. 443 do CC Se sabia Responde pelo valor recebido, pelas despesas do contrato e também pelas perdas e danos - art. 443 do CC Leila é produtora de leite e adquiriu um resfriador usado de Plínio, também produtor rural. Pagou R$ 10.000,00, mais R$ 500,00 pelo transporte. Ocorre que o equipamento não funcionou bem e Leila perdeu 300 litros de leite. Identifique o que é despesa do contrato e o que são perdas e danos. 30 dias, da entrega do bem móvel; 1 ano, da entrega do bem imóvel E os prazos? Prazos decadenciais Prazo para propor ação por vício redibitório - art. 445 do CC Como contar este prazo? Ver art. 132 do Código Civil E se o vício do bem móvel for conhecido só depois dos 30 dias? O adquirente tem até 180 dias, contados da entrega, para descobrir. Mas, uma vez detectado o vício, tem 30 dias para propor a ação. § 1º do art. 445. OAB - Juliana, por meio de contrato de compra e venda, adquiriu de Ricardo, profissional liberal, um carro seminovo (30.000km) da marca Y pelo preço de R$ 64.000,00. Ficou acertado que Ricardo faria a revisão de 30.000km no veículo antes de entregá-lo para Juliana no dia 23 de janeiro do ano “x”. Ricardo, porém, não realizou a revisão e omitiu tal fato de Juliana, pois acreditava que não haveria qualquer problema, já que, aparentemente, o carro funcionava bem. No dia 23 de fevereiro do mesmo ano, Juliana sofreu acidente em razão de defeito no freio do carro, com a perda total do veículo. A perícia demostrou que a causa do acidente foi falha na conservação do bem, tendo em vista que as pastilhas do freio não tinham sido trocadas na revisão de 30.000km, o que era essencial para a manutenção do carro. Considerando os fatos, assinale a afirmativa correta. A) Ricardo não tem nenhuma responsabilidade pelo dano sofrido por Juliana (perda total do carro), tendo em vista que o carro estava aparentemente funcionando bem no momento da tradição. B) Ricardo deverá ressarcir o valor das pastilhas de freio, nada tendo a ver com o acidente sofrido por Juliana. C) Ricardo é responsável por todo o dano sofrido por Juliana, com a perda total do carro, tendo em vista que o perecimento do bem foi devido a vício oculto já existente ao tempo da tradição. D) Ricardo deverá ressarcir o valor da revisão de 30.000km do carro, tendo em vista que ela não foi realizada conforme previsto no contrato. Veja os artigos 443, 445 e § 1º, 427, todos do CC. OAB ) Guilherme efetuou a compra do televisor de seu amigo Marcelo, que estava em dificuldades financeiras. Todavia, após 02 (dois) meses de uso por Guilherme, o referido bem passou a apresentar problemas. Registre-se, ainda, que, no momento da venda, Marcelo já tinha ciência da existência do problema, tendo-se omitido quanto ao fato, eis que sabia que o mesmo só seria conhecido por Guilherme em momento posterior. Em face da situação apresentada, responda, de forma fundamentada, aos itens a seguir. A) Quais as medidas cabíveis na presente hipótese e quais as pretensões que poderão ser deduzidas em juízo por Guilherme? B) Suponha que Guilherme tenha ingressado com a medida judicial cabível logo após o aparelho apresentar defeito e que Marcelo, ao apresentar contestação, alegue a decadência do direito invocado por Guilherme, uma vez que foi ultrapassado o prazo de 30 (trinta) dias previsto no Código Civil. No caso ora analisado, o argumento de Marcelo procede? Veja o art. 445 § 1º do CC. Evicção Arts. 447 a 457 do CC OAB) Em 10 de maio de 2026, Pedro, comprador, celebrou contrato de compra e venda com Bruno, vendedor, cujo objeto era uma motocicleta seminova (ano 2023), modelo X, pelo preço de R$ 30.000,00, pagos à vista. Em agosto de 2026, Pedro foi citado para responder a ação na qual Anderson alegava ser proprietário da referida moto. Sem entender a situação e com receio de perder o bem, Pedro ligou imediatamente para Bruno, que lhe respondeu não conhecer Anderson e não ter nenhuma relação com o problema, pois se trata de fato posterior à venda da moto, ainda afirmando que “Pedro resolva diretamente com Anderson e procure seus direitos na justiça”. E se Pedro perder a moto? Envolve três pessoas Alienante Evicto Evictor Para reclamar indenização por evição é necessário observar os seguintes requisitos: Prazo: 15 dias se for na denunciação da lide(art. 125, I do CPC); 3 anos se for ação autônoma (§ 3º do art. 206 do CC) Contrato oneroso. Art. 447 do CC. Que o adquirente não sabia da litigiosidade da coisa (art. 457 do CC) 1. 2. 3. (OAB) Joana doou a Renata um livro raro de Direito Civil, que herdou de sua avó, Marta. Renata se ofereceu para visitar a biblioteca, circunstância na qual se encantou com a coleção de clássicos franceses. Manifestou a vontade de adquirir, ao preço de R$ 1.0.000,00 (dez mil reais), todos os livros da coleção, oportunidade em que foi informada por Joana acerca da existência de litígio sobre a biblioteca deixada por Marta. Mesmo assim, Renata decidiu comprou a coleção, pagando o respectivo preço. Se, por consequencia do litígio, Renata perder o livro que Joana lhe doou e todos os demais da biblioteca, terá direito à indenização? Cláusula de reforço, diminuição ou exclusão da responsabilidade Arts. 448 e 449 do CC A exclusão só produz efeito se: For expressa. O adquirente conhecia o risco. Assumiu este risco. (OAB) Mariana comprou de Roberto um imóvel por um preço bastante favorável, tendo em vista que Roberto foi transferido para outra cidade. Ao contratar empreiteiros para realizar obras necessárias no local, algumas semanas depois da aquisição, Mariana foi acionada judicialmente por Almir, que sustenta ser o real proprietário do imóvel, o qual lhe teria sido injustamente usurpado por Roberto. Mariana não tem elementos para se defender no processo relativo a um fato ocorrido antes da sua aquisição e, resignada a perder o bem, precisaria ao menos recuperar o dinheiro que por ele pagou, bem como as despesas que efetuou para a realização de obras no local, pois, embora estas não tenham chegado a ser realizadas, ela não pôde reaver o sinal pago aos empreiteiros. Sobre o caso, responda aos itens a seguir. A) Qual medida processual deve ser tomada por Mariana para poder reaver o preço pago pelo imóvel no mesmo processo em que é acionada por Almir? Justifique. B) Além do preço pago, pode Mariana exigir o reembolso das despesas efetuadas com o objetivo de realizar obras no local? Justifique sua resposta. Veja os artigos: 125, I do CPC e art. 450 do CC. image2.png image12.png image6.png image5.png image3.png image4.png image17.png image14.png image13.png image11.png image9.png image1.png image7.png image19.png image15.png image21.png image26.png image29.png image31.png image16.png image22.png image8.png image10.png image18.png image20.png image24.png image32.png image30.png image43.png image25.png image47.png image23.png image27.png image33.png image40.png image28.png image46.png image63.png image38.png image41.png image35.png image45.png image36.png image37.png image34.png image39.png image48.png image42.png image49.png image44.png image67.png image54.png image52.png image56.png image58.png image59.png image55.png image57.png image62.png image51.png image61.png image65.pngimage53.png image60.png image50.png image66.png image68.png image64.png