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PREPARAÇÃO E PROPRIEDADES DOS SABÕES

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUI 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA NATUREZA - CCN 
DEPARTAMENTO DE QUÍMICA 
CURSO: ZOOTECNIA 
DISCIPLINA: QUÍMICA ORGÂNICA 
 
 
 
ANA CLARICE ALBUQUERQUE LOPES 
ARTHUR REBELATO PERTENCE 
JHEANY MARIA MESQUITA DE SOUSA 
JULIANA GONDIM REIS 
 
 
 
PREPARAÇÃO E PROPRIEDADES DOS SABÕES 
 
 
 
 
Docente: 
Prof. Drª Nilza Campos de Andrade 
 
 
 
Teresina 
2024 
 
 
SUMÁRIO 
 
RESUMO ........................................................................................................................ 3 
INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 4 
PARTE EXPERIMENTAL .............................................................................................. 5 
MATERIAIS E REAGENTES...................................................................................... 5 
PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL ......................................................................... 5 
RESULTADOS E DISCUSSÕES .................................................................................. 7 
CONCLUSÃO ................................................................................................................. 9 
REFERÊNCIAS ............................................................................................................ 10 
QUESTIONÁRIO .......................................................................................................... 11 
3 
 
RESUMO 
 
Para observar a preparação de sabão, bem como conduzir experimentos 
rápidos para avaliar suas propriedades em ácidos e sais, e compreender mais 
profundamente as reações envolvidas, serão realizadas práticas laboratoriais. Essas 
atividades visam promover a compreensão dos processos químicos envolvidos na 
fabricação de sabão, assim como a interação deste com substâncias ácidas e 
salinas. 
 
4 
 
INTRODUÇÃO 
 
Os triglicerídeos, também conhecidos como triacilgliceróis, são os lipídeos 
mais comuns na natureza. Estes consistem em ésteres do álcool glicerol, cuja 
estrutura permite a reação com três moléculas de ácidos carboxílicos, resultando em 
uma molécula com três ligações éster, denominada triéster. A produção de sabões 
ocorre através do processo de saponificação, que envolve a reação de ácidos 
graxos com bases fortes, como o hidróxido de sódio ou o hidróxido de potássio, 
originando sais de ácidos graxos de cadeia longa, ou seja, sabões. 
Esses compostos são reconhecidos como agentes emulsificadores, pois 
reduzem a tensão superficial da água, facilitando a remoção da sujeira. Gorduras 
animais e óleos vegetais, formados por ésteres, são insolúveis em água, mas 
reagem com soluções alcalinas para produzir sabões. Este processo, conhecido 
como reação de saponificação, é um dos métodos mais antigos para converter 
gorduras animais e óleos vegetais em sabões. 
A fórmula geral de um sabão é RCO-ONa, onde R é uma cadeia carbônica 
comumente contendo de 12 a 18 átomos de carbono. A estrutura característica de 
um sabão é marcada por uma extremidade carregada, atraída pela água, e outra 
extremidade não solúvel em água. Quando um sabão é disperso em água, formam-
se micelas, agregados coloidais nos quais as cadeias lipofílicas estão direcionadas 
para o centro, enquanto as partes hidrofílicas ficam em contato com a água. Os íons 
positivos, como o sódio (Na), permanecem na água, sendo o sabão mais comum um 
sal de sódio. 
Entretanto, sais como Ca2+, Mg2 são insolúveis em água e podem precipitar 
em presença de sabões, resultando em problemas de eficácia de limpeza, 
especialmente em águas duras. Essas dificuldades levaram ao desenvolvimento de 
detergentes sintéticos como alternativas aos sabões tradicionais em ambientes de 
água dura. 
 
5 
 
PARTE EXPERIMENTAL 
MATERIAIS E REAGENTES 
 
• Bico de Bunsen 
• Tubo de ensaio (3 unidades) 
• Solução de CaCl2 0,1 M 
• Tripé de ferro 
• Tela de amianto 
• Solução de HCl 3M 
• Bastão de vidro 
• Gordura ou óleo 
• Solução de MgSO4 0,1 M 
• Béquer de 100 ml e 25,0 ml 
• NaOH (pastilhas) 
• Contador de gotas 
• Copinho descartável 
 
PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 
 
Preparação do sabão: 
• Colocar 1,5 g de NaOH e dissolver em um copinho descartável, 
utilizando 2 ml de água. 
• Pesar 5 g de óleo e colocar em um béquer de 100 ml. 
• Aquecer suavemente o óleo. 
• Adicionar a solução de NaOH ao óleo em pequenas porções, agitar 
com um bastão de vidro e aguardar a reação de cada porção antes de adicionar 
uma nova. 
• Após a adição completa da solução de NaOH, continuar o aquecimento 
por aproximadamente 5 minutos. 
• Desligar o bico de Bunsen e observar o sabão formado na superfície do 
béquer. 
• Lavar as mãos com o sabão obtido. 
6 
 
 
Testes com o Sabão: 
 
• Transferir 2 g do sabão obtido para um béquer de 250 ml e adicionar 
100 ml de água previamente aquecida até a ebulição. 
• Distribuir 5 ml da solução de sabão em três tubos de ensaio diferentes. 
 
a) Tubo 1 (HCl): 
 
Adicionar 1 ml de HCl 3 M ao primeiro tubo e agitar. Observar qualquer 
mudança na solução. 
 
b) Tubo 2 (MgSO4): 
 
Adicionar 1 ml de MgSO4 0,1 M ao segundo tubo e agitar. Observar qualquer 
mudança na solução. 
 
c) Tubo 3 (CaCl2): 
 
Adicionar 1 ml de CaCl2 0,1 M ao terceiro tubo e agitar. Observar qualquer 
mudança na solução. 
 
7 
 
RESULTADOS E DISCUSSÕES 
 
Ao iniciarmos o processo de pesagem, damos inicio ao desenvolvimento da 
saponificação. Após o aquecimento do óleo e a preparação da mistura de soda 
cáustica (NaOH) , a mesma foi adicionada ao óleo. Observou-se então que, o líquido 
formado possuía uma viscosidade maior e com aspecto espumoso à medida em que 
ele foi sendo adicionado e agitado. Em geral essa reação ocorre em aquecimento 
moderado na faixa dos 60 ºC. 
 
Após passados alguns minutos, o retiramos do aquecimento e esperamos que 
esfriasse, notamos que, o sabão obtido possuía um aspecto denso com coloração 
meio amarelada, e então pegamos um pequeno pedaço do sabão para lavarmos as 
mãos, e o mesmo surtiu o efeito esperado. 
Posteriormente, foi colocado em um tubo de ensaio 2 g do sabão obtido com 
um pouco de água, e depois de aquecida até a ebulição esperamos que a mistura 
esfriasse e observamos que o sabão de sódio foi solúvel em água, dissolvido em 
altas temperatura. 
Em seguida, foram adicionados 5 ml de solução em três tubos de ensaio, o 
primeiro tubo continha ácido clorídrico (HCL), o segundo sulfato de magnésio 
(MgSO4), e o terceiro cloreto de cálcio CaCl2. Na mistura com (HCL) ocorreu uma 
turvação da solução graças a formação de ácidos graxos. Porém, tanto a mistura de 
8 
 
( MgSO4) como na mistura de ( CaCl2) mostraram-se pouco solúveis, e as mesmas 
formaram precipitados brancos. 
 
 
Figura 1: reação da solução do sabão obtido com as misturas. 
 
A saponificação ocorre por meio de um mecanismo de adição eletrofílica, 
seguido por uma eliminação no carbono acílico (da carbonila). 
 
9 
 
CONCLUSÃO 
 
A prática experimental revela que a preparação de sabão é um procedimento 
relativamente simples, utilizando materiais de fácil acesso, o que torna a execução 
do experimento altamente satisfatória. A fabricação de sabão representa uma 
alternativa sustentável para a reutilização de óleos de cozinha, contribuindo para 
evitar o descarte inadequado que impacta o meio ambiente. 
Ficou evidente que o sabão é obtido a partir da saponificação de ésteres 
presentes em óleos e gorduras. Esses ésteres sofrem hidrólise básica durante o 
processo, resultando na formação de glicerol e dos sais correspondentes aos ácidos 
graxos presentes. Estes sais, por sua vez, são os sabões. 
 
10 
 
REFERÊNCIAS 
 
NOVAIS, Stéfano Araújo. “Reação de Saponificação. Reação de Saponificação 
Do Sabão”. Manual Da Química. Disponível em: 
www.manualdaquimica.com/quimica-organica/reacao-saponificacao.htm. Acesso em12 maio de 2024. 
 
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QUESTIONÁRIO 
 
1. Qual a equação geral da saponificação de um triéster de ácido graxo com 
NaOH? 
Triéster + NaOH→ Álcool + Sal de ácido graxo (sabão) + NaHCO 
 
2. Quando um éster sofre hidrólise em meio ácido quais os compostos orgânicos 
(funções) que se formam? 
Se forma um ácido carboxílico e um álcool. 
 
3. Por que a água dura é imprópria para a lavagem de roupas? 
A água dura contém altos níveis de íons de cálcio e magnésio, que interagem 
com o sabão para formar precipitados insolúveis, conhecidos como "sabão de cálcio" 
ou "sabão de magnésio". Isso reduz a eficácia do sabão, resultando em uma menor 
capacidade de limpeza e formação de resíduos nas roupas. 
 
4. Qual a diferença entre sabão e detergente? 
O sabão é geralmente feito de gorduras ou óleos naturais combinados com 
hidróxido de sódio ou potássio através de um processo chamado saponificação. O 
sabão é mais biodegradável e é eficaz para remover gordura e sujeira orgânica. Já o 
detergente é uma mistura de substâncias químicas sintéticas, como sulfatos ou 
sulfonatos de alquil, que são derivados do petróleo. Os detergentes são mais 
eficazes na remoção de sujeira oleosa e funcionam melhor em água dura. Além 
disso, os detergentes podem ser formulados para terem diferentes propriedades, 
como serem mais suaves para a pele ou serem mais eficazes em água fria. 
 
5. O que é índice de saponificação? Qual é a relação entre o índice de 
saponificação e a massa molecular média dos ácidos graxos que compõem o 
triglicerideo? 
O índice de saponificação é uma medida que indica a quantidade de base 
necessária para saponificar uma certa quantidade de uma substância. A relação 
entre o índice de saponificação e a massa molecular média dos ácidos graxos que 
compõem o triglicerídeo é que quanto maior a massa molecular média dos ácidos 
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graxos, maior será o índice de saponificação. Isso ocorre porque os ácidos graxos 
de maior massa molecular contêm mais grupos carboxila (COOH), que reagem com 
a base durante o processo de saponificação. 
 
6. Qual a diferença entre óleo e gordura? 
A diferença entre óleo e gordura está principalmente em sua composição e 
estado físico em temperatura ambiente: 
 
 Composição: Tanto óleo quanto gordura são compostos de triglicerídeos, 
que são ésteres formados pela ligação de ácidos graxos a uma molécula de glicerol. 
A diferença entre óleo e gordura reside principalmente na composição dos ácidos 
graxos. Os óleos geralmente contêm ácidos graxos insaturados, enquanto as 
gorduras tendem a ser compostas principalmente de ácidos graxos saturados. 
 Estado físico: Em temperatura ambiente, os óleos são líquidos, enquanto as 
gorduras são sólidas. Isso ocorre porque os ácidos graxos insaturados nos óleos 
possuem cadeias carbônicas com ligações duplas que não se empacotam tão bem, 
resultando em uma estrutura menos organizada e um estado líquido. Já as gorduras, 
com seus ácidos graxos saturados, possuem uma estrutura molecular mais 
compacta, levando ao estado sólido em temperatura ambiente. 
 
7. Como se dar a ação de limpeza do sabão? 
A ação de limpeza do sabão ocorre devido às suas propriedades surfactantes. 
Quando o sabão é dissolvido em água, as moléculas do sabão têm uma parte 
hidrofílica (atraída pela água) e uma parte hidrofóbica (repelida pela água e atraída 
por óleos e gorduras). Quando você esfrega o sabão em uma superfície suja, as 
partes hidrofóbicas do sabão se ligam às moléculas de gordura e sujeira, enquanto 
as partes hidrofílicas se ligam à água. Isso forma micelas, pequenas estruturas 
esféricas em que as moléculas de gordura e sujeira são encapsuladas, permitindo 
que sejam removidas da superfície e dispersas na água. 
 
8. Que é um detergente biodegradável? 
Um detergente biodegradável é um produto de limpeza que é formulado com 
ingredientes que podem ser decompostos por microorganismos naturais em 
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compostos mais simples e menos nocivos ao meio ambiente. Isso significa que, 
após o uso, esses detergentes podem ser quebrados em substâncias menos 
prejudiciais, como água e dióxido de carbono, por processos naturais de 
decomposição. 
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