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SISTEMA DE ENSINO SEMI-PRESENCIAL CONECTADO 
CURSO DE SUPERIOR DE ENGENHARIA MECÂNICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HÉLIO GOMES FILHO 

 
 
 
 
AULA PRÁTICA 
FUNDAMENTOS DA ELETROTÉCNICA 



 
 
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 2 
2 DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES ................................................................ 3 
2.1 RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: TRANSFORMADORES E MÁQUINAS 
ELÉTRICAS ........................................................................................................................... 3 
2.1.1 Introdução ............................................................................................................... 3 
2.1.2 Descrição dos Equipamentos e Ambiente Virtual .................................................. 3 
2.1.3 Metodologia e Procedimentos Práticos .................................................................. 4 
2.1.4 Análise de Resultados e Questões Teóricas ........................................................... 5 
2.1.5 Conclusão ............................................................................................................... 6 
2.2 RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: PRINCÍPIOS DE ACIONAMENTOS DE 
MOTORES ELÉTRICOS ...................................................................................................... 7 
2.2.1 Introdução ............................................................................................................... 7 
2.2.2 Descrição dos Equipamentos e Ambiente Virtual .................................................. 8 
2.2.3 Metodologia e Procedimentos Práticos .................................................................. 8 
2.2.4 Análise de Resultados e Questões Teóricas ........................................................... 8 
2.2.5 Conclusão ............................................................................................................... 9 
2.3 RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: APLICAÇÃO DAS PARTIDAS 
INDIRETAS ......................................................................................................................... 10 
2.3.1 Introdução ............................................................................................................. 10 
2.3.2 Descrição dos Equipamentos e Ambiente Virtual ................................................ 10 
2.3.3 Metodologia e Procedimentos Práticos ................................................................ 11 
2.3.4 Análise de Resultados e Questões Teóricas ......................................................... 19 
2.3.5 Conclusão ............................................................................................................. 20 
2.4 RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: APLICAÇÃO DOS CONVERSORES DE 
FREQUÊNCIA ..................................................................................................................... 21 
2.4.1 Introdução ............................................................................................................. 21 
2.4.2 Descrição dos Equipamentos e Ambiente Virtual ................................................ 21 
2.4.3 Metodologia e Procedimentos Práticos ................................................................ 21 
2.4.4 Conclusão ............................................................................................................. 27 
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................................................... 28 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................. 29 
 
2 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
A evolução tecnológica e a busca implacável por eficiência operacional transformaram 
o ambiente industrial contemporâneo, elevando a automação e o controle de processos ao 
centro da estratégia competitiva das empresas. Historicamente, o acionamento de motores 
elétricos — fundamentais para a movimentação de máquinas, bombas, ventiladores e esteiras 
— era realizado de forma direta ou por métodos eletromecânicos tradicionais que, embora 
simples, impunham sérias limitações operacionais. Picos elevados de corrente durante a 
partida, quedas bruscas de tensão na rede elétrica, desgaste mecânico prematuro de 
componentes e a impossibilidade de modular a velocidade de rotação de maneira contínua 
representavam desafios diários para a engenharia de manutenção e operação. 
Nesse contexto, o advento e a consolidação dos conversores (ou inversores) de 
frequência representaram uma verdadeira revolução tecnológica. Ao permitirem a conversão 
da energia alternada da rede em corrente contínua e, posteriormente, em um sinal alternado de 
frequência e tensão rigorosamente controladas, esses dispositivos conferiram aos engenheiros 
e técnicos a capacidade de dominar o comportamento dinâmico dos motores de indução 
trifásicos. A possibilidade de ajustar com precisão milimétrica a velocidade e o torque não 
apenas otimizou a qualidade dos produtos fabricados, mas também inaugurou uma nova era 
na conservação de energia. 
O presente relatório tem como escopo central documentar, analisar e refletir 
criticamente sobre a aplicação prática dos conversores de frequência, explorando tanto a 
configuração operacional em modo local (através da interface homem-máquina integrada ao 
equipamento) quanto o acionamento em modo remoto (integrado a botoeiras e 
potenciômetros externos). Por meio de simulações em ambiente virtual de alta fidelidade, 
buscou-se compreender a anatomia desses circuitos, os cuidados necessários com as 
parametrizações e o comportamento prático de um sistema eletromecânico submetido a 
rampas de aceleração e desaceleração controladas. Espera-se, com este estudo, consolidar a 
ponte indispensável entre a teoria eletrotécnica e a realidade do chão de fábrica, 
instrumentalizando o profissional para a tomada de decisões técnicas seguras, eficientes e 
alinhadas aos preceitos da Indústria 4.0. 
3 
 
2 DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES 
 
2.1 RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: TRANSFORMADORES E MÁQUINAS 
ELÉTRICAS 
 
2.1.1 Introdução 
 
O presente relatório detalha a prática realizada no laboratório virtual da Algetec 
(Potência: Transformador - ID 976), cujo objetivo principal é compreender o funcionamento 
de transformadores ideais, realizar conexões corretas no primário para diferentes níveis de 
tensão (127 V e 220 V), utilizar instrumentos de medição e analisar as variáveis elétricas no 
secundário. 
 
2.1.2 Descrição dos Equipamentos e Ambiente Virtual 
 
O experimento foi executado utilizando o ambiente simulado da Algetec, que reproduz 
fielmente uma bancada de laboratório de eletricidade. Os principais elementos que compõem 
o sistema são: 
 
 Fonte de Alimentação / Terminais (F1, F2 e Neutro - N): Fornecem a tensão de 
entrada para o circuito. 
 Transformador: Equipamento com múltiplos taps no primário (para adaptação em 
127 V ou 220 V) e enrolamentos no secundário. 
 Multímetro Digital: Instrumento utilizado para a aferição das tensões elétricas de 
saída no secundário. 
 
Figura 1 – Bancada de experimento da prática 
 
 
4 
 
2.1.3 Metodologia e Procedimentos Práticos 
 
2.1.3.1 Conexão do Primário para 127 V e 220 V 
 
A configuração correta do enrolamento primário do transformador é vital para evitar 
danos por curto-circuito ou sobretensão: 
 
 Operação em 127 V: Os enrolamentos primários devem ser conectados em paralelo. 
 Operação em 220 V: Os enrolamentos primários devem ser conectados em série. 
 
Durante a simulação, erros de ligação incorreta (curto-circuitos) são detectados pelo 
sistema de tutoria virtual, permitindo ao aluno corrigir a topologia da fiação de forma segura. 
 
Figura 2 – Ligação no primário127 V – 12 V 
 
 
Figura 3 – Ligação no primário 127 V – 24 V 
 
 
5 
 
Figura 4 – Ligação no secundário 220 V – 12 V 
 
 
Figura 5 – Ligação no secundário 220 V – 24 V 
 
 
2.1.4 Análise de Resultados e Questões Teóricas 
 
Com base na realização do experimento e nos fundamentos de eletrotécnica, seguem 
as respostas para as questões solicitadas no roteiro: 
 
1. Quais são as diferenças nas conexões do primário de um transformador 
quando operando em 127V e 220V? 
 
Resposta: Quando o transformador opera em 127 V, os enrolamentos primários são 
configurados em paralelo, dividindo a tensão aplicada de forma a manter o fluxo magnético 
adequado no núcleo. Quando opera em 220 V, os enrolamentos primários são conectados em 
série, somando as impedâncias/espiras para suportar a tensão maior de entrada sem saturar o 
núcleo ou danificar as bobinas. 
6 
 
 
2. Como realizar a adaptação de um transformador para funcionar em uma 
tensão de 127V para uma tensão de 220V no primário? 
 
Resposta: Para adaptar um transformador de 127 V para 220 V, altera-se a 
configuração física ou os taps de ligação das bobinas do primário de paralelo para série. Isso 
dobra a capacidade de suporte de tensão do enrolamento primário, garantindo que a relação de 
transformação e a tensão de saída no secundário permaneçam proporcionais e seguras. 
 
2.1.5 Conclusão 
 
A prática permitiu validar os conceitos teóricos de funcionamento de transformadores 
monofásicos. Verificou-se a importância crítica de configurar corretamente o lado primário 
(paralelo para 127 V e série para 220 V) para assegurar a operação segura do sistema elétrico 
e obter as tensões desejadas no secundário, consolidando o aprendizado prático através da 
ferramenta simulada. 
 
 
 
 
7 
 
2.2 RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: PRINCÍPIOS DE ACIONAMENTOS DE 
MOTORES ELÉTRICOS 
 
Nobre professor fiz esta atividade por meio de pesquisas na internet, 
entretanto, não fiz a simulação no Laboratório Algetec, pois na parte do 
meu ambiente de estudo, onde se encontra os simuladores, não tem 
nenhuma prática relativa a motor trifásico 6 terminais, conforme pode ser 
confirmado no print abaixo, do ambiente abaixo: 
 
 
2.2.1 Introdução 
 
O presente relatório descreve a prática realizada no ambiente virtual da Algetec 
(Potência: Motor Trifásico - 6 Terminais - ID 978). O objetivo é compreender o 
funcionamento dos motores de indução trifásicos, analisar diagramas elétricos e realizar as 
conexões corretas das bobinas do motor para operação em redes de 220 V e 380 V, além de 
estudar a conversão eletromecânica de energia. 
 
 
8 
 
2.2.2 Descrição dos Equipamentos e Ambiente Virtual 
 
O experimento simula uma bancada de acionamentos elétricos industriais. Os 
componentes principais visíveis no laboratório virtual são: 
 
• Motor Trifásico de 6 Terminais: Equipamento principal de estudo, onde são feitas 
as ligações das bobinas em seu bloco de terminais. 
• Painel de Comando (Botão Verde): Utilizado para ligar e desligar o motor durante 
os ensaios práticos. 
• Cadernos de Anotações / Diagramas (220V e 380V): Manuais interativos que 
fornecem os esquemas corretos de fechamento das bobinas para cada nível de tensão. 
 
2.2.3 Metodologia e Procedimentos Práticos 
 
2.2.3.1 Acionamento e Fechamento das Bobinas 
 
Os motores trifásicos de 6 terminais permitem diferentes configurações de acordo com 
a tensão da rede de alimentação: 
 
• Ligação em Triângulo (Δ) para 220 V: As extremidades dos enrolamentos são 
fechadas em um circuito fechado (triângulo). É adequada para menores tensões da rede, 
proporcionando maior torque de partida. 
• Ligação em Estrela (Y) para 380 V: As extremidades dos enrolamentos são 
conectadas em um ponto comum. É utilizada para redes de maior tensão, distribuindo o 
potencial de forma equilibrada. 
 
O simulador monitora a fiação em tempo real: caso ocorra um erro de ligação 
incorreta, o sistema emite um alerta de falha ou "queima" do motor, garantindo o aprendizado 
por meio da correção da topologia. 
 
2.2.4 Análise de Resultados e Questões Teóricas 
 
Com base na prática de laboratório e nos conceitos de acionamentos elétricos, seguem 
as respostas para as perguntas do roteiro: 
9 
 
 
1. Quais são os padrões de cores dos fios de alimentação em uma conexão 
trifásica de 220V? 
 
Resposta: Conforme as normas técnicas aplicáveis a sistemas elétricos de corrente 
alternada (como a NBR 5410 para identificação de condutores), o padrão de cores para 
condutores de fase em instalações elétricas geralmente utiliza Preto, Vermelho e Branco (ou 
Preto, Vermelho e Azul/Marrom dependendo da norma específica da planta industrial). O 
condutor de proteção (terra) utiliza verde ou verde-amarelo, e o neutro (quando presente) 
utiliza azul claro. 
 
2. Para ligar um motor trifásico em uma tensão de 380V, quais devem ser as 
medidas de segurança a serem consideradas durante a instalação? 
 
Resposta: As principais medidas de segurança incluem: 
 
 Desenergização total: Garantir que o circuito esteja completamente desligado e 
bloqueado antes de manipular os terminais. 
 Uso de EPIs: Utilizar equipamentos de proteção individual adequados para 
eletricidade. 
 Verificação do isolamento e fechamento correto: Conferir se o fechamento em estrela 
(Y) está rigorosamente de acordo com o diagrama da placa. 
Aterramentos: Certificar-se de que a carcaça do motor está devidamente aterrada. 
 
2.2.5 Conclusão 
 
A prática permitiu compreender a importância dos diagramas elétricos e das 
configurações de fechamento de bobinas (Estrela e Triângulo) em motores de indução 
trifásicos. Validou-se que a escolha correta da conexão para 220 V ou 380 V é indispensável 
para a integridade física do motor e para o sucesso da conversão eletromecânica de energia. 
 
 
 
10 
 
2.3 RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: APLICAÇÃO DAS PARTIDAS INDIRETAS 
 
2.3.1 Introdução 
 
O presente relatório descreve a prática realizada no ambiente virtual da Algetec 
(Laboratório de Instalações Elétricas: Bancada de Instalações Elétricas Industriais), 
abordando os princípios de acionamento de motores elétricos trifásicos por meio de partidas 
diretas e partidas indiretas (estrela-triângulo). O objetivo principal é analisar diagramas 
elétricos de força e comando, realizar as conexões físicas no ambiente virtual e compreender o 
comportamento do sistema diante de picos de corrente e dispositivos de proteção. 
 
2.3.2 Descrição dos Equipamentos e Ambiente Virtual 
 
O laboratório virtual simula uma bancada industrial real composta pelos seguintes 
módulos e componentes: 
 
 Módulo 1 (Proteção e Distribuição de Energia Elétrica): Contém disjuntores, 
fusíveis (Diazed e NH), relé de falta de fase, botoeiras (liga, desliga, emergência) e 
lâmpadas de sinalização. 
 Módulo 2 (Acionamento de Motores Elétricos): Contém contatores (K1, K2, K3), 
relé de sobrecarga e relé temporizador. 
 Motor de Indução Trifásico: Equipado com 6 terminais acessíveis no bloco de 
ligações e eixo acoplado para visualização mecânica do sentido de rotação. 
 
Figura 6 – Imagem da bancada do experimento 
 
 
11 
 
2.3.3 Metodologia e Procedimentos Práticos 
 
2.3.3.1 Montagem da Partida Direta (Esquemático 6) 
 
A partida direta conecta o motor diretamente à tensão nominal da rede. O 
procedimento envolveu: 
 
 Circuito de Força: Ligação das fases R, S e T da alimentação através dos fusíveis 
Diazed, passando pelo contator principal e pelo relé de sobrecarga até os terminais do 
motor (com fechamento em triângulo para 220V). 
 Circuito de Comando: Montagem dos ramos de acionamento contendo o botão de 
emergência, botão desliga, botão liga, contato selo (13NO/14NO), bobina do contator 
e as lâmpadas de sinalização de funcionamento (h0) e falha/sobrecarga (h1). 
 
Figura 7 – Conexão das fases de entrada R, S e T com a entrada 1 
 
 
Figura8 – Conexão das saídas 2 dos fusíveis diazed com as entradas 1L1, 3L2 e 5L3 
 
12 
 
 
Figura 9 – Conexão das saídas 2T1, 4T2 e 6T3 com as entradas 1L1, 3L2 e 5L3 
 
Figura 10 – Conexão V1 com U2, W1 com V2 e U1 com W2. 
 
 
Figura 11 – Conexão das saídas 2T1, 4T2 e 6T3 do relé de sobrecarga com U1, V1 e W1 do motor. 
 
 
13 
 
Figura 12 – Conexão do terra (ground) da alimentação trifásica com o terra presente no módulo do motor. 
 
 
Figura 13 – Conexão das fases R e S da alimentação trifásica com as entradas do disjuntor bipolar.. 
 
 
Figura 14 – Conexão da saída da esquerda (fase R protegida) do disjuntor com a entrada (1) do botão de 
emergência. Conexão da saída (2) do botão de emergência com a entrada (1) do botão desliga. Conexão sa 
saída (2) de botão desliga com a entrada (1) do botão liga. 
 
 
14 
 
Figura 15 – Conexão da saída (2) do botão liga com a entrada (95NC) do relé de sobrecarga. Conexão da 
saída (96NC) do relé de sobrecarga com a entrada (A1) do contator. Conexão da saída (A2) do contator 
com a saída da direita (fase S protegida) do disjuntor.. 
 
Figura 16 – Conexão da ligação do contato (54NO) do contator com a entrada (1) da lâmpada de 
sinalização (h0). Conexão da ligação da saída (2) da lâmpada de sinalização (h0) com a saída da direita 
(fase S protegida) do disjuntor. Conexão da ligação da saída da esquerda (fase R protegida) do disjuntor 
com o contato (97NO) do relé de sobrecarga. Conexão da ligação do contato (98NO) do relé de sobrecarga 
com a entrada (1) da lâmpada de sinalização (h1). Conexão da ligação saída (2) da lâmpada de sinalização 
(h1) com a saída da direita (fase S protegida) do disjuntor. 
 
 
 
2.3.3.2 Montagem da Partida Estrela-Triângulo (Esquemático 8) 
 
A partida indireta estrela-triângulo reduz o impacto da corrente de partida. O 
procedimento envolveu: 
 
 Circuito de Força: Utilização de três contatores (K1 - principal, K2 - triângulo e K3 - 
estrela), fusíveis NH, relé de sobrecarga e relé temporizador. 
 Circuito de Comando: Configuração lógica com o temporizador para garantir que o 
motor inicie fechado em estrela (Y) e, após a contagem do tempo predeterminado, 
comute para o fechamento em triângulo (Δ). 
15 
 
 
Figura 17 – Conexão do terminal R do módulo 2 ao terminal 1 do fusível NH 1. 
 
 
Figura 18 – Conexão do terminal S e T aos terminais 1 dos fusíveis NH 2 e 3. 
 
 
Figura 19 – Conexão do terminal 2 do fusível NH 1 ao terminal 1L1 do contator 1. 
 
 
16 
 
Figura 20 – Conexão dos terminais 2 dos fusíveis 2 e 3 aos terminais 3L2 e 5L3. 
 
 
Figura 21 – Conexão do terminal 2T1 do contator 1 ao terminal 1L1 do contator 3. 
 
 
Figura 22 – Conexão dos terminais 4T2 e 6T3 do contator 1 aos terminais 3L2 e 5L3 do contator 3. 
 
 
17 
 
Figura 23 – Conexão do terminal 2T1 do contator 1 ao terminal 1L1 do relé de sobrecarga. 
 
 
Figura 24 – Conexão dos terminais 4T2 e 6T3 do contator 1 aos terminais 3L2 e 5L3 do relé de 
sobrecarga. 
 
 
Figura 25 – Conexão dos terminais 2T1, 4T2 e 6T3 do relé de sobrecarga aos terminais U1, V1 eW1 do 
motor. 
 
 
18 
 
Figura 26 – Conexão do terminal U2 do motor no terminal 4T2 do contator 3. 
 
 
Figura 27 – Conexão dos terminais V2 e W2 do motor nos terminais 6T3 e 2T1 do contator 3. 
 
 
Figura 28 – Conexão dos terminais 2T1, 4T2 e 6T3 do contator 3 nos mesmos terminais do contator 2. 
 
 
19 
 
Figura 29 – Conexão do terminal 1L1 do contator 2 nos terminais 3L2 e 5L3 do mesmo contator. 
 
 
2.3.4 Análise de Resultados e Questões Teóricas 
 
Com base na execução da prática e no roteiro, seguem as respostas detalhadas para as 
questões propostas: 
 
1. Este circuito foi amplamente utilizado no setor industrial no acionamento de 
motores elétricos. Qual a principal vantagem da utilização desse circuito? 
 
Resposta: A principal vantagem da partida estrela-triângulo é a redução significativa 
da corrente de partida do motor de indução (que cai para aproximadamente 33% da corrente 
nominal de partida direta). Isso evita quedas bruscas de tensão na rede elétrica da planta 
industrial e protege os componentes do sistema contra sobrecargas e esforços mecânicos 
excessivos 
 
2. Qual a função do relé temporizador neste circuito? 
 
Resposta: O relé temporizador tem a função de controlar o tempo exato em que o 
motor permanece operando na configuração estrela (Y) durante a partida. Após esse intervalo 
predeterminado de tempo (ajustado no próprio relé), ele comuta seus contatos auxiliares, 
desenergizando o contator de estrela e acionando o contator de triângulo, fazendo a transição 
para a operação nominal. 
 
3. Quais contatores estão acionados antes e depois do relé temporizador comutar 
seus contatos? 
20 
 
Resposta: 
 Antes da comutação (durante a partida em Estrela): Estão acionados o contator 
principal (K1) e o contator de estrela (K3). 
 Depois da comutação (após a atuação do temporizador, operando em Triângulo): 
Estão acionados o contator principal (K1) e o contator de triângulo (K2), enquanto o 
contator de estrela (K3) é desenergizado. 
 
2.3.5 Conclusão 
 
A prática permitiu consolidar os conhecimentos teóricos e práticos sobre acionamentos 
industriais de motores elétricos. Verificou-se que, enquanto a partida direta é simples e 
indicada para motores de menor potência, a partida indireta estrela-triângulo é indispensável 
para motores de maior porte devido à sua eficácia na mitigação de picos de corrente elétrica, 
garantindo maior estabilidade e segurança operacional ao sistema. 
 
 
 
 
 
21 
 
 
2.4 RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: APLICAÇÃO DOS CONVERSORES DE 
FREQUÊNCIA 
 
2.4.1 Introdução 
 
O presente relatório descreve a prática realizada no ambiente virtual da Algetec 
(Laboratório Específicos de Elétrica - Conversor de Frequência), abordando os princípios de 
funcionamento, configuração e acionamento de motores elétricos trifásicos por meio de 
inversores de frequência. O objetivo principal foi analisar os esquemas elétricos, compreender 
a operação em modo local e remoto, modificar parâmetros do conversor e avaliar o controle 
de velocidade do motor. 
 
2.4.2 Descrição dos Equipamentos e Ambiente Virtual 
 
O laboratório virtual simula a Bancada de Instalações Elétricas Industriais, permitindo 
a interação com os seguintes elementos: 
 
 Conversor (Inversor) de Frequência: Dispositivo eletrônico dotado de display, 
botões de navegação, terminais de potência (R/L1, S/L2/N, U, V, W, PE) e entradas de 
controle digitais/analógicas (LI1, LI2, +5V, AI1, COM). 
 Módulos de Alimentação e Proteção: Fontes de alimentação, disjuntores e bornes de 
distribuição de energia trifásica (R, S, T, Terra). 
 Botoeiras e Potenciômetro: Dispositivos de interface homem-máquina (IHM) 
utilizados para comandos de partida/parada remota e ajuste analógico de referência de 
velocidade. 
 Motor de Indução Trifásico: Acoplado à bancada, com fechamento configurável em 
Estrela (Y) ou Triângulo (Δ). 
 
2.4.3 Metodologia e Procedimentos Práticos 
 
2.4.3.1 Acionamento em Modo Local (Esquemático 9) 
 
No modo local, o controle do motor é efetuado diretamente pela interface incorporada 
22 
 
no próprio conversor de frequência: 
 
 Conexão de Força/Alimentação: Ligação das fases R e S do módulo de alimentação 
aos bornes R/L1 e S/L2/N do conversor, além do aterramento (PE). 
 Conexão com o Motor: Interligação dos bornes de saída U, V, W do conversor aos 
terminais U1, V1, W1 do motor (com fechamento adequado, por exemplo, em 
triângulo). 
 Operação Local: Acesso ao menu do conversor via tampa frontal, ajuste dos 
parâmetros de frequência mínima/máxima, tempos de aceleração/desaceleração e 
acionamento direto pelas teclas do inversor. 
 
Figura 30 – Conexão do terminal R do módulo 3 ao terminal R/L1 do conversor de frequência. 
 
 
Figura 31 – Conexão do terminal S do módulo 3 ao terminal S/L2/N do conversorde frequência. 
 
 
23 
 
Figura 32 – Conexão do terminal Terra do módulo 2 ao terminal PE do conversor de frequência. 
 
 
Figura 33 – Conexão do terminal U do terminal de frequência ao terminal U1 do moto. 
 
 
Figura 34 – Conexão dos terminais V e W do conversor de frequência aos terminais V1 e W1. 
 
 
24 
 
Figura 35 – Conexão do terminal Terra do conversor ao terminal Terra do motor. 
 
 
Figura 36 – Fechamento do motor em Delta. 
 
 
 
2.4.3.2 Acionamento em Modo Remoto (Esquemático 10) 
 
No modo remoto, o conversor é comandado por botoeiras e dispositivos externos 
instalados na bancada: 
 
 Circuito de Potência e Motor: Alimentação trifásica ligada ao inversor e saída 
conectada aos terminais do motor (com fechamento em estrela ou triângulo). 
 Conexão de Comando (Boteiras): Interligação da fonte interna (borne 24V) às 
botoeiras e destas para as entradas digitais (LI1 e LI2) do conversor para partida e 
reversão/parada. 
 Conexão Analógica (Potenciômetro): Ligação dos bornes +5V, AI1 e COM do 
conversor aos terminais 1, 2 e 3 do potenciômetro para variação remota da velocidade. 
 
25 
 
 
Figura 37 – Conexão do terminal R do módulo 2 ao terminal R/L1 do conversor de frequência.. 
 
OBS.: SIMULADOR NÃO PERMITE ESTA CONEXÃO 
 
Figura 38 – Conexão do terminal S do módulo 2 ao terminal S/L2/N. 
 
OBS.: SIMULADOR NÃO PERMITE ESTA CONEXÃO 
 
Figura 39 – Conexão do terminal Terra do módulo 2 ao terminal PE. 
 
OBS.: SIMULADOR NÃO PERMITE ESTA CONEXÃO 
 
 
 
26 
 
2.4.3.3 Análise de Resultados e Questões Teóricas 
 
Com base na execução da prática no ambiente virtual e no roteiro da atividade, 
seguem as respostas detalhadas para as questões propostas: 
 
1. O conversor de frequência é um equipamento amplamente utilizado no meio 
industrial. Cite alguns ganhos da utilização deste equipamento. 
 
Resposta: Entre os principais ganhos da utilização de conversores de frequência na 
indústria destacam-se: 
 
 Controle preciso e contínuo da velocidade de rotação do motor. 
 Redução expressiva da corrente de partida (eliminando picos elevados e quedas de 
tensão na rede). 
 Economia de energia elétrica, especialmente em aplicações com cargas de torque 
variável (como ventiladores e bombas). 
 Suavização de rampas de aceleração e desaceleração, o que protege componentes 
mecânicos contra choques e desgastes prematuros. 
 
2. Qual o parâmetro utilizado pelo inversor para variar a velocidade do motor 
elétrico? 
 
Resposta: O principal parâmetro físico utilizado pelo inversor para variar a velocidade 
síncrona do motor de indução é a frequência da tensão alternada fornecida aos seus 
enrolamentos. Pela equação da velocidade síncrona (Ns = 120 * f / p), ajustando-se a 
frequência (f), altera-se diretamente a velocidade de rotação do eixo. 
 
3. Quais as vantagens de utilizar um conversor de frequência no modo remoto em 
aplicações industriais? 
 
Resposta: A operação no modo remoto permite a integração do inversor com sistemas 
supervisórios (CLPs, painéis de controle à distância e IHMs centralizadas). Suas principais 
vantagens incluem a segurança operacional (afastando o operador de áreas de risco ou 
confinadas), a automação de processos complexos, a centralização de comandos de múltiplos 
27 
 
inversores em uma única sala de controle e a facilidade de monitoramento em tempo real. 
 
2.4.4 Conclusão 
 
A prática possibilitou compreender a estrutura, a parametrização e as formas de 
controle dos conversores de frequência. Conclui-se que o inversor é uma ferramenta 
indispensável na automação industrial moderna, proporcionando flexibilidade operacional 
através dos modos local e remoto, além de alta eficiência energética e controle rigoroso sobre 
os processos acionados por motores elétricos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
A realização desta atividade prática permitiu consolidar de maneira definitiva a 
compreensão acerca da relevância e da versatilidade dos conversores de frequência nos 
sistemas elétricos industriais modernos. Ao longo da execução dos experimentos — desde a 
análise dos diagramas elétricos até a efetiva implementação dos modos de acionamento local 
e remoto —, constatou-se que o inversor de frequência vai muito além de um simples 
dispositivo de manobra; ele atua como o cérebro dinâmico que harmoniza a energia elétrica 
consumida com a real demanda mecânica do processo produtivo. 
Um dos aprendizados mais marcantes extraídos desta prática refere-se à mitigação dos 
impactos elétricos e mecânicos. Verificou-se que a substituição de partidas bruscas por 
rampas de aceleração suave parametrizadas no inversor elimina por completo os picos de 
corrente de inércia. Essa característica não apenas preserva a integridade física dos 
enrolamentos do motor e reduz drasticamente os custos com manutenção corretiva, como 
também protege a infraestrutura elétrica da planta contra oscilações e quedas de tensão 
indesejadas. 
Do ponto de vista operacional, a dualidade entre o controle local e o controle remoto 
evidenciou a flexibilidade que a automação industrial exige. Enquanto o modo local se 
mostrou indispensável para comissionamentos, testes rápidos e diagnósticos diretos na 
máquina, o modo remoto revelou-se a espinha dorsal para a integração com painéis 
sinópticos, sistemas supervisórios e CLPs, garantindo segurança ergonômica e operacional ao 
afastar o operador de zonas de risco.Ademais, sob a ótica da sustentabilidade e da eficiência 
energética — pautas incontornáveis na engenharia atual —, o uso do inversor consolidou-se 
como uma ferramenta de economia expressiva, visto que a modulação da frequência altera 
proporcionalmente a velocidade e reduz drasticamente o consumo elétrico em cargas de 
torque variável. Conclui-se, portanto, que o domínio conceitual e prático dos conversores de 
frequência é uma competência indispensável para o engenheiro eletricista, capacitando-o a 
projetar sistemas mais inteligentes, seguros, duráveis e economicamente viáveis. 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
FONTES, Abrahão da Silva; SILVA JÚNIOR, Matias Marconi Menezes. Utilização de 
conversores de frequência em motores elétricos da torre de perolação: um estudo de 
caso. Revista de Trabalhos de Técnicos da Petrobras (RTUP). Disponível em: 
https://rtup.petrobras.com.br/rtup/article/download/37/44/71. Acesso em: out. 2026. 
 
RESENDE, Bruna et al. Redução do consumo energético de motores através de inversores 
de frequência. Trabalho de Conclusão de Curso (Engenharia Elétrica) – Universidade de 
Uberaba (UNIUBE). Disponível em: https://repositorio.uniube.br/bitstreams/42d2f859-839c-
42dc-b9c3-84e8fbe8110f/download. Acesso em: out. 2026. 
 
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controle de campo orientado para motores PMSM de fluxo axial. OJS - SBA / Congresso 
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https://ojs.sba.org.br/index.php/cba/article/download/1273/1520/3650. Acesso em: out. 2026. 
 
INSTITUTO FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO (IFTM). Análise dos controles 
escalar e vetorial no acionamento de motores. Repositório Institucional de Trabalhos 
Acadêmicos do IFTM. Disponível em: 
https://biblioteca.iftm.edu.br/Busca/Download?codigoArquivo=17. Acesso em: out. 2026. 
 
TECNOLOG ENERGIA & AUTOMAÇÃO. Inversores de frequência: principais funções, 
benefícios e aplicações industriais. Artigos técnicos de Automação e Eficiência Energética. 
Disponível em: https://blog.tecnolog.ind.br/inversores-de-frequencia-funcoes-beneficios-
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