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Resumão 2ª prova Parasitologia

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chegando até o ceco, onde se 
transformam em vermes adultos. 
 
Ciclo Biológico 
 É do tipo monoxênico. 
 Após a cópula, os machos são eliminados junto com as fezes e morrem. 
 As fêmeas repletas de ovos se desprendem do ceco e dirigem-se para o ânus para 
eliminar os ovos já embrionados. 
Infectante (L2) 
Não-Infectante (L1) 
2ª Prova - PARASITOLOGIA 
Resumo – Alberto Galdino 
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 Os ovos se tornam infectantes em poucas horas e são ingeridos pelo hospedeiro. 
 No intestino delgado, as larvas rabditoides eclodem e sofrem duas mudas no trajeto 
até o ceco. Chegando aí, transformam-se em vermes adultos. Um a dois meses depois 
as fêmeas são encontradas na região perianal (ovoposição). 
 Não havendo reinfecção, o parasitismo extingue-se aí. 
 
Ovos embrionados L2 → hospedeiro → intestino delgado (suco gástrico) → eclosão → mudas 
de vermes → intestino grosso (macho morre) → região perianal (fêmea libera ovos e morre) 
→ liberação de ovos. 
*PERÍODO PRÉ-PATENTE: 30-40 dias* 
Relação Parasito-Hospedeiro 
 Susceptabilidade à infecção é universal 
 Ambientes favoráveis à transmissão 
 Pessoas com baixa carga parasitária + pessoa com alta carga parasitária = ? 
 
Patogenia 
 O paciente só nota que alberga o verme quando sente prurido anal (principalmente a 
noite) ou quando vê o verme nas fezes. 
 Em infecções maiores, pode provocar enterite catarral por ação mecânica e irritativa. 
O ceco apresenta-se inflamado, e às vezes, o apêndice também é atingido. 
 O ato de coçar a região anal pode lesar ainda mais o local, possibilitando infecção 
bacteriana secundária. 
 
- Ação mecânica: erosões (inflamação catarral) 
- Ação irritativa: ação das fêmeas e substância gelatinosa durante a ovoposição 
- Hipersensibilidade: prurido anal + crises urticárias 
* Irritação perianal → prurido anal → perda de sono, irritabilidade → masturbação/erotismo 
* Eritema/congestão/muco 
* Escoriações na pele 
* Apendicite 
 
Manifestações Clínicas 
 Parasitismo assintomático 
 Dependendo da carga parasitária 
 
Diagnóstico 
 Clínico: prurido anal + sinais de irritação cutânea + Eosinofilia 4-15% 
 Laboratorial: métodos diretos e indiretos 
 Análise macroscópica: (simples observação / tamisação) 
 Análise microscópica: (Hoffman – pesquisa de ovos / Graham ou fita adesiva) 
 Análise histológica 
 
Profilaxia 
 A roupa de dormir e de cama não deve ser sacudida pela manhã, deve ser enrolada e 
lavada em água fervente. 
 Tratamento de pessoas parasitadas da família 
 Cortar as unhas, aplicação de pomada mercurial na região perianal ao deitar-se. 
 
Tratamento 
 Albendazol (100%) 
 Pamoato de Pirantel (80-100%) – corante avermelhado ou comprimidos. 
Prurido anal 
Presença de lagartinha 
- Enterite Catarral - Inflamação do ceco e apêndice 
- Infecções bacterianas - Vaginite 
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Ascaris lumbricoides 
ASCARIDÍASE 
 
Reino: Animalia 
Filo: Aschelminthes 
Classe: Nematoda 
Ordem: Ascaridida 
Família: Ascarididae 
Espécie: Ascaris lumbricoides 
 
 O A. lumbricoides é encontrado em quase todos os países do globo, estimando-se que 
30% da população mundial estejam por ele parasitados. É popularmente conhecido 
como lombriga, e causa a doença denominada ascaridíase ou ascariose. 
 É um geo-helminto: precisa do ambiente para maturar o ovo 
 É o mais cosmopolita dos helmintos 
 Acomete mais crianças 
 
Morfologia 
 VERME ADULTO ‘macho’ e ‘fêmea’ 
 Macho: 
- Mede cerca de 15 a 30 cm de comprimento. 
- Cor leitosa. 
- Boca ou vestíbulo bucal colocada na extremidade anterior, contornada por 3 fortes lábios. 
- À boca segue-se o esofago musculoso e, depois, o intestino retilíneo. 
- O reto é encontrado proximo a extremidade posterior. 
- Apresenta ainda dois espículos que funcionam como órgãos acessórios da cópula. 
- Apresenta o carater sexual externo que o diferencia facilmente da fêmea já que esse se 
apresenta fortemente encurvado. 
 Fêmea 
- Mede cerca de 30 a 40 cm e é mais grossa que o macho. 
- A cor, a boca e o aparelho digestivo são semelhantes aos do macho. 
- Apresenta dois ovários filiformes e enovelados que se continuam como ovidutos que, por sua 
vez, se diferenciam em úteros que vão se unir em uma única vagina, que se exterioriza pela 
vulva. 
- A extremidade posterior da fêmea é retilínea. 
- 200 mil ovos por dia (ovoposição) 
- Órgãos genitais duplos (anfidelfa) 
 
 LARVAS (L1, L2, L3, L4, L5) 
 
 OVO 
- Têm cor castanha, são grandes, ovais medindo cerca de 50 micrômetros de diâmetro e 
muito típicos em razão da membrana mamilonada que possuem externamente (tem 
aspecto de abacaxi), essa membrana é apoiada sobre duas outras que conferem ao ovo 
grande resistencia. 
 
 
- Internamente, apresentam uma massa de células germinativas. 
- O ovo não embrionado apresenta-se: oval (quase esférico); membrana albuminosa, lipídica e 
vitelínica; parte externa criada pelo útero da fêmea → Massa germinativa. 
- No meio ambiente: no solo embrionam em duas semanas (entre 20 a 30 °C) e se tornam 
infectantes dentro de uma semana. 
Fértil: Não Embrionado 
 Embrionado Infectante (L3) 
 Não-Infectante (L1/L2) 
Infértil 
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Ovo não embrionado: MG → L1 → L2 → L3 no ovo. Ovo albergando em L3. Pode permanecer 
infectante durante 1 ou mais anos. 
 
Habitat 
Intestino delgado do homem, principalmente jejuno (90%) e íleo (10%). Podem ficar presos à 
mucosa, com auxílio de seus fortes lábios (se nutrem de macro e micronutrientes do intestino: 
materiais semi-degradados), ou migram pela luz intestinal. 
 
Transmissão 
Alimentos e água contaminados com ovos contendo L3. 
 
Ciclo Biológico 
 É do tipo monoxênico; cada fêmea é capaz de botar cerca de 200.000 ovos por dia. 
Estes chegam ao exterior junto com as fezes. 
 Os ovos férteis em presença de ambiente favorável se tornarão embrionados em 15 
dias. 
 A primeira larva, L1 sofre uma muda em 15 dias e se transforma em L2, após nova 
muda novamente de 15 dias transforma-se em L3, infectante dentro do ovo. 
 Após a ingestão, os ovos contendo L3, atravessam todo o trato digestivo e vão sofrer 
eclosão no intestino delgado. 
 As larvas liberadas penetram na mucosa do intestino grosso caem nos vasos linfáticos 
e veias, e invadem o fígado 18h-24h após a infecção. 
 Dois a três dias depois invadem o coração, através da veia inferior. Migram para o 
pulmão e sofrem muda para L4 (oito a nove dias após ingestão dos ovos). 
 Rompem os capilares e caem nos alvéolos, onde sofrem muda para L5. Sobem pela 
árvore brônquica e traqueia, chegando ate a faringe. 
 Daí podem ser expelidas com a expectoração ou serem ingeridas; chegam ao intestino 
delgado onde se transformam em machos e fêmeas, as quais 30 dias depois iniciam a 
oviposição. 
 
Ovo não embrionado L3 → CO2 ceco 
(corrente sanguínea) → Aeróbia L3 
→ fígado/pulmão → L4 → Alvéolos 
→ L5 → Traquéia/Laringe → 
Intestino → Verme Adulto. 
 
 
 
 
* Ovos no bolo fecal só em 80 dias 
* Dura 20 dias este ciclo, + 60 dias 
(reprodução). 
 
 
 
 
 
Patogenia 
2 etapas: Durante a fase de migração das larvas 
 Vermes Adultos: no intestino delgado ou regiões epitópicas. 
2ª Prova - PARASITOLOGIA 
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Fase de migração das larvas: 
 LARVAS – infecções moderadas ou intensas. 
- Lesões Hepáticas: quando são encontradas numerosas formas larvares migrando pelo 
parênquima = focos hemorrágicos e de necrose que futuramente