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RESUMO - Introdução à Patologia (completo) 1ª PROVA

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C. 
 
 
Uma vez liberado no citosol, o CITOCROMO C 
liga-se a uma proteína chamada Apaf-1 (Fator 1 de 
ativação da apoptose) que forma o ‘APOPTOSSOMA’. 
Esse complexo é capaz de se ligar à CASPASE-9 
(caspase desencadeante crítica da via mitocondrial), 
iniciando assim um processo de autoamplificação (até a 
CASPASE-3, que é executora da apoptose). 
 
IAPs (Inibidores Fisiológicos da Apoptose, 
Smac/DIABLO), são liberados no citoplasma pela 
mitocôndria e tem como função bloquear a ativação 
das caspases, incluindo executoras como a CASPASE-3, 
e manter as células vivas. Portanto, a neutralização 
dessas IAPs permite o inicio da cascata das caspases e 
consequente APOPTOSE. 
1ª Prova PATOLOGIA (PPG) 
Alberto Galdino – Biomedicina 
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 VIA EXTRÍNSECA DA APOPTOSE (Morte Iniciada por Receptor) 
É iniciada pelo envolvimento dos receptores 
de morte da membrana plasmática em uma 
variedade de células. Os RECEPTORES DE MORTE são 
membros da família do receptor TNF que contém um 
domínio citoplasmático para interações proteína-
proteína, chamado DOMÍNIO DE MORTE, porque ele 
é essencial para a entrega de sinais apoptóticos. 
Receptores de Morte: TNF tipo 1 (TNFR1) e 
Fas (CD95) entre outros. 
O ligante para Fas é o Fas Ligante (FasL), é 
expressado em células T que reconhecem antígenos 
próprios (e agem eliminando linfócitos autorreativos) 
e alguns linfócitos T citotóxicos (que eliminam células 
tumorais e infectadas por vírus). 
Quando o FasL se liga ao Fas, três ou mais 
moléculas de Fas se reúnem e seus domínios de 
morte formam um sítio de ligação para uma proteína 
adaptadora que também contém um domínio de 
morte, o FADD. 
A FADD que é aderida aos receptores de 
morte liga-se a uma forma inativa da caspase-8 “pró-
caspase-8” (caspase-10 em humanos) novamente 
através do domínio de morte. 
Múltiplas moléculas de Pró-Caspase 8 se clivam entre si para gerar caspase 8 
ativa. A enzima então inicia a cascata de ativação das caspases através de clivagem. As 
enzimas ativas medeiam a fase de execução da apoptose. 
 
 FASE DE EXECUÇÃO (Efetora) DA APOPTOSE 
As duas vias de iniciação convergem para uma cascata de ativação de caspases que 
modulam a fase final da apoptose. 
• A VIA MITOCONDRIAL leva a ativação de caspase-9 desencadeantes. 
• A VIA DE RECEPTOR DE MORTE leva a ativação de caspases 8 e 10 desencad. 
Depois que uma caspase desencadeante é clivada para gerar sua forma ativa, o 
programa enzimático de morte é posto em movimento por ativação rápida e 
sequencial das caspases executoras. 
As caspases 3 e 6, atuam em muitos componentes celulares. 
 Clivam um inibidor de uma DNAse citoplasmática 
 Degradam os componentes estruturais da matriz nuclear (promovendo 
fragmentação do núcleo), entre outros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
A – Apoptose de uma célula epidérmica em 
uma reação imune. A célula está reduzida de 
tamanho e contém citoplasma eosinofílico 
brilhante e núcleo condensado. 
 
B – Células sofrendo apoptose, algumas com 
núcleos com crescentes periféricos de 
cromatina compactada e outros densos e 
fragmentados. 
 
C – Células cultivadas sofrendo apoptose, 
mostrando a formação de bolhas e de corpos 
apoptóticos. (foto do meio: coloração p/DNA 
mostrando fragmentação nuclear)(foto 
vermelha: ativação por caspase-3) 
 
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↗Morfologia 
 Retração (Encolhimento) Celular 
A célula é menor em tamanho; o citoplasma é denso, e as organelas relativamente 
normais, estão mais compactadas (Lembrando que em outras formas de lesão celuar, 
uma característica inicial é a Tumefação Celular, e não a Retração). 
 Condensação da Cromatina 
É a característica mais marcante na apoptose. A cromatina se agrega perifericamente, 
sob a membrana nuclear, em massas densas de várias formas e tamanhos. O núcleo 
pode romper-se, produzindo dois ou mais fragmentos. 
 Formação de Bolhas Citoplasmáticas e Corpos Apoptóticos 
A célula apoptótica primeiramente mostra bolhas superficiais extensas, sofrendo 
então fragmentação em corpos apoptóticos envoltos por membrana compostos de 
citoplasma e organelas estreitamente acondicionadas, com ou sem fragmentos 
nucleares. 
 Fagocitose das Células Apoptóticas e Corpos Apoptóticos (geralmente p/Macrófagos) 
Os corpos apoptóticos são rapidamente ingeridos pelos macrófagos e degradados 
pelas enzimas lisossômicas dos fagócitos. 
 
Em células saudáveis, a FOSFATIDILSERINA está presente no folheto interno da 
membrana plasmática, mas nas células apoptóticas, este fosfolipídio move-se para 
fora e é expresso na camada externa da membrana, onde é reconhecido por vários 
Receptores dos MACRÓFAGOS. 
As células que estão morrendo por apoptose secretam fatores solúveis que recrutam 
fagócitos. 
Alguns corpos apoptóticos expressam TROMBOSPONDINA, uma glicoproteína adesiva 
que é reconhecida pelos fagócitos, e os próprios macrófagos podem produzir 
proteínas que se ligam às células apoptóticas (mas não às células vivas) e direcionam, 
assim, as células mortas para o ENGOLFAMENTO. 
A Apoptose, ao contrário da Necrose, não induz à Inflamação. 
 
 
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CALCIFICAÇÕES 
A calcificação patológica é a deposição tecidual anormal de sais de cálcio, juntamente com 
quantidades menores de ferro, magnésio e outros minerais. Há duas formas: 
 Calcificação Distrófica 
Quando o depósito ocorre localmente em tecidos que estão morrendo. Ocorre a 
despeito de níveis séricos normais de cálcio e na ausência de perturbações no 
metabolismo do cálcio. 
 Calcificação Metastática 
Ocorre o depósito de sais de cálcio em tecidos normais, e quase sempre resulta de 
hipercalemia secundária a algum distúrbio do metabolismo do cálcio. 
 
O cálcio e o fosforo (HPO4) encontram-se no plasma em quantidades próximas da saturação. 
A calcemia normal em um adulto é de 8-10mg/100ml e guarda relação constante com o 
fósforo, que tem uma concentração de 3-4mg/100ml. 
Estes dois elementos estão em equilíbrio e a elevação de um leva à queda do outro. 
 A regulação do cálcio e do fósforo interfere fundamentalmente o PARATORMONIO, 
excretado pela paratireoide, e que exerce 3 funções: 
 Sobre os osteoclastos: produzindo reabsorção óssea 
 Sobre os intestinos: absorvendo cálcio 
 Sobre as células tubulares renais: impedindo a reabsorção de fosfatos. 
Para que o cálcio seja absorvido no intestino é fundamental a presença de VITAMINA D. 
 
 CALCIFICAÇÃO DISTRÓFICA 
A Calcificação Distrófica é encontrada em 
áreas de necrose, sejam estas do tipo COAGULATIVA, 
CASEOSA ou LIQUEFATIVA, e em focos de necrose 
enzimática de gordura. A calcificação quase sempre 
está presente nos aretomas da ATEROSCLEROSE 
AVANÇADA. Também se desenvolve em valvas 
cardíacas envelhecidas ou danificadas. 
Embora a Calcificação Distrófica possa ser 
um sinal de alerta de lesão prévia, com frequência 
causa uma disfunção do órgão. 
Qualquer que seja o local do depósito, os sais 
de cálcio aparecem macroscopicamente como 
grânulos ou grumos finos arenosos. 
Histologicamente, o cálcio tem afinidade pela hematoxilina, ficando ROXO. Os 
sais de cálcio exibem aparência granular, amorfa e basílica, algumas vezes 
agregada.Podem ser extra, intracelulares ou em ambas localizações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estenose Aórtica Calcificada. Está acentuadamente estreitada (estenose). 
As cúspides semilunares estão espessadas e fibróticas, e atrás de cada cúspide observam-se massas 
irregulares empilhadas de calcificação distrófica. 
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 CALCIFICAÇÃO METASTÁTICA 
A Calcificação Metastática pode ocorrer em tecidos normais sempre que há 
HIPERCALCEMIA. A hipercalcemia também acentua