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Questão 1

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1-Discorra sobre a corrente evolucionista na antropologia, suas premissas, seus critérios e seu método de análise.
O evolucionismo baseia na teoria de que todas as sociedades têm origem num estado primitivo, de instituições sociais e tecnologias simples, e se desenvolvem gradualmente à civilização, se tornando mais “complexas” e “Racionais”. A sua hierarquia tem base em uma “seleção natural” da sociedade, na sobrevivência e predominância dos indivíduos, classes, sociedades “mais aptas” e “evoluídas” e que segundo um modelo de evolução unilinear, isto é, um modelo que vale para todas as culturas, em qualquer lugar da terra e em qualquer época da história.
Os critérios para o conceito de “evolução” variavam entre os diferentes pensadores evolucionistas, mas eram, em sua maior parte, de natureza tecnológica. Eram separados hierarquicamente, de ordem decrescente: os civilizados, os bárbaros e os selvagens. Podendo dentro de cada “classe”, haver níveis, de acordo com os “conhecimentos”.
Temos como exemplo os estágios de evolução definidos por inovações técnicas, idealizado por Morgan, um pensador evolucionista; 
Selvageria Inferior– frutas e nozes.
selvageria Média – Pesca de subsistência e fogo,
Selvageria Superior – Arco e Flecha 
Barbárie inferior – Cerâmica
Barbárie média- Domesticação de animais, cultivo de milho, irrigação. 
Barbárie superior – ferramentas de ferro
Civilização- alfabeto fonético e escrita.
Havia outros meios de se hierarquizar de forma a mostrar que os europeus tinha domínio sobre todos os outros povos. Os bárbaros e selvagens eram considerados inferiores e os civilizados não deixariam eles dominarem, pois os europeus que estavam no centro.
 Da ordem menos evoluída; Selvagens; caçavam para se alimentar e alimentar sua sociedade, colhiam da natureza apenas o que precisavam pra a sobrevivência. Se por exemplo, precisavam de tantas maçãs, pegavam, sempre sem pensar no amanhã e em estocar. Nômades: Ainda não conheciam a agricultura e precisavam, quando os bens naturais acabavam em determinado lugar, saiam em busca de mais. Tinham a sociedade igualitária, ou seja, não necessitavam de um líder para manter a ordem. Todos tinham o mesmo lugar e não havia hierarquia de pessoas dentro da sociedade. Acreditavam na magia como crença e em aspecto musical, possuíam o ritmo. 
	De ordem medial: Bárbaros: Já conheciam a agricultura, então, consequentemente eram sedentários, pois não precisavam se locomover para buscar seus legumes, verduras e frutas. Apenas tinham que plantar e colher. Já usavam o metal. Havia já a política central, ou seja, alguém no centro do poder. Tinham como crença a religião e na categoria musical, tinham a melodia. 
E os mais “avançados”: Civilizados; Possuíam a escrita, a forma mais avançada intelectualmente de se comunicar. Tinham uma monarquia parlamentar, O Estado. Criou-se a ciência, o mais alto patamar de razão quanto à crença. E em relação a musicalidade, a harmonia, aonde há complexidade de melodias e a forma mais rica de se fazer música. Exemplo: o Barroco.
 
A princípio, na corrente evolucionista, a premissa é a unidade psíquica do ser humano, criada por John Locke que dizia que o conhecimento é inato e tudo que é aprendido é pelos 5 sentidos, uma espécie de tábula rasa que é moldada de acordo com a sociedade e que cada pessoa adquire o conhecimento de forma diferente. Então, contudo, podendo haver mobilidade hierárquica, isto é, sociedades evoluírem ao nível de outras. Mas, apenas quando sociedades “inferiores” adotarem a tecnologia, as instituições sociais, as leis, o sistema político, etc. Característicos da civilização ocidental – que se encontra no ponto mais alto da escala evolutiva das sociedades porque é a mais “desenvolvida”, a mais “avançada”, a mais “apta e adequada” a ter sucesso entre as nações do mundo.
 
Na corrente evolucionista, a evidencia para a teoria era a de invenção independente, ou seja, que cada povo com a sua capacidade intelectual inventou independentemente seus objetos, suas maneiras de comportamento, seus rituais e afins. E que não houve de nenhuma forma a interferência de outro povo ou sociedade vizinha.
Tinham como método de análise a comparação de sociedades, e para o conhecimento de sociedades distantes, usavam como estudo os relatos trazidos de missionários e viajantes. Podendo, aliás, nem sempre serem verdadeiramente fiéis à realidade, já que as falácias e os relatos fantasiosos faziam as vendas aumentarem. Porém, desde 1860, há a expansão do conhecimento de mais sociedades tradicionais e produção de um grande número de etnografias especializadas e bem documentadas, empreendidas por cientistas sociais que trouxeram informações mais imparciais, ao invés de amadores, como os missionários e viajantes.