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Disciplina:Ciência Política e Teoria Geral do Estado712 materiais14.988 seguidores
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DEFINIÇÃO DE TGE E SUA FINALIDADE:
A Teoria Geral do Estado busca compreender o estado em sua totalidade, e o seu objeto de estudo é o ENTE ESTATAL. É uma disciplina nova que mantém laços com o Direito e a Sociologia. Por influência da sociologia, busca compreender como o Estado interfere na vida em sociedade. Embora ligada ao Direito Constitucional até o século XX, essas disciplinas diferem no fato de que o Direito Constitucional é uma ciência do
“dever ser”. Já a Teoria do Estado é uma disciplina do ser, que descreve como é o fenômeno estatal. Sua finalidade principal é o estudo do Estado, englobando seus elementos constitutivos (povo, território e poder).
EVOLUÇÃO DO ESTUDO DA DISCIPLINA:
Na antiguidade, destacam-se Aristóteles e Platão. Aristóteles analisava de forma empírica as cidades-estados gregas através de uma pesquisa de campo. Já Platão, buscou um Estado ideal e descrevia como o Estado deveria ser e não como ele era de fato. Já na Idade Média, o Estado estava profundamente ligado à igreja e buscava-se explicar a existência do Estado a partir de considerações teleológicas. Houve a participação de São Agostinho e São Tomás de Aquino. Nessa época ocorreu a publicação do livro “O PRÍNCIPE” de Maquiavel que pregava a separação do Estado e da religião. Já na Idade Moderna, diversos autores se destacaram como Bodin(que sistematizou a doutrina de soberania dos reis), Rousseau(que afirmava que a solução dos problemas estatais residia na transferência de toda legitimidade da ação política à vontade geral do povo), Hobbes(na sua obra o LEVIATÃ, o ente político era soberano e essa soberania advêm de um ato de transferência dos direitos dos súditos aos soberanos), e Montesquieu(se ateve ao estudo das formas de governo e não do Estado em si).
EXCLUSIVISMO JURIDICO DE KELSEN:
Defende que o Estado seria todo produzido pelo Direito e não por uma realidade social. O Estado e o Direito fazem parte de uma única realidade (MONISMO JURÍDICO). O Direito tem que ser puro, ou seja, independente de outras influências da ciência. Para Kelsen, o direito era apenas norma.
EXCLUSIVISMO SOCIÓLOGICO DE LASSALE:
Lassale defende que o Estado é, por excelência, uma realidade social e não jurídica (oposto da de Kelsen). Portanto, busca-se a fundamentação do Estado nos fatos sociais. A Constituição seria, portanto, um reflexo das estruturas socioeconômicas dominantes.

Percebe-se que essas duas visões são erradas, visto que o Estado deve ser estudado tanto pelo aspecto jurídico como pelo sociológico, sendo duas visões indissociáveis. O Estado é um ente complexo e por isso não pode ser estudado apenas por uma visão. (DIREITO IMPÕE REGRAS E ELE PRECISA SE ADEQUAR A REALIDADE SOCIAL)

MÉTODOS DE ESTUDO DO ESTADO:
JURÍDICO: Ligado com o aspecto lógico e formal do Estado, preocupado com leis e a constituição.
SOCIOLÓGICO: Utiliza dos elementos histórico-sociais e do seu desenvolvimento das instituições estatais.
DEDUTIVO: Parte de um aspecto geral para o particular.
JUSTIFICATIVO: Estuda os fundamentos e os fins do Estado.
POLÍTICO: Salienta o poder estatal e a soberania.

SOCIEDADE
Sociabilidade do homem:
O homem é um animal social, pois desde a época mais primitiva viveu em sociedade. O homem apresenta na sua natureza a característica de depender de outros homens, ele não pode viver isolado.
O que é sociedade?
Sociedade é toda forma de coordenação das atividades humanas, objetivando um fim específico e sendo regida por um conjunto de norma. A normatividade da sociedade a distingue dos demais grupos, mesmo que essas regras existam apenas no inconsistente das pessoas.
Origem:
A sociedade pode ser considerada fruto da natureza humana (organicita) ou nada mais que um ato de vontade (mecanicista).
Organicista ou Sociedade natural:
Defende que a sociedade é um organismo vivo e que é formada de várias partes, que exercem funções distintas e em sua ação combinada concorrem para manter a vida do todo. De acordo com essa teoria, a sociedade se forma de maneira natural. O isolamento só ocorre em situações excepcionais, como: em casos de anomalia ou alienação mental, desprovido de razão, vai se distanciando de seus semelhantes; quando por infortuno o individuo acidentalmente passa a viver isoladamente; individuo notadamente virtuoso, isola-se para manter contato com a divindade. Essa teoria está muito ligada a posições antidemocráticas e autoritarismo.
Sociedade contratual ou mecanicista:
Os contratualistas defendem que somente o ato de vontade justifica a existência da sociedade. Essa não é entendida como um corpo de indivíduos, mas como a soma de indivíduos que são dotados de liberdade e autonomia.
O ideal seria a junção das duas teorias, pois a sociabilidade é uma característica do próprio homem, mas há a participação da vontade.
ELEMENTOS CARACTERÍSTICOS:
Finalidade social:
Essa característica é referente ao objetivo dos membros da sociedade que almejam o bem comum. A finalidade é o objetivo que a sociedade visa atingir. Há duas correntes que compreendem a finalidade de forma distinta. A teoria dos Deterministas afirma que não há um objetivo para se atingir, havendo uma sucessão natural de fatos que o homem não pode interromper. De acordo com essa teoria, o homem está sujeito ao acaso. A crença nessa teoria gera a subimissão em leis inexoráveis e a descrença gera mudanças qualitativas. (semelhança com a organicista). A teoria dos finalistas sustenta ser o possível a fixação da finalidade por meio do ato da vontade. Os indivíduos sabem que precisam viver em sociedade e fixar uma finalidade condizente com suas necessidades. (semelhança com a mecanicista).
Manifestações de conjunto ordenadas:
É necessário que as atividades em grupo se desenvolvam com:
Reiteração: Os membros da sociedade se manifestam em conjunto, reiteradamente, pois só assim podem atingir seus objetivos.
Ordem: Conjunto de regras que regam a sociedade. Essa ordem é seguida por leis que não excluem a vontade e a liberdade do individuo.
Adequação: Cada grupo deve ter em conta as existências da realidade social.
Poder social:
A primeira característica do poder social é a sociabilidade, significando que o poder é um fenômeno social e não pode ser explicado por fatores individuais. E a bilateralidade que diz que o poder é a correlação de duas ou mais forças.
Tipos de poder:
- Poder Tradicional: É característico das monarquias, que independe da legalidade formal (há legalidade, mas não há legitimidade);
- Poder Carismático: É aquele exercido pelos líderes autênticos, que interpretam os sentimentos e as aspirações do povo (há legitimidade, mas não há legalidade);
- Poder Racional: É exercido pelas autoridades investidas pela lei, havendo coincidência entre a legitimidade e a legalidade. (não é desregrado, aleatório, como os outros)
(legitimidade + legalidade)

Comunidade e Sociedade:
01) Toda sociedade agrupa homens em torno de um objetivo (FINALIDADE SOCIAL); já a comunidade não se funda em torno de um objetivo.
02) A existência da sociedade pressupõe a ocorrência de MANIFESTAÇÕES DE CONJUNTO JURIDICAMENTE ORDENADAS; já na comunidade, inexiste qualquer relação jurídica.
(A comunidade age de maneira desordenada, visto que não há relações jurídicas)
03) Em toda sociedade existe um PODER SOCIAL, reconhecido pela ordenação jurídica; já na comunidade, não há um poder social, existindo CENTROS DE INFLUÊNCIA.
OBS: A partir do momento em que a comunidade tem uma finalidade e age de maneira ordenada e baseada num ordenamento jurídico, é considerada SOCIEDADE.

SOCIEDADE POLÍTICA
São sociedades de fins gerais. Sociedade criada a partir da vontade do homem (adesão involuntária) e que tem como objetivo a realização dos fins das organizações mais complexas que o homem teve a necessidade de criar para enfrentar o desafio da natureza e de outras sociedades rivais.
ESTADO
É a mais complexa organização criada pelo homem. É, portanto, uma espécie de sociedade política (organizada sob um ordenamento jurídico),