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01 - DIREITO PREVIDENCIÁRIO - 1ª Prova

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a qualquer titulo, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vinculo empregatício;
- receita ou o faturamento;
- lucro.
Empresa, de acordo com o art. 151, da Lei n. 8.212/91, é a firma individual ou sociedade que assume o risco da atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da administração direta, indireta e fundacianal, estes quanto aos seus exercentes de cargos efetivos e em comissão e empregos públicas, filiados obrigatoriamente ao RGPS, quando não amparadas por regime previdenciária próprio.
Equipara-se à empresa, para fins previdenciários, de acordo com o art. 12, parágrafo único, do Decreto n. 3.048/99: o contribuinte individual em relação a segurado que lhe presta serviço; a cooperativa; a associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade; a missão diplomática e a repartição consular de carreira estrangeiras; o operador portuária e o órgão gestor de mão-de-obra de que trata a Lei n. 8.630, de 25.2.93; o proprietário ou dono de obra de construção civil, quando pessoa física, em relação a segurado que lhe presta serviço.
O conceito de empresa adotado pelo legislador para incidência da contribuição previdenciária inclui a pessoa jurídica de direito privado, o ente público, bem como equipara à empresa a missão diplomática ou repartição consular, o contribuinte individual que mantém segurado a seu serviço, a cooperativa, a associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade. Não importa que o empreendimento seja urbano ou rural, em face do princípio constitucional da equivalência entre trabalhadores urbanos e rurais, nem se a atividade seja lucrativa ou não.
Aplicam-se às microempresas e às empresas de pequeno porte todas as obrigações estabelecidas pela legislação previdenciária para as empresas em geral, estando obrigadas ao recolhimento das contribuições previdenciárias e das destinadas a outras entidades e fundas, permitida, nas hipóteses previstas em lei, a opção pela sistema próprio de recolhimento de contribuições e tributos, o Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições — SIMPLES. Seus titulares e sócios em exercício de atividade laborativa e os empregados destas têm assegurados todos os direitos previstos na legislação previdenciária. A pessoa jurídica enquadrada na condição de microempresa ou empresa de pequeno porte, nas termos da Lei n. 9.317/96, que optar pela inscrição no SIMPLES, contribuirá na forma da art. 23 da referida lei, em substituição às contribuições para a Seguridade Social a carga da pessoa jurídica.
É prevista, ainda, a instituição de contribuições com fato gerador distinto daqueles relacionados no art. 195, I, da Constituição. Essasoutras fontes, destinadas a garantir a manutenção ou expansão da Seguridade Social, exigem a adoção de lei complementar para serem cobradas, conforme previsto no art. 195, §4º, da Constituição.
Contribuição sobre a Folha de Pagamento
É a contribuição prevista na letra a do inciso I do art. 195 da Constituição. Sua incidência se dá sobre a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, pela empresa, a qualquer titulo, à pessoa física que preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício.
A cobrança é feita com base no inciso I do art. 22 da Lei n. 8.212/ 91, cuja alíquota é de 20% sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa”.
A contribuição do empregado e do trabalhador avulso é calculada mediante a aplicação da correspondente alíquota sobre seu salário de contribuição mensal, até o limite máximo previsto pela Previdência Social.
Já a contribuição da empresa é de 20% sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados empregados que lhes prestem serviços. O limite máximo do salário de contribuição não é aplicado para as empresas, isto é, a contribuição é sobre o valor total da remuneração.
Exemplo: se a remuneração do empregado for de R$5.000,00, este contribuirá sobre o valor máximo do salário de contribuição, enquanto a empresa contribuirá sobre R$ 5.000,00.
O texto legal se refere não só às parcelas efetivamente pagas (o valor entregue) e creditadas (quando o pagamento se dê mediante crédito em conta bancária ou poupança); é também fato gerador da contribuição ser tão-somente devida a remuneração ao trabalhador. Conclui-se que, com isso, a empresa que, mesmo sem intenção manifesta, deixa de pagar valores de natureza remuneratória a seus trabalhadores no prazo que a lei assina para o cumprimento desta obrigação torna-se devedora perante a Seguridade Social, no que tange às contribuições que deveria fazer sobre a soma dos valores que, mesmo devidos, não foram pagos a seus empregados e trabalhadores avulsos.
A empresa é obrigada a recolher as contribuições a seu encargo, no mês seguinte ao efetivamente trabalho, por força do art. 30, inciso I, alínea b, da Lei n. 8.212/91. O fato imponível da contribuição previdenciária em questão não é o pagamento do salário, mas sim a prestação de serviço pelo trabalhador, verdadeiro critério material da hipótese de incidência da referida contribuição, devendo ser entendido como mês de competência aquele efetivamente trabalhado.
De acordo com o §2º do art. 201 do Regulamento da Previdência Social, com a redação conferida pelo Decreto n. 4.729/03, integra a remuneração para os fins do disposto nos incisos II e III do caput, a bolsa de estudos paga ou creditada ao médico-residente participante do programa de residência médica de que trata o art. 49 da Lei n. 6.932/81.
Já o §5º do artigo 201 indica que, para efeito de incidência de contribuição patronal sobre os valores pagos ou creditados a sócios, serão considerados não apenas os valores pagos em decorrência do trabalho (pro labore), mas também os valores totais pagos ou creditados aos sócios, ainda que a título de antecipação de lucro da pessoa jurídica, quando não houver discriminação entre a remuneração decorrente do trabalho e a proveniente do capital social ou tratar-se de adiantamento de resultado ainda não apurado por meio de demonstração de resultado do exercício.
Anualmente, até o dia 20 de dezembro, a empresa está obrigada a recolher as contribuições previdenciárias sobre a gratificação natalina (13º salário), salvo em se tratando de comissões, quando se permite fazer o recolhimento da diferença desta gratificação até o dia 2 de janeiro, em relação às transações ultimadas após aquela data.
As instituições financeiras (banco comercial, banco de investimento, banco de desenvolvimento, caixa econômica, sociedade de crédito, investimento e financiamento, sociedade de crédito imobiliário, inclusive associação de poupança e empréstimo, sociedade corretora, distribuidora de títulos e valores mobiliários, inclusive bolsa de mercadorias e valores, empresa de arrendamento mercantil, cooperativa de crédito, empresa de seguros privados e de crédito e capitalização), agentes autônomos de seguros privados e de crédito e entidades de previdência privada, aberta e fechada, pagarão contribuição adicional de 2,5% sobre as remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados que lhes prestam serviços. Sua contribuição total será, portanto, de 22,5%.
Contribuição sobre a Remuneração Paga aos Segurados Contribuintes Individuais e Trabalhadores A vulsos
A Lei Complementar n. 84/96, institui duas contribuições:
a primeira, de 15%, a cargo das empresas e pessoas jurídicas, inclusive cooperativas, incidentes