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RESUMO - Introdução à Patologia (completo) 1ª PROVA

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microscópio. 
Os corantes podem ser classificados de modo geral como ácidos, básicos ou neutros. 
- Os ácidos coram formações básicas (citoplasma celular); 
- Os básicos coram formações ácidas (núcleo); 
- Os neutros são formados pela associação de um corante ácido com um básico, de modo 
que cada um de seus componentes cora respectivamente, os componentes de função 
química oposta. 
Os corantes que coram determinadas estruturas com coloração diferente da sua, ou 
elementos protéicos com a mesma cor, mas com diferentes intensidades, são denominados 
Meta Cromática, ou seja, essa coloração é aquela na qual um mesmo corante confere cores 
diferentes às estruturas diversas. 
 
Imunoistoquímica 
As técnicas de imuno-histoquímica detectam moléculas (antígenos) teciduais, sendo de grande 
valor nos diagnósticos anátomo-patológicos e na investigação científica. O mecanismo básico é 
o reconhecimento do antígeno por um anticorpo (Ac primário) associado a diversos tipos de 
processos de visualização. 
 
Imunofluorescência 
Imuno-fluorescência direta é um processo de detecção da expressão de proteínas semelhante 
ao que é feito com a imunoistoquímica, utilizando o mesmo princípio de ligação 
antígeno/anticorpo. A Imuno-fluorescência direta é amplamente utilizada no diagnóstico das 
patologias de pele (ex. doenças bolhosas, autoimunes, vasculites) e doenças renais (ex. 
Glumerulonefrites). Utilizamos no Laboratório Argos as imunoglobulinas IgG, IgA, IgM, além do 
C3, C1q, fibrinogênio, kappa e lambda. 
 
1ª Prova PATOLOGIA (PPG) 
Alberto Galdino – Biomedicina 
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Cultura de Célula 
A cultura celular consiste basicamente na manutenção e multiplicação in vitro de células vivas. 
Para isso, células obtidas de diferentes maneiras são mantidas no interior de recipientes 
apropriados (frascos de vidro ou plástico) juntamente com um meio de cultura. Este contém 
componentes essenciais, vitaminas e sais; quando complementado por outros metabólitos 
(outros nutrientes, minerais, etc.), é chamado de meio completo. Os meios de cultura são 
muito bem definidos em termos de composição de substâncias, de pH, concentração de 
nutrientes, etc. Em geral, os meios de cultura são suplementados por soro proveniente de 
diferentes fontes (bovino, fetal, humano, etc.). O soro é importante no meio de cultura por ser 
fonte de várias substâncias essenciais para a sobrevivência e multiplicação das células, como 
proteínas diversas, fatores de crescimento, hormônios (insulina, hormônio do crescimento, 
etc.), nutrientes variados e minerais. Todos os procedimentos de manipulação das células e 
dos meios de cultura devem ser feitos em ambiente adequado (capela de fluxo laminar) e em 
condições assépticas. os frascos que contêm as células são mantidos em estufas em 
temperaturas definidas. 
 
Hibridização in situ 
A Hibridização in situ é uma técnica pela qual se identificam seqüências específicas de 
nucleotídeos em células ou cortes histológicos. Estas podem ser de DNA ou RNA, endógenas, 
bacterianas ou virais. Esta técnica de pesquisa está sendo traduzida para a prática diagnóstica, 
principalmente nas áreas de expressão gênica, infecção e citogenética de interfase. As 
aplicações diagnósticas são mais freqüentemente baseadas em seqüências curtas de 
nucleotídeos (oligômeros) marcados com moléculas sinalizadoras não isotópicas, e os sítios de 
ligação podem ser localizados por reações histoquímicas ou imuno-histoquímicas. 
 
PCR (Polimerase chain reaction) 
A técnica de PCR consiste em ciclos repetitivos de síntese de um segmento de DNA, utilizando 
uma DNA Polimerase, nucleotídeos e outros co-fatores. Quando se deseja amplificar uma 
sequencia de RNA, este é inicialmente convertido em cDNA (DNA complementar) por ação de 
uma transcriptase reversa. Num primeiro tempo, as duas fitas de DNA são separadas pelo 
calor; a seguir, dois iniciadores hibridizam com as duas fitas de DNA polimerase e flanqueiam a 
região de interesse; finalmente, a DNA polimerase, a partir do iniciador, copia o segmento de 
DNA desejado. O produto assim obtido serve como molde para a síntese subsequente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1ª Prova PATOLOGIA (PPG) 
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LESÃO E MORTE CELULAR - Etiopatogênese geral das lesões 
 
A célula normal é capaz de dar conta das demandas fisiológicas, mantendo um estado normal 
chamado HOMEOSTASIA. As ADAPTAÇÕES são respostas estruturais e funcionais reversíveis, a 
estresses fisiológicos mais excessivos e a alguns estímulos patológicos, durante os quais 
estados constantes novos, porém alterados, são alcançados, 
permitindo que a célula sobreviva e continue a funcionar. 
A RESPOSTA ADAPTATIVA pode consistir em um: 
 Aumento no tamanho das células (Hipertrofia) e da 
atividade funcional, 
 Aumento no número de células (Hiperplasia), 
 Diminuição do tamanho e da atividade metabólica das 
células (Atrofia) 
 Mudança no fenótipo das células (Metaplasia). 
Quando o estresse é eliminado, a célula pode retornar ao seu 
estado original, sem ter sofrido qualquer consequência danosa. 
 
↗Causas gerais das lesões celulares 
 Causas Exógenas 
Agentes físicos, químicos, biológicos e desvios da 
nutrição. 
 Causas Endógenas 
Patrimônio genético individual, fatores emocionais, resposta imunitária 
 Causas Desconhecidas 
Idiopáticas, criptogenética ou essencial. 
 
E, no geral, as principais causas de lesão celular são: 
1) Privação de oxigênio (hipóxia ou anóxia) - asfixia, altitudes extremas 
2) Isquemia - obstrução arterial. 
3) Agentes físicos - trauma mecânico, queimaduras, radiação solar. 
4) Agentes químicos - álcool, medicamentos, poluentes ambientais, venenos. 
5) Agentes infecciosos - vírus, bactérias, fungos. 
6) Reações imunológicas - doenças auto-imunes, reação anafilática. 
7) Defeitos genéticos - anemia falciforme. 
8) Alterações nutricionais - obesidade, má-nutrição. 
 
↗Lesão e Morte Celular 
 
Lesão Celular Reversível: Nos estágios iniciais ou nas formas leves de lesão, as alterações 
morfológicas e funcionais são reversíveis, se o estímulo nocivo for removido. Os principais 
marcos da lesão reversível são: 
 A redução da fosforilação oxidativa, com consequente depleção do armazenamento de 
energia na forma de ATP; 
 Tumefação celular causada por alterações na concentração de íons e influxo de água. 
 Mitocôndrias e citoesqueleto podem se mostrar alterados. 
 
Morte Celular: Com persistência do dano, a lesão torna-se 
irreversível e com o tempo a célula não pode se recuperar e morre. 
Existem dois principais tipos de morte celular: a NECROSE e a 
APOPTOSE, diferentes em sua morfologia, mecanismos e papéis na 
fisiologia da doença. 
1ª Prova PATOLOGIA (PPG) 
Alberto Galdino – Biomedicina 
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Quando o dano às membranas é acentuado, as enzimas lisossômicas extravasam para o 
citoplasma e digerem a célula, e o conteúdo celular escapa, resultando em NECROSE. 
Em situações em que o DNA ou as proteínas celulares são lesados de modo irreparável, a 
célula se suicida por APOPTOSE, uma forma de morte celular caracterizada pela dissolução 
nuclear, fragmentação da célula sem perda da integridade da membrana, e rápida remoção 
dos restos celulares. 
 
Mecanismo de ação dos agentes lesivos 
 Ação Direta 
Inibição de enzimas, quebra de macromoléculas, alteração da conformação espacial, 
ação detergente sobre as membranas. 
 Ação Indireta (maioria): 
Alteração do fornecimento de O2, produção/inativação de radicais livres, desencadear 
respostas locais ou sistêmicas capazes de lesão 
↗Mecanismos moleculares e bioquímicos de lesões celulares 
 Depleção de ATP (↓) 
Quando ocorre diminuição do ATP (por anóxia, isquemia, envenenamento), ocorre 
falha nas bombas de sódio e potássio, que são localizadas na membrana celular, 
levando a entrada de Na+ e H2O, o que