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U2 - Avaliação da Unidade

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Questões resolvidas

O Código de Defesa do Consumidor preencheu uma importante lacuna em nosso direito. A lacuna que foi colmatada pela edição do CDC regula as relações de consumo, retirando o tratamento até então promovido de forma genérica e inadequada pelo Código Civil de 1916, já que a visão civilista é marcadamente individualista, com tratamento em pé de igualdade das partes na relação jurídica, situação está que não se coaduna com as relações de consumo. Nessa esteira, diante da evolução da sociedade e o necessário desenvolvimento de uma legislação mais adequada, surgiu o CDC, na busca da edição de normas relativas à relação de consumo, ou seja, a relação na qual se encontram, de um lado, um consumidor – tanto individual como coletivamente considerado – e, de outro, um fornecedor de produtos ou serviços.
De acordo com as informações apresentadas na tabela a seguir, faça a associação da Coluna A com a Coluna B. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
I. Serviço
II. Responsabilidade pelo fato
III. Responsabilidade por vícios
IV. Consumidor por equiparação
1. Aquele que, independentemente de praticar um ato de consumo, é atingido, ainda que indiretamente, pela relação de consumo mantida por terceiros.
2. Protege a esfera econômica, ensejando tão somente o ressarcimento segundo as alternativas previstas na lei de proteção.
3. Tutela a integridade físico-psíquica, ensejando ampla reparação de danos.
4. Qualquer atividade oferecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária.
a. I - 2; II - 1; III - 4; IV - 3.
b. I - 4; II - 3; III - 2; IV - 1.
c. I - 1; II - 3; III - 2; IV - 4.
d. I - 4; II - 1; III - 2; IV - 3.
e. I - 3; II - 4; III - 1; IV - 2.

A Lei 8.078/1990, ao fixar o regime de responsabilização dos fornecedores por vícios ou defeitos/fatos/acidentes de consumo de seus produtos e serviços, o fez de forma ampla e objetiva, tendo em vista a vulnerabilidade do consumidor. Todavia, tratou a lei de não fixar uma responsabilidade eterna do fornecedor, limitando-a temporalmente. Para tanto, fixou prazos de garantia legal (de natureza decadencial) para a reclamação por vícios, e prazo para exercício da pretensão de reparação de danos (de natureza prescricional) para reparação de danos decorrentes de defeitos. Todavia, importante citar que, ainda que as pretensões de reparação ou reclamação sejam exercidas tempestivamente pelo consumidor, a mesma Lei 8.078/1990 prevê hipóteses legais de exclusão da responsabilidade do fornecedor, notadamente cenários em que o nexo de causalidade entre o defeito e o dano causado não seja evidenciado.
A partir das informações apresentadas, analise as afirmativas a seguir:
I. O prazo de garantia para vícios ocultos em produtos e serviços não duráveis é de 30 dias, contados da data em que evidenciado o vício.
II. O prazo de exercício da pretensão de reparação de danos por acidente de consumo é de 5 (cinco) anos, a partir da ciência do dano e da sua autoria.
III. O fornecedor de produto defeituoso não será responsabilizado pelos danos dele consequentes caso prove que não o colocou no mercado.
IV. A culpa concorrente entre consumidor e fornecedor enseja a exclusão da responsabilidade deste último pelos danos decorrentes de acidente de consumo.

Texto I Determina o legislador consumerista que a informação ou publicidade veiculada por qualquer meio de comunicação tem de ser suficientemente precisa, sob pena de se cometer uma infração, na esteira do art. 31 do CDC, e, caso não observada, ou acarretará a ausência de oferta por falta de comunicação, ou a má comunicação será interpretada em desfavor do fornecedor, na busca da proteção do vulnerável consumidor. Estabelece o legislador, ainda, que a oferta obriga (vincula) o fornecedor e integra o contrato. Assim, oferecida a mensagem (informação ou publicidade), fica o fornecedor a ela vinculado, podendo o consumidor exigir o seu cumprimento, conforme art. 35 do CDC, a seguir comentado. Trata-se do princípio da vinculação contratual. Desta forma, se o fornecedor quiser voltar atrás na sua oferta, não poderá fazê-lo e, ainda, esta integrará o contrato que vier a ser celebrado. Como bem salienta o professor Antônio Herman de Vasconcellos e Benjamin: “A vinculação atua de duas formas maneiras. Primeiro, obrigando o fornecedor, mesmo que se negue a contratar. Segundo, introduzindo-se (e prevalecendo) em contrato eventualmente a ser celebrado, inclusive quando o seu texto o diga de modo diverso, pretendendo afastar o caráter vinculante”. Texto II A propaganda tem sua origem reconhecida na organização da Congregatio de Propaganda Fide, no século XVII, com o cunho de difundir os ensinamentos da Igreja católica. A propaganda, assim, destina-se à propagação de ideias, posições, ideologias, objetivando influenciar opiniões. Diferentemente, temos a publicidade, que visa à venda e à promoção de determinado produto ou serviço destinado ao mercado consumidor, ou seja, à comunicação de massa de cunho comercial. É justamente essa a conotação adotada pelo Código de Defesa do Consumidor ao regular a publicidade. É sempre bom ter em mente que o fornecedor não está obrigado a realizar publicidade de seus produtos e serviços, mas, a partir do momento que opta por fazê-lo, está sujeito à incidência de todas as normas do Código de Defesa do Consumidor relativas à publicidade, que visam não só a proteção do consumidor vulnerável, equilibrando a relação, mas também o saneamento de todo o mercado de consumo. Para a promoção de vendas dos produtos e serviços no mercado de consumo, os fornecedores utilizam-se do marketing, que é o estudo das atividades comerciais, o qual, partindo do conhecimento das necessidades e da psicologia do consumidor, procura dirigir a produção, adaptando-a ao melhor mercado, valendo-se, para tanto, de pesquisas próprias. Por quantas vezes o marketing, utilizando a publicidade, não é empregado para ditar modas, potencializar comportamentos e, assim, estimular o comércio de determinado produto ou serviço. Tal perspectiva é própria do mercado capitalista e da sociedade de consumo. Assim, o Código de Defesa do Consumidor buscou a proteção do consumidor amplamente considerado, qual seja, todas as pessoas, determináveis ou não, expostas às práticas comerciais, notadamente à oferta e à publicidade, destacando a publicidade abusiva e enganosa.
A partir das informações apresentadas, analise as afirmativas a seguir:
I. O princípio da vinculação da oferta/publicidade não é absoluto, sendo afastado nos casos de erro grosseiro e puffing.
II. A responsabilidade pela publicidade é objetiva e solidária, abarcando todos beneficiados por ela, ainda que indiretamente.
III. A publicidade que omite um dado essencial do produto ou serviço é abusiva, na medida em que viola a boa-fé objetiva.
IV. A informação repassada por representante autônomo do fornecedor integra a oferta, gerando obrigação solidária entre eles.
a. A asserção I é uma proposição verdadeira e a II, falsa.
b. A asserção I é uma proposição falsa e a II, verdadeira.
c. As asserções I e II são proposições falsas.

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Questões resolvidas

O Código de Defesa do Consumidor preencheu uma importante lacuna em nosso direito. A lacuna que foi colmatada pela edição do CDC regula as relações de consumo, retirando o tratamento até então promovido de forma genérica e inadequada pelo Código Civil de 1916, já que a visão civilista é marcadamente individualista, com tratamento em pé de igualdade das partes na relação jurídica, situação está que não se coaduna com as relações de consumo. Nessa esteira, diante da evolução da sociedade e o necessário desenvolvimento de uma legislação mais adequada, surgiu o CDC, na busca da edição de normas relativas à relação de consumo, ou seja, a relação na qual se encontram, de um lado, um consumidor – tanto individual como coletivamente considerado – e, de outro, um fornecedor de produtos ou serviços.
De acordo com as informações apresentadas na tabela a seguir, faça a associação da Coluna A com a Coluna B. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
I. Serviço
II. Responsabilidade pelo fato
III. Responsabilidade por vícios
IV. Consumidor por equiparação
1. Aquele que, independentemente de praticar um ato de consumo, é atingido, ainda que indiretamente, pela relação de consumo mantida por terceiros.
2. Protege a esfera econômica, ensejando tão somente o ressarcimento segundo as alternativas previstas na lei de proteção.
3. Tutela a integridade físico-psíquica, ensejando ampla reparação de danos.
4. Qualquer atividade oferecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária.
a. I - 2; II - 1; III - 4; IV - 3.
b. I - 4; II - 3; III - 2; IV - 1.
c. I - 1; II - 3; III - 2; IV - 4.
d. I - 4; II - 1; III - 2; IV - 3.
e. I - 3; II - 4; III - 1; IV - 2.

A Lei 8.078/1990, ao fixar o regime de responsabilização dos fornecedores por vícios ou defeitos/fatos/acidentes de consumo de seus produtos e serviços, o fez de forma ampla e objetiva, tendo em vista a vulnerabilidade do consumidor. Todavia, tratou a lei de não fixar uma responsabilidade eterna do fornecedor, limitando-a temporalmente. Para tanto, fixou prazos de garantia legal (de natureza decadencial) para a reclamação por vícios, e prazo para exercício da pretensão de reparação de danos (de natureza prescricional) para reparação de danos decorrentes de defeitos. Todavia, importante citar que, ainda que as pretensões de reparação ou reclamação sejam exercidas tempestivamente pelo consumidor, a mesma Lei 8.078/1990 prevê hipóteses legais de exclusão da responsabilidade do fornecedor, notadamente cenários em que o nexo de causalidade entre o defeito e o dano causado não seja evidenciado.
A partir das informações apresentadas, analise as afirmativas a seguir:
I. O prazo de garantia para vícios ocultos em produtos e serviços não duráveis é de 30 dias, contados da data em que evidenciado o vício.
II. O prazo de exercício da pretensão de reparação de danos por acidente de consumo é de 5 (cinco) anos, a partir da ciência do dano e da sua autoria.
III. O fornecedor de produto defeituoso não será responsabilizado pelos danos dele consequentes caso prove que não o colocou no mercado.
IV. A culpa concorrente entre consumidor e fornecedor enseja a exclusão da responsabilidade deste último pelos danos decorrentes de acidente de consumo.

Texto I Determina o legislador consumerista que a informação ou publicidade veiculada por qualquer meio de comunicação tem de ser suficientemente precisa, sob pena de se cometer uma infração, na esteira do art. 31 do CDC, e, caso não observada, ou acarretará a ausência de oferta por falta de comunicação, ou a má comunicação será interpretada em desfavor do fornecedor, na busca da proteção do vulnerável consumidor. Estabelece o legislador, ainda, que a oferta obriga (vincula) o fornecedor e integra o contrato. Assim, oferecida a mensagem (informação ou publicidade), fica o fornecedor a ela vinculado, podendo o consumidor exigir o seu cumprimento, conforme art. 35 do CDC, a seguir comentado. Trata-se do princípio da vinculação contratual. Desta forma, se o fornecedor quiser voltar atrás na sua oferta, não poderá fazê-lo e, ainda, esta integrará o contrato que vier a ser celebrado. Como bem salienta o professor Antônio Herman de Vasconcellos e Benjamin: “A vinculação atua de duas formas maneiras. Primeiro, obrigando o fornecedor, mesmo que se negue a contratar. Segundo, introduzindo-se (e prevalecendo) em contrato eventualmente a ser celebrado, inclusive quando o seu texto o diga de modo diverso, pretendendo afastar o caráter vinculante”. Texto II A propaganda tem sua origem reconhecida na organização da Congregatio de Propaganda Fide, no século XVII, com o cunho de difundir os ensinamentos da Igreja católica. A propaganda, assim, destina-se à propagação de ideias, posições, ideologias, objetivando influenciar opiniões. Diferentemente, temos a publicidade, que visa à venda e à promoção de determinado produto ou serviço destinado ao mercado consumidor, ou seja, à comunicação de massa de cunho comercial. É justamente essa a conotação adotada pelo Código de Defesa do Consumidor ao regular a publicidade. É sempre bom ter em mente que o fornecedor não está obrigado a realizar publicidade de seus produtos e serviços, mas, a partir do momento que opta por fazê-lo, está sujeito à incidência de todas as normas do Código de Defesa do Consumidor relativas à publicidade, que visam não só a proteção do consumidor vulnerável, equilibrando a relação, mas também o saneamento de todo o mercado de consumo. Para a promoção de vendas dos produtos e serviços no mercado de consumo, os fornecedores utilizam-se do marketing, que é o estudo das atividades comerciais, o qual, partindo do conhecimento das necessidades e da psicologia do consumidor, procura dirigir a produção, adaptando-a ao melhor mercado, valendo-se, para tanto, de pesquisas próprias. Por quantas vezes o marketing, utilizando a publicidade, não é empregado para ditar modas, potencializar comportamentos e, assim, estimular o comércio de determinado produto ou serviço. Tal perspectiva é própria do mercado capitalista e da sociedade de consumo. Assim, o Código de Defesa do Consumidor buscou a proteção do consumidor amplamente considerado, qual seja, todas as pessoas, determináveis ou não, expostas às práticas comerciais, notadamente à oferta e à publicidade, destacando a publicidade abusiva e enganosa.
A partir das informações apresentadas, analise as afirmativas a seguir:
I. O princípio da vinculação da oferta/publicidade não é absoluto, sendo afastado nos casos de erro grosseiro e puffing.
II. A responsabilidade pela publicidade é objetiva e solidária, abarcando todos beneficiados por ela, ainda que indiretamente.
III. A publicidade que omite um dado essencial do produto ou serviço é abusiva, na medida em que viola a boa-fé objetiva.
IV. A informação repassada por representante autônomo do fornecedor integra a oferta, gerando obrigação solidária entre eles.
a. A asserção I é uma proposição verdadeira e a II, falsa.
b. A asserção I é uma proposição falsa e a II, verdadeira.
c. As asserções I e II são proposições falsas.

Prévia do material em texto

Iniciado em quinta, 5 nov 2026, 21:12
Estado Finalizada
Concluída em quinta, 5 nov 2026, 21:15
Tempo empregado 2 minutos 37 segundos
Notas 5,00/5,00
Avaliar 10,00 de um máximo de 10,00(100%)
U2 - Avaliação da Unidade
a.
I - 2; II - 1; III - 4; IV - 3.
b.
I - 4; II - 3; III - 2; IV - 1. 
c.
I - 1; II - 3; III - 2; IV - 4.
d.
I - 4; II - 1; III - 2; IV - 3.
e.
I - 3; II - 4; III - 1; IV - 2.
Questão 1
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
O Código de Defesa do Consumidor preencheu uma importante lacuna em nosso direito. A lacuna que foi
colmatada pela edição do CDC regula as relações de consumo, retirando o tratamento até então promovido de
forma genérica e inadequada pelo Código Civil de 1916, já que a visão civilista é marcadamente individualista,
com tratamento em pé de igualdade das partes na relação jurídica, situação está que não se coaduna com as
relações de consumo.
 
Nessa esteira, diante da evolução da sociedade e o necessário desenvolvimento de uma legislação mais
adequada, surgiu o CDC, na busca da edição de normas relativas à relação de consumo, ou seja, a relação na qual
se encontram, de um lado, um consumidor – tanto individual como coletivamente considerado – e, de outro, um
fornecedor de produtos ou serviços.
 
Fonte: ALEXANDRIDIS, G.; FIGUEIREDO, S. D. C.; FIGUEIREDO, F. V. Minicodigo Consumidor
Anotado. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2013.
 
 
De acordo com as informações apresentadas na tabela a seguir, faça a associação da Coluna A com a Coluna B.
 
Coluna A Coluna B 
I. Serviço 1. Aquele que, independentemente de praticar um ato de consumo, é atingido,
ainda que indiretamente, pela relação de consumo mantida por terceiros. 
II. Responsabilidade
pelo fato 
2. Protege a esfera econômica, ensejando tão somente o ressarcimento segundo
as alternativas previstas na lei de proteção. 
III. Responsabilidade
por vícios 3. Tutela a integridade físico-psíquica, ensejando ampla reparação de danos. 
IV. Consumidor por
equiparação 
4. Qualquer atividade oferecida no mercado de consumo, mediante
remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e
securitária. 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
Escolha uma:
a.
A garantia legal é obrigatória, não podendo ser afastada contratualmente pelo
fornecedor. 
b.
O prazo de garantia legal para vício aparente de bem durável é de 60 dias após a
compra.
c.
O prazo de garantia legal, após iniciado, somente será interrompido por medida
judicial.
d.
O recall é mera deliberalidade do fornecedor, cabendo os custos do reparo ao
consumidor.
e.
A garantia contratual é deliberalidade do fornecedor, independentemente de
qualquer formalidade.
Questão 2
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Os produtos/serviços podem apresentar fatos/defeitos/acidentes de consumo (risco à segurança/incolumidade
física e psíquica do consumidor) ou vícios (risco financeiro a ele por conta do investimento financeiro e não
atingimento da finalidade esperada, ou disparidade entre o ofertado e o entregue).
 
Para cada cenário acima, a Lei 8.078/1990 estabeleceu regimes de responsabilização diversos, ambos calcados
na Teoria do Risco da Atividade e na responsabilidade objetiva do fornecedor. Em ambos, o fornecedor atua
como um garantidor da segurança e qualidade de seus produtos/serviços. É do fornecedor o ônus de colocar no
mercado de consumo apenas produtos/serviços seguros e de qualidade, adequados à finalidade legitimamente
esperada pelo consumidor.
Relativamente ao recall e às garantias e prazos de responsabilidade civil na Lei 8.078/1990, qual a alternativa
correta?
Escolha uma:
a.
I, II e III, apenas. 
b.
II e IV, apenas.
c.
I, II e IV, apenas.
d.
I, II, III e IV.
e.
I e III, apenas.
Questão 3
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
A Lei 8.078/1990, ao fixar o regime de responsabilização dos fornecedores por vícios ou defeitos/fatos/acidentes
de consumo de seus produtos e serviços, o fez de forma ampla e objetiva, tendo em vista a vulnerabilidade do
consumidor.
 
Todavia, tratou a lei de não fixar uma responsabilidade eterna do fornecedor, limitando-a temporalmente. Para
tanto, fixou prazos de garantia legal (de natureza decadencial) para a reclamação por vícios, e prazo para
exercício da pretensão de reparação de danos (de natureza prescricional) para reparação de danos decorrentes de
defeitos.
 
Todavia, importante citar que, ainda que as pretensões de reparação ou reclamação sejam exercidas
tempestivamente pelo consumidor, a mesma Lei 8.078/1990 prevê hipóteses legais de exclusão da
responsabilidade do fornecedor, notadamente cenários em que o nexo de causalidade entre o defeito e o dano
causado não seja evidenciado.
 
Fonte: Saraiva Educação.
 
 
A partir das informações apresentadas, analise as afirmativas a seguir:
 
I. O prazo de garantia para vícios ocultos em produtos e serviços não duráveis é de 30 dias, contados da data em
que evidenciado o vício.
II. O prazo de exercício da pretensão de reparação de danos por acidente de consumo é de 5 (cinco) anos, a partir
da ciência do dano e da sua autoria.
III. O fornecedor de produto defeituoso não será responsabilizado pelos danos dele consequentes caso prove que
não o colocou no mercado.
IV. A culpa concorrente entre consumidor e fornecedor enseja a exclusão da responsabilidade deste último pelos
danos decorrentes de acidente de consumo.
Considerando o contexto apresentado, é correto o que se afirma em:
Escolha uma:
Questão 4
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Texto I 
 
Determina o legislador consumerista que a informação ou publicidade veiculada por qualquer meio de
comunicação tem de ser suficientemente precisa, sob pena de se cometer uma infração, na esteira do art. 31 do
CDC, e, caso não observada, ou acarretará a ausência de oferta por falta de comunicação, ou a má comunicação
será interpretada em desfavor do fornecedor, na busca da proteção do vulnerável consumidor.
 
Estabelece o legislador, ainda, que a oferta obriga (vincula) o fornecedor e integra o contrato. Assim, oferecida a
mensagem (informação ou publicidade), fica o fornecedor a ela vinculado, podendo o consumidor exigir o seu
cumprimento, conforme art. 35 do CDC, a seguir comentado. Trata-se do princípio da vinculação contratual.
Desta forma, se o fornecedor quiser voltar atrás na sua oferta, não poderá fazê-lo e, ainda, esta integrará o
contrato que vier a ser celebrado.
 
Como bem salienta o professor Antônio Herman de Vasconcellos e Benjamin: “A vinculação atua de duas formas
maneiras. Primeiro, obrigando o fornecedor, mesmo que se negue a contratar. Segundo, introduzindo-se (e
prevalecendo) em contrato eventualmente a ser celebrado, inclusive quando o seu texto o diga de modo diverso,
pretendendo afastar o caráter vinculante”.
 
Fonte: ALEXANDRIDIS, G.; FIGUEIREDO, S. D. C.; FIGUEIREDO, F. V. MINICODIGO
CONSUMIDOR ANOTADO. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2013. E-book, p. 502/504. 
 
Texto II 
 
A propaganda tem sua origem reconhecida na organização da Congregatio de Propaganda Fide, no século XVII,
com o cunho de difundir os ensinamentos da Igreja católica. A propaganda, assim, destina-se à propagação de
ideias, posições, ideologias, objetivando influenciar opiniões.
 
Diferentemente, temos a publicidade, que visa à venda e à promoção de determinado produto ou serviço
destinado ao mercado consumidor, ou seja, à comunicação de massa de cunho comercial. É justamente essa a
conotação adotada pelo Código de Defesa do Consumidor ao regular a publicidade.
 
É sempre bom ter em mente que o fornecedor não está obrigado a realizar publicidade de seus produtos e
serviços, mas, a partir do momento que opta por fazê-lo, está sujeito à incidência de todas as normas do Código
de Defesa do Consumidor relativas à publicidade, que visam não só a proteção do consu midor vulnerável,
equilibrando a relação, mas também o saneamento de todo o mercado de consumo.
 
Para a promoção de vendas dos produtos e serviços no mercado de consumo, os fornecedores utilizam-se do
marketing, que é o estudo das atividadescomerciais, o qual, partindo do conhecimento das necessidades e da
psicologia do consumidor, procura dirigir a produção, adaptando-a ao melhor mercado, valendo-se, para tanto, de
pesquisas próprias. (...)
Por quantas vezes o marketing, utilizando a publicidade, não é empregado para ditar modas, potencializar
comportamentos e, assim, estimular o comércio de determinado produto ou serviço. Tal perspectiva é própria do
mercado capitalista e da sociedade de consumo. (...)
Assim, o Código de Defesa do Consumidor buscou a proteção do consumidor amplamente considerado, qual
seja, todas as pessoas, determináveis ou não, expostas às práticas comerciais, notadamente à oferta e à
publicidade, destacando a publicidade abusiva e enganosa.
a.
I, II, III e IV.
b.
II e IV, apenas.
c.
I, II e IV, apenas. 
d.
I e III, apenas.
e.
I, II e III, apenas.
 
Fonte: ALEXANDRIDIS, G.; FIGUEIREDO, S. D. C.; FIGUEIREDO, F. V. MINICODIGO
CONSUMIDOR ANOTADO. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2013. E-book, p. 563/565. 
 
 
A partir das informações apresentadas, analise as afirmativas a seguir:
 
I. O princípio da vinculação da oferta/publicidade não é absoluto, sendo afastado nos casos de erro grosseiro e
puffing. 
II. A responsabilidade pela publicidade é objetiva e solidária, abarcando todos beneficiados por ela, ainda que
indiretamente. 
III. A publicidade que omite um dado essencial do produto ou serviço é abusiva, na medida em que viola a boa-
fé objetiva. 
IV. A informação repassada por representante autônomo do fornecedor integra a oferta, gerando obrigação
solidária entre eles. 
Considerando o contexto apresentado, é correto o que se afirma em:
Escolha uma:
a.
A asserção I é uma proposição verdadeira e a II, falsa.
b.
A asserção I é uma proposição falsa e a II, verdadeira. 
c.
As asserções I e II são proposições falsas.
Questão 5
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
As relações de consumo experimentaram grande evolução nos últimos cinquenta anos, tornando-se complexas e
multifacetadas. A produção em massa para um consumo igualmente em massa fez aumentar a potencialidade
danosa dos produtos e serviços. Alterou-se o circuito de distribuição dos bens em massa: do pequeno comércio
que vendia reduzido número de mercadorias já conhecidas do mercado passou-se para o grande comércio, com
produção em série de infindáveis marcas e versões e qualidades e defeitos nem sempre conhecidos do
interessado. O comprador identificado do passado deu lugar ao consumidor anônimo das relações de consumo
dos dias de hoje. O tradicional contrato de compra e venda já não se ajustava às novas características do
mercado, notadamente em face da informalidade e da despersonalização do ato de consumo.
Essa evolução, se de um lado gerou desenvolvimento, conforto material e modernização da atividade mercantil,
de outro trouxe como subproduto um fato novo: a insuficiência da defesa do consumidor em face do poderio do
fornecedor. As soluções do direito comum, que eram de orientação privatística e pressupondo a igualdade das
partes, mostraram-se inadequadas para regular as relações de consumo — que demandavam orientação
publicística para assegurar o equilíbrio das partes, ante a constatação da hipossuficiência de uma delas.
(…)
À falta de previsão legislativa específica, os doutrinadores e tribunais brasileiros, a exemplo do ocorrido em
outros países, passaram a consagrar de lege ferenda alternativas garantidoras da proteção ao consumidor, mas foi
com a edição do Código do Consumidor que restou positivado o tema da responsabilidade civil do fornecedor,
em tratamento moderno e atualizado, tendo por escopo superar as insuficiências apontadas, oferecendo maior e
mais efetiva proteção ao consumidor e restabelecendo o equilíbrio nas relações de consumo. Procurando dar
resposta a tais questões, o Código dispôs sobre a responsabilidade pelo fato do produto e do serviço, a
responsabilidade pelo vício do produto e do serviço, nos serviços públicos, além de assegurar outras garantias
como a desconsideração da personalidade jurídica e a inversão do ônus da prova.
 
Fonte: ALMEIDA, J. B. D. Manual de Direito do Consumidor. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 2015. E-book, p.
146/150. 
 
 
A partir das informações apresentadas e de seu conhecimento, avalie as seguintes asserções e a relação proposta
entre elas.
 
I. A Lei 8.078/1990 (CDC), ao adotar a Teoria do Risco da Atividade, fixa a responsabilidade subjetiva do
fornecedor de produtos.
PORQUE 
II. Exige-se apenas a prova do evento danoso, do defeito ou vício do produto e do nexo causal entre eles
para a responsabilização do fornecedor.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Escolha uma:
d.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não justifica a I.
e.
As asserções I e II são proposições verdadeiras e a II justifica a I.

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