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PPG Inflamação Aguda e Cronica  resumo

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bactérias, desempenhando papel fundamental no primeiro combate contra 
infecções bacterianas. 
 Comportamento na fase aguda: eles são ricos em receptores para quimiocinas 
CXCL-1 a 8 e para outros quimiotáticos gerados a partir do complemento, fibrinólise e 
ácidos graxos, razão pela qual representam as células mais numerosas nas fases 
iniciais de inflamação. 
 Generalidades: Principal célula do processo inflamatório agudo; tem vida curta após 
ativação; função fagocitária; Produção de Radicais Livres; Produção de AA; Mobilidade 
com deslocamento direcional (quimiotaxia). 
 
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4.4 Macrófagos: morfologia, origem, função e comportamento da fase aguda 
 Morfologia: Medem entre 10 e 30 µm de diâmetro e usualmente possuem um núcleo 
oval ou em forma de rim localizado excentricamente. Possuem características 
morfológicas variáveis que depende de seu estado de atividade funcional e do tecido 
que habitam. 
 Origem: Tem como célula precursora os monócitos do sangue que se origina na 
medula óssea a partir dos monoblastos. 
 Função: são especialmente preparados para a fagocitose apresentando receptores 
para o segmento Fc de imunoglobulinas e frações de complemento. 
 Comportamento da fase aguda: nas fases iniciais do processo inflamatório e nas 
inflamações crônicas, são ativados pelas TLRs e receptores de citocinas pró-
inflamatórias, e a ativação é dirigida para aumentar seu poder defensivo, expresso pela 
capacidade de fagocitar e matar microorganismos e células cancerosas e de produzir e 
excretar citocinas pró-inflamatórias. 
 Generalidades: menos número; auxiliam na fagocitose; vida mais longa; produzem 
fatores de crescimento e citocinas e atuam no início do reparo tecidual. 
 
5 Classificação da inflamação aguda 
 INFLAMAÇÕES SEROSAS 
 É marcada pelo derramamento de um fluido fino que pode ser derivado do plasma 
ou de secreções de células mesoteliais revestindo as cavidades peritoneal, pleural e 
pericárdica. O acúmulo de fluidos nessa área é chamado de Efusão. A bolha na pele 
resultante de uma queimadura ou infecção viral representa um grande acúmulo de fluido 
seroso, dentro ou imediatamente abaixo da epiderme. 
 O líquido que se acumula contém macromoléculas (albumina), neutrófilos e 
hemácias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 INFLAMAÇÕES FIBRINOSAS 
 São aquelas em que o exsudato contém grande quantidade de proteínas 
plasmáticas, inclusive fibrinogênio. O exsudato fibrinoso de inflamação de revestimento no 
cavidades do corpo, tais como meninges, pericárdio e pleura. 
 Na inflamação aguda se forma fibrina que, nos interstícios, favorece a migração 
dos neutrófilos e macrófagos. Forma-se, histologicamente, uma malha de fios 
eosinofílicos. 
 A coloração do órgão fica de roxo à avermelhado. 
Pequeno aumento de uma secção transversal de bolha 
na pele mostrando a epiderme separada da derme por 
uma coleção focal de efusão serosa. 
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 INFLAMAÇÕES SUPURATIVAS ou PURULENTAS 
 É caracterizada pela produção de grandes quantidades de pus ou de exsudato 
purulento consistindo de neutrófilos, células necróticas e edema. Algumas bactérias 
produzem essa supuração localizada e são, consequentemente, chamadas de bactérias 
piogênicas. 
 Na presença de grande número de neutrófilos, resulta-se na liberação local de 
grande quantidade de enzimas líticas, o que determina a liquefação do centro da área 
inflamada e dos tecidos circunvizinhos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 INFLAMAÇÃO HEMORRÁGICA 
 Quando o comprometimento vascular é muito grave com destruição das paredes, 
as hemácias passam a construir o elemento dominante do exsudato. 
 
 ÚLCERAS 
 Uma úlcera é um defeito local, ou escavação da superfície de um órgão ou tecido, 
produzido pela esfoliação do tecido inflamatório necrótico. 
 A ulceração ocorre somente quando a necrose tissular e o processo inflamatório 
resultante ocorrem em uma superfície ou próximo a ela. Ela ocorre mais frequentemente: 
(1) na necrose inflamatória da mucosa da boca, do estômago, dos intestinos ou do trato 
geniturinário; e, (2) inflamação subcutânea das extremidades inferiores das pessoas 
idosas ou com distúrbios circulatórios que predispõem a necrose extensa. 
 Com a cronicidade, as margens da base da úlcera desenvolvem proliferação 
fibroblástica, cicatrização e acúmulo de linfócitos, macrófagos e plasmócitos. 
Pericardite Fibrinosa: A- Depósitos de fibrina no pericárdio. B-Exsudato em malha de fibrina róseo (F) 
recobre a superficie do pericárdio (P). 
A-Multiplos abcessos bacterianos nos pulmões, em um caso de Broncopneumonia. B-o abcesso 
contém neutrófilos e restos celulares e é rodeado por vasos sanguíneos congestionados 
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 ABCESSOS 
 Os abscessos são coleções localizadas de tecido inflamatório purulento causados 
pela supuração dentro de um tecido, de um órgão ou de um espaço confinado. Os 
abscessos possuem uma região central que parece ser uma massa necrótica de 
neutrófilos e células do tecido envolvido. 
 Geralmente existe uma zona de neutrófilos preservada em volta do foco necrótico 
e, externamente, uma área de vasodilatação onde ocorre proliferação parenquimatosa e 
fibroblástica, indicando início do reparo. Com o passar do tempo o abscesso pode ser 
substituído por tecido conjuntivo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. Manifestações sistêmicas da fase aguda 
 Componentes da Inflamação: 
 Liberação de mediadores químicos (calor) 
 Vasodilatação (rubor) 
 Aumento do fluxo sanguíneo (tumor) 
 Extravasamento do fluido (dor) 
 Influxo celular 
 Metabolismo celular elevado. 
 
 Indicações Clínicas do Processo Inflamatório 
 Mal estar geral 
 Febre 
 Dor localizada 
Drenagem da coleção purulenta de um abscesso em mandíbula. A 
retirada desse conteúdo, aliada a outras medidas terapêuticas, 
promove a resolução desse foco inflamatório 
A-Úlcera duodenal crônica; B-Pequeno aumento de uma secção de uma crater de úlcera duodenal com um exsudato 
inflamatório agudo na base. 
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 Pulso acelerado 
 Neutrofilia no sangue periférico 
 Velocidade de hemossedimentação elevada 
 Concentração elevada de proteínas da fase aguda 
 
 
 
7. Evolução da Inflamação aguda 
 Quando há supuração e, portanto, destruição de tecido ou quando a própria agressão destrói 
o tecido é necessário eliminar o pus e reparar o dano causado. O pus pode ser eliminado pela 
drenagem natural ou cirúrgica do abcesso. Quando a agressão determina perda de tecidos, é 
necessário preencher o espaço à custa de tecido conjuntivo vascular neoformado. 
 De início, macrófagos procuram fagocitar os restos teciduais e logo se inicia proliferação de 
vasos e fibroblastos, que se dirigem ao sítio da lesão. Este tecido formado por vasos de 
neoformação com o cortejo celular de fibroblastos, de mistura a macrófagos, linfócitos e 
plasmócitos, constitui o TECIDO DE GRANULAÇÃO. 
 O evento terminal será representado pelo progressivo desaparecimento do infiltrado e dos 
vasos e pela deposição de fibrilas colágenas. Forma-se então, uma cicatriz fibrinosa no local da 
lesão. 
 
 
8 Inflamação crônica 
 
9. Introdução 
 9.1 Definição 
 É a soma das reações do organismo como consequência da persistência do agente agressor 
(biológico, físico, químico, imunológico), que não é eliminado pelos mecanismos da inflamação 
aguda. 
 A inflamação crônica é considerada uma inflamação prolongada (semanas ou meses) na qual a 
inflamação ativa, a destruição tissular e a tentativa de reparar os danos ocorrem simultaneamente.