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Direito Tributário ICMS/RJ 
Resolução de Questões FCC 
Prof. George Firmino – Aula 01 
 
 
 
 
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LISTA DE QUESTÕES 
Aula 01 
Sistema Tributário Nacional. Princípios Gerais. Limitações ao poder de tributar. 
Competência tributária. Capacidade tributária. 
 
Questão 01 – (FCC) Analista de Controle Externo – TCE GO/2009 
 
A competência tributária 
a) é competência constitucional administrativa. 
b) é conferida sempre em caráter exclusivo ou privativo a cada um dos entes 
federados. 
c) é delegável, mediante lei complementar do ente detentor da competência 
constitucional. 
d) não pode deixar de ser exercida pelo ente competente, sob pena de caracterizar 
renúncia de receita. 
e) é indelegável e privativa dos entes políticos tributantes. 
 
Questão 02 – (FCC) Agente Fiscal de Rendas – SEFAZ SP/2009 
 
A respeito da competência tributária, considere: 
I. A competência tributária é o poder, conferido a determinado ente político, por lei 
complementar específica, para aumentar tributos. 
II. A competência tributária é indelegável. Porém, as funções de arrecadar ou 
fiscalizar os tributos ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas 
em matéria tributária podem ser delegadas por uma pessoa jurídica de Direito 
Público a outra. 
III. A competência tributária, que compreende a competência legislativa e a 
capacidade tributária, é delegável. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I. 
b) II. 
c) III. 
d) I e II. 
e) I e III. 
 
Questão 03 – (FCC) Procurador do Estado – PGE MT/2011 
 
Sobre competência tributária e capacidade tributária ativa, é correto 
afirmar: 
a) A competência tributária é delegável por lei. 
b) A capacidade tributária ativa indica o sujeito ativo da obrigação tributária 
principal. 
c) O Código Tributário Nacional fixa as competências tributárias. 
d) A capacidade tributária ativa é exclusiva do ente político definido na Constituição 
Federal. 
e) Somente o ente político competente para instituir o tributo pode ser titular da 
capacidade tributária ativa. 
 
 
 
 
Direito Tributário ICMS/RJ 
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Questão 04 – (FCC) Juiz Substituto – TJ AL/2007 
 
Nos termos do art. 153, §4º, III, da Constituição Federal, o Imposto sobre 
a Propriedade Territorial Rural poderá ser fiscalizado e cobrado pelo 
Município. Se o Município, em caráter excepcional, resolver fazer uso dessa 
faculdade, passará a exercer 
a) a competência tributária plena. 
b) juntamente com a União a competência tributária. 
c) a competência e a capacidade tributária ativa. 
d) juntamente com a União a capacidade tributária ativa. 
e) a capacidade tributária ativa, ficando reservada à União a competência 
tributária. 
 
Questão 05 – (FCC) Juiz Substituto – TJ AL/2007 
 
Prefeito Municipal, diante de manifestações adversas da Câmara Municipal, 
deixou de instituir no Município a Contribuição para o Custeio da 
Iluminação Pública - CIP. A medida, em tese, 
a) merece aplausos, pois contribui para redução da nossa carga tributária, uma das 
mais elevadas do mundo. 
b) merece aplausos, pois a cobrança da referida contribuição é manifestamente 
inconstitucional. 
c) implica em responsabilidade na gestão fiscal, nos termos da Lei de 
Responsabilidade Fiscal, e pode ser combatida via ação popular, por qualquer um 
do povo, por ser lesiva ao patrimônio público. 
d) comporta a propositura de ação declaratória de constitucionalidade para tornar 
efetiva a instituição e cobrança do tributo. 
e) implica em responsabilidade na gestão fiscal, nos termos da Lei de 
Responsabilidade Fiscal, mas não tem o condão de ensejar o impeachment do 
Prefeito. 
 
Questão 06 – (FCC) Auditor Fiscal Municipal – São Paulo/2007 
 
Relativamente à competência tributária e às funções de arrecadação e 
fiscalização, é correto afirmar que 
a) ambas sempre são delegáveis, dependendo de lei complementar federal. 
b) a competência é delegável de uma pessoa jurídica de direito público para outra, 
mas a atribuição das funções de arrecadação e de fiscalização é indelegável. 
c) a competência é indelegável de uma pessoa jurídica de direito público para 
outra, mas a atribuição das funções de arrecadação e de fiscalização é delegável. 
d) tanto a competência como a atribuição das funções de arrecadação e de 
fiscalização são indelegáveis de uma pessoa jurídica de direito público para outra. 
e) tanto a competência como a atribuição das funções de arrecadação e de 
fiscalização são delegáveis de uma pessoa jurídica de direito público para outra. 
 
Questão 07 – (FCC) Auditor Fiscal – SEFAZ DF/2001 
 
É correto afirmar que 
a) os tributos são recolhidos na rede bancária mediante delegação da capacidade 
tributária. 
b) os conceitos de competência e capacidade tributária são equivalentes. 
c) a competência e a capacidade tributária são indelegáveis. 
d) a competência é indelegável, mas a capacidade tributária pode ser delegada. 
e) os entes públicos centralizados são investidos de competência, e os 
descentralizados, de capacidade tributária. 
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Questão 14 – (ESAF) Fiscal de Rendas - RJ/2010 
 
Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar 
concorrentemente sobre direito tributário. Com base nessa afirmativa, 
julgue os itens a seguir: 
I. lei que institui incentivo fiscal para as empresas que contratarem apenados e 
egressos é de natureza tributária, sendo, portanto, constitucional lei estadual com 
tal conteúdo; 
II. lei estadual pode estabelecer alíquotas diferenciadas em razão do tipo do 
veículo, já que os estados-membros estão legitimados a editar normas gerais 
referentes ao IPVA, no exercício da competência concorrente prevista no art. 24, § 
3º, da Constituição; 
III. é possível ao estado conceder, mediante lei, isenção de tributo de sua 
competência, visto que está atuando nos limites de sua autonomia. 
Estão corretos: 
a) apenas o item I. 
b) apenas os itens I e II. 
c) apenas os itens I e III. 
d) apenas os itens II e III. 
e) todos os itens estão corretos. 
 
Questão 15 (ESAF) – AFTN/94 
 
Normas gerais de direito tributário precisam ser reguladas por meio de 
a) lei complementar federal, que ainda não foi editada, razão por que ainda não 
existem normas gerais válidas, estando a União, os Estados e demais entes 
tributantes dispensados de observá-las enquanto o Congresso Nacional não as edite 
b) lei complementar federal que, conquanto ainda não editada como tal, já existia 
sob a forma de lei ordinária (Código Tributário Nacional) e que, por força de normas 
constitucionais posteriores, passou a ter a rigidez própria de lei complementar 
c) lei ordinária federal que já existia (Código Tributário Nacional) e que deve ser 
obrigatoriamente observada pelas leis estaduais e municipais, porém não pelas leis 
ordinárias federais, já que, sendo da mesma hierarquia, estas poderão alterar ou 
revogar aquele Código 
d) norma constitucional apenas, pois, tratando-se de matéria de importância 
eminente, que diz respeito à organização do Estado, somente por regra de tal 
hierarquia podem ser veiculadas 
e) lei complementar de cada ente tributante, que regule a definição dos tributos de 
sua competência, obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência 
tributários e adequado tratamento tributário ao ato cooperativo. 
 
Questão 16 (ESAF) – PFN/2007 
 
O Código Tributário Nacional, embora tenha sido criado , foi 
recebido pelas Constituições como . 
Normas especiais sobreobrigação, lançamento e crédito tributários cabem à 
 de cada ente tributante. 
, decorrente de obras públicas, poderá ser instituída(o), conforme o 
caso, pela União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. 
Examine as afirmações e as lacunas supra. Após, selecione, entre as 
expressões abaixo, as que preenchem corretamente as lacunas, na devida 
sequência. 
a) como lei ordinária / código / lei complementar / A contribuição de melhoria 
b) como código / lei complementar / lei complementar / A taxa de obra 
c) como lei ordinária / lei complementar / legislação ordinária / A contribuição de 
melhoria 
d) como ato complementar / código / legislação ordinária / O tributo vinculado 
e) como lei complementar / lei ordinária / legislação ordinária / A taxa de serviço 
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Questão 17 (FCC) – Procurador Judicial - Recife/2008 
A Constituição Federal dispõe que compete à lei complementar disciplinar 
normas gerais em matéria tributária, especialmente sobre definição de fato 
gerador, base de cálculo e contribuintes dos impostos discriminados na 
Constituição. Considerando esta regra, a definição de fato gerador, base de 
cálculo e contribuintes do IPTU está disciplinado 
a) em lei complementar municipal.
b) em decreto-lei federal recepcionado como lei complementar.
c) no Código Tributário Nacional.
d) no Código Tributário Municipal.
e) em lei complementar federal específica do IPTU.
Questão 18 (FCC) – Procurador - Salvador/2006 
O art. 146, III, "a", da Constituição Federal estabelece que caberá à lei 
complementar definir fato gerador, base de cálculo e contribuintes dos 
impostos discriminados na Constituição. Diante disso, 
a) a lei complementar do ente competente deverá, por exigência constitucional, ser
a fonte instituidora de impostos. 
b) a Lei Complementar nº 116/03 instituiu o Imposto sobre Serviços de Qualquer
Natureza. 
c) a lei complementar de âmbito nacional fere o Princípio Federativo, eis que a
competência para instituição de impostos é privativa de cada ente. 
d) os entes políticos, no exercício da capacidade tributária, não se sujeitam às
regras impostas por lei complementar nacional, que fixa apenas normas gerais. 
e) o Código Tributário Nacional define o fato gerador, a base de cálculo e o 
contribuinte do imposto sobre propriedade territorial urbana. 
Questão 19 (FCC) – Auditor Fiscal – SEFIN RO/2010 
A Constituição Federal dispõe sobre lei complementar em matéria 
tributária dentro do Sistema Tributário Nacional. Mediante lei 
complementar, 
a) devem ser instituídos os impostos discriminados na Constituição.
b) devem ser fixadas as alíquotas dos impostos discriminados na Constituição.
c) devem ser fixados a base de cálculo, o fato gerador e os contribuintes dos
impostos discriminados na Constituição. 
d) podem ser concedidas isenções federais sobre tributos estaduais e municipais.
e) serão criadas as limitações ao poder de tributar.
Questão 20 (FCC) – Defensor Público - SP/2007 
NÃO é matéria reservada à lei complementar: 
a) instituição de empréstimos compulsórios.
b) definição de fato gerador e base de cálculo de impostos discriminados na
Constituição. 
c) criação de impostos não previstos na Constituição.
d) instituição de contribuição de melhoria.
e) disposição sobre lançamento e prescrição tributários.
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Questão 21 (FCC) – Auditor – TCE CE/2006 
 
Está sujeita à disciplina específica, por meio de lei complementar, a 
a) concessão de isenção de pagamento dos impostos de competência da União 
Federal. 
b) instituição, pela União Federal, de impostos não discriminados na Constituição 
Federal. 
c) majoração de alíquota das contribuições para o financiamento da seguridade 
social previstas no art. 195 da Constituição Federal. 
d) instituição de taxas baseadas no poder de polícia. 
e) outorga de anistia de impostos de competência dos Estados e do Distrito 
Federal. 
 
Questão 22 (FCC) – Analista de Regulação - CE/2006 
 
Cabe à lei complementar, em matéria tributária, EXCETO 
a) instituir empréstimo compulsório. 
b) instituir imposto residual. 
c) regular as limitações constitucionais ao poder de tributar. 
d) instituir imposto extraordinário. 
e) estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente 
sobre prescrição e decadência. 
 
Questão 23 – (ESAF) TRF/2002.2 
 
Verifique os quadros abaixo e relacione cada uma das alíneas do primeiro 
quadro com uma das alternativas do segundo e assinale a opção correta. 
 
V. Imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou 
direitos. 
W. Imposto sobre a propriedade de veículos automotores nos Territórios Federais. 
X. Imposto não previsto no art. 153 da Constituição Federal, criado por Lei 
Complementar. 
Y. Taxa em razão do exercício do poder de polícia. 
Z. Imposto sobre transmissão inter vivos, por ato oneroso, de bens imóveis. 
 
1. Tributo da competência privativa da União. 
2. Tributo da competência privativa dos Municípios. 
3. Tributo da competência comum. 
4. Tributo da competência residual da União. 
5. Tributo da competência privativa dos Estados e do Distrito Federal. 
 
a) V1 W3 X5 Y2 Z4 
b) V5 W1 X4 Y3 Z2 
c) V2 W4 X3 Y1 Z5 
d) V3 W5 X2 Y4 Z1 
e) V4 W2 X1 Y5 Z3 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Questão 27 – (FCC) Analista Legislativo – Câmara/2007 
O Distrito Federal tem competência para instituir, dentre outros, impostos 
sobre 
a) transmissão "causa mortis" e doação de quaisquer bens ou direitos, propriedade
de veículos automotores, operações relativas à circulação de mercadorias e 
serviços, propriedade predial e territorial urbana e serviços de qualquer natureza. 
b) operações de crédito, câmbio e seguro e relativas a títulos ou valores
mobiliários, propriedade predial e territorial urbana, serviços de qualquer natureza, 
operações relativas à circulação de mercadorias e serviços, propriedade predial e 
territorial urbana e propriedade de veículos automotores. 
c) operações relativas à circulação de mercadorias e serviços, propriedade
territorial urbana, produtos industrializados, serviços de qualquer natureza e 
propriedade predial e territorial urbana. 
d) transmissão "causa mortis" e doação de quaisquer bens ou direitos, propriedade
de veículos automotores, serviços de qualquer natureza, operações de crédito, 
câmbio e seguro e relativas a títulos ou valores mobiliários e propriedade predial e 
territorial urbana. 
e) operações relativas à circulação de mercadorias e serviços, propriedade predial e
territorial urbana, serviços de qualquer natureza, operações de crédito, câmbio e 
seguro e relativas a títulos ou valores mobiliários e propriedade predial e territorial 
urbana. 
Questão 28 – (FCC) Técnico de Controle Externo – TCE MG/2007 
O Estado-membro tem competência tributária para instituir contribuição 
a) de intervenção no domínio econômico.
b) a ser cobrada de seus servidores, para o custeio em benefício destes, do regime
previdenciário próprio. 
c) para o custeio do serviço de iluminação pública.
d) de interesse das categorias profissionais ou econômicas.
e) para o financiamento da assistência social.
Questão 29 – (FCC) Técnico de Controle Externo – TCE MG/2007 
A Constituição Federal atribui exclusivamente à União a competência para 
criar 
a) contribuição social, contribuição de melhoria e impostos sobre serviços de
qualquernatureza. 
b) contribuição de melhoria, contribuição previdenciária e contribuição para o
custeio do serviço de iluminação pública. 
c) impostos, taxas e contribuição de melhoria.
d) contribuições de melhoria e parafiscais, empréstimo compulsório e taxas.
e) empréstimo compulsório, contribuição de intervenção no domínio econômico e
contribuição de interesse das categorias profissionais ou econômicas. 
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Questão 30 – (FCC) Auditor Fiscal Municipal – São Paulo/2007 
 
São tributos de competência municipal: 
a) imposto sobre a transmissão causa mortis de bens imóveis, imposto sobre a 
prestação de serviço de comunicação e imposto sobre a propriedade territorial 
rural. 
b) imposto sobre a transmissão causa mortis de bens imóveis, imposto sobre a 
transmissão onerosa, inter vivos, de bens imóveis e imposto sobre a propriedade 
predial urbana. 
c) imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana, imposto sobre a 
transmissão onerosa, inter vivos, de bens imóveis e imposto sobre a propriedade 
territorial rural. 
d) imposto sobre a propriedade territorial urbana, imposto sobre a transmissão 
onerosa, inter vivos, de bens imóveis e imposto sobre a prestação de serviço de 
comunicação. 
e) imposto sobre a propriedade territorial urbana, imposto sobre serviços de 
qualquer natureza, definidos em lei complementar e não-compreendidos na 
tributação do ICMS, e imposto sobre a transmissão onerosa, inter vivos, de bens 
imóveis. 
 
 
Questão 31 – (FCC) Procurador – TCE CE/2006 
 
O Estado do Ceará tem competência tributária para instituição de 
a) IPTU, ICMS e IPVA. 
b) ITCMD, ICMS e contribuição de melhoria. 
c) ITBI, ITCMD e ISS. 
d) taxas, contribuição de melhoria e imposto residual. 
e) empréstimo compulsório, IPVA e taxas. 
 
 
Questão 32 – (FCC) Auditor – TCE PB/2006 
 
A competência residual tributária é exercida 
a) pela União e Estados, que podem instituir impostos e taxas, que não sejam 
cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos 
discriminados na Constituição Federal. 
b) pelos Municípios, que podem criar tributos de seu peculiar interesse, observando 
os princípios constitucionais da anterioridade e da irretroatividade. 
c) pelos Estados, que podem instituir contribuições que não tenham fato gerador e 
base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição Federal. 
d) pela União, que, através de lei complementar, pode instituir impostos que não 
sejam cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos 
discriminados na Constituição Federal. 
e) pelos Estados e Distrito Federal, que podem instituir impostos e contribuições 
sociais, que não sejam cumulativos e não tenham fato 
gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição Federal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Questão 33 – (FCC) Auditor Tributário – Jaboatão PE/2006 
 
Sobre discriminação de competências tributárias, é correto afirmar que 
a) a União pode invadir as competências tributárias dos entes políticos, para 
instituir impostos cumulativos, com fato gerador e base de cálculo já relacionados 
na Constituição Federal no exercício da competência residual. 
b) os Estados-membros podem conceder parcelamento, isenções e anistia de 
tributos municipais. 
c) a União poderá instituir impostos extraordinários, compreendidos ou não em sua 
competência tributária, na iminência ou no caso de guerra externa. 
d) a União e os Estados-membros podem instituir contribuição de intervenção no 
domínio econômico. 
e) a União pode conceder isenções de caráter geral, em relação aos tributos 
municipais, distritais e estaduais. 
 
Questão 34 – (ESAF) Auditor Fiscal - PB/2006 
 
A Constituição Federal relaciona os impostos que podem ser criados pelos 
entes políticos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) e atribui 
competência residual tributária 
a) à União para criar, através de lei complementar, novos impostos, desde que 
sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos 
discriminados na Constituição Federal. 
b) ao Distrito Federal para criar, através de lei ordinária, novos impostos, desde 
que sejam não-cumulativos e não tenham hipótese de incidência e fato imponível 
próprios dos discriminados na Constituição Federal. 
c) aos Estados, para os quais estão reservadas as competências que não sejam 
vedadas pela Constituição Federal. 
d) aos Municípios, para criar, através de lei, novos impostos, desde que sejam não-
cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos 
discriminados na Constituição Federal. 
e) aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para criarem, através de lei, 
novos impostos, desde que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou 
base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição Federal. 
 
Questão 35 – (FCC) Agente Fiscal de Rendas – SEFAZ SP/2006 
 
A Constituição Federal atribui à União, aos Estados, ao Distrito Federal e 
aos Municípios competências tributárias privativas, vedando que um ente 
político invada a competência do outro, exceto, em relação 
a) à União que, no exercício de sua competência residual, poderá invadir as 
competências tributárias dos entes políticos, para instituir impostos cumulativos, 
com fato gerador e base de cálculo já relacionados na Constituição Federal. 
b) aos Estados-membros, que podem conceder moratória de caráter geral, em 
relação aos tributos municipais. 
c) à União que, na iminência ou no caso de guerra externa, poderá instituir 
impostos extraordinários, compreendidos ou não em sua competência tributária. 
d) à União, que pode instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios. 
e) aos Estados-membros, que podem conceder parcelamento, isenções e anistia de 
tributos municipais. 
 
 
 
 
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Questão 36 – (ESAF) AFTE – PA/2002 
 
A Constituição Federal atribui a denominada competência residual ou 
remanescente, quanto aos impostos ______1______, e, no que se refere 
às taxas e às contribuições de melhoria, _______2_______. 
a) 1 aos Estados-membros, 2 à União 
b) 1 à União, 2 aos Municípios 
c) 1 ao Distrito Federal, 2 aos Estados-membros 
d) 1 à União, 2 aos Estados-membros 
e) 1 aos Estados-membros, 2 aos Municípios 
 
Questão 37 – (ESAF) Analista - SUSEP/2010 
 
A Constituição Federal, em seu art. 154, inciso I, prevê a criação de 
impostos que não os previstos no art. 153 (que enumera aqueles de 
competência da União). Sobre esta competência, usualmente denominada 
na doutrina “competência residual”, é incorreto afirmar-se que: 
a) o exercício da competência residual é reservado ao legislador ordinário, e não ao 
constituinte derivado. 
b) consoante entendimento firmado no âmbito do Supremo Tribunal Federal, a 
não-cumulatividade e o não bis-in-idem não precisam ser observados quando da 
criação de um novo imposto por meio de emenda constitucional. 
c) a exigência de lei complementar é inafastável e, diferentemente do que ocorre 
para os impostos discriminados, que têm apenas os seus fatos geradores, bases de 
cálculo e contribuintes previstos em lei complementar, no caso da instituição de 
novo imposto pela União, no exercício de sua competência residual, exige-se que 
também a alíquota seja prevista em lei complementar. 
d) admite-se, excepcionalmente,a instituição de novos impostos, no exercício da 
competência residual, por meio de medida provisória. 
e) a criação de novo imposto, no exercício da competência residual, fica sujeita ao 
princípio da anterioridade. 
 
Questão 38 – (FCC) Procurador – TCM BA/2011 
 
Comparada com a norma de Direito Penal, verifica-se que a norma tributária é mais 
rígida. No Direito Penal, o nullum crimen nulla poena sini lege exige que o delito 
seja típico, decorra de uma previsão legal precisa, mas se permite ao juiz, ao 
sentenciar, a dosimetria da pena, com relativa liberdade, assim como diminuir ou 
afrouxar a pena a posteriori. No Direito Tributário, além de se exigir seja o fato 
gerador tipificado, o dever de pagar o tributo também deve sê-lo em todos os seus 
elementos, pois aqui importantes são tanto a previsão do tributo quanto o seu 
pagamento, baseado em fórmulas de quantificação da prestação devida, e que a 
sociedade exige devam ser rígidas e intratáveis. (Sacha Calmon Navarro Coelho. 
Curso de direito tributário brasileiro. 9.ed. Rio de Janeiro: Forense, 2006, p. 220). 
O texto acima está se referindo ao princípio explícito da 
a) legalidade. 
b) irretroatividade da lei tributária. 
c) anterioridade da lei tributária. 
d) segurança jurídica. 
e) igualdade. 
 
 
 
 
 
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Questão 39 – (FCC) Agente Fiscal de Rendas – SEFAZ SP/2009 
 
Da verificação de que o lançamento é o procedimento administrativo 
destinado a constituir o crédito tributário e que o lançamento reporta-se à 
data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então 
vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada, é possível 
identificar o cumprimento do princípio constitucional da 
a) irretroatividade tributária. 
b) anterioridade anual. 
c) anterioridade nonagesimal. 
d) isonomia tributária. 
e) capacidade contributiva. 
 
Questão 40 – (FCC) Agente Legislativo – SP/2010 
 
A concessão de isenção de certo tributo para um determinado setor 
produtivo, que esteja passando por dificuldades de mercado, em 
detrimento de outros setores produtivos, 
a) é inconstitucional, por violar o princípio da capacidade contributiva. 
b) pode ser feita pela União relativamente a tributos estaduais, desde que também 
esteja concedendo isenção para um tributo federal. 
c) é ilegal, pois o Código Tributário Nacional só prevê isenção em caráter geral. 
d) é inconstitucional, por violar o princípio da uniformidade geográfica. 
e) é constitucional, atendendo, em tese, ao princípio da isonomia. 
 
Questão 41 – (FCC) Procurador – Recife/2008 
 
Município do interior pernambucano institui isenção de IPTU para pais 
adotivos. Esta medida é 
a) inconstitucional, por violar o princípio da igualdade, além de não ter o critério 
adotado qualquer relação com os aspectos da hipótese de incidência. 
b) constitucional, já que estimula a adoção, tendo cará ter nitidamente extrafiscal e 
social. 
c) ilegal, por violar dispositivo constante do Código Civil que veda discriminação 
entre filhos adotivos e biológicos. 
d) constitucional, mas ilegal, por não ser da autonomia do Município políticas 
públicas de planejamento familiar, aí incluído o estímulo à adoção. 
e) constitucional, porque a Constituição Federal não veda qualquer discriminação 
decorrente da filiação e legal de acordo com o Código Civil. 
 
Questão 42 – (FCC) Procurador – TCE AL/2008 
 
É exceção ao princípio da uniformidade geográfica a 
a) vedação da União em instituir tributo uniforme em todo o território nacional. 
b) concessão, pela União, de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio 
do desenvolvimento sócio-econômico entre diferentes regiões do País. 
c) vedação aos Estados e Distrito Federal de instituir isenções de tributos de 
competência dos Municípios. 
d) concessão, pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, de diferença 
tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão da procedência. 
e) vedação de estabelecer limitação ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de 
tributos interestaduais ou intermunicipais. 
 
 
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Questão 47 – (FCC) Analista Legislativo - Câmara/2007 
 
Quando a Constituição Federal dispõe que "é vedado à União, aos Estados, 
ao Distrito Federal e aos Municípios cobrar tributos em relação a fatos 
geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver 
instituído ou aumentado" está consagrando o princípio da 
a) uniformidade. 
b) anterioridade. 
c) isonomia. 
d) irretroatividade. 
e) legalidade. 
 
 
 
Questão 48 – (ESAF) AFM - Natal/2008 
 
O Governador do Estado de Minas Gerais fez publicar, em 6 de novembro 
de 2007, em atenção às Constituições Estadual e Federal, medida 
provisória visando à majoração de imposto estadual. A norma entrou em 
vigor na data de sua publicação. O Poder Legislativo Estadual, porém, 
somente converteu a medida provisória em lei no dia 20 de fevereiro de 
2008. Em face da situação hipotética e considerando os parâmetros de 
vigência e aplicação da legislação tributária, aponte em que data o 
aumento poderá ser efetivamente cobrado. 
a) 1º de janeiro de 2008. 
b) 4 de fevereiro de 2008. 
c) 20 de maio de 2008. 
d) 1º de janeiro de 2009. 
e) 31 de março de 2009. 
 
 
 
Questão 49 – (ESAF) AFRF/20009 
 
Diversos fatos podem resultar na desoneração tributária. Assinale, entre as 
que se seguem, a forma de desoneração tributária pela qual não nascem 
nem a obrigação tributária, nem o respectivo crédito por força do não-
exercício da competência a que tem direito o poder tributante. 
a) Imunidade. 
b) Não-incidência. 
c) Isenção. 
d) Alíquota zero. 
e) Remissão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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QUESTÕES COMENTADAS 
Aula 01 
Sistema Tributário Nacional. Princípios Gerais. Limitações ao poder de 
tributar. Competência tributária. Capacidade tributária. 
 
Questão 01 – (FCC) Analista de Controle Externo – TCE GO/2009 
 
A competência tributária 
a) é competência constitucional administrativa. 
b) é conferida sempre em caráter exclusivo ou privativo a cada um dos 
entes federados. 
c) é delegável, mediante lei complementar do ente detentor da 
competência constitucional. 
d) não pode deixar de ser exercida pelo ente competente, sob pena de 
caracterizar renúncia de receita. 
e) é indelegável e privativa dos entes políticos tributantes. 
 
Comentários 
Para responder as questões sobre competência tributária, é necessário o 
conhecimento dos arts. 6º a 8º do CTN. As bancas geralmente misturam 
os conceitos de competência tributária com capacidade tributária ativa. 
Torna-se imperativo, portanto, efetuarmos a distinção entre estes 
institutos. 
 
Competência tributária 
A competência tributária consiste no poder conferido pela Constituição 
aos entes políticos (União, Estados, DF e Municípios) para instituírem 
seus tributos. 
Conforme estudamos na aula anterior, o tributo é uma prestação 
instituída em lei. Dessa forma, podemos inferir que a competência 
tributária é a prerrogativa prevista na Constituição Federal que 
possibilita aos entes federados editarem leis instituindo seus tributos. 
Assim prevê o art. 6º do CTN: 
“Art. 6º A atribuição constitucional de competência 
tributária compreende a competência legislativa plena, 
ressalvadas as limitações contidas na ConstituiçãoFederal, 
nas Constituições dos Estados e nas Leis Orgânicas do 
Distrito Federal e dos Municípios, e observado o disposto 
nesta Lei.” 
Observe, de início, que por se tratar de uma competência legislativa 
compreende uma faculdade. O ente político não está obrigado a exercer 
a sua competência tributária. Entretanto, só poderá instituir tributos e, 
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consequentemente, arrecadar para custear os gastos públicos quando a 
exercer, mediante a edição de lei instituidora de tributo. 
Na hipótese de não-exercício dessa competência, não ocorre a 
transferência para que outro ente possa utilizá-la. Assim, na omissão da 
pessoa política que detém a competência não há que se falar em 
transferência a ente diverso. 
Além disso, o ente político competente para instituir determinado tributo 
não pode delegar este poder, conferido pela Constituição, para que outro 
o faça em seu lugar. Temos, assim, que a competência tributária é 
indelegável. 
Logo, a competência tributária é indelegável tanto por ação como 
por omissão. 
Essa é a inteligência do art. 8º do CTN: 
“Art. 8º O não-exercício da competência tributária não a 
defere a pessoa jurídica de direito público diversa daquela a 
que a Constituição a tenha atribuído.” 
Já o art. 7º, determina: 
“Art. 7º A competência tributária é indelegável, salvo 
atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou 
de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas 
em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de 
direito público a outra, nos termos do § 3º do artigo 18 da 
Constituição. 
§ 1º A atribuição compreende as garantias e os privilégios 
processuais que competem à pessoa jurídica de direito 
público que a conferir. 
§ 2º A atribuição pode ser revogada, a qualquer tempo, por 
ato unilateral da pessoa jurídica de direito público que a 
tenha conferido. 
§ 3º Não constitui delegação de competência o cometimento, 
a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de 
arrecadar tributos.” 
Percebemos que, apesar da impossibilidade de delegação da 
competência tributária, eis que esta é definida na própria Constituição, o 
CTN prevê a possibilidade de delegação de algumas atividades da 
Administração Tributária. Estas atividades compõem a denominada 
capacidade tributária ativa. 
 
Capacidade tributária ativa 
Não obstante a impossibilidade de delegação da competência tributária, 
o Código Tributário Nacional permite a atribuição das funções de 
arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou 
decisões administrativas em matéria tributária. Assim, podemos dizer 
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que a capacidade tributária ativa é a atribuição de atuar no pólo ativo da 
relação tributária, com poderes de cobrar e fiscalizar tributos, além dos 
privilégios e garantias processuais inerentes à pessoa política que detém 
a competência tributária. 
Todavia, devemos observar que, por determinação do próprio CTN, a 
delegação da capacidade tributária ativa só pode ser efetuada a outra 
pessoa jurídica de Direito Público (autarquias e fundações públicas de 
Direito Público, por exemplo) e não a entidades de Direito Privado (como 
empresas públicas ou sociedades de economia mista). Além disso, tal 
delegação pode ser revogada a qualquer tempo, a critério da pessoa 
política que detém a competência. Nessa situação, passa a atuar 
novamente na cobrança, fiscalização e execução das suas próprias leis 
tributárias. 
Passemos agora à análise das alternativas. 
Alternativa A – Errada. A competência tributária constitui uma 
atribuição legislativa e não administrativa. 
Alternativa B – Errada. Veremos mais adiante que há tributos cuja 
competência é comum a todos os entes tributantes. É o caso das taxas e 
da contribuição de melhoria, por exemplo. 
Alternativa C – Errada. A competência tributária é indelegável. 
Alternativa D – Errada. Vimos que, por se tratar de uma competência 
legislativa, compreende uma faculdade. O ente político não está 
obrigado a exercer a sua competência tributária. 
Alternativa E – Correta. A competência tributária é indelegável, nos 
termos do art. 7º do CTN. Além disso, a Constituição Federal apenas a 
confere aos entes políticos, eis que se trata de uma atribuição 
legislativa. 
Gabarito: E. 
 
Questão 02 – (FCC) Agente Fiscal de Rendas – SEFAZ SP/2009 
 
A respeito da competência tributária, considere: 
I. A competência tributária é o poder, conferido a determinado ente político, 
por lei complementar específica, para aumentar tributos. 
II. A competência tributária é indelegável. Porém, as funções de arrecadar 
ou fiscalizar os tributos ou de executar leis, serviços, atos ou decisões 
administrativas em matéria tributária podem ser delegadas por uma pessoa 
jurídica de Direito Público a outra. 
III. A competência tributária, que compreende a competência legislativa e 
a capacidade tributária, é delegável. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I. 
b) II. 
c) III. 
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d) I e II. 
e) I e III. 
 
Comentários 
Item I – Errado. A competência tributária é o poder conferido pela 
Constituição para que os entes federados possam instituir seus 
tributos. Não há que se falar em atribuição de competência tributária 
mediante lei. Tal prerrogativa decorre SEMPRE da Constituição 
Federal. 
Item II – Correto. Apesar da indelegabilidade da competência 
tributária, o CTN faz uma ressalva quanto à possibilidade de 
delegação, a outra pessoa jurídica de Direito Público, das funções de 
arrecadar ou fiscalizar tributos, ou seja, a capacidade tributária ativa. 
O detentor da capacidade tributária ativa passa atuar no polo ativo da 
relação tributária, ou seja, na condição de credor, de cobrador da 
exigência. No pólo passivo encontra-se o contribuinte, na qualidade 
de devedor. 
Item III – Errado. Prevê o CTN, em seu art. 7º, que a competência 
tributária é indelegável. Não há possibilidade de delegação por 
qualquer instrumento normativo. Não há que se confundir a 
possibilidade de delegação da capacidade tributária ativa com a 
delegação da competência tributária. 
Gabarito: B. 
 
Questão 03 – (FCC) Procurador do Estado – PGE MT/2011 
 
Sobre competência tributária e capacidade tributária ativa, é correto 
afirmar: 
a) A competência tributária é delegável por lei. 
b) A capacidade tributária ativa indica o sujeito ativo da obrigação tributária 
principal. 
c) O Código Tributário Nacional fixa as competências tributárias. 
d) A capacidade tributária ativa é exclusiva do ente político definido na 
Constituição Federal. 
e) Somente o ente político competente para instituir o tributo pode ser 
titular da capacidade tributária ativa. 
 
Comentários 
Alternativa A – Errada. Conforme dispõe o art. 7º do CTN, a 
competência tributária é indelegável. Essa regra não comporta 
exceção. 
Alternativa B – Correta. A capacidade tributária ativa constitui a 
atribuição de atuar no pólo ativo da relação tributária, conferindo 
poderes de cobrar e fiscalizar tributos, além dos privilégios e garantias 
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processuais inerentes à pessoapolítica que detém a competência 
tributária. 
Alternativa C – Errada. Apenas a Constituição Federal pode fixar as 
competências tributárias. Em nenhuma hipótese poderá ocorrer 
determinação da competência por lei. 
Alternativa D – Errada. A princípio, o ente competente para instituir 
determinado tributo, também o é para cobrar e fiscalizar. Porém, estas 
últimas atribuições, que representam a capacidade tributária ativa, 
podem ser delegadas a outra pessoa jurídica de Direito Público. 
Alternativa E – Errada. Esta alternativa diz o mesmo que a anterior e 
valem os mesmo comentários acima. 
Gabarito: B. 
 
 
Questão 04 – (FCC) Juiz Substituto – TJ AL/2007 
 
Nos termos do art. 153, §4º, III, da Constituição Federal, o Imposto 
sobre a Propriedade Territorial Rural poderá ser fiscalizado e 
cobrado pelo Município. Se o Município, em caráter excepcional, 
resolver fazer uso dessa faculdade, passará a exercer 
a) a competência tributária plena. 
b) juntamente com a União a competência tributária. 
c) a competência e a capacidade tributária ativa. 
d) juntamente com a União a capacidade tributária ativa. 
e) a capacidade tributária ativa, ficando reservada à União a competência 
tributária. 
 
Comentários 
As atribuições de fiscalizar e cobrar o tributo constituem a 
denominada capacidade tributária ativa, cuja delegação é permitida, 
nos termos do art. 7º do CTN. 
De início, já podemos eliminar as alternativas que apontam a 
competência tributária, pois, como estudamos, não pode ser 
delegada. Eliminam-se, assim, as alternativas A, B e C. 
A alternativa D fala em compartilhamento simultâneo da capacidade 
tributária ativa. Isso não pode ocorrer, eis que, representando o pólo 
ativo da relação tributária apenas um ente poderá figurar. No caso 
especifico da questão, a União apenas poderia atuar nessa condição 
após a revogação da delegação, fazendo uso do disposto no art. 7º, 
§2º, do CTN. 
A alternativa E está perfeita, já que, mesmo havendo delegação da 
capacidade tributária ativa, a União continua detendo a competência 
tributária, eis que esta é indelegável. 
Gabarito: E. 
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Questão 05 – (FCC) Juiz Substituto – TJ AL/2007 
 
Prefeito Municipal, diante de manifestações adversas da Câmara 
Municipal, deixou de instituir no Município a Contribuição para o 
Custeio da Iluminação Pública - CIP. A medida, em tese, 
a) merece aplausos, pois contribui para redução da nossa carga tributária, 
uma das mais elevadas do mundo. 
b) merece aplausos, pois a cobrança da referida contribuição é 
manifestamente inconstitucional. 
c) implica em responsabilidade na gestão fiscal, nos termos da Lei de 
Responsabilidade Fiscal, e pode ser combatida via ação popular, por 
qualquer um do povo, por ser lesiva ao patrimônio público. 
d) comporta a propositura de ação declaratória de constitucionalidade para 
tornar efetiva a instituição e cobrança do tributo. 
e) implica em responsabilidade na gestão fiscal, nos termos da Lei de 
Responsabilidade Fiscal, mas não tem o condão de ensejar o impeachment 
do Prefeito. 
 
Comentários 
Essa questão é muito interessante. 
Estudamos que a competência tributária representa a competência 
legislativa plena e que, sendo assim, o ente político não está obrigado 
a exercer a sua competência tributária. 
No âmbito do estudo do Direito Tributário a única consequência 
possível resultante do não exercício da competência é que o ente 
deixaria de instituir tributos e, consequentemente, de arrecadar para 
custear os gastos públicos, o que somente pode ser realizado 
mediante a edição de lei instituidora de tributo. 
Contudo, a Lei Complementar nº 101/00 estabeleceu normas de 
finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal. 
Trata-se da famosa Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, que fez 
referência à instituição de todos os tributos da competência do ente 
político como requisito da responsabilidade na gestão fiscal, nos 
seguintes termos: 
“Art. 11. Constituem requisitos essenciais da 
responsabilidade na gestão fiscal a instituição, previsão e 
efetiva arrecadação de todos os tributos da competência 
constitucional do ente da Federação.” 
Gabarito: C. 
 
 
Questão 06 – (FCC) Auditor Fiscal Municipal – São Paulo/2007 
 
Relativamente à competência tributária e às funções de arrecadação 
e fiscalização, é correto afirmar que 
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Alternativa A - Errada. Apenas a capacidade tributária ativa é 
delegável. Não há possibilidade de delegação da competência tributária, 
por força de vedação expressa do CTN. 
Alternativa B - Errada. A alternativa trocou as características. É 
exatamente o contrário: a competência é indelegável, ao passo que a 
capacidade ativa pode ser delegada. 
Alternativa C - Correta. Esta é a previsão do art. 7º do CTN, a saber: a 
possibilidade de delegação da capacidade tributária ativa e a vedação à 
delegação da competência tributária. 
Alternativa D - Errada. A capacidade tributária ativa é delegável. 
Alternativa E - Errada. A competência tributária é indelegável. 
Gabarito: C. 
 
 
Questão 07 – (FCC) Auditor Fiscal – SEFAZ DF/2001 
 
É correto afirmar que 
a) os tributos são recolhidos na rede bancária mediante delegação da 
capacidade tributária. 
b) os conceitos de competência e capacidade tributária são equivalentes. 
c) a competência e a capacidade tributária são indelegáveis. 
d) a competência é indelegável, mas a capacidade tributária pode ser 
delegada. 
e) os entes públicos centralizados são investidos de competência, e os 
descentralizados, de capacidade tributária. 
 
Comentários 
Alternativa A – Errada. O §3º do art. 7º do CTN estabelece que não 
constitui delegação de competência o cometimento, a pessoas de 
Direito Privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos. Nesta 
situação, não estamos diante da delegação da capacidade tributária 
ativa, mas de mera autorização para que os bancos, casas lotéricas e 
demais correspondentes bancários possam receber os pagamentos 
dos tributos. Corresponde, portanto, à arrecadação pelas instituições 
que firmem convênio com o ente tributante. 
Alternativa B – Errada. A competência tributária consiste no poder 
conferido pela Constituição aos entes políticos (União, Estados, DF e 
Municípios) para instituírem seus tributos. Já a capacidade tributária 
ativa é a atribuição de atuar no pólo ativo da relação tributária, com 
poderes de cobrar e fiscalizar tributos. 
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tributária. Qualquer pessoa jurídica pode, pois, desempenhar 
tal atividade, mesmo que se trate de pessoa jurídica de 
direito privado com finalidade de lucro.” (PAULSEN, Leandro. 
Direito Tributário: Constituição e Código Tributário à luz da doutrina e da 
jurisprudência. 12ª ed. Livraria do Advogado, 2010, p. 625) 
Gabarito: A. 
 
 
Questão 09 – (FCC) Inspetor Fiscal – São Paulo/98 
 
Para distinguir competência de capacidade tributária deve-se 
considerar que: 
a) todos os entes investidos de capacidade tributária desfrutam de 
competência tributária 
b) todos os entes investidos de competência desfrutam de capacidade 
tributária 
c) os entes investidos de competência tributária não desfrutam de 
capacidade tributária 
d) todas as pessoas jurídicas de direito público estão investidas de 
competência tributáriae) as pessoas jurídicas de direito privado estão investidas de capacidade 
tributária 
 
Comentários 
Conforme estudamos, a princípio, o ente competente para instituir 
determinado tributo, também o é para cobrar e fiscalizar. Em outras 
palavras, quem detém a competência tributária também detém a 
capacidade tributária ativa. 
Ocorre que a capacidade tributária ativa pode ser delegada. 
É importante observar, porém, que, na hipótese de delegação da 
capacidade ativa, apenas outra pessoa jurídica de Direito Público 
poderia receber as atribuições. 
Isso não quer dizer que todas as pessoas jurídicas de Direito Público 
estão dotadas de capacidade tributária ativa. Apenas aquelas que 
receberam as atribuições por meio de delegação do ente político que 
detém a competência. 
Além disso, há que se destacar que as pessoas jurídicas de Direito 
Privado não podem exercer a capacidade tributária ativa. Apenas 
poderiam ser acometidas do encargo ou da função de arrecadar 
tributos, que não se confunde com a delegação da capacidade ativa. 
Gabarito: B. 
 
 
 
 
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Questão 10 – (FCC) Analista Judiciário – TRF 2ª/2007 
 
No que diz respeito à competência legislativa, o Código Tributário 
Nacional, dentre outras situações, dispõe que, 
a) a competência tributária é sempre indelegável, abrangendo a atribuição das 
funções de fiscalizar tributos ou de executar leis ou serviços de natureza 
tributária. 
b) a atribuição da função de arrecadar tributos implica que sua revogação seja 
feita com prévio aviso, e por ato bilateral entre as partes. 
c) a atribuição da função de fiscalizar tributos não compreende as garantias e 
os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito público 
que a conferir. 
d) o não-exercício da competência tributária a defere à pessoa jurídica de 
direito público diversa daquela a que a Constituição a tenha atribuído. 
e) não constitui delegação de competência o cometimento, a pessoas de direito 
privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos. 
 
Comentários 
Alternativa A – Errada. De fato, a competência tributária é 
indelegável. Entretanto, não representa a atribuição das funções de 
fiscalizar tributos ou de executar leis ou serviços de natureza 
tributária, eis que tais atividades constituem a capacidade tributária 
ativa. 
Alternativa B – Errada. De acordo com o CTN, art. 7º, §2º, a 
delegação ocorre em caráter precário, ou seja, a atribuição pode ser 
revogada, a qualquer tempo, por ato unilateral da pessoa jurídica 
de direito público que a tenha conferido. 
Alternativa C – Errada. A assertiva ofende o disposto no art. 7º, 
§1º, do CTN, segundo o qual a atribuição compreende as garantias e 
os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de Direito 
Público que a conferir. 
Alternativa D – Errada. Preceitua o art. 8º do CTN que o não-
exercício da competência tributária não a defere a pessoa jurídica de 
Direito Público diversa daquela a que a Constituição a tenha 
atribuído. Vale notar, a competência tributária é indelegável, tanto 
por ação como por omissão. 
Alternativa E – Correta. A situação prevista representa mera 
atividade de recebimento dos pagamentos geralmente realizados por 
uma rede arrecadadora, constituída pelos bancos e correspondentes 
bancários. Temos, assim, que não viola a regra da indelegabilidade 
da competência tributaria. 
Gabarito: E. 
 
 
 
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Questão 12 – (ESAF) AFTE - MS/2001 
 
Em tema de competência legislativa sobre matéria de Direito 
Tributário, é correta a afirmação de que: 
a) Os Estados têm competência para legislar suplementarmente sobre 
normas gerais de Direito Tributário. 
b) Mesmo na ausência de lei federal sobre normas gerais de Direito 
Tributário, é vedado aos Estados exercer essa competência legislativa. 
c) A eficácia de lei estadual sobre normas gerais de Direito Tributário fica 
mantida ante a superveniência de lei federal da mesma natureza, mesmo 
no que lhe for contrário. 
d) No âmbito da competência concorrente para legislar sobre Direito 
Tributário os Estados só podem legislar sobre normas gerais. 
e) A legislação tributária dos Estados é aplicada nos respectivos Municípios, 
em virtude de estes não terem competência para legislar sobre Direito 
Tributário. 
 
Comentários 
Outra atribuição constitucional que não se pode confundir com a 
competência tributária é a competência para legislar sobre Direito 
Tributário. 
A primeira, como vimos, corresponde ao poder para instituir tributos. 
Já a competência para legislar sobre Direito Tributário, constitui o 
poder de estabelecer normas gerais em matéria tributária e está 
prevista no art. 24, I e §§ 1º ao 4º, da CF/88: 
“Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal 
legislar concorrentemente sobre: 
I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e 
urbanístico; 
(...) 
§ 1º - No âmbito da legislação concorrente, a competência da 
União limitar-se-á a estabelecer normas gerais. 
§ 2º - A competência da União para legislar sobre normas 
gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. 
§ 3º - Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados 
exercerão a competência legislativa plena, para atender a 
suas peculiaridades. 
§ 4º - A superveniência de lei federal sobre normas gerais 
suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário.” 
 
Com base no art. 24 da Carta Magna, podemos resumir que a 
competência para legislar sobre Direito Tributário: 
 
 
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Sobre o tema competência tributária, assinale a alternativa 
incorreta. 
a) Apesar de não criar tributos, no plano normativo o processo de 
instituição de tributo tem início na própria Constituição. 
b) A Constituição Federal descreve genericamente as hipóteses de 
incidência do tributo, às quais estará limitada a pessoa política competente. 
c) A rigidez do sistema tributário exige o estabelecimento de limitações aos 
entes tributantes, a fim de evitar a invasão de competência. 
d) Compartimentos estanques estão estruturados no Estatuto Supremo, 
sem que se conceda ao legislador complementar ou ordinário possibilidade 
de dispor além daquelas fronteiras. 
e) A estruturação parcial de tributo na própria Constituição pode ser vista 
apenas em se tratando de impostos. 
 
ENTENDIMENTO QUE DEVE SER GUARDADO 
 
“Tem a doutrina como incontroverso que a Constituição 
Federal não cria tributos, limitando-se tão-só à outorga de 
competência, através da qual o ente político se investe das 
condições para instituí-lo. No plano normativo, porém, o 
processo de instituição de tributo tem início na Constituição 
mesma. A rigidez do sistema assim o exige. Compartimentos 
estanques estão estruturados no Estatuto Supremo, sem que 
se conceda ao legislador complementar ou ordinário 
possibilidade de dispor além daquelas fronteiras. (...) A 
estruturação parcial de tributo na própria Constituição pode 
ser vista quer em se tratando de impostos, quer diante de 
taxas, quer em face de contribuições. Em análise destas, 
tivemos o ensejo de asseverar que a Constituição não apenas 
permite (outorga de competência), mas, em certos casos, 
estabelece a que título permite e, em outro, vai mais longe: 
dispõe de quem pode ser exigida. Em outras palavras, 
descrevegenericamente as hipóteses de incidência do 
tributo, às quais estará limitada a pessoa política competente 
ou, indo adiante, circunscreve a eleição do sujeito passivo a 
certas categorias adrede definidas.” (Aires F. Barreto, em 
Comentários ao Código Tributário Nacional, vol. I, coord. Ives Gandra da 
Silva Martins, ed. Saraiva, 1998, p. 537/538) 
Gabarito: E. 
 
 
Questão 14 – (ESAF) Fiscal de Rendas - RJ/2010 
 
Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar 
concorrentemente sobre direito tributário. Com base nessa 
afirmativa, julgue os itens a seguir: 
I. lei que institui incentivo fiscal para as empresas que contratarem 
apenados e egressos é de natureza tributária, sendo, portanto, 
constitucional lei estadual com tal conteúdo; 
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II. lei estadual pode estabelecer alíquotas diferenciadas em razão do tipo 
do veículo, já que os estados-membros estão legitimados a editar normas 
gerais referentes ao IPVA, no exercício da competência concorrente prevista 
no art. 24, § 3º, da Constituição; 
III. é possível ao estado conceder, mediante lei, isenção de tributo de sua 
competência, visto que está atuando nos limites de sua autonomia. 
Estão corretos: 
a) apenas o item I. 
b) apenas os itens I e II. 
c) apenas os itens I e III. 
d) apenas os itens II e III. 
e) todos os itens estão corretos. 
 
Comentários 
Questão interessante, que não se limita à literalidade do art. 24, da 
CF/88. Para responder aos itens, temos que recorrer à jurisprudência 
do STF. Senão, vejamos: 
Item I - "Ação direta de inconstitucionalidade. Lei 8.366, de 7 de julho de 
2006, do Estado do Espírito Santo. Lei que institui incentivo fiscal para as 
empresas que contratarem apenados e egressos. Matéria de índole 
tributária e não orçamentária." (ADI 3.809, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 14
6 2007, Plenário, DJ de 14 9 2007.). CORRETO. 
Item II – “IPVA. Lei estadual. Alíquotas diferenciadas em razão do tipo do 
veículo. Os Estados-membros estão legitimados a editar normas gerais 
referentes ao IPVA, no exercício da competência concorrente prevista no 
art. 24, § 3º, da Constituição do Brasil.” (RE 414.259-AgR, Rel. Min. Eros Grau, 
julgamento em 24 6 2008, Segunda Turma, DJE de 15 8 2008.) No mesmo sentido: AI 
500.743-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 2 12 2010, Primeira Turma, DJE de 
3 3 2011. CORRETO. 
Item III - “Os institutos da imunidade e da isenção tributária não se 
confundem. É perfeitamente possível ao Estado conceder, mediante lei, 
isenção de tributo de sua competência, visto que está atuando nos limites 
de sua autonomia. Enquanto não editada a lei a que se refere o § 21 do art. 
40 da CF/1988, vigem os diplomas estaduais que regem a matéria, que só 
serão suspensos se, e no que, forem contrários à lei complementar nacional 
(CF, art. 24, § 3º e § 4º).” (SS 3.679-AgR, Rel. Min. Presidente Gilmar Mendes, 
julgamento em 4 2 2010, Plenário, DJE de 26 2 2010.) Item Verdadeiro. 
Gabarito: E. 
 
 
Questão 15 (ESAF) – AFTN/94 
 
Normas gerais de direito tributário precisam ser reguladas por meio 
de 
a) lei complementar federal, que ainda não foi editada, razão por que ainda 
não existem normas gerais válidas, estando a União, os Estados e demais 
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entes tributantes dispensados de observá-las enquanto o Congresso 
Nacional não as edite 
b) lei complementar federal que, conquanto ainda não editada como tal, já 
existia sob a forma de lei ordinária (Código Tributário Nacional) e que, por 
força de normas constitucionais posteriores, passou a ter a rigidez própria 
de lei complementar 
c) lei ordinária federal que já existia (Código Tributário Nacional) e que 
deve ser obrigatoriamente observada pelas leis estaduais e municipais, 
porém não pelas leis ordinárias federais, já que, sendo da mesma 
hierarquia, estas poderão alterar ou revogar aquele Código 
d) norma constitucional apenas, pois, tratando-se de matéria de 
importância eminente, que diz respeito à organização do Estado, somente 
por regra de tal hierarquia podem ser veiculadas 
e) lei complementar de cada ente tributante, que regule a definição dos 
tributos de sua competência, obrigação, lançamento, crédito, prescrição e 
decadência tributários e adequado tratamento tributário ao ato cooperativo. 
 
Comentários 
Normas gerais de Direito Tributário devem ser veiculadas em lei 
complementar, conforme disposição constitucional no art. 146, III. 
Devemos interpretar este artigo em conjugação com o disposto no 
art. 24, I da própria Constituição, que prevê a competência da União 
em editar normas gerais de Direito Tributário. 
Por conseguinte, o único instrumento hábil para edição de tais 
normas é a lei complementar federal. 
A questão exige, além desse conhecimento, que o candidato saiba se 
já existe tal norma editada pela União. A resposta é positiva. As 
normas gerais de Direito Tributário são estabelecidas no Código 
Tributário Nacional, o CTN, que, apesar de ter sido editado como lei 
ordinária, possui status de lei complementar, como veremos na 
próxima questão. 
Gabarito: B. 
 
 
Questão 16 (ESAF) – PFN/2007 
 
O Código Tributário Nacional, embora tenha sido criado _____________, foi 
recebido pelas Constituições como _____________. 
Normas especiais sobre obrigação, lançamento e crédito tributários cabem à 
_____________ de cada ente tributante. 
_____________, decorrente de obras públicas, poderá ser instituída(o), 
conforme o caso, pela União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. 
Examine as afirmações e as lacunas supra. Após, selecione, entre as 
expressões abaixo, as que preenchem corretamente as lacunas, na 
devida seqüência. 
a) como lei ordinária / código / lei complementar / A contribuição de 
melhoria 
b) como código / lei complementar / lei complementar / A taxa de obra 
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c) como lei ordinária / lei complementar / legislação ordinária / A 
contribuição de melhoria 
d) como ato complementar / código / legislação ordinária / O tributo 
vinculado 
e) como lei complementar / lei ordinária / legislação ordinária / A taxa de 
serviço 
 
Comentários 
A Constituição Federal de 1988, como vimos, reserva à lei 
complementar a instituição de normas gerais de Direito Tributário. 
Normas gerais são aquelas que estabelecem princípios, fundamentos 
e critérios básicos, de modo a tornar uniforme a aplicação da 
legislação tributária em todo o país. 
O Código Tributário Nacional foi editado em 1966, sob a vigência da 
Constituição de 1946, que ainda não previa a lei complementar como 
espécie legislativa. Assim, o CTN foi editado como uma lei ordinária. 
A partir da Constituição de 1967, passou a existir a figura da lei 
complementar como espécie normativa, sendo exigida sua edição 
para o trato de algumas matérias. Assim permaneceu com a CF/88. 
Aprendemos no estudo do Direito Constitucional a teoria da recepção, 
segundo a qual, no advento de uma nova Constituição, as normas 
que sejam com ela compatíveis materialmente passam a ser 
recepcionadas. Assim, permanecem em vigor com o status da espécie 
normativa que a nova Constituição exige para regular aquela matéria. 
Dessa forma, se uma lei ordinária que disciplina certa matéria for 
recepcionada por uma nova Constituição que exige o trato de lei 
complementar, passaráa ter força de lei complementar. 
Foi o que ocorreu com o CTN que foi recepcionado pela CF/88. Como 
a Constituição exige lei complementar para traçar normas gerais em 
matéria tributária, o CTN passou a vigorar com status de lei 
complementar. 
Assim, respondendo ao primeiro item, o texto ficaria da seguinte 
forma: O Código Tributário Nacional, embora tenha sido criado como 
lei ordinária, foi recebido pelas Constituições como lei complementar. 
Uma vez traçadas normas gerais de Direito Tributário, mediante lei 
complementar federal, os entes federados passam a exercer a sua 
competência tributária para instituir seus tributos, definindo suas 
peculiaridades, que o fazem por meio de lei ordinária. 
Por fim, temos que, nos termos do art. 145, III, União, Estados, DF e 
Municípios podem instituir contribuição de melhoria, decorrente de 
obras públicas. 
Gabarito: C. 
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Questão 17 (FCC) – Procurador Judicial - Recife/2008 
 
A Constituição Federal dispõe que compete à lei complementar 
disciplinar normas gerais em matéria tributária, especialmente 
sobre definição de fato gerador, base de cálculo e contribuintes dos 
impostos discriminados na Constituição. Considerando esta regra, a 
definição de fato gerador, base de cálculo e contribuintes do IPTU 
está disciplinado 
a) em lei complementar municipal. 
b) em decreto-lei federal recepcionado como lei complementar. 
c) no Código Tributário Nacional. 
d) no Código Tributário Municipal. 
e) em lei complementar federal específica do IPTU. 
 
Comentários 
Conforme estudamos, o Código Tributário Nacional, apesar de editado 
como lei ordinária, adquiriu status de lei complementar, constituindo, 
atualmente, nossa norma geral em matéria tributária. 
Nesse sentido, estabelece em seus arts. 32 a 34, o fato gerador, a 
base de cálculo e os contribuintes do IPTU: 
“Art. 32. O imposto, de competência dos Municípios, sobre a 
propriedade predial e territorial urbana tem como fato 
gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de bem 
imóvel por natureza ou por acessão física, como definido na 
lei civil, localizado na zona urbana do Município. 
§ 1º Para os efeitos deste imposto, entende-se como zona 
urbana a definida em lei municipal; observado o requisito 
mínimo da existência de melhoramentos indicados em pelo 
menos 2 (dois) dos incisos seguintes, construídos ou 
mantidos pelo Poder Público: 
I - meio-fio ou calçamento, com canalização de águas 
pluviais; 
II - abastecimento de água; 
III - sistema de esgotos sanitários; 
IV - rede de iluminação pública, com ou sem posteamento 
para distribuição domiciliar; 
V - escola primária ou posto de saúde a uma distância 
máxima de 3 (três) quilômetros do imóvel considerado. 
§ 2º A lei municipal pode considerar urbanas as áreas 
urbanizáveis, ou de expansão urbana, constantes de 
loteamentos aprovados pelos órgãos competentes, 
destinados à habitação, à indústria ou ao comércio, mesmo 
que localizados fora das zonas definidas nos termos do 
parágrafo anterior. 
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Art. 33. A base do cálculo do imposto é o valor venal do 
imóvel. 
Parágrafo único. Na determinação da base de cálculo, não se 
considera o valor dos bens móveis mantidos, em caráter 
permanente ou temporário, no imóvel, para efeito de sua 
utilização, exploração, aformoseamento ou comodidade. 
Art. 34. Contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel, o 
titular do seu domínio útil, ou o seu possuidor a qualquer 
título.” 
A questão se responde facilmente pelo exposto acima. Porém, é 
importante observar que o CTN não é norma geral para todos os 
impostos discriminados na Constituição Federal. Isso ocorre, 
especificamente, para o IPVA, eis que não previsto no CTN por não 
existir à época da sua edição. 
Por isso, em relação ao IPVA, por força do disposto no art. 24, §3º, 
da Constituição Federal, os Estados e DF exercem a capacidade 
legislativa plena, podendo editar suas próprias normas gerais em 
matéria de IPVA. Assim decidiu o STF: 
“Deixando a União de editar as normas gerais disciplinadoras 
do IPVA, os Estados exercem a competência legislativa plena 
(CF, art. 24, § 3º) e ficam autorizados a editarem as leis 
necessárias à aplicação do sistema tributário nacional 
previsto na CF (ADCT, art. 34, § 3º). Com esse 
entendimento, a Turma, por unanimidade, manteve acórdão 
do Tribunal de Justiça de São Paulo, que rejeitara a 
pretensão de contribuinte do Imposto sobre Propriedade de 
Veículos Automotores - IPVA de eximir-se do pagamento do 
tributo, sob a alegação de que o Estado de São Paulo não 
poderia instituí-lo, dado que não possui competência para 
suprir a ausência de lei complementar estabelecendo as 
normas gerais (CF, 146, III, a). Precedente citado: AG 
(AgRg) 167.777-DF (DJU 09.05.97).” RE 236.931/SP 
(Informativo nº 157 do STF) 
Gabarito: C. 
 
 
Questão 18 (FCC) – Procurador - Salvador/2006 
 
O art. 146, III, "a", da Constituição Federal estabelece que caberá à 
lei complementar definir fato gerador, base de cálculo e 
contribuintes dos impostos discriminados na Constituição. Diante 
disso, 
a) a lei complementar do ente competente deverá, por exigência 
constitucional, ser a fonte instituidora de impostos. 
b) a Lei Complementar nº 116/03 instituiu o Imposto sobre Serviços de 
Qualquer Natureza. 
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c) a lei complementar de âmbito nacional fere o Princípio Federativo, eis 
que a competência para instituição de impostos é privativa de cada ente. 
d) os entes políticos, no exercício da capacidade tributária, não se sujeitam 
às regras impostas por lei complementar nacional, que fixa apenas normas 
gerais. 
e) o Código Tributário Nacional define o fato gerador, a base de cálculo e o 
contribuinte do imposto sobre propriedade territorial urbana. 
 
Comentários 
Alternativa A – Errada. Estudamos que normas gerais são aquelas 
que estabelecem princípios, fundamentos e critérios básicos, de modo 
a tornar uniforme a aplicação da legislação tributária em todo o país. 
Logo, não é a lei de normas gerais que institui o tributo. A instituição 
requer lei específica para tal fim. 
Alternativa B – Errada. A lei complementar 116/03 é norma geral 
em matéria de ISS. Assim, como visto na alternativa anterior, não 
institui o imposto. Para isso, cada município deveria editar lei própria, 
instituindo o ISS nos seus respectivos territórios. 
Alternativa C – Errada. A lei nacional de normas gerais visa à 
uniformidade da tributação em todo o território nacional. Por 
conseguinte, não há que se falar em ofensa ao pacto federativo. 
Ademais, não prejudica a instituição dos tributos, pois cada ente o 
fará mediante lei própria, específica para esta finalidade. 
Alternativa D – Errada. As normas gerais harmonizam os 
procedimentos a serem adotados e observados por todos os entes 
tributantes, tais como nos casos de prescrição, decadência, etc. Por 
estas razões, a lei de normas gerais deve ser obedecida tanto na 
instituição como na cobrança do tributo. Nesse mesmo sentido, 
convém verificarmos uma importante decisão do STF: 
“A observância de normas gerais em matéria tributária é 
imperativo de segurança jurídica, na medida em que é 
necessário assegurar tratamento centralizado a alguns temas 
para que seja possível estabilizar legitimamente expectativas.Neste contexto, ‘gerais’ não significa ‘genéricas’, mas sim 
‘aptas a vincular todos os entes federados e os 
administrados’.” (RE 433.352-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 
julgamento em 20 4 2010, Segunda Turma, DJE de 28 5 2010.) 
Alternativa E – Correta. Como vimos na questão anterior, o CTN 
estabelece estas normas nos arts. 32 a 34. 
Gabarito: E. 
 
 
 
 
 
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Questão 19 (FCC) – Auditor Fiscal – SEFIN RO/2010 
 
A Constituição Federal dispõe sobre lei complementar em matéria 
tributária dentro do Sistema Tributário Nacional. Mediante lei 
complementar, 
a) devem ser instituídos os impostos discriminados na Constituição. 
b) devem ser fixadas as alíquotas dos impostos discriminados na 
Constituição. 
c) devem ser fixados a base de cálculo, o fato gerador e os contribuintes 
dos impostos discriminados na Constituição. 
d) podem ser concedidas isenções federais sobre tributos estaduais e 
municipais. 
e) serão criadas as limitações ao poder de tributar. 
 
Comentários 
O art. 146, III, da Constituição Federal disciplina que cabe à lei 
complementar estabelecer normas gerais em matéria tributária, 
especialmente sobre: definição de tributos e de suas espécies, bem 
como, em relação aos impostos discriminados nesta Constituição, a 
dos respectivos fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes; 
obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários. 
Cumpre observar que a lei de normas gerais não institui os impostos 
previstos na CF/88. Para tal ação faz-se necessário que cada ente 
tributante edite suas próprias leis, instituindo assim seus impostos. 
Alternativa A – Errada. A lei complementar de normas gerais não 
institui impostos. 
Alternativa B – Errada. A lei de normas gerais deve discriminar o 
fato gerador, a base de cálculo e os contribuintes dos impostos, mas 
não as alíquotas. Estas são definidas na lei do próprio ente que 
institui o tributo. 
Alternativa C – Correta. Esta é a determinação constitucional 
prevista no art. 146, III, a. 
Alternativa D – Errada. A lei de normas gerais não concede 
isenções. Além disso, há vedação expressa na Constituição quanto à 
concessão de isenção dos tributos estaduais e municipais pela União 
(isenção heterônoma). 
Alternativa E – Errada. Aqui há uma grande pegadinha. O art. 146, 
II, da CF que cabe à lei complementar regular as limitações 
constitucionais ao poder de tributar. Há que se observar que a lei 
regulará as limitações, mas não as cria. 
A criação de limitações ao poder de tributar é realizada na própria 
Constituição, tanto que há uma Seção específica, denominada “Das 
limitações do poder de tributar”. 
Gabarito: C. 
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Questão 20 (FCC) – Defensor Público - SP/2007 
 
NÃO é matéria reservada à lei complementar: 
a) instituição de empréstimos compulsórios. 
b) definição de fato gerador e base de cálculo de impostos discriminados na 
Constituição. 
c) criação de impostos não previstos na Constituição. 
d) instituição de contribuição de melhoria. 
e) disposição sobre lançamento e prescrição tributários. 
 
Comentários 
A Constituição Federal dispõe, de forma expressa, as matérias cuja 
disciplina ocorrerá em caráter complementar, mediante veículo 
legislativo próprio, a lei complementar. 
Para sabermos se é ou não necessária lei complementar para veicular 
determinada matéria, há que se analisar exclusivamente o texto 
constitucional. Somente será necessária a edição de lei complementar 
quando houver determinação expressa na Constituição Federal. 
Alternativa A – A instituição de empréstimos compulsórios requer a 
edição de lei complementar (art. 148). 
Alternativa B – Estas definições encontram determinação expressa 
para edição de lei complementar (art. 146, III, a). 
Alternativa C – Trata-se da criação de novos impostos com 
fundamento na competência residual da União, conforme veremos 
mais adiante, cuja efetivação somente se dará por meio de lei 
complementar (art. 154, I). 
Alternativa D – A instituição de contribuição de melhoria não exige 
lei complementar. Não há determinação expressa nesse sentido. 
Assim, basta a edição de lei ordinária para a sua instituição. 
Alternativa E – Lançamento e prescrição são temas inerentes às 
normas gerais, por isso há previsão expressa para serem veiculados 
em lei complementar (art. 146, III, b). 
Gabarito: D. 
 
 
Questão 21 (FCC) – Auditor – TCE CE/2006 
 
Está sujeita à disciplina específica, por meio de lei complementar, a 
a) concessão de isenção de pagamento dos impostos de competência da 
União Federal. 
b) instituição, pela União Federal, de impostos não discriminados na 
Constituição Federal. 
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c) majoração de alíquota das contribuições para o financiamento da 
seguridade social previstas no art. 195 da Constituição Federal. 
d) instituição de taxas baseadas no poder de polícia. 
e) outorga de anistia de impostos de competência dos Estados e do Distrito 
Federal. 
 
Comentários 
Acabamos de estudar que somente será necessária a edição de lei 
complementar quando houver determinação expressa na Constituição 
Federal. Senão, vejamos o entendimento do STF: 
“De há muito se firmou a jurisprudência desta Corte no sentido de 
que só é exigível lei complementar quando a Constituição 
expressamente a ela faz alusão com referência a determinada 
matéria, o que implica dizer que quando a Carta Magna alude 
genericamente a ‘lei’ para estabelecer princípio de reserva legal, essa 
expressão compreende tanto a legislação ordinária, nas suas 
diferentes modalidades, quanto a legislação complementar.” (STF, 
Plenário, ADIn 2.028, Min. Moreira Alves, Nov/99) 
“Registre-se que a Constituição, no capítulo do Sistema Tributário 
Nacional – arts. 145 e seguintes – quando quer lei complementar ela 
assim o diz, expressamente, como se pode ver ... Assim, quando a 
Constituição, no capítulo do Sistema Tributário Nacional, fala apenas 
em lei e não em lei complementar, lícito é concluir que, mesmo nos 
casos em que a disciplina seria, em princípio, por lei complementar, 
ela, Constituição, excepcionou, exigindo apenas lei.” (excerto do voto 
do Min. Carlos Velloso no RE 225.602-8/CE, Nov/98). 
Nesse sentido, das alternativas apresentadas, apenas a hipótese 
prevista na letra B representa matéria a ser veiculada por meio de lei 
complementar, nos termos do art. 154, I, da Constituição Federal. 
Gabarito: B. 
 
 
 
Questão 22 (FCC) – Analista de Regulação - CE/2006 
 
Cabe à lei complementar, em matéria tributária, EXCETO 
a) instituir empréstimo compulsório. 
b) instituir imposto residual. 
c) regular as limitações constitucionais ao poder de tributar. 
d) instituir imposto extraordinário. 
e) estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, 
especialmente sobre prescrição e decadência. 
 
Comentários 
Essa questão é semelhante à 17, que acabamos de ver. 
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Alternativa A – A instituição de empréstimos compulsórios requer a 
edição de lei complementar (art. 148 da CF/88). 
Alternativa B – A criação de novos impostos com fundamento na 
competência residual da Uniãorequer lei complementar (art. 154, I, 
da CF/88). Estas definições encontram determinação expressa para 
edição de lei complementar (art. 146, III, a, da CF/88). 
Alternativa C – O art. 146, II, da CF dispõe que cabe à lei 
complementar regular as limitações constitucionais ao poder de 
tributar. 
Alternativa D – A instituição de imposto extraordinário não exige lei 
complementar. 
Alternativa E – Decadência e prescrição são temas inerentes às 
normas gerais, por isso há previsão expressa para serem veiculados 
em lei complementar (art. 146, III, b, da CF/88). 
Gabarito: D. 
 
 
Questão 23 – (ESAF) TRF/2002.2 
 
Verifique os quadros abaixo e relacione cada uma das alíneas do primeiro 
quadro com uma das alternativas do segundo e assinale a opção correta. 
 
V. Imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou 
direitos. 
W. Imposto sobre a propriedade de veículos automotores nos Territórios Federais. 
X. Imposto não previsto no art. 153 da Constituição Federal, criado por Lei 
Complementar. 
Y. Taxa em razão do exercício do poder de polícia. 
Z. Imposto sobre transmissão inter vivos, por ato oneroso, de bens imóveis. 
 
1. Tributo da competência privativa da União. 
2. Tributo da competência privativa dos Municípios. 
3. Tributo da competência comum. 
4. Tributo da competência residual da União. 
5. Tributo da competência privativa dos Estados e do Distrito Federal. 
 
a) V1 W3 X5 Y2 Z4 
b) V5 W1 X4 Y3 Z2 
c) V2 W4 X3 Y1 Z5 
d) V3 W5 X2 Y4 Z1 
e) V4 W2 X1 Y5 Z3 
 
Comentários 
Esta questão trata dos tipos de competência que surgiram em função 
de uma classificação doutrinária. Façamos uma revisão sobre estas 
espécies de competência. 
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previstos no texto constitucional. Em situações excepcionais, 
entretanto, ocorre o acúmulo de competência para instituir impostos 
que, originariamente, não pertencia àquele ente. São as seguintes as 
situações: 
União e impostos nos territórios federais – Os territórios não são 
Estados. Constituem, simplesmente, unidades administrativas, não 
possuindo competência tributária. Assim, cabe à União a competência 
para instituir os impostos estaduais nos limites geográficos do 
território federal. Caso este território não seja dividido em 
municípios, caberá também à União a instituição de impostos 
municipais. Se, porém, o território já for dividido em municípios, cada 
município manterá a sua autonomia política e, por conseguinte, será 
competente para instituir seus próprios impostos. 
Distrito Federal e impostos municipais – De acordo com o art. 
32, da CF/88, o Distrito Federal não pode ser dividido em municípios. 
Por isso, o mesmo artigo, em seu §1º, determina que ao DF são 
atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e 
Municípios. Dessa forma, acumula a competência para instituir os 
impostos estaduais e municipais. 
Competência RESIDUAL Compreende a faculdade conferida à União 
para instituir impostos novos, além daqueles já discriminados (II, IE, 
IPI, IOF, IR, ITR e IGF). Esta competência tem previsão no art. 154, 
I, da CF/88. 
No entanto, para instituir novos impostos com fundamento na sua 
competência residual, a União deve observar alguns requisitos 
previstos no próprio art. 154, I: 
“Art. 154. A União poderá instituir: 
I - mediante lei complementar, impostos não previstos no 
artigo anterior, desde que sejam não-cumulativos e não 
tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos 
discriminados nesta Constituição;” 
 
SOMENTE PODERÁ SER INSTITUÍDO MEDIANTE LEI COMPLEMENTAR 
 
DEVERÁ SER NÃO-CUMULATIVO 
 
INOVAÇÃO NO FATO GERADOR E BASE DE CÁLCULO 
Existe ainda a possibilidade de a União exercer sua competência 
residual para instituir novas contribuições sociais. Trata-se da 
previsão contida no art. 195, §4º, da CF/88, que segue as mesmas 
exigências do art. 154, I. 
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• Ao definir os impostos de competência de cada ente federado, a 
Constituição Federal adota como critério diferenciador desta espécie 
tributária a denominação que lhe é dada? 
• A outorga de competência, pelo critério da base econômica, implica, por 
si só, uma limitação da respectiva competência? 
a) Sim, não, sim. 
b) Sim, sim, não. 
c) Sim, sim, sim. 
d) Não, sim, sim. 
e) Não, não, sim. 
 
 
ENTENDIMENTO QUE DEVE SER GUARDADO 
 
“A Constituição de 1988, consagrando o critério adotado 
desde a EC 18/65, divide o poder fiscal, no que diz respeito 
aos impostos, com atenção às suas bases econômicas, 
utilizando-se, pois, de critério pré-jurídico. Ou seja, não se 
refere aos impostos pela sua denominação ou pelo seu objeto 
jurídico, mas pelo fato econômico sobre o qual devem recair. 
Com isso, tem-se maior segurança no sentido de que não 
haja invasões de competência. 
(...) 
A outorga de competência, pelo critério da base econômica, 
implica, por si só, uma limitação da respectiva competência. 
(...) 
A base econômica dada à tributação condiciona os diversos 
aspectos da norma tributária impositiva, que não pode 
extrapolá-la, seja ao definir a hipótese de incidência do 
tributo, seja ao definir a base de cálculo ou, ainda, o 
contribuinte.” (PAULSEN, Leandro. Direito Tributário: Constituição e 
Código Tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. 12ª ed. Livraria do 
Advogado, 2010, p. 20/21) 
Gabarito: A. 
 
 
Questão 25 – (FCC) Agente Fiscal de Rendas – SEFAZ SP/2009 
 
Em relação à competência tributária, cabe 
a) à União instituir impostos sobre: I) importação de produtos estrangeiros; 
II) propriedade territorial rural; III) doação de quaisquer bens e direitos. 
b) aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: I) transmissão 
causa mortis; II) operações relativas à circulação de mercadorias e sobre 
prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de 
comunicação; III) propriedade de veículos de qualquer natureza. 
c) aos Municípios instituir impostos sobre: I) propriedade territorial urbana 
e rural; II) serviços de qualquer natureza não compreendidos na 
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impostos municipais, com fundamento na sua competência 
cumulativa. 
Gabarito: E. 
 
 
Questão 26 – (FCC) Procurador – TCE AL/2008 
 
São tributos de competência da União, EXCETO a contribuição 
a) de melhoria. 
b) social para a seguridade social. 
c) para o custeio do serviço de energia elétrica. 
d) de intervenção no domínio econômico. 
e) de interesse de categorias profissionais. 
 
Comentários 
Além de taxas e contribuição de melhoria, que são da competência 
comum, a União é competente para instituir os impostos previstos no 
art. 153 da Constituição Federal, impostos residuais e imposto 
extraordinário de guerra, bem como as contribuições previstas no art. 
149 da Carta Magna. 
Alternativa A – Correta. A contribuição de melhoria é tributo da 
competência comum, prevista no art. 145, III, da CF/88. 
Alternativa B – Correta. Trata-se de contribuição prevista no art. 
149 e discriminada no art. 195 da CF. 
Alternativa C – Errada. A COSIP é tributo de competência Municipal, 
prevista no art. 149-A da Constituição Federal. 
Alternativa D – Correta. As CIDE são da competência exclusiva da 
União, conforme art. 149 da CF/88. 
Alternativa E – Correta. Também é contribuiçãoprevista no art. 149 
da CF. 
Gabarito: C. 
 
 
Questão 27 – (FCC) Analista Legislativo – Câmara/2007 
 
O Distrito Federal tem competência para instituir, dentre outros, 
impostos sobre 
a) transmissão "causa mortis" e doação de quaisquer bens ou direitos, 
propriedade de veículos automotores, operações relativas à circulação de 
mercadorias e serviços, propriedade predial e territorial urbana e serviços 
de qualquer natureza. 
b) operações de crédito, câmbio e seguro e relativas a títulos ou valores 
mobiliários, propriedade predial e territorial urbana, serviços de qualquer 
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natureza, operações relativas à circulação de mercadorias e serviços, 
propriedade predial e territorial urbana e propriedade de veículos 
automotores. 
c) operações relativas à circulação de mercadorias e serviços, propriedade 
territorial urbana, produtos industrializados, serviços de qualquer natureza 
e propriedade predial e territorial urbana. 
d) transmissão "causa mortis" e doação de quaisquer bens ou direitos, 
propriedade de veículos automotores, serviços de qualquer natureza, 
operações de crédito, câmbio e seguro e relativas a títulos ou valores 
mobiliários e propriedade predial e territorial urbana. 
e) operações relativas à circulação de mercadorias e serviços, propriedade 
predial e territorial urbana, serviços de qualquer natureza, operações de 
crédito, câmbio e seguro e relativas a títulos ou valores mobiliários e 
propriedade predial e territorial urbana. 
 
Comentários 
Estabelece o art. 32 da Constituição Federal: 
“Art. 32. O Distrito Federal, vedada sua divisão em 
Municípios, reger-se-á por lei orgânica, votada em dois 
turnos com interstício mínimo de dez dias, e aprovada por 
dois terços da Câmara Legislativa, que a promulgará, 
atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição.” 
O mesmo artigo, em seu §1º, determina que ao DF são atribuídas as 
competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios. 
Dessa forma, o DF acumula a competência para instituir os impostos 
estaduais e municipais. 
Devemos observar, então, que em relação aos impostos, o Distrito 
Federal apenas não pode instituir aqueles reservados à União. Logo, a 
questão se responde assinalando como erradas as alternativas que 
trazem qualquer imposto da União. 
Alternativa A – Correta. O DF detém a competência para a 
instituição de todos esses impostos. 
Alternativa B – Errada. O imposto sobre operações de crédito, 
câmbio e seguro e relativas a títulos ou valores mobiliários (IOF) é de 
competência da União. 
Alternativa C – Errada. O imposto sobre produtos industrializados 
(IPI) é de competência da União. 
Alternativa D – Errada. O IOF é de competência da União. 
Alternativa E – Errada. O IOF é de competência da União. 
Gabarito: A. 
 
 
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Questão 28 – (FCC) Técnico de Controle Externo – TCE MG/2007 
 
O Estado-membro tem competência tributária para instituir 
contribuição 
a) de intervenção no domínio econômico. 
b) a ser cobrada de seus servidores, para o custeio em benefício destes, do 
regime previdenciário próprio. 
c) para o custeio do serviço de iluminação pública. 
d) de interesse das categorias profissionais ou econômicas. 
e) para o financiamento da assistência social. 
Comentários 
A competência para a instituição das contribuições está prevista no 
art. 149 da Constituição Federal: 
“Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir 
contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e 
de interesse das categorias profissionais ou econômicas, 
como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, 
observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem 
prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às 
contribuições a que alude o dispositivo.” 
Esta é a regra geral, segundo a qual a competência para instituir 
contribuições é exclusiva da União. Ocorre que a própria Constituição 
prevê duas exceções: uma direcionada aos Estados e DF (§1º, art. 
194) e outra aos Municípios (art. 149-A). 
A questão versa sobre a competência estadual para instituir 
contribuições. Logo, há que se observar a exceção prevista no art. 
149, §1º: 
“§ 1º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão 
contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio, em 
benefício destes, do regime previdenciário de que trata o art. 
40, cuja alíquota não será inferior à da contribuição dos 
servidores titulares de cargos efetivos da União. (Redação da 
EC 41/2003)” 
Gabarito: B. 
 
 
Questão 29 – (FCC) Técnico de Controle Externo – TCE MG/2007 
 
A Constituição Federal atribui exclusivamente à União a 
competência para criar 
a) contribuição social, contribuição de melhoria e impostos sobre serviços 
de qualquer natureza. 
b) contribuição de melhoria, contribuição previdenciária e contribuição para 
o custeio do serviço de iluminação pública. 
c) impostos, taxas e contribuição de melhoria. 
d) contribuições de melhoria e parafiscais, empréstimo compulsório e taxas. 
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e) empréstimo compulsório, contribuição de intervenção no domínio 
econômico e contribuição de interesse das categorias profissionais ou 
econômicas. 
 
Comentários 
Além de taxas e contribuição de melhoria, que são da competência 
comum, a União é competente para instituir os impostos previstos no 
art. 153 da Constituição Federal, impostos residuais e imposto 
extraordinário de guerra, bem como as contribuições previstas no art. 
149 da Carta Magna. 
Alternativa A – Errada. A contribuição de melhoria é da competência 
comum, prevista no art. 145, III, da CF. Já o ISS é de competência 
dos Municípios. 
Alternativa B – Errada. A contribuição de melhoria é da competência 
comum. A contribuição previdenciária cobrada dos servidores públicos 
de regime próprio pode ser instituída por todos os entes, conforme 
exceção prevista no art. 149, §1º, da CF. A COSIP é de competência 
dos Municípios. 
Alternativa C – Errada. Apesar de a União ser competente para 
instituir estes tributos, a questão pede aqueles que são de 
competência exclusiva da União. 
Alternativa D – Errada. A contribuição de melhoria e as taxas são da 
competência comum. 
Alternativa E – Correta. Todas são de competência exclusiva da 
União, previstas no art. 149 da Constituição Federal. 
Gabarito: E. 
 
 
Questão 30 – (FCC) Auditor Fiscal Municipal – São Paulo/2007 
 
São tributos de competência municipal: 
a) imposto sobre a transmissão causa mortis de bens imóveis, imposto 
sobre a prestação de serviço de comunicação e imposto sobre a propriedade 
territorial rural. 
b) imposto sobre a transmissão causa mortis de bens imóveis, imposto 
sobre a transmissão onerosa, inter vivos, de bens imóveis e imposto sobre 
a propriedade predial urbana. 
c) imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana, imposto sobre a 
transmissão onerosa, inter vivos, de bens imóveis e imposto sobre a 
propriedade territorial rural. 
d) imposto sobre a propriedade territorial urbana, imposto sobre a 
transmissão onerosa, inter vivos, de bens imóveis e imposto sobre a 
prestação de serviço de comunicação. 
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e) imposto sobre a propriedade territorial urbana, imposto sobre serviços 
de qualquer natureza, definidos em lei complementar e não-compreendidos 
na tributação do ICMS, e imposto sobre a transmissão onerosa, inter vivos, 
de bens imóveis. 
 
Comentários 
Além das taxas e contribuições de melhoria, que pertencem à 
competência comum de todos os entes federados, os Municípios 
podem instituir a contribuição para o custeio do serviço de iluminação 
pública e a contribuição previdenciária dos servidores sujeitos ao 
regime próprio, bem como os impostos previstos no art. 156, da CF: 
“Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: 
I - propriedade predial e territorial urbana; 
II - transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato 
oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e 
de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem 
como cessão de direitos a sua aquisição; 
III - serviços de qualquer natureza, não compreendidos no 
art. 155, II, definidos em lei complementar.” 
Alternativa A – Errada. O imposto sobre transmissão causa mortis é 
de competência dos Estados. O ITR é de competência da União. 
Alternativa B - O imposto sobre transmissão causa mortis é de 
competência dos Estados. 
Alternativa C – Errada. O ITR é de competência da União. 
Alternativa D – Errada. O imposto que incide sobre o serviço de 
comunicação é O ICMS, de competência estadual, e não o ISS. 
Alternativa E – Correta. Todos os impostos descritos são de 
competência municipal, previstos no art. 156 da Constituição Federal. 
Gabarito: E. 
 
 
Questão 31 – (FCC) Procurador – TCE CE/2006 
 
O Estado do Ceará tem competência tributária para instituição de 
a) IPTU, ICMS e IPVA. 
b) ITCMD, ICMS e contribuição de melhoria. 
c) ITBI, ITCMD e ISS. 
d) taxas, contribuição de melhoria e imposto residual. 
e) empréstimo compulsório, IPVA e taxas. 
 
 
 
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Comentários 
Além das taxas e contribuições de melhoria, que pertencem à 
competência comum de todos os entes federados, os Estados podem 
instituir a contribuição previdenciária dos servidores sujeitos ao 
regime próprio, bem como os impostos previstos no art. 155, da CF: 
“Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir 
impostos sobre: 
I - transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou 
direitos; 
II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre 
prestações de serviços de transporte interestadual e 
intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e 
as prestações se iniciem no exterior; 
III - propriedade de veículos automotores.” 
Alternativa A – Errada. O IPTU é de competência municipal. 
Alternativa B – Correta. Todos esses tributos podem ser instituídos 
pelo Estado do Ceará. 
Alternativa C – Errada. O ITBI e o ISS são da competência dos 
Municípios. 
Alternativa D – Errada. Imposto residual é de competência da 
União. 
Alternativa E – Errada. Empréstimo compulsório é de competência 
exclusiva da União. 
Gabarito: B. 
 
 
Questão 32 – (FCC) Auditor – TCE PB/2006 
 
A competência residual tributária é exercida 
a) pela União e Estados, que podem instituir impostos e taxas, que não 
sejam cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios 
dos discriminados na Constituição Federal. 
b) pelos Municípios, que podem criar tributos de seu peculiar interesse, 
observando os princípios constitucionais da anterioridade e da 
irretroatividade. 
c) pelos Estados, que podem instituir contribuições que não tenham fato 
gerador e base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição 
Federal. 
d) pela União, que, através de lei complementar, pode instituir impostos 
que não sejam cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo 
próprios dos discriminados na Constituição Federal. 
e) pelos Estados e Distrito Federal, que podem instituir impostos e 
contribuições sociais, que não sejam cumulativos e não tenham fato 
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gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição 
Federal. 
 
Comentários 
A competência residual é conferida pela Constituição à União para 
instituição de impostos (art. 154, I) ou contribuições sociais (art. 
195, §4º). 
A principal característica é o próprio detentor da competência: a 
União. Apenas ela é competente para instituir impostos e 
contribuições residuais. Por isso, é muito comum se ver a expressão 
“competência residual da União”. 
Sabendo desta característica, a questão se resolve facilmente, 
eliminando as alternativas que a atribuem a Estados e Municípios. 
Porém, é importante observar que a União, ao fazer uso da sua 
competência residual, deverá obedecer às limitações impostas pela 
própria Constituição: 
 
SOMENTE PODERÁ SER INSTITUÍDO MEDIANTE LEI COMPLEMENTAR 
 
DEVERÁ SER NÃO-CUMULATIVO 
 
INOVAÇÃO NO FATO GERADOR E BASE DE CÁLCULO 
 
Gabarito: D. 
 
 
Questão 33 – (FCC) Auditor Tributário – Jaboatão PE/2006 
 
Sobre discriminação de competências tributárias, é correto afirmar 
que 
a) a União pode invadir as competências tributárias dos entes políticos, 
para instituir impostos cumulativos, com fato gerador e base de cálculo já 
relacionados na Constituição Federal no exercício da competência residual. 
b) os Estados-membros podem conceder parcelamento, isenções e anistia 
de tributos municipais. 
c) a União poderá instituir impostos extraordinários, compreendidos ou não 
em sua competência tributária, na iminência ou no caso de guerra externa. 
d) a União e os Estados-membros podem instituir contribuição de 
intervenção no domínio econômico. 
e) a União pode conceder isenções de caráter geral, em relação aos tributos 
municipais, distritais e estaduais. 
 
 
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Comentários 
Alternativa A – Errada. Sabemos que os impostos, por 
representarem uma exação que independente de qualquer atividade 
estatal, necessitam da definição rigorosa das competências, a fim de 
resguardar os contribuintes da criação desenfreada pelos entes 
políticos. 
Nesse sentido, a Constituição Federal delimita expressamente a 
competência de cada ente para a instituição dos seus impostos. 
Contudo, no caso específico da União, conferiu a competência 
residual para a instituição de outros impostos não previstos no texto 
constitucional. Há que observar, entretanto, que essa prerrogativa 
não representa total discricionariedade, eis que sujeita a alguns 
requisitos, a saber: a não-cumulatividade, a inovação no fato gerador 
e na base de cálculo e a exigência de lei complementar. 
Alternativa B – Errada. Disciplina o art. 151, III, da CF/88 que é 
vedado à União instituir isenções de tributos da competência dos 
Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Apesar de fazer 
menção expressa apenas à União, é pacífico o entendimento de que a 
determinação é aplicável também aos Estados. Isso porque a 
competência tributária, como estudamos, consiste na capacidade 
legislativa plena. Logo, o ente competente para instituir determinado 
tributo também o é para conceder isenções e regulamentar todas as 
suas peculiaridades. Nesse sentido, decisão recente do STF: 
“O Município é ente federado detentor de autonomia 
tributária, com competência legislativa plena tanto para a 
instituição do tributo,observado o art. 150, I, da 
Constituição, como para eventuais desonerações, nos termos 
do art. 150, § 6º, da Constituição. As normas comuns a todas 
as esferas restringem-se aos princípios constitucionais 
tributários, às limitações ao poder de tributar e às normas 
gerais de direito tributário estabelecidas por lei 
complementar. A Lei 4.468/1984 do Estado de São Paulo – 
que autoriza a não inscrição em dívida ativa e o não 
ajuizamento de débitos de pequeno valor – não pode ser 
aplicada a Município, não servindo de fundamento para a 
extinção das execuções fiscais que promova, sob pena de 
violação à sua competência tributária. Não é dado aos entes 
políticos valerem-se de sanções políticas contra os 
contribuintes inadimplentes, cabendo-lhes, isso sim, proceder 
ao lançamento, inscrição e cobrança judicial de seus créditos, 
de modo que o interesse processual para o ajuizamento de 
execução está presente. Negar ao Município a possibilidade 
de executar seus créditos de pequeno valor sob o 
fundamento da falta de interesse econômico viola o direito de 
acesso à Justiça.” (RE 591.033, Rel. Min. Ellen Gracie, julgamento 
em 17 11 2010, Plenário, DJE de 25 2 2011, com repercussão geral.) No 
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mesmo sentido: RE 672.785, Rel. Min. Cármen Lúcia, decisão 
monocrática, julgamento em 24 4 2012, DJE de 4 5 2012. 
Alternativa C – Correta. Esta é a competência prevista no art. 154, 
II, da Constituição. 
Alternativa D – Errada. A competência para instituição de 
contribuições de intervenção no domínio econômico é exclusiva da 
União, prevista no art. 149 da CF. 
Alternativa E – Errada. A regra do art. 151, III, da CF, é de que é 
vedado à União a concessão de isenções de tributos de competência 
dos demais entes (isenção heterônoma). Cabe aqui, porém, uma 
observação importante: a vedação é aplicável à União, mas não se 
aplica à República Federativa do Brasil. Vejamos o entendimento do 
STF: 
“A cláusula de vedação inscrita no art. 151, inciso III, da 
Constituição – que proíbe a concessão de isenções tributárias 
heterônomas – é inoponível ao Estado Federal brasileiro (vale 
dizer, à República Federativa do Brasil), incidindo, 
unicamente, no plano das relações institucionais domésticas 
que se estabelecem entre as pessoas políticas de direito 
público interno (...). Nada impede, portanto, que o Estado 
Federal brasileiro celebre tratados internacionais que 
veiculem cláusulas de exoneração tributária em matéria de 
tributos locais (como o ISS, p. ex.), pois a República 
Federativa do Brasil, ao exercer o seu treaty-making power, 
estará praticando ato legítimo que se inclui na esfera de suas 
prerrogativas como pessoa jurídica de direito internacional 
público, que detém – em face das unidades meramente 
federadas – o monopólio da soberania e da personalidade 
internacional.” (RE 543.943-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, 
julgamento em 30 11 2010, Segunda Turma, DJE de 15 2 2011.) Vide: 
RE 229.096, Rel. p/ o ac. Min. Cármen Lúcia, julgamento em 16 8 2007, 
Plenário, DJE de 11 4 2008. 
Gabarito: C. 
 
 
Questão 34 – (ESAF) Auditor Fiscal - PB/2006 
 
A Constituição Federal relaciona os impostos que podem ser criados 
pelos entes políticos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) 
e atribui competência residual tributária 
a) à União para criar, através de lei complementar, novos impostos, desde 
que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo 
próprios dos discriminados na Constituição Federal. 
b) ao Distrito Federal para criar, através de lei ordinária, novos impostos, 
desde que sejam não-cumulativos e não tenham hipótese de incidência e 
fato imponível próprios dos discriminados na Constituição Federal. 
c) aos Estados, para os quais estão reservadas as competências que não 
sejam vedadas pela Constituição Federal. 
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d) aos Municípios, para criar, através de lei, novos impostos, desde que 
sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo 
próprios dos discriminados na Constituição Federal. 
e) aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para criarem, através 
de lei, novos impostos, desde que sejam não-cumulativos e não tenham 
fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição 
Federal. 
 
Comentários 
Alternativa A – Correta. A alternativa reproduz o disposto no art. 
154, I, da Constituição. 
Alternativa B – Errada. A competência é da União. Além disso, 
somente por meio de lei complementar pode exercê-la. 
Alternativa C – Errada. Esta questão aponta um entendimento 
interessante, que veremos na questão 36. Veremos, na ocasião, que 
alguns defendem a competência residual dos Estados, mas apenas 
para as taxas. Quanto aos impostos, não há que se falar em ente 
diverso da União. 
Alternativa D - Errada. A competência é da União. 
Alternativa E - Errada. A competência é da União. Além disso, 
somente por meio de lei complementar pode exercê-la. 
Gabarito: A. 
 
 
Questão 35 – (FCC) Agente Fiscal de Rendas – SEFAZ SP/2006 
 
A Constituição Federal atribui à União, aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios competências tributárias privativas, 
vedando que um ente político invada a competência do outro, 
exceto, em relação 
a) à União que, no exercício de sua competência residual, poderá invadir as 
competências tributárias dos entes políticos, para instituir impostos 
cumulativos, com fato gerador e base de cálculo já relacionados na 
Constituição Federal. 
b) aos Estados-membros, que podem conceder moratória de caráter geral, 
em relação aos tributos municipais. 
c) à União que, na iminência ou no caso de guerra externa, poderá instituir 
impostos extraordinários, compreendidos ou não em sua competência 
tributária. 
d) à União, que pode instituir isenções de tributos da competência dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 
e) aos Estados-membros, que podem conceder parcelamento, isenções e 
anistia de tributos municipais. 
 
 
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Comentários 
Alternativa A – Errada. A União, ao fazer uso da sua competência 
residual para instituir novos impostos, deve inovar em relação ao fato 
gerador e base de cálculo. 
Alternativa B – Errada. O ente competente para instituir 
determinado tributo também o é para conceder moratória e 
regulamentar todas as suas peculiaridades. O Estado não poderia 
invadir a competência do Município por ofensa ao pacto federativo e a 
consequente autonomia municipal. 
Alternativa C – Correta. Esta é a previsão do art. 154, II, da 
Constituição Federal. 
Alternativa D - Errada. Disciplina o art. 151, III, da CF/88 que é 
vedado à União instituir isenções de tributos da competência dos 
Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. 
Alternativa E - Errada. O ente competente para instituir 
determinado tributo também o é para conceder parcelamentos, 
isenções e anistia. O Estado não poderia invadir a competência do 
Município por ofensa ao pacto federativo e a consequente autonomia 
municipal. 
Gabarito: C. 
 
 
Questão 36 – (ESAF) AFTE – PA/2002 
 
A Constituição Federal atribui a denominada competência residual 
ou remanescente, quanto aos impostos ______1______, e, no que 
se refere às taxas e às contribuições de melhoria, 
_______2_______. 
a) 1 aos Estados-membros, 2 à União 
b) 1 à União,2 aos Municípios 
c) 1 ao Distrito Federal, 2 aos Estados-membros 
d) 1 à União, 2 aos Estados-membros 
e) 1 aos Estados-membros, 2 aos Municípios 
 
Comentários 
Questão que gerou muita discussão na época do concurso. A ESAF, à 
época inovou nesse entendimento. Hoje, devido a esta questão, já há 
aceitação mais pacifica quanto a esta posição adotada pela banca. 
A CF/88, em seu art. 154, I, prevê a competência residual da União 
para criar impostos. Os Estados-membros não são dotados desta 
competência. Já no art. 195, §4º, a CF prevê a competência residual 
para a União instituir novas contribuições sociais. Os Estados-
membros também não possuem esta competência. 
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Quanto às taxas e contribuições de melhoria, a CF/88 não prevê 
competência residual para nenhum ente. Isso porque as taxas e 
contribuições de melhoria estão contidas na competência comum a 
todos os entes. União, Estados, DF e Municípios são competentes 
para instituir taxas e contribuições de melhoria, desde que prestem 
serviço público específico e divisível, exerçam o poder de polícia ou 
executem a obra pública, conforme o caso, sendo competente para 
instituí-los aquele ente que desenvolver tais atividades. 
Ocorre que a Constituição, em seu art. 21, elenca as atividades 
(serviços) que competem à União. Em seu art. 30, dispõe sobre a 
competência dos Municípios. Mas não lista, de forma expressa, o que 
cabe aos Estados. Por isso, no art. 25, §1º, a Constituição Federal 
dispõe que são reservadas aos Estados as competências que não lhe 
sejam vedadas por esta Constituição. É o que se costuma chamar de 
competência residual para prestar os serviços que não sejam 
privativos da União nem dos Municípios. 
Assim, a ESAF entendeu que, podendo os Estados-membros executar 
os serviços não previstos expressamente na CF e não privativos da 
União e dos Municípios, também pode instituir taxas por estes 
serviços ou contribuições de melhoria pelas obras executadas. 
Gabarito: D. 
 
 
Questão 37 – (ESAF) Analista - SUSEP/2010 
 
A Constituição Federal, em seu art. 154, inciso I, prevê a criação de 
impostos que não os previstos no art. 153 (que enumera aqueles de 
competência da União). Sobre esta competência, usualmente 
denominada na doutrina “competência residual”, é incorreto 
afirmar-se que: 
a) o exercício da competência residual é reservado ao legislador ordinário, e 
não ao constituinte derivado. 
b) consoante entendimento firmado no âmbito do Supremo Tribunal 
Federal, a não-cumulatividade e o não bis-in-idem não precisam ser 
observados quando da criação de um novo imposto por meio de emenda 
constitucional. 
c) a exigência de lei complementar é inafastável e, diferentemente do que 
ocorre para os impostos discriminados, que têm apenas os seus fatos 
geradores, bases de cálculo e contribuintes previstos em lei complementar, 
no caso da instituição de novo imposto pela União, no exercício de sua 
competência residual, exige-se que também a alíquota seja prevista em lei 
complementar. 
d) admite-se, excepcionalmente, a instituição de novos impostos, no 
exercício da competência residual, por meio de medida provisória. 
e) a criação de novo imposto, no exercício da competência residual, fica 
sujeita ao princípio da anterioridade. 
 
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Comentários 
Questão bastante interessante da ESAF. 
O STF decidiu a respeito do tema competência residual no julgamento 
da ADIN 939/DF, quando apreciou o extinto IPMF. Eis o voto do Min. 
Carlos Velloso: “... a técnica da competência residual da União é para 
o legislador ordinário e não para o constituinte derivado.” (do voto do Min. 
Carlos Velloso no julgamento da ADIn 939/DF, RTJ 151/286, em que se discutiu o IPMF). 
Percebe-se, então, que o entendimento da Corte Suprema é no 
sentido de que as exigências previstas no art. 154, I, da CF/88 para a 
instituição de novos impostos mediante lei complementar (não-
cumulatividade e inovação no fato gerador e base de cálculo) se 
aplicam ao legislador ordinário, ou seja, na elaboração de normas 
infraconstitucionais, entre as quais se enquadram as leis ordinárias e 
complementares. 
Alternativa A – Correta. No julgamento da ADIN 939/DF, como 
vimos, o STF defendeu o entendimento de que a técnica da 
competência residual da União é para o legislador ordinário e não 
para o constituinte derivado. 
Alternativa B – O bis in idem ocorre quando o mesmo ente 
tributante institui tributos diferentes diante do mesmo fato gerador. 
Consoante o entendimento firmado pelo STF, visto na alternativa 
anterior, pode-se inferir que as exigências previstas na Constituição 
(art. 154, I) para o exercício da competência residual se aplicam 
apenas ao legislador ordinário. Dentre essas exigências, encontram-
se a não-cumulatividade e o não bis in idem (“não tenham fato 
gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta 
Constituição”). A alternativa está correta. 
Não obstante, uma importante ressalva deve ser feita. A alternativa 
diz que “a não-cumulatividade e o não bis-in-idem não precisam ser 
observados quando da criação de um novo imposto por meio de 
emenda constitucional”. Entretanto, há uma inconsistência no 
enunciado, eis que a Constituição (ou Emenda Constitucional) 
não cria tributos, apenas delimita a competência para que 
cada ente a exerça por meio de suas próprias leis. O correto 
seria dizer: “quando da previsão para criação de um novo 
imposto por meio de emenda constitucional”. De qualquer forma, 
não prejudica a questão. 
GUARDE BEM: A Constituição Federal não cria tributos. 
Alternativa C – Item bastante interessante. Uma das exigências 
previstas no art. 154, I, da CF/88 é a edição de lei complementar 
para instituição de novos impostos. O que a assertiva diz não é que 
deve ocorrer inovação na alíquota. Ou seja, não há exigência de que 
a alíquota seja diferente dos demais impostos. Seria absurdo 
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imaginar que um imposto novo instituído com base no art. 154, I, 
não pudesse ter alíquota de 5% (por já ser adotada pelo ISS) ou 
17% (por corresponder à alíquota interna do ICMS). O que a 
assertiva diz é que, como o imposto deve ser instituído mediante lei 
complementar, a alíquota desse imposto deve constar nessa lei, eis 
que a lei instituidora de tributo deve prever todos os seus elementos, 
a saber: contribuintes (sujeito passivo), fato gerador, base de cálculo 
e alíquotas. Item CORRETO. 
Alternativa D – Assertiva ERRADA. A instituição de impostos no 
exercício da competência residual da União deve ser feita, 
obrigatoriamente, mediante lei complementar (CF, art.154, I). 
Alternativa E – Item correto. A CF/88 não faz ressalva à aplicação 
do princípio da anterioridade aos impostos instituídos no exercício da 
competência residual da União. 
Gabarito: D. 
 
 
Questão 38 – (FCC) Procurador – TCM BA/2011 
 
Comparada com a norma de Direito Penal, verifica-se que a norma 
tributária é mais rígida. No Direito Penal, o nullum crimen nulla poena sini 
lege exige que o delito seja típico, decorra de uma previsão legal precisa, 
mas se permite ao juiz, ao sentenciar, a dosimetria da pena, com relativa 
liberdade, assim como diminuir ou afrouxar a pena a posteriori. No Direito 
Tributário, além de se exigir seja o fato gerador tipificado, o dever de pagar 
o tributo tambémdeve sê-lo em todos os seus elementos, pois aqui 
importantes são tanto a previsão do tributo quanto o seu pagamento, 
baseado em fórmulas de quantificação da prestação devida, e que a 
sociedade exige devam ser rígidas e intratáveis. (Sacha Calmon Navarro 
Coelho. Curso de direito tributário brasileiro. 9.ed. Rio de Janeiro: Forense, 
2006, p. 220). O texto acima está se referindo ao princípio explícito 
da 
a) legalidade. 
b) irretroatividade da lei tributária. 
c) anterioridade da lei tributária. 
d) segurança jurídica. 
e) igualdade. 
 
Comentários 
A Constituição Federal, no art. 150, incisos I a V, estabelece os 
princípios constitucionais tributários, que dão contorno a toda a 
legislação tributária e são de observância obrigatória por todos os 
entes. São eles: 
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LEGALIDADE – Segundo o qual é vedado à União, aos Estados, ao 
DF e aos Municípios exigir ou aumentar tributo sem lei que o 
estabeleça. 
ISONOMIA – Segundo o qual é vedado à União, aos Estados, ao DF 
e aos Municípios instituir tratamento desigual entre contribuintes 
que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer 
distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles 
exercida, independentemente da denominação jurídica dos 
rendimentos, títulos ou direitos. 
IRRETROATIVIDADE – De acordo com esse princípio, é vedado à 
União, aos Estados, ao DF e aos Municípios cobrar tributos em 
relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei 
que os houver instituído ou aumentado. 
ANTERIORIDADE – Segundo o qual é vedado à União, aos Estados, 
ao DF e aos Municípios cobrar tributos no mesmo exercício 
financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou 
aumentou. 
ANTERIORIDADE NONAGESIMAL - Segundo o qual é vedado à União, 
aos Estados, os DF e aos Municípios cobrar tributos antes de 
decorridos 90 dias da data em que haja sido publicada a lei que os 
instituiu ou aumentou, observado o princípio da anterioridade. 
NÃO CONFISCO – De acordo com este princípio é vedado à União, 
Estados, DF e Municípios utilizar tributos com efeito de confisco. 
NÃO LIMITAÇÃO AO TRÁFEGO – É vedado à União, Estados, DF e 
Municípios estabelecer limitação ao tráfego de pessoas ou bens, por 
meio de tributos interestaduais ou intermunicipais, ressalvada a 
cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo poder 
público. 
UNIFORMIDADE GEOGRÁFICA – De acordo com este princípio, é 
vedado à União instituir tributo que não seja uniforme em todo o 
território nacional ou que implique distinção ou preferência em 
relação a Estado, ao Distrito Federal ou a Município, em detrimento 
de outro, admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a 
promover o equilíbrio do desenvolvimento sócio-econômico entre as 
diferentes regiões do país. 
UNIFORMIDADE DA TRIBUTAÇÃO DA RENDA – É vedado à União 
tributar a renda das obrigações da dívida pública dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios, bem como a remuneração e os 
proventos dos respectivos agentes públicos, em níveis superiores aos 
que fixar para suas obrigações e para seus agentes. 
VEDAÇÃO ÀS ISENÇÕES HETERÔNOMAS - A Constituição estabelece 
que é vedado à União instituir isenções de tributos da competência 
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dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Não faz menção à 
aplicação desta vedação aos demais entes. No entanto, por se tratar 
de dispensa legal do tributo, somente pode conceder isenção o 
próprio ente que detém a competência. 
NÃO DISCRIMINAÇÃO PELA PROCEDÊNCIA OU DESTINO – A 
Constituição veda aos Estados, ao Distrito Federal e aos 
Municípios estabelecer diferença tributária entre bens e serviços, de 
qualquer natureza, em razão de sua procedência ou destino. 
Feita esta revisão. Vamos ao que se pede. 
O enunciado da questão, apesar de extenso, é bem simples. Ele faz 
uma comparação entre a lei penal e a lei tributária. 
Ao afirmar que “além de se exigir seja o fato gerador tipificado, o 
dever de pagar o tributo também deve sê-lo em todos os seus 
elementos, pois aqui importantes são tanto a previsão do tributo 
quanto o seu pagamento, baseado em fórmulas de quantificação da 
prestação devida, e que a sociedade exige devam ser rígidas e 
intratáveis”, o enunciado quer dizer que todos os elementos da 
norma tributária impositiva devem estar previstos em lei (tipificados). 
Logo, é do princípio da legalidade que a questão dispõe. 
Gabarito: A. 
 
 
Questão 39 – (FCC) Agente Fiscal de Rendas – SEFAZ SP/2009 
 
Da verificação de que o lançamento é o procedimento administrativo 
destinado a constituir o crédito tributário e que o lançamento 
reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e 
rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada 
ou revogada, é possível identificar o cumprimento do princípio 
constitucional da 
a) irretroatividade tributária. 
b) anterioridade anual. 
c) anterioridade nonagesimal. 
d) isonomia tributária. 
e) capacidade contributiva. 
 
Comentários 
Para responder a esta questão, vamos imaginar uma situação 
hipotética. 
Em 15/10/2010, certo contribuinte promove um ato que configura o 
fato gerador do IPI, época em que a alíquota do imposto aplicável à 
situação era de 15%. Em 20/01/2011, uma lei alterou esta alíquota 
para 20%. 
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Em 15/11/2011, em procedimento fiscal, a Receita Federal encontra 
irregularidades nos recolhimentos efetuados pelo contribuinte e o 
autua. Qual seria a alíquota a ser utilizada? 
O art. 144 do CTN determina que o lançamento reporta-se à data da 
ocorrência do fato gerador. Em outras palavras, quer dizer que, ainda 
que o lançamento seja efetuado na vigência de uma nova lei, é a lei 
que estava em vigor na data da ocorrência do fato gerador. 
No nosso exemplo, a alíquota aplicável seria de 15%. 
Isso significa que a lei nova não pode retroagir (salvo exceções que 
veremos em aulas futuras) para atingir fatos geradores que 
ocorreram sob a vigência de outra lei. 
Logo, o art. 144 do CTN confirma o princípio da irretroatividade 
tributária. 
Gabarito: A. 
 
 
Questão 40 – (FCC) Agente Legislativo – SP/2010 
 
A concessão de isenção de certo tributo para um determinado setor 
produtivo, que esteja passando por dificuldades de mercado, em 
detrimento de outros setores produtivos, 
a) é inconstitucional, por violar o princípio da capacidade contributiva. 
b) pode ser feita pela União relativamente a tributos estaduais, desde que 
também esteja concedendo isenção para um tributo federal. 
c) é ilegal, pois o Código Tributário Nacional só prevê isenção em caráter 
geral. 
d) é inconstitucional, por violar o princípio da uniformidade geográfica. 
e) é constitucional, atendendo, em tese, ao princípio da isonomia. 
 
Comentários 
 
A Constituição Federal proíbe a União, os Estados, o DF e os 
Municípios instituirem tratamento desigual entre contribuintes que se 
encontrem em situação equivalente, vedada qualquer distinção em 
razão de ocupação profissional ou função por eles exercida, 
independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos 
ou direitos. É o famoso princípio da isonomia. 
Devemos perceber que a vedação diz respeito ao tratamento 
diferenciado para contribuintes que estejam nas mesmas condições. 
Isso não impedeque seja conferido um tratamento favorecido para 
se encontra em situação dificultosa. 
A questão se responde com a brilhante lição de Leandro Paulsen: 
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“A diferença de tratamento entre pessoas ou situações é 
absolutamente presente em qualquer ramo do Direito, assim 
como no Direito Tributário. A questão não é a prescrição de 
tratamento diferenciado que, em si mesma, não evidencia 
qualquer vício. Há normas, inclusive, vocacionadas à 
diferenciação, como as normas de isenção, que identificam 
pessoas ou situações que de outro modo estariam 
normalmente sujeitas à imposição tributária e excluem, 
apenas quanto a elas, o respectivo crédito, desonerando-as. 
O problema está, pois, não em saber se há ou não 
tratamento diferenciado, mas em analisar a razão e os 
critérios que orientam a sua instituição. Identifica-se ofensa à 
isonomia apenas quando sejam tratados diversamente 
contribuintes que se encontrem em situação equivalente, 
sem que o tratamento diferenciado esteja alicerçado em 
critério justificável de discriminação ou sem que a 
diferenciação leve ao resultado que a fundamenta.” (PAULSEN, 
Leandro. Direito Tributário: Constituição e Código Tributário à luz da 
doutrina e da jurisprudência. 12ª ed. Livraria do Advogado, 2010, p. 183) 
Pelo acima exposto, temos por resposta a alternativa E. 
 
 
Questão 41 – (FCC) Procurador – Recife/2008 
 
Município do interior pernambucano institui isenção de IPTU para 
pais adotivos. Esta medida é 
a) inconstitucional, por violar o princípio da igualdade, além de não ter o 
critério adotado qualquer relação com os aspectos da hipótese de 
incidência. 
b) constitucional, já que estimula a adoção, tendo cará ter nitidamente 
extrafiscal e social. 
c) ilegal, por violar dispositivo constante do Código Civil que veda 
discriminação entre filhos adotivos e biológicos. 
d) constitucional, mas ilegal, por não ser da autonomia do Município 
políticas públicas de planejamento familiar, aí incluído o estímulo à adoção. 
e) constitucional, porque a Constituição Federal não veda qualquer 
discriminação decorrente da filiação e legal de acordo com o Código Civil. 
 
Comentários 
Com os comentários da questão anterior poderíamos responder a 
esta questão. 
Porém, ela revela algo interessante na alternativa B. Seria a adoção 
uma prática incentivada pelo Estado, revelando caráter extrafiscal? 
A resposta é não. 
Apesar de louvável a atitude, o caráter extrafiscal se revela quando o 
tributo é instituído, majorado ou diminuído, não levando em 
consideração a arrecadação. 
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Ora, alterar o IPTU em nada influencia na adoção de crianças. E se os 
pais residissem em um imóvel rural? Que influência a medida teria? 
Nenhuma! 
A isenção deve trazer estreita relação entre a diferenciação dos 
contribuintes e o elemento diferenciador escolhido pelo legislador 
para a sua concessão, sob pena de inconstitucionalidade por ofensa 
ao princípio da isonomia. 
A fim de ilustrar esse entendimento, trago uma decisão proferida pelo 
TRF da 4ª Região: 
“A isenção, como causa de exclusão do crédito tributário 
(CTN, art.175, I), é, por sua própria natureza, fator de 
desigualação e discriminação entre pessoas, coisas e 
situações. Nem por isso, entretanto, as isenções são 
inconstitucionais. Inconstitucionalidade haverá se, em 
determinada situação, ficar demonstrado que a desigualdade 
criada não teve em mira o interesse ou a conveniência 
pública na aplicação da regra da capacidade contributiva ou 
no incentivo de determinada atividade de interesse do 
Estado.” (TRF4, 2ª T., EDAMS nº 93.04.16949 6/RS, Juiz Teori Albino 
Zavascki, Nov/94) 
Gabarito: A. 
 
 
Questão 42 – (FCC) Procurador – TCE AL/2008 
 
É exceção ao princípio da uniformidade geográfica a 
a) vedação da União em instituir tributo uniforme em todo o território 
nacional. 
b) concessão, pela União, de incentivos fiscais destinados a promover o 
equilíbrio do desenvolvimento sócio-econômico entre diferentes regiões do 
País. 
c) vedação aos Estados e Distrito Federal de instituir isenções de tributos 
de competência dos Municípios. 
d) concessão, pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, de 
diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão 
da procedência. 
e) vedação de estabelecer limitação ao tráfego de pessoas ou bens, por 
meio de tributos interestaduais ou intermunicipais. 
 
Comentários 
O art. 151, I, da Constituição Federal proíbe a União de instituir 
tributo que não seja uniforme em todo o território nacional ou que 
implique distinção ou preferência em relação a Estado, ao Distrito 
Federal ou a Município, em detrimento de outro. Trata-se do princípio 
da uniformidade geográfica. 
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perspectiva dinâmica diz respeito à movimentação do patrimônio, à 
sua circulação, aquisição ou alienação. 
Alternativa A - A banca adotou uma redação bastante obscura. Não 
se está afirmando que os impostos podem ser confiscatórios. Isso 
seria absurdo, considerando o imperativo constitucional da vedação 
ao confisco. O que a banca quer dizer aqui é que, analisando pela 
perspectiva estática, os impostos sobre o patrimônio podem se tornar 
confiscatórios. A alternativa está correta, já que sob a ótica estática, 
se o tributo for elevado a tal ponto que impeça o direito de 
propriedade será considerado confiscatório. 
Alternativa B – O IPI, apesar de apresentar uma arrecadação 
bastante expressiva, foi criado como um tributo extrafiscal. Os 
tributos extrafiscais, como vimos na aula anterior, tem por objetivo 
principal regular algum setor econômico ou estimular certo 
comportamento nos consumidores. Considerando o caráter 
extrafiscal, admite-se certa flexibilidade para considerar o que é ou 
não-confiscatório. Assim, em se tratando de uma alíquota 
estabelecida com intuito preponderantemente extrafiscal, pode-se 
aceitar que um valor de 150% não seria confiscatório, a depender da 
situação. Correta. 
Alternativa C – Vale reforçar o que foi comentado na alternativa A: 
a redação da ESAF não foi das melhores. Não se está afirmando que 
os impostos podem ser confiscatórios. Isso seria absurdo, 
considerando o imperativo constitucional da vedação ao confisco. O 
que a banca quer dizer aqui é que, analisando pela perspectiva 
dinâmica, os impostos sobre o patrimônio podem se tornar 
confiscatórios. A alternativa está correta, já que sob a ótica dinâmica, 
se o tributo for elevado a tal ponto que impeça a circulação de bens, 
a aquisição ou a alienação será considerado confiscatório. 
Alternativa D – Alternativa correta. A progressividade consiste em 
aplicar alíquotas mais elevadas às maiores bases de cálculo. Assim, 
na medida em que a base tributável se apresenta maior, os 
contribuintes que ali se enquadrarem pagarão o tributo de forma 
mais gravosa. A CF/88 determina que o imposto de renda deve 
atender ao critério da progressividade. No entanto, ao aplicar este 
critério ao IR, a União não o pode fazê-lo de forma confiscatória, ao 
ponto de desestimular o acúmulo de riqueza. Imaginando uma 
situação absurda, suponha que a alíquota do imposto para 
determinada faixa de renda fosse de 90%. Ao chegar naquele limite 
de renda, ninguém iria querer trabalhar mais para aumentar seus 
rendimentos, eis que apenas 10%do acréscimo iria para a sua conta. 
Seria, sem dúvida, confiscatório. 
Alternativa E – Alternativa errada. Num conhecido julgado, o STF 
decidiu a respeito de como deve se avaliar o impacto do efeito 
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um importe que lhe confira característica confiscatória, 
inviabilizando inclusive o recolhimento de futuros tributos.” 
(RE 582.461, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento em 18 5 2011, 
Plenário, DJE de 18 8 2011, com repercussão geral.) 
 
“Imposto de Importação – II. Aumento de alíquota de 4% 
para 14%. Deficiência do quadro probatório. (...) A 
caracterização do efeito confiscatório pressupõe a análise de 
dados concretos e de peculiaridades de cada operação ou 
situação, tomando-se em conta custos, carga tributária 
global, margens de lucro e condições pontuais do mercado e 
de conjuntura social e econômica (...). O isolado aumento da 
alíquota do tributo é insuficiente para comprovar a absorção 
total ou demasiada do produto econômico da atividade 
privada, de modo a torná-la inviável ou excessivamente 
onerosa.” (RE 448.432-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgamento 
em 20 4 2010, Segunda Turma, DJE de 28 5 2010.) 
Gabarito: A. 
 
 
Questão 45 – (FCC) Agente Legislativo - SP/2010 
 
Submete-se integralmente aos princípios da legalidade, 
anterioridade anual e anterioridade nonagesimal o imposto sobre 
a) os produtos industrializados. 
b) a renda e proventos de qualquer natureza. 
c) a transmissão de bens causa mortis e doação. 
d) a propriedade de veículos automotores. 
e) a propriedade territorial urbana. 
 
Comentários 
A CF/88 estabelece em seu art. 150, I, o princípio da legalidade 
tributária, segundo o qual é vedado à União, aos Estados, ao DF e 
aos Municípios exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça. 
Ocorre que, em seu art. 153, §1º, a Constituição prevê exceções à 
aplicação do princípio da legalidade, ao definir que é facultado ao 
Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos 
em lei, alterar as alíquotas do imposto de importação, imposto de 
exportação, IPI e IOF. 
Além disso, há previsão no art. 155, §4º, IV, para que as alíquotas do 
ICMS monofásico sobre combustíveis sejam definidas mediante 
deliberação dos Estados e Distrito Federal. Uma última possibilidade 
de exceção à legalidade é a redução e o restabelecimento das 
alíquotas da CIDE-Combustíveis, nos termos do art. 177, §1º, I, b, da 
CF/88. 
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Comentários 
A princípio, para que a majoração de um tributo possa surtir efeito no 
exercício seguinte, a lei majoradora deve ser publicada até o último 
dia do ano anterior, em decorrência do princípio da anterioridade, 
obedecido ainda o prazo de 90 dias, de acordo com o princípio da 
anterioridade nonagesimal. 
Assim, uma lei que majore alíquotas de um tributo publicada em 
31/12 de determinado ano produzirá efeitos no exercício seguinte, 
mas apenas a partir de 01/04 do ano seguinte. Como vimos, há 
exceções ao princípio da anterioridade. É o caso do II e do IOF, por 
exemplo. Para esses impostos, as alterações passam a valer no 
mesmo exercício da publicação da lei. 
Ocorre que a CF/88 permite a adoção de medida provisória em 
matéria tributária (ressalvadas as hipóteses em que se exige lei 
complementar). No entanto, o tratamento do princípio da 
anterioridade é diferente do adotado para as leis. Reza o art. 62, §2º, 
da CF/88 que medida provisória que implique instituição ou 
majoração de impostos só produzirá efeitos no exercício financeiro 
seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele 
em que foi editada. O mesmo parágrafo traz como exceções o II, IE, 
IPI, IOF e IEG, que são exceções à anterioridade. Nenhuma ressalva 
há para os impostos estaduais. 
Assim, vamos aos dados da questão. Publicação da MP: 06/11/2007; 
Conversão em lei: 20/02/2008. Como não há exceção para imposto 
estadual, vale a regra geral do §2º, do art. 62, da CF/88: vale a data 
da conversão em lei da MP. Como ela foi convertida em lei em 
20/02/2008, só passa a produzir efeitos no exercício seguinte, mais 
precisamente em 01/01/2009. 
Gabarito: D. 
 
 
Questão 49 – (ESAF) AFRF/20009 
 
Diversos fatos podem resultar na desoneração tributária. Assinale, 
entre as que se seguem, a forma de desoneração tributária pela 
qual não nascem nem a obrigação tributária, nem o respectivo 
crédito por força do não-exercício da competência a que tem direito 
o poder tributante. 
a) Imunidade. 
b) Não-incidência. 
c) Isenção. 
d) Alíquota zero. 
e) Remissão. 
 
 
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Comentários 
Normalmente, a regra geral é que ocorra o fato gerador, surja a 
exação tributária e isso gere para o contribuinte a obrigação de 
pagar. 
Contudo, há situações em que esta regra geral não chega à sua etapa 
final, qual seja, o pagamento do tributo. São elas: IMUNIDADE, NÃO-
INCIDÊNCIA, ISENÇÃO e ALÍQUOTA ZERO. 
IMUNIDADE é a exclusão de uma determinada situação, bem ou 
sujeito da competência tributária do ente tributante. Ou seja, a 
imunidade atua no desenho da competência tributária, traçando os 
seus limites. Os Estados são competentes para instituir o ICMS, por 
exemplo. Mas não podem instituí-lo sobre a circulação de livros, pois 
a CF define em seu art. 150, VI, d, esta vedação. Podemos concluir 
que a imunidade é definida na própria Constituição Federal, eis que 
somente ela pode conferir a competência aos entes e, por 
conseguinte, somente ela pode traçar seus limites. Trata-se, pois, de 
uma limitação constitucional ao poder de tributar. 
Na NÃO-INCIDÊNCIA, o ente é competente para instituir determinado 
tributo, mas não prevê determinada situação como fato gerador, seja 
porque não se enquadra na definição do fato gerador, seja porque 
não se valeu da sua competência para aquela situação. Vejamos com 
exemplos. A União é competente para instituir o IPI, mas não o 
institui sobre as frutas vendidas na feira porque não se enquadram 
no conceito de produto industrializado. Por outro lado, apesar de ser 
competente para instituir o IPVA, cujo fato gerador é a propriedade 
de veículos automotores, imaginemos que o Estado do Paraná deixe 
de prever em suas leis instituidoras a incidência sobre bicicletas 
motorizadas de 50 cilindradas, por exemplo. Estaremos diante de 
uma situação que, embora haja previsão constitucional para a 
instituição do tributo, pois se trata de um veículo automotor (“Para 
efeito da incidência do imposto, considera-se veículo automotor qualquer veículo 
terrestre, aéreo ou aquático, dotado de força motriz própria de qualquer tipo, ainda 
que complementar, destinado ao transporte de pessoas e coisas.” Art. 1º, 
parágrafo único, da Lei 14.260/2003-PR), o ente competente não se valeu 
dessa prerrogativa, o deixando de fora do campo de incidência 
determinada situação ou bem. 
A ISENÇÃO corresponde a uma dispensa legal do pagamento do 
tributo. O ente é competente para instituir o tributo, a situação está 
prevista como hipótese de incidência, ocorre o fato gerador, mas a lei 
determina expressamente que haverá dispensa (isenção) do 
pagamento. A união é competente para instituir o IPI. O imposto 
incide sobre automóveis. No entanto, a própria União edita uma lei 
dispensando o pagamento do imposto para pessoas portadoras de 
deficiência física. Trata-se deuma opção do ente tributante que, 
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apesar de ser competente para tributar aquela situação, decide 
isentá-la. 
Percebemos que a imunidade atua na definição da competência. 
Já a isenção atua no exercício da competência. 
Por fim, ALÍQUOTA ZERO corresponde à mera ausência de 
pagamento em decorrência de uma operação matemática. Ora, se a 
alíquota é igual a zero, quando a multiplicarmos por qualquer base de 
cálculo, o resultado será nulo. Não haverá valor a pagar. Neste caso, 
o ente é competente para instituir o tributo, foi definida a hipótese de 
incidência, ocorreu o fato gerador, nasceu a obrigação tributária, mas 
ao calcular o valor devido chega-se a um resultado nulo. Geralmente 
verifica-se alíquota zero quando se adota o caráter extrafiscal de 
algum imposto, a fim de estimular algum setor econômico ou o 
comportamento dos contribuintes, como é o caso do PIS e da COFINS 
sobre alguns produtos, como o arroz, por exemplo. 
Pelo exposto acima, podemos concluir que a questão está tratando da 
não-incidência. 
Gabarito: B. 
 
 
Questão 50 – (ESAF) TRF/2006 – adaptada 
 
Em relação às imunidades, avalie as afirmações abaixo e, em 
seguida, marque a opção correta. 
I. A diferença básica entre imunidade e isenção está em que a primeira 
atua no plano da definição da competência, e a segunda no plano do 
exercício da competência. 
II. As imunidades podem ser definidas em função de condições pessoais de 
quem venha a vincular-se às situações materiais que ensejariam a 
tributação. 
III. As imunidades podem ser definidas em função do objeto suscetível de 
ser tributado. 
IV. A Constituição, ao definir a competência, excepciona determinadas 
situações que, não fosse a imunidade, estariam dentro do campo da 
competência, mas por força da norma de imunidade, permanecem fora do 
alcance do poder de tributar. 
a) Todos os itens estão corretos. 
b) Há apenas um item correto. 
c) Há dois itens corretos. 
d) Há três itens corretos. 
e) Todos os itens estão errados. 
 
Comentários 
Item I – Correto. Foi exatamente esta a observação que fizemos na 
questão anterior: a imunidade atua na definição da 
competência. Já a isenção atua no exercício da competência. 
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Item II – Correto. As imunidades podem ser estabelecidas para 
determinados sujeitos passivos. Trata-se de imunidade subjetiva. 
Temos como exemplo a imunidade dos partidos políticos (CF, art. 
150, VI, c). 
Item III – Correto. As imunidades podem ser estabelecidas pelo 
objeto da tributação. Trata-se de imunidade objetiva. É o caso da 
imunidade dos livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua 
impressão (CF, art. 150, VI, d). 
Item IV – Como vimos, a imunidade atua limitando a competência 
tributária dos entes federados. Nessa linha, se não fosse a imunidade 
a situação prevista estaria no âmbito das respectivas competências 
dos entes políticas. Por conta da imunidade, as situações imunes são 
excluídas do campo da competência de cada ente. Item correto. 
Gabarito: A. 
 
 
 
 
É isso, meu amigo! 
Chegamos ao final da nossa Aula 01. 
Como foi o seu desempenho nas questões? 
Não fique desanimado se errou algumas. É para isso mesmo que 
serve o curso de questões: para praticar. Nosso objetivo aqui é 
deixá-lo apto para enfrentar a FCC. 
Leia os comentários com calma, procure identificar onde está 
errando, revise bem o ponto que tem mais dificuldade e assim você 
estará, até sem perceber, se tornando expert naquele assunto. 
 
Espero você em breve na nossa Aula 02. 
 
Um grande abraço e bons estudos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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