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Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 2 de 77 LISTA DE QUESTÕES Aula 01 Sistema Tributário Nacional. Princípios Gerais. Limitações ao poder de tributar. Competência tributária. Capacidade tributária. Questão 01 – (FCC) Analista de Controle Externo – TCE GO/2009 A competência tributária a) é competência constitucional administrativa. b) é conferida sempre em caráter exclusivo ou privativo a cada um dos entes federados. c) é delegável, mediante lei complementar do ente detentor da competência constitucional. d) não pode deixar de ser exercida pelo ente competente, sob pena de caracterizar renúncia de receita. e) é indelegável e privativa dos entes políticos tributantes. Questão 02 – (FCC) Agente Fiscal de Rendas – SEFAZ SP/2009 A respeito da competência tributária, considere: I. A competência tributária é o poder, conferido a determinado ente político, por lei complementar específica, para aumentar tributos. II. A competência tributária é indelegável. Porém, as funções de arrecadar ou fiscalizar os tributos ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária podem ser delegadas por uma pessoa jurídica de Direito Público a outra. III. A competência tributária, que compreende a competência legislativa e a capacidade tributária, é delegável. Está correto o que se afirma APENAS em a) I. b) II. c) III. d) I e II. e) I e III. Questão 03 – (FCC) Procurador do Estado – PGE MT/2011 Sobre competência tributária e capacidade tributária ativa, é correto afirmar: a) A competência tributária é delegável por lei. b) A capacidade tributária ativa indica o sujeito ativo da obrigação tributária principal. c) O Código Tributário Nacional fixa as competências tributárias. d) A capacidade tributária ativa é exclusiva do ente político definido na Constituição Federal. e) Somente o ente político competente para instituir o tributo pode ser titular da capacidade tributária ativa. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 3 de 77 Questão 04 – (FCC) Juiz Substituto – TJ AL/2007 Nos termos do art. 153, §4º, III, da Constituição Federal, o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural poderá ser fiscalizado e cobrado pelo Município. Se o Município, em caráter excepcional, resolver fazer uso dessa faculdade, passará a exercer a) a competência tributária plena. b) juntamente com a União a competência tributária. c) a competência e a capacidade tributária ativa. d) juntamente com a União a capacidade tributária ativa. e) a capacidade tributária ativa, ficando reservada à União a competência tributária. Questão 05 – (FCC) Juiz Substituto – TJ AL/2007 Prefeito Municipal, diante de manifestações adversas da Câmara Municipal, deixou de instituir no Município a Contribuição para o Custeio da Iluminação Pública - CIP. A medida, em tese, a) merece aplausos, pois contribui para redução da nossa carga tributária, uma das mais elevadas do mundo. b) merece aplausos, pois a cobrança da referida contribuição é manifestamente inconstitucional. c) implica em responsabilidade na gestão fiscal, nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal, e pode ser combatida via ação popular, por qualquer um do povo, por ser lesiva ao patrimônio público. d) comporta a propositura de ação declaratória de constitucionalidade para tornar efetiva a instituição e cobrança do tributo. e) implica em responsabilidade na gestão fiscal, nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal, mas não tem o condão de ensejar o impeachment do Prefeito. Questão 06 – (FCC) Auditor Fiscal Municipal – São Paulo/2007 Relativamente à competência tributária e às funções de arrecadação e fiscalização, é correto afirmar que a) ambas sempre são delegáveis, dependendo de lei complementar federal. b) a competência é delegável de uma pessoa jurídica de direito público para outra, mas a atribuição das funções de arrecadação e de fiscalização é indelegável. c) a competência é indelegável de uma pessoa jurídica de direito público para outra, mas a atribuição das funções de arrecadação e de fiscalização é delegável. d) tanto a competência como a atribuição das funções de arrecadação e de fiscalização são indelegáveis de uma pessoa jurídica de direito público para outra. e) tanto a competência como a atribuição das funções de arrecadação e de fiscalização são delegáveis de uma pessoa jurídica de direito público para outra. Questão 07 – (FCC) Auditor Fiscal – SEFAZ DF/2001 É correto afirmar que a) os tributos são recolhidos na rede bancária mediante delegação da capacidade tributária. b) os conceitos de competência e capacidade tributária são equivalentes. c) a competência e a capacidade tributária são indelegáveis. d) a competência é indelegável, mas a capacidade tributária pode ser delegada. e) os entes públicos centralizados são investidos de competência, e os descentralizados, de capacidade tributária. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 6 de 77 Questão 14 – (ESAF) Fiscal de Rendas - RJ/2010 Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre direito tributário. Com base nessa afirmativa, julgue os itens a seguir: I. lei que institui incentivo fiscal para as empresas que contratarem apenados e egressos é de natureza tributária, sendo, portanto, constitucional lei estadual com tal conteúdo; II. lei estadual pode estabelecer alíquotas diferenciadas em razão do tipo do veículo, já que os estados-membros estão legitimados a editar normas gerais referentes ao IPVA, no exercício da competência concorrente prevista no art. 24, § 3º, da Constituição; III. é possível ao estado conceder, mediante lei, isenção de tributo de sua competência, visto que está atuando nos limites de sua autonomia. Estão corretos: a) apenas o item I. b) apenas os itens I e II. c) apenas os itens I e III. d) apenas os itens II e III. e) todos os itens estão corretos. Questão 15 (ESAF) – AFTN/94 Normas gerais de direito tributário precisam ser reguladas por meio de a) lei complementar federal, que ainda não foi editada, razão por que ainda não existem normas gerais válidas, estando a União, os Estados e demais entes tributantes dispensados de observá-las enquanto o Congresso Nacional não as edite b) lei complementar federal que, conquanto ainda não editada como tal, já existia sob a forma de lei ordinária (Código Tributário Nacional) e que, por força de normas constitucionais posteriores, passou a ter a rigidez própria de lei complementar c) lei ordinária federal que já existia (Código Tributário Nacional) e que deve ser obrigatoriamente observada pelas leis estaduais e municipais, porém não pelas leis ordinárias federais, já que, sendo da mesma hierarquia, estas poderão alterar ou revogar aquele Código d) norma constitucional apenas, pois, tratando-se de matéria de importância eminente, que diz respeito à organização do Estado, somente por regra de tal hierarquia podem ser veiculadas e) lei complementar de cada ente tributante, que regule a definição dos tributos de sua competência, obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários e adequado tratamento tributário ao ato cooperativo. Questão 16 (ESAF) – PFN/2007 O Código Tributário Nacional, embora tenha sido criado , foi recebido pelas Constituições como . Normas especiais sobreobrigação, lançamento e crédito tributários cabem à de cada ente tributante. , decorrente de obras públicas, poderá ser instituída(o), conforme o caso, pela União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. Examine as afirmações e as lacunas supra. Após, selecione, entre as expressões abaixo, as que preenchem corretamente as lacunas, na devida sequência. a) como lei ordinária / código / lei complementar / A contribuição de melhoria b) como código / lei complementar / lei complementar / A taxa de obra c) como lei ordinária / lei complementar / legislação ordinária / A contribuição de melhoria d) como ato complementar / código / legislação ordinária / O tributo vinculado e) como lei complementar / lei ordinária / legislação ordinária / A taxa de serviço Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 7 de 77 Questão 17 (FCC) – Procurador Judicial - Recife/2008 A Constituição Federal dispõe que compete à lei complementar disciplinar normas gerais em matéria tributária, especialmente sobre definição de fato gerador, base de cálculo e contribuintes dos impostos discriminados na Constituição. Considerando esta regra, a definição de fato gerador, base de cálculo e contribuintes do IPTU está disciplinado a) em lei complementar municipal. b) em decreto-lei federal recepcionado como lei complementar. c) no Código Tributário Nacional. d) no Código Tributário Municipal. e) em lei complementar federal específica do IPTU. Questão 18 (FCC) – Procurador - Salvador/2006 O art. 146, III, "a", da Constituição Federal estabelece que caberá à lei complementar definir fato gerador, base de cálculo e contribuintes dos impostos discriminados na Constituição. Diante disso, a) a lei complementar do ente competente deverá, por exigência constitucional, ser a fonte instituidora de impostos. b) a Lei Complementar nº 116/03 instituiu o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza. c) a lei complementar de âmbito nacional fere o Princípio Federativo, eis que a competência para instituição de impostos é privativa de cada ente. d) os entes políticos, no exercício da capacidade tributária, não se sujeitam às regras impostas por lei complementar nacional, que fixa apenas normas gerais. e) o Código Tributário Nacional define o fato gerador, a base de cálculo e o contribuinte do imposto sobre propriedade territorial urbana. Questão 19 (FCC) – Auditor Fiscal – SEFIN RO/2010 A Constituição Federal dispõe sobre lei complementar em matéria tributária dentro do Sistema Tributário Nacional. Mediante lei complementar, a) devem ser instituídos os impostos discriminados na Constituição. b) devem ser fixadas as alíquotas dos impostos discriminados na Constituição. c) devem ser fixados a base de cálculo, o fato gerador e os contribuintes dos impostos discriminados na Constituição. d) podem ser concedidas isenções federais sobre tributos estaduais e municipais. e) serão criadas as limitações ao poder de tributar. Questão 20 (FCC) – Defensor Público - SP/2007 NÃO é matéria reservada à lei complementar: a) instituição de empréstimos compulsórios. b) definição de fato gerador e base de cálculo de impostos discriminados na Constituição. c) criação de impostos não previstos na Constituição. d) instituição de contribuição de melhoria. e) disposição sobre lançamento e prescrição tributários. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 8 de 77 Questão 21 (FCC) – Auditor – TCE CE/2006 Está sujeita à disciplina específica, por meio de lei complementar, a a) concessão de isenção de pagamento dos impostos de competência da União Federal. b) instituição, pela União Federal, de impostos não discriminados na Constituição Federal. c) majoração de alíquota das contribuições para o financiamento da seguridade social previstas no art. 195 da Constituição Federal. d) instituição de taxas baseadas no poder de polícia. e) outorga de anistia de impostos de competência dos Estados e do Distrito Federal. Questão 22 (FCC) – Analista de Regulação - CE/2006 Cabe à lei complementar, em matéria tributária, EXCETO a) instituir empréstimo compulsório. b) instituir imposto residual. c) regular as limitações constitucionais ao poder de tributar. d) instituir imposto extraordinário. e) estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre prescrição e decadência. Questão 23 – (ESAF) TRF/2002.2 Verifique os quadros abaixo e relacione cada uma das alíneas do primeiro quadro com uma das alternativas do segundo e assinale a opção correta. V. Imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos. W. Imposto sobre a propriedade de veículos automotores nos Territórios Federais. X. Imposto não previsto no art. 153 da Constituição Federal, criado por Lei Complementar. Y. Taxa em razão do exercício do poder de polícia. Z. Imposto sobre transmissão inter vivos, por ato oneroso, de bens imóveis. 1. Tributo da competência privativa da União. 2. Tributo da competência privativa dos Municípios. 3. Tributo da competência comum. 4. Tributo da competência residual da União. 5. Tributo da competência privativa dos Estados e do Distrito Federal. a) V1 W3 X5 Y2 Z4 b) V5 W1 X4 Y3 Z2 c) V2 W4 X3 Y1 Z5 d) V3 W5 X2 Y4 Z1 e) V4 W2 X1 Y5 Z3 Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 10 de 77 Questão 27 – (FCC) Analista Legislativo – Câmara/2007 O Distrito Federal tem competência para instituir, dentre outros, impostos sobre a) transmissão "causa mortis" e doação de quaisquer bens ou direitos, propriedade de veículos automotores, operações relativas à circulação de mercadorias e serviços, propriedade predial e territorial urbana e serviços de qualquer natureza. b) operações de crédito, câmbio e seguro e relativas a títulos ou valores mobiliários, propriedade predial e territorial urbana, serviços de qualquer natureza, operações relativas à circulação de mercadorias e serviços, propriedade predial e territorial urbana e propriedade de veículos automotores. c) operações relativas à circulação de mercadorias e serviços, propriedade territorial urbana, produtos industrializados, serviços de qualquer natureza e propriedade predial e territorial urbana. d) transmissão "causa mortis" e doação de quaisquer bens ou direitos, propriedade de veículos automotores, serviços de qualquer natureza, operações de crédito, câmbio e seguro e relativas a títulos ou valores mobiliários e propriedade predial e territorial urbana. e) operações relativas à circulação de mercadorias e serviços, propriedade predial e territorial urbana, serviços de qualquer natureza, operações de crédito, câmbio e seguro e relativas a títulos ou valores mobiliários e propriedade predial e territorial urbana. Questão 28 – (FCC) Técnico de Controle Externo – TCE MG/2007 O Estado-membro tem competência tributária para instituir contribuição a) de intervenção no domínio econômico. b) a ser cobrada de seus servidores, para o custeio em benefício destes, do regime previdenciário próprio. c) para o custeio do serviço de iluminação pública. d) de interesse das categorias profissionais ou econômicas. e) para o financiamento da assistência social. Questão 29 – (FCC) Técnico de Controle Externo – TCE MG/2007 A Constituição Federal atribui exclusivamente à União a competência para criar a) contribuição social, contribuição de melhoria e impostos sobre serviços de qualquernatureza. b) contribuição de melhoria, contribuição previdenciária e contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública. c) impostos, taxas e contribuição de melhoria. d) contribuições de melhoria e parafiscais, empréstimo compulsório e taxas. e) empréstimo compulsório, contribuição de intervenção no domínio econômico e contribuição de interesse das categorias profissionais ou econômicas. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 11 de 77 Questão 30 – (FCC) Auditor Fiscal Municipal – São Paulo/2007 São tributos de competência municipal: a) imposto sobre a transmissão causa mortis de bens imóveis, imposto sobre a prestação de serviço de comunicação e imposto sobre a propriedade territorial rural. b) imposto sobre a transmissão causa mortis de bens imóveis, imposto sobre a transmissão onerosa, inter vivos, de bens imóveis e imposto sobre a propriedade predial urbana. c) imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana, imposto sobre a transmissão onerosa, inter vivos, de bens imóveis e imposto sobre a propriedade territorial rural. d) imposto sobre a propriedade territorial urbana, imposto sobre a transmissão onerosa, inter vivos, de bens imóveis e imposto sobre a prestação de serviço de comunicação. e) imposto sobre a propriedade territorial urbana, imposto sobre serviços de qualquer natureza, definidos em lei complementar e não-compreendidos na tributação do ICMS, e imposto sobre a transmissão onerosa, inter vivos, de bens imóveis. Questão 31 – (FCC) Procurador – TCE CE/2006 O Estado do Ceará tem competência tributária para instituição de a) IPTU, ICMS e IPVA. b) ITCMD, ICMS e contribuição de melhoria. c) ITBI, ITCMD e ISS. d) taxas, contribuição de melhoria e imposto residual. e) empréstimo compulsório, IPVA e taxas. Questão 32 – (FCC) Auditor – TCE PB/2006 A competência residual tributária é exercida a) pela União e Estados, que podem instituir impostos e taxas, que não sejam cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição Federal. b) pelos Municípios, que podem criar tributos de seu peculiar interesse, observando os princípios constitucionais da anterioridade e da irretroatividade. c) pelos Estados, que podem instituir contribuições que não tenham fato gerador e base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição Federal. d) pela União, que, através de lei complementar, pode instituir impostos que não sejam cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição Federal. e) pelos Estados e Distrito Federal, que podem instituir impostos e contribuições sociais, que não sejam cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição Federal. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 12 de 77 Questão 33 – (FCC) Auditor Tributário – Jaboatão PE/2006 Sobre discriminação de competências tributárias, é correto afirmar que a) a União pode invadir as competências tributárias dos entes políticos, para instituir impostos cumulativos, com fato gerador e base de cálculo já relacionados na Constituição Federal no exercício da competência residual. b) os Estados-membros podem conceder parcelamento, isenções e anistia de tributos municipais. c) a União poderá instituir impostos extraordinários, compreendidos ou não em sua competência tributária, na iminência ou no caso de guerra externa. d) a União e os Estados-membros podem instituir contribuição de intervenção no domínio econômico. e) a União pode conceder isenções de caráter geral, em relação aos tributos municipais, distritais e estaduais. Questão 34 – (ESAF) Auditor Fiscal - PB/2006 A Constituição Federal relaciona os impostos que podem ser criados pelos entes políticos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) e atribui competência residual tributária a) à União para criar, através de lei complementar, novos impostos, desde que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição Federal. b) ao Distrito Federal para criar, através de lei ordinária, novos impostos, desde que sejam não-cumulativos e não tenham hipótese de incidência e fato imponível próprios dos discriminados na Constituição Federal. c) aos Estados, para os quais estão reservadas as competências que não sejam vedadas pela Constituição Federal. d) aos Municípios, para criar, através de lei, novos impostos, desde que sejam não- cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição Federal. e) aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para criarem, através de lei, novos impostos, desde que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição Federal. Questão 35 – (FCC) Agente Fiscal de Rendas – SEFAZ SP/2006 A Constituição Federal atribui à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios competências tributárias privativas, vedando que um ente político invada a competência do outro, exceto, em relação a) à União que, no exercício de sua competência residual, poderá invadir as competências tributárias dos entes políticos, para instituir impostos cumulativos, com fato gerador e base de cálculo já relacionados na Constituição Federal. b) aos Estados-membros, que podem conceder moratória de caráter geral, em relação aos tributos municipais. c) à União que, na iminência ou no caso de guerra externa, poderá instituir impostos extraordinários, compreendidos ou não em sua competência tributária. d) à União, que pode instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. e) aos Estados-membros, que podem conceder parcelamento, isenções e anistia de tributos municipais. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 13 de 77 Questão 36 – (ESAF) AFTE – PA/2002 A Constituição Federal atribui a denominada competência residual ou remanescente, quanto aos impostos ______1______, e, no que se refere às taxas e às contribuições de melhoria, _______2_______. a) 1 aos Estados-membros, 2 à União b) 1 à União, 2 aos Municípios c) 1 ao Distrito Federal, 2 aos Estados-membros d) 1 à União, 2 aos Estados-membros e) 1 aos Estados-membros, 2 aos Municípios Questão 37 – (ESAF) Analista - SUSEP/2010 A Constituição Federal, em seu art. 154, inciso I, prevê a criação de impostos que não os previstos no art. 153 (que enumera aqueles de competência da União). Sobre esta competência, usualmente denominada na doutrina “competência residual”, é incorreto afirmar-se que: a) o exercício da competência residual é reservado ao legislador ordinário, e não ao constituinte derivado. b) consoante entendimento firmado no âmbito do Supremo Tribunal Federal, a não-cumulatividade e o não bis-in-idem não precisam ser observados quando da criação de um novo imposto por meio de emenda constitucional. c) a exigência de lei complementar é inafastável e, diferentemente do que ocorre para os impostos discriminados, que têm apenas os seus fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes previstos em lei complementar, no caso da instituição de novo imposto pela União, no exercício de sua competência residual, exige-se que também a alíquota seja prevista em lei complementar. d) admite-se, excepcionalmente,a instituição de novos impostos, no exercício da competência residual, por meio de medida provisória. e) a criação de novo imposto, no exercício da competência residual, fica sujeita ao princípio da anterioridade. Questão 38 – (FCC) Procurador – TCM BA/2011 Comparada com a norma de Direito Penal, verifica-se que a norma tributária é mais rígida. No Direito Penal, o nullum crimen nulla poena sini lege exige que o delito seja típico, decorra de uma previsão legal precisa, mas se permite ao juiz, ao sentenciar, a dosimetria da pena, com relativa liberdade, assim como diminuir ou afrouxar a pena a posteriori. No Direito Tributário, além de se exigir seja o fato gerador tipificado, o dever de pagar o tributo também deve sê-lo em todos os seus elementos, pois aqui importantes são tanto a previsão do tributo quanto o seu pagamento, baseado em fórmulas de quantificação da prestação devida, e que a sociedade exige devam ser rígidas e intratáveis. (Sacha Calmon Navarro Coelho. Curso de direito tributário brasileiro. 9.ed. Rio de Janeiro: Forense, 2006, p. 220). O texto acima está se referindo ao princípio explícito da a) legalidade. b) irretroatividade da lei tributária. c) anterioridade da lei tributária. d) segurança jurídica. e) igualdade. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 14 de 77 Questão 39 – (FCC) Agente Fiscal de Rendas – SEFAZ SP/2009 Da verificação de que o lançamento é o procedimento administrativo destinado a constituir o crédito tributário e que o lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada, é possível identificar o cumprimento do princípio constitucional da a) irretroatividade tributária. b) anterioridade anual. c) anterioridade nonagesimal. d) isonomia tributária. e) capacidade contributiva. Questão 40 – (FCC) Agente Legislativo – SP/2010 A concessão de isenção de certo tributo para um determinado setor produtivo, que esteja passando por dificuldades de mercado, em detrimento de outros setores produtivos, a) é inconstitucional, por violar o princípio da capacidade contributiva. b) pode ser feita pela União relativamente a tributos estaduais, desde que também esteja concedendo isenção para um tributo federal. c) é ilegal, pois o Código Tributário Nacional só prevê isenção em caráter geral. d) é inconstitucional, por violar o princípio da uniformidade geográfica. e) é constitucional, atendendo, em tese, ao princípio da isonomia. Questão 41 – (FCC) Procurador – Recife/2008 Município do interior pernambucano institui isenção de IPTU para pais adotivos. Esta medida é a) inconstitucional, por violar o princípio da igualdade, além de não ter o critério adotado qualquer relação com os aspectos da hipótese de incidência. b) constitucional, já que estimula a adoção, tendo cará ter nitidamente extrafiscal e social. c) ilegal, por violar dispositivo constante do Código Civil que veda discriminação entre filhos adotivos e biológicos. d) constitucional, mas ilegal, por não ser da autonomia do Município políticas públicas de planejamento familiar, aí incluído o estímulo à adoção. e) constitucional, porque a Constituição Federal não veda qualquer discriminação decorrente da filiação e legal de acordo com o Código Civil. Questão 42 – (FCC) Procurador – TCE AL/2008 É exceção ao princípio da uniformidade geográfica a a) vedação da União em instituir tributo uniforme em todo o território nacional. b) concessão, pela União, de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento sócio-econômico entre diferentes regiões do País. c) vedação aos Estados e Distrito Federal de instituir isenções de tributos de competência dos Municípios. d) concessão, pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, de diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão da procedência. e) vedação de estabelecer limitação ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 16 de 77 Questão 47 – (FCC) Analista Legislativo - Câmara/2007 Quando a Constituição Federal dispõe que "é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado" está consagrando o princípio da a) uniformidade. b) anterioridade. c) isonomia. d) irretroatividade. e) legalidade. Questão 48 – (ESAF) AFM - Natal/2008 O Governador do Estado de Minas Gerais fez publicar, em 6 de novembro de 2007, em atenção às Constituições Estadual e Federal, medida provisória visando à majoração de imposto estadual. A norma entrou em vigor na data de sua publicação. O Poder Legislativo Estadual, porém, somente converteu a medida provisória em lei no dia 20 de fevereiro de 2008. Em face da situação hipotética e considerando os parâmetros de vigência e aplicação da legislação tributária, aponte em que data o aumento poderá ser efetivamente cobrado. a) 1º de janeiro de 2008. b) 4 de fevereiro de 2008. c) 20 de maio de 2008. d) 1º de janeiro de 2009. e) 31 de março de 2009. Questão 49 – (ESAF) AFRF/20009 Diversos fatos podem resultar na desoneração tributária. Assinale, entre as que se seguem, a forma de desoneração tributária pela qual não nascem nem a obrigação tributária, nem o respectivo crédito por força do não- exercício da competência a que tem direito o poder tributante. a) Imunidade. b) Não-incidência. c) Isenção. d) Alíquota zero. e) Remissão. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 18 de 77 QUESTÕES COMENTADAS Aula 01 Sistema Tributário Nacional. Princípios Gerais. Limitações ao poder de tributar. Competência tributária. Capacidade tributária. Questão 01 – (FCC) Analista de Controle Externo – TCE GO/2009 A competência tributária a) é competência constitucional administrativa. b) é conferida sempre em caráter exclusivo ou privativo a cada um dos entes federados. c) é delegável, mediante lei complementar do ente detentor da competência constitucional. d) não pode deixar de ser exercida pelo ente competente, sob pena de caracterizar renúncia de receita. e) é indelegável e privativa dos entes políticos tributantes. Comentários Para responder as questões sobre competência tributária, é necessário o conhecimento dos arts. 6º a 8º do CTN. As bancas geralmente misturam os conceitos de competência tributária com capacidade tributária ativa. Torna-se imperativo, portanto, efetuarmos a distinção entre estes institutos. Competência tributária A competência tributária consiste no poder conferido pela Constituição aos entes políticos (União, Estados, DF e Municípios) para instituírem seus tributos. Conforme estudamos na aula anterior, o tributo é uma prestação instituída em lei. Dessa forma, podemos inferir que a competência tributária é a prerrogativa prevista na Constituição Federal que possibilita aos entes federados editarem leis instituindo seus tributos. Assim prevê o art. 6º do CTN: “Art. 6º A atribuição constitucional de competência tributária compreende a competência legislativa plena, ressalvadas as limitações contidas na ConstituiçãoFederal, nas Constituições dos Estados e nas Leis Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios, e observado o disposto nesta Lei.” Observe, de início, que por se tratar de uma competência legislativa compreende uma faculdade. O ente político não está obrigado a exercer a sua competência tributária. Entretanto, só poderá instituir tributos e, Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 19 de 77 consequentemente, arrecadar para custear os gastos públicos quando a exercer, mediante a edição de lei instituidora de tributo. Na hipótese de não-exercício dessa competência, não ocorre a transferência para que outro ente possa utilizá-la. Assim, na omissão da pessoa política que detém a competência não há que se falar em transferência a ente diverso. Além disso, o ente político competente para instituir determinado tributo não pode delegar este poder, conferido pela Constituição, para que outro o faça em seu lugar. Temos, assim, que a competência tributária é indelegável. Logo, a competência tributária é indelegável tanto por ação como por omissão. Essa é a inteligência do art. 8º do CTN: “Art. 8º O não-exercício da competência tributária não a defere a pessoa jurídica de direito público diversa daquela a que a Constituição a tenha atribuído.” Já o art. 7º, determina: “Art. 7º A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra, nos termos do § 3º do artigo 18 da Constituição. § 1º A atribuição compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito público que a conferir. § 2º A atribuição pode ser revogada, a qualquer tempo, por ato unilateral da pessoa jurídica de direito público que a tenha conferido. § 3º Não constitui delegação de competência o cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos.” Percebemos que, apesar da impossibilidade de delegação da competência tributária, eis que esta é definida na própria Constituição, o CTN prevê a possibilidade de delegação de algumas atividades da Administração Tributária. Estas atividades compõem a denominada capacidade tributária ativa. Capacidade tributária ativa Não obstante a impossibilidade de delegação da competência tributária, o Código Tributário Nacional permite a atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária. Assim, podemos dizer Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 20 de 77 que a capacidade tributária ativa é a atribuição de atuar no pólo ativo da relação tributária, com poderes de cobrar e fiscalizar tributos, além dos privilégios e garantias processuais inerentes à pessoa política que detém a competência tributária. Todavia, devemos observar que, por determinação do próprio CTN, a delegação da capacidade tributária ativa só pode ser efetuada a outra pessoa jurídica de Direito Público (autarquias e fundações públicas de Direito Público, por exemplo) e não a entidades de Direito Privado (como empresas públicas ou sociedades de economia mista). Além disso, tal delegação pode ser revogada a qualquer tempo, a critério da pessoa política que detém a competência. Nessa situação, passa a atuar novamente na cobrança, fiscalização e execução das suas próprias leis tributárias. Passemos agora à análise das alternativas. Alternativa A – Errada. A competência tributária constitui uma atribuição legislativa e não administrativa. Alternativa B – Errada. Veremos mais adiante que há tributos cuja competência é comum a todos os entes tributantes. É o caso das taxas e da contribuição de melhoria, por exemplo. Alternativa C – Errada. A competência tributária é indelegável. Alternativa D – Errada. Vimos que, por se tratar de uma competência legislativa, compreende uma faculdade. O ente político não está obrigado a exercer a sua competência tributária. Alternativa E – Correta. A competência tributária é indelegável, nos termos do art. 7º do CTN. Além disso, a Constituição Federal apenas a confere aos entes políticos, eis que se trata de uma atribuição legislativa. Gabarito: E. Questão 02 – (FCC) Agente Fiscal de Rendas – SEFAZ SP/2009 A respeito da competência tributária, considere: I. A competência tributária é o poder, conferido a determinado ente político, por lei complementar específica, para aumentar tributos. II. A competência tributária é indelegável. Porém, as funções de arrecadar ou fiscalizar os tributos ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária podem ser delegadas por uma pessoa jurídica de Direito Público a outra. III. A competência tributária, que compreende a competência legislativa e a capacidade tributária, é delegável. Está correto o que se afirma APENAS em a) I. b) II. c) III. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 21 de 77 d) I e II. e) I e III. Comentários Item I – Errado. A competência tributária é o poder conferido pela Constituição para que os entes federados possam instituir seus tributos. Não há que se falar em atribuição de competência tributária mediante lei. Tal prerrogativa decorre SEMPRE da Constituição Federal. Item II – Correto. Apesar da indelegabilidade da competência tributária, o CTN faz uma ressalva quanto à possibilidade de delegação, a outra pessoa jurídica de Direito Público, das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou seja, a capacidade tributária ativa. O detentor da capacidade tributária ativa passa atuar no polo ativo da relação tributária, ou seja, na condição de credor, de cobrador da exigência. No pólo passivo encontra-se o contribuinte, na qualidade de devedor. Item III – Errado. Prevê o CTN, em seu art. 7º, que a competência tributária é indelegável. Não há possibilidade de delegação por qualquer instrumento normativo. Não há que se confundir a possibilidade de delegação da capacidade tributária ativa com a delegação da competência tributária. Gabarito: B. Questão 03 – (FCC) Procurador do Estado – PGE MT/2011 Sobre competência tributária e capacidade tributária ativa, é correto afirmar: a) A competência tributária é delegável por lei. b) A capacidade tributária ativa indica o sujeito ativo da obrigação tributária principal. c) O Código Tributário Nacional fixa as competências tributárias. d) A capacidade tributária ativa é exclusiva do ente político definido na Constituição Federal. e) Somente o ente político competente para instituir o tributo pode ser titular da capacidade tributária ativa. Comentários Alternativa A – Errada. Conforme dispõe o art. 7º do CTN, a competência tributária é indelegável. Essa regra não comporta exceção. Alternativa B – Correta. A capacidade tributária ativa constitui a atribuição de atuar no pólo ativo da relação tributária, conferindo poderes de cobrar e fiscalizar tributos, além dos privilégios e garantias Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 22 de 77 processuais inerentes à pessoapolítica que detém a competência tributária. Alternativa C – Errada. Apenas a Constituição Federal pode fixar as competências tributárias. Em nenhuma hipótese poderá ocorrer determinação da competência por lei. Alternativa D – Errada. A princípio, o ente competente para instituir determinado tributo, também o é para cobrar e fiscalizar. Porém, estas últimas atribuições, que representam a capacidade tributária ativa, podem ser delegadas a outra pessoa jurídica de Direito Público. Alternativa E – Errada. Esta alternativa diz o mesmo que a anterior e valem os mesmo comentários acima. Gabarito: B. Questão 04 – (FCC) Juiz Substituto – TJ AL/2007 Nos termos do art. 153, §4º, III, da Constituição Federal, o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural poderá ser fiscalizado e cobrado pelo Município. Se o Município, em caráter excepcional, resolver fazer uso dessa faculdade, passará a exercer a) a competência tributária plena. b) juntamente com a União a competência tributária. c) a competência e a capacidade tributária ativa. d) juntamente com a União a capacidade tributária ativa. e) a capacidade tributária ativa, ficando reservada à União a competência tributária. Comentários As atribuições de fiscalizar e cobrar o tributo constituem a denominada capacidade tributária ativa, cuja delegação é permitida, nos termos do art. 7º do CTN. De início, já podemos eliminar as alternativas que apontam a competência tributária, pois, como estudamos, não pode ser delegada. Eliminam-se, assim, as alternativas A, B e C. A alternativa D fala em compartilhamento simultâneo da capacidade tributária ativa. Isso não pode ocorrer, eis que, representando o pólo ativo da relação tributária apenas um ente poderá figurar. No caso especifico da questão, a União apenas poderia atuar nessa condição após a revogação da delegação, fazendo uso do disposto no art. 7º, §2º, do CTN. A alternativa E está perfeita, já que, mesmo havendo delegação da capacidade tributária ativa, a União continua detendo a competência tributária, eis que esta é indelegável. Gabarito: E. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 23 de 77 Questão 05 – (FCC) Juiz Substituto – TJ AL/2007 Prefeito Municipal, diante de manifestações adversas da Câmara Municipal, deixou de instituir no Município a Contribuição para o Custeio da Iluminação Pública - CIP. A medida, em tese, a) merece aplausos, pois contribui para redução da nossa carga tributária, uma das mais elevadas do mundo. b) merece aplausos, pois a cobrança da referida contribuição é manifestamente inconstitucional. c) implica em responsabilidade na gestão fiscal, nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal, e pode ser combatida via ação popular, por qualquer um do povo, por ser lesiva ao patrimônio público. d) comporta a propositura de ação declaratória de constitucionalidade para tornar efetiva a instituição e cobrança do tributo. e) implica em responsabilidade na gestão fiscal, nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal, mas não tem o condão de ensejar o impeachment do Prefeito. Comentários Essa questão é muito interessante. Estudamos que a competência tributária representa a competência legislativa plena e que, sendo assim, o ente político não está obrigado a exercer a sua competência tributária. No âmbito do estudo do Direito Tributário a única consequência possível resultante do não exercício da competência é que o ente deixaria de instituir tributos e, consequentemente, de arrecadar para custear os gastos públicos, o que somente pode ser realizado mediante a edição de lei instituidora de tributo. Contudo, a Lei Complementar nº 101/00 estabeleceu normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal. Trata-se da famosa Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, que fez referência à instituição de todos os tributos da competência do ente político como requisito da responsabilidade na gestão fiscal, nos seguintes termos: “Art. 11. Constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal a instituição, previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos da competência constitucional do ente da Federação.” Gabarito: C. Questão 06 – (FCC) Auditor Fiscal Municipal – São Paulo/2007 Relativamente à competência tributária e às funções de arrecadação e fiscalização, é correto afirmar que Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 25 de 77 Alternativa A - Errada. Apenas a capacidade tributária ativa é delegável. Não há possibilidade de delegação da competência tributária, por força de vedação expressa do CTN. Alternativa B - Errada. A alternativa trocou as características. É exatamente o contrário: a competência é indelegável, ao passo que a capacidade ativa pode ser delegada. Alternativa C - Correta. Esta é a previsão do art. 7º do CTN, a saber: a possibilidade de delegação da capacidade tributária ativa e a vedação à delegação da competência tributária. Alternativa D - Errada. A capacidade tributária ativa é delegável. Alternativa E - Errada. A competência tributária é indelegável. Gabarito: C. Questão 07 – (FCC) Auditor Fiscal – SEFAZ DF/2001 É correto afirmar que a) os tributos são recolhidos na rede bancária mediante delegação da capacidade tributária. b) os conceitos de competência e capacidade tributária são equivalentes. c) a competência e a capacidade tributária são indelegáveis. d) a competência é indelegável, mas a capacidade tributária pode ser delegada. e) os entes públicos centralizados são investidos de competência, e os descentralizados, de capacidade tributária. Comentários Alternativa A – Errada. O §3º do art. 7º do CTN estabelece que não constitui delegação de competência o cometimento, a pessoas de Direito Privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos. Nesta situação, não estamos diante da delegação da capacidade tributária ativa, mas de mera autorização para que os bancos, casas lotéricas e demais correspondentes bancários possam receber os pagamentos dos tributos. Corresponde, portanto, à arrecadação pelas instituições que firmem convênio com o ente tributante. Alternativa B – Errada. A competência tributária consiste no poder conferido pela Constituição aos entes políticos (União, Estados, DF e Municípios) para instituírem seus tributos. Já a capacidade tributária ativa é a atribuição de atuar no pólo ativo da relação tributária, com poderes de cobrar e fiscalizar tributos. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 27 de 77 tributária. Qualquer pessoa jurídica pode, pois, desempenhar tal atividade, mesmo que se trate de pessoa jurídica de direito privado com finalidade de lucro.” (PAULSEN, Leandro. Direito Tributário: Constituição e Código Tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. 12ª ed. Livraria do Advogado, 2010, p. 625) Gabarito: A. Questão 09 – (FCC) Inspetor Fiscal – São Paulo/98 Para distinguir competência de capacidade tributária deve-se considerar que: a) todos os entes investidos de capacidade tributária desfrutam de competência tributária b) todos os entes investidos de competência desfrutam de capacidade tributária c) os entes investidos de competência tributária não desfrutam de capacidade tributária d) todas as pessoas jurídicas de direito público estão investidas de competência tributáriae) as pessoas jurídicas de direito privado estão investidas de capacidade tributária Comentários Conforme estudamos, a princípio, o ente competente para instituir determinado tributo, também o é para cobrar e fiscalizar. Em outras palavras, quem detém a competência tributária também detém a capacidade tributária ativa. Ocorre que a capacidade tributária ativa pode ser delegada. É importante observar, porém, que, na hipótese de delegação da capacidade ativa, apenas outra pessoa jurídica de Direito Público poderia receber as atribuições. Isso não quer dizer que todas as pessoas jurídicas de Direito Público estão dotadas de capacidade tributária ativa. Apenas aquelas que receberam as atribuições por meio de delegação do ente político que detém a competência. Além disso, há que se destacar que as pessoas jurídicas de Direito Privado não podem exercer a capacidade tributária ativa. Apenas poderiam ser acometidas do encargo ou da função de arrecadar tributos, que não se confunde com a delegação da capacidade ativa. Gabarito: B. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 28 de 77 Questão 10 – (FCC) Analista Judiciário – TRF 2ª/2007 No que diz respeito à competência legislativa, o Código Tributário Nacional, dentre outras situações, dispõe que, a) a competência tributária é sempre indelegável, abrangendo a atribuição das funções de fiscalizar tributos ou de executar leis ou serviços de natureza tributária. b) a atribuição da função de arrecadar tributos implica que sua revogação seja feita com prévio aviso, e por ato bilateral entre as partes. c) a atribuição da função de fiscalizar tributos não compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito público que a conferir. d) o não-exercício da competência tributária a defere à pessoa jurídica de direito público diversa daquela a que a Constituição a tenha atribuído. e) não constitui delegação de competência o cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos. Comentários Alternativa A – Errada. De fato, a competência tributária é indelegável. Entretanto, não representa a atribuição das funções de fiscalizar tributos ou de executar leis ou serviços de natureza tributária, eis que tais atividades constituem a capacidade tributária ativa. Alternativa B – Errada. De acordo com o CTN, art. 7º, §2º, a delegação ocorre em caráter precário, ou seja, a atribuição pode ser revogada, a qualquer tempo, por ato unilateral da pessoa jurídica de direito público que a tenha conferido. Alternativa C – Errada. A assertiva ofende o disposto no art. 7º, §1º, do CTN, segundo o qual a atribuição compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de Direito Público que a conferir. Alternativa D – Errada. Preceitua o art. 8º do CTN que o não- exercício da competência tributária não a defere a pessoa jurídica de Direito Público diversa daquela a que a Constituição a tenha atribuído. Vale notar, a competência tributária é indelegável, tanto por ação como por omissão. Alternativa E – Correta. A situação prevista representa mera atividade de recebimento dos pagamentos geralmente realizados por uma rede arrecadadora, constituída pelos bancos e correspondentes bancários. Temos, assim, que não viola a regra da indelegabilidade da competência tributaria. Gabarito: E. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 30 de 77 Questão 12 – (ESAF) AFTE - MS/2001 Em tema de competência legislativa sobre matéria de Direito Tributário, é correta a afirmação de que: a) Os Estados têm competência para legislar suplementarmente sobre normas gerais de Direito Tributário. b) Mesmo na ausência de lei federal sobre normas gerais de Direito Tributário, é vedado aos Estados exercer essa competência legislativa. c) A eficácia de lei estadual sobre normas gerais de Direito Tributário fica mantida ante a superveniência de lei federal da mesma natureza, mesmo no que lhe for contrário. d) No âmbito da competência concorrente para legislar sobre Direito Tributário os Estados só podem legislar sobre normas gerais. e) A legislação tributária dos Estados é aplicada nos respectivos Municípios, em virtude de estes não terem competência para legislar sobre Direito Tributário. Comentários Outra atribuição constitucional que não se pode confundir com a competência tributária é a competência para legislar sobre Direito Tributário. A primeira, como vimos, corresponde ao poder para instituir tributos. Já a competência para legislar sobre Direito Tributário, constitui o poder de estabelecer normas gerais em matéria tributária e está prevista no art. 24, I e §§ 1º ao 4º, da CF/88: “Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; (...) § 1º - No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais. § 2º - A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. § 3º - Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. § 4º - A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário.” Com base no art. 24 da Carta Magna, podemos resumir que a competência para legislar sobre Direito Tributário: Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 32 de 77 Sobre o tema competência tributária, assinale a alternativa incorreta. a) Apesar de não criar tributos, no plano normativo o processo de instituição de tributo tem início na própria Constituição. b) A Constituição Federal descreve genericamente as hipóteses de incidência do tributo, às quais estará limitada a pessoa política competente. c) A rigidez do sistema tributário exige o estabelecimento de limitações aos entes tributantes, a fim de evitar a invasão de competência. d) Compartimentos estanques estão estruturados no Estatuto Supremo, sem que se conceda ao legislador complementar ou ordinário possibilidade de dispor além daquelas fronteiras. e) A estruturação parcial de tributo na própria Constituição pode ser vista apenas em se tratando de impostos. ENTENDIMENTO QUE DEVE SER GUARDADO “Tem a doutrina como incontroverso que a Constituição Federal não cria tributos, limitando-se tão-só à outorga de competência, através da qual o ente político se investe das condições para instituí-lo. No plano normativo, porém, o processo de instituição de tributo tem início na Constituição mesma. A rigidez do sistema assim o exige. Compartimentos estanques estão estruturados no Estatuto Supremo, sem que se conceda ao legislador complementar ou ordinário possibilidade de dispor além daquelas fronteiras. (...) A estruturação parcial de tributo na própria Constituição pode ser vista quer em se tratando de impostos, quer diante de taxas, quer em face de contribuições. Em análise destas, tivemos o ensejo de asseverar que a Constituição não apenas permite (outorga de competência), mas, em certos casos, estabelece a que título permite e, em outro, vai mais longe: dispõe de quem pode ser exigida. Em outras palavras, descrevegenericamente as hipóteses de incidência do tributo, às quais estará limitada a pessoa política competente ou, indo adiante, circunscreve a eleição do sujeito passivo a certas categorias adrede definidas.” (Aires F. Barreto, em Comentários ao Código Tributário Nacional, vol. I, coord. Ives Gandra da Silva Martins, ed. Saraiva, 1998, p. 537/538) Gabarito: E. Questão 14 – (ESAF) Fiscal de Rendas - RJ/2010 Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre direito tributário. Com base nessa afirmativa, julgue os itens a seguir: I. lei que institui incentivo fiscal para as empresas que contratarem apenados e egressos é de natureza tributária, sendo, portanto, constitucional lei estadual com tal conteúdo; Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 33 de 77 II. lei estadual pode estabelecer alíquotas diferenciadas em razão do tipo do veículo, já que os estados-membros estão legitimados a editar normas gerais referentes ao IPVA, no exercício da competência concorrente prevista no art. 24, § 3º, da Constituição; III. é possível ao estado conceder, mediante lei, isenção de tributo de sua competência, visto que está atuando nos limites de sua autonomia. Estão corretos: a) apenas o item I. b) apenas os itens I e II. c) apenas os itens I e III. d) apenas os itens II e III. e) todos os itens estão corretos. Comentários Questão interessante, que não se limita à literalidade do art. 24, da CF/88. Para responder aos itens, temos que recorrer à jurisprudência do STF. Senão, vejamos: Item I - "Ação direta de inconstitucionalidade. Lei 8.366, de 7 de julho de 2006, do Estado do Espírito Santo. Lei que institui incentivo fiscal para as empresas que contratarem apenados e egressos. Matéria de índole tributária e não orçamentária." (ADI 3.809, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 14 6 2007, Plenário, DJ de 14 9 2007.). CORRETO. Item II – “IPVA. Lei estadual. Alíquotas diferenciadas em razão do tipo do veículo. Os Estados-membros estão legitimados a editar normas gerais referentes ao IPVA, no exercício da competência concorrente prevista no art. 24, § 3º, da Constituição do Brasil.” (RE 414.259-AgR, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 24 6 2008, Segunda Turma, DJE de 15 8 2008.) No mesmo sentido: AI 500.743-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 2 12 2010, Primeira Turma, DJE de 3 3 2011. CORRETO. Item III - “Os institutos da imunidade e da isenção tributária não se confundem. É perfeitamente possível ao Estado conceder, mediante lei, isenção de tributo de sua competência, visto que está atuando nos limites de sua autonomia. Enquanto não editada a lei a que se refere o § 21 do art. 40 da CF/1988, vigem os diplomas estaduais que regem a matéria, que só serão suspensos se, e no que, forem contrários à lei complementar nacional (CF, art. 24, § 3º e § 4º).” (SS 3.679-AgR, Rel. Min. Presidente Gilmar Mendes, julgamento em 4 2 2010, Plenário, DJE de 26 2 2010.) Item Verdadeiro. Gabarito: E. Questão 15 (ESAF) – AFTN/94 Normas gerais de direito tributário precisam ser reguladas por meio de a) lei complementar federal, que ainda não foi editada, razão por que ainda não existem normas gerais válidas, estando a União, os Estados e demais Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 34 de 77 entes tributantes dispensados de observá-las enquanto o Congresso Nacional não as edite b) lei complementar federal que, conquanto ainda não editada como tal, já existia sob a forma de lei ordinária (Código Tributário Nacional) e que, por força de normas constitucionais posteriores, passou a ter a rigidez própria de lei complementar c) lei ordinária federal que já existia (Código Tributário Nacional) e que deve ser obrigatoriamente observada pelas leis estaduais e municipais, porém não pelas leis ordinárias federais, já que, sendo da mesma hierarquia, estas poderão alterar ou revogar aquele Código d) norma constitucional apenas, pois, tratando-se de matéria de importância eminente, que diz respeito à organização do Estado, somente por regra de tal hierarquia podem ser veiculadas e) lei complementar de cada ente tributante, que regule a definição dos tributos de sua competência, obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários e adequado tratamento tributário ao ato cooperativo. Comentários Normas gerais de Direito Tributário devem ser veiculadas em lei complementar, conforme disposição constitucional no art. 146, III. Devemos interpretar este artigo em conjugação com o disposto no art. 24, I da própria Constituição, que prevê a competência da União em editar normas gerais de Direito Tributário. Por conseguinte, o único instrumento hábil para edição de tais normas é a lei complementar federal. A questão exige, além desse conhecimento, que o candidato saiba se já existe tal norma editada pela União. A resposta é positiva. As normas gerais de Direito Tributário são estabelecidas no Código Tributário Nacional, o CTN, que, apesar de ter sido editado como lei ordinária, possui status de lei complementar, como veremos na próxima questão. Gabarito: B. Questão 16 (ESAF) – PFN/2007 O Código Tributário Nacional, embora tenha sido criado _____________, foi recebido pelas Constituições como _____________. Normas especiais sobre obrigação, lançamento e crédito tributários cabem à _____________ de cada ente tributante. _____________, decorrente de obras públicas, poderá ser instituída(o), conforme o caso, pela União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. Examine as afirmações e as lacunas supra. Após, selecione, entre as expressões abaixo, as que preenchem corretamente as lacunas, na devida seqüência. a) como lei ordinária / código / lei complementar / A contribuição de melhoria b) como código / lei complementar / lei complementar / A taxa de obra Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 35 de 77 c) como lei ordinária / lei complementar / legislação ordinária / A contribuição de melhoria d) como ato complementar / código / legislação ordinária / O tributo vinculado e) como lei complementar / lei ordinária / legislação ordinária / A taxa de serviço Comentários A Constituição Federal de 1988, como vimos, reserva à lei complementar a instituição de normas gerais de Direito Tributário. Normas gerais são aquelas que estabelecem princípios, fundamentos e critérios básicos, de modo a tornar uniforme a aplicação da legislação tributária em todo o país. O Código Tributário Nacional foi editado em 1966, sob a vigência da Constituição de 1946, que ainda não previa a lei complementar como espécie legislativa. Assim, o CTN foi editado como uma lei ordinária. A partir da Constituição de 1967, passou a existir a figura da lei complementar como espécie normativa, sendo exigida sua edição para o trato de algumas matérias. Assim permaneceu com a CF/88. Aprendemos no estudo do Direito Constitucional a teoria da recepção, segundo a qual, no advento de uma nova Constituição, as normas que sejam com ela compatíveis materialmente passam a ser recepcionadas. Assim, permanecem em vigor com o status da espécie normativa que a nova Constituição exige para regular aquela matéria. Dessa forma, se uma lei ordinária que disciplina certa matéria for recepcionada por uma nova Constituição que exige o trato de lei complementar, passaráa ter força de lei complementar. Foi o que ocorreu com o CTN que foi recepcionado pela CF/88. Como a Constituição exige lei complementar para traçar normas gerais em matéria tributária, o CTN passou a vigorar com status de lei complementar. Assim, respondendo ao primeiro item, o texto ficaria da seguinte forma: O Código Tributário Nacional, embora tenha sido criado como lei ordinária, foi recebido pelas Constituições como lei complementar. Uma vez traçadas normas gerais de Direito Tributário, mediante lei complementar federal, os entes federados passam a exercer a sua competência tributária para instituir seus tributos, definindo suas peculiaridades, que o fazem por meio de lei ordinária. Por fim, temos que, nos termos do art. 145, III, União, Estados, DF e Municípios podem instituir contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas. Gabarito: C. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 36 de 77 Questão 17 (FCC) – Procurador Judicial - Recife/2008 A Constituição Federal dispõe que compete à lei complementar disciplinar normas gerais em matéria tributária, especialmente sobre definição de fato gerador, base de cálculo e contribuintes dos impostos discriminados na Constituição. Considerando esta regra, a definição de fato gerador, base de cálculo e contribuintes do IPTU está disciplinado a) em lei complementar municipal. b) em decreto-lei federal recepcionado como lei complementar. c) no Código Tributário Nacional. d) no Código Tributário Municipal. e) em lei complementar federal específica do IPTU. Comentários Conforme estudamos, o Código Tributário Nacional, apesar de editado como lei ordinária, adquiriu status de lei complementar, constituindo, atualmente, nossa norma geral em matéria tributária. Nesse sentido, estabelece em seus arts. 32 a 34, o fato gerador, a base de cálculo e os contribuintes do IPTU: “Art. 32. O imposto, de competência dos Municípios, sobre a propriedade predial e territorial urbana tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel por natureza ou por acessão física, como definido na lei civil, localizado na zona urbana do Município. § 1º Para os efeitos deste imposto, entende-se como zona urbana a definida em lei municipal; observado o requisito mínimo da existência de melhoramentos indicados em pelo menos 2 (dois) dos incisos seguintes, construídos ou mantidos pelo Poder Público: I - meio-fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais; II - abastecimento de água; III - sistema de esgotos sanitários; IV - rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição domiciliar; V - escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima de 3 (três) quilômetros do imóvel considerado. § 2º A lei municipal pode considerar urbanas as áreas urbanizáveis, ou de expansão urbana, constantes de loteamentos aprovados pelos órgãos competentes, destinados à habitação, à indústria ou ao comércio, mesmo que localizados fora das zonas definidas nos termos do parágrafo anterior. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 37 de 77 Art. 33. A base do cálculo do imposto é o valor venal do imóvel. Parágrafo único. Na determinação da base de cálculo, não se considera o valor dos bens móveis mantidos, em caráter permanente ou temporário, no imóvel, para efeito de sua utilização, exploração, aformoseamento ou comodidade. Art. 34. Contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel, o titular do seu domínio útil, ou o seu possuidor a qualquer título.” A questão se responde facilmente pelo exposto acima. Porém, é importante observar que o CTN não é norma geral para todos os impostos discriminados na Constituição Federal. Isso ocorre, especificamente, para o IPVA, eis que não previsto no CTN por não existir à época da sua edição. Por isso, em relação ao IPVA, por força do disposto no art. 24, §3º, da Constituição Federal, os Estados e DF exercem a capacidade legislativa plena, podendo editar suas próprias normas gerais em matéria de IPVA. Assim decidiu o STF: “Deixando a União de editar as normas gerais disciplinadoras do IPVA, os Estados exercem a competência legislativa plena (CF, art. 24, § 3º) e ficam autorizados a editarem as leis necessárias à aplicação do sistema tributário nacional previsto na CF (ADCT, art. 34, § 3º). Com esse entendimento, a Turma, por unanimidade, manteve acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que rejeitara a pretensão de contribuinte do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores - IPVA de eximir-se do pagamento do tributo, sob a alegação de que o Estado de São Paulo não poderia instituí-lo, dado que não possui competência para suprir a ausência de lei complementar estabelecendo as normas gerais (CF, 146, III, a). Precedente citado: AG (AgRg) 167.777-DF (DJU 09.05.97).” RE 236.931/SP (Informativo nº 157 do STF) Gabarito: C. Questão 18 (FCC) – Procurador - Salvador/2006 O art. 146, III, "a", da Constituição Federal estabelece que caberá à lei complementar definir fato gerador, base de cálculo e contribuintes dos impostos discriminados na Constituição. Diante disso, a) a lei complementar do ente competente deverá, por exigência constitucional, ser a fonte instituidora de impostos. b) a Lei Complementar nº 116/03 instituiu o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 38 de 77 c) a lei complementar de âmbito nacional fere o Princípio Federativo, eis que a competência para instituição de impostos é privativa de cada ente. d) os entes políticos, no exercício da capacidade tributária, não se sujeitam às regras impostas por lei complementar nacional, que fixa apenas normas gerais. e) o Código Tributário Nacional define o fato gerador, a base de cálculo e o contribuinte do imposto sobre propriedade territorial urbana. Comentários Alternativa A – Errada. Estudamos que normas gerais são aquelas que estabelecem princípios, fundamentos e critérios básicos, de modo a tornar uniforme a aplicação da legislação tributária em todo o país. Logo, não é a lei de normas gerais que institui o tributo. A instituição requer lei específica para tal fim. Alternativa B – Errada. A lei complementar 116/03 é norma geral em matéria de ISS. Assim, como visto na alternativa anterior, não institui o imposto. Para isso, cada município deveria editar lei própria, instituindo o ISS nos seus respectivos territórios. Alternativa C – Errada. A lei nacional de normas gerais visa à uniformidade da tributação em todo o território nacional. Por conseguinte, não há que se falar em ofensa ao pacto federativo. Ademais, não prejudica a instituição dos tributos, pois cada ente o fará mediante lei própria, específica para esta finalidade. Alternativa D – Errada. As normas gerais harmonizam os procedimentos a serem adotados e observados por todos os entes tributantes, tais como nos casos de prescrição, decadência, etc. Por estas razões, a lei de normas gerais deve ser obedecida tanto na instituição como na cobrança do tributo. Nesse mesmo sentido, convém verificarmos uma importante decisão do STF: “A observância de normas gerais em matéria tributária é imperativo de segurança jurídica, na medida em que é necessário assegurar tratamento centralizado a alguns temas para que seja possível estabilizar legitimamente expectativas.Neste contexto, ‘gerais’ não significa ‘genéricas’, mas sim ‘aptas a vincular todos os entes federados e os administrados’.” (RE 433.352-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgamento em 20 4 2010, Segunda Turma, DJE de 28 5 2010.) Alternativa E – Correta. Como vimos na questão anterior, o CTN estabelece estas normas nos arts. 32 a 34. Gabarito: E. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 39 de 77 Questão 19 (FCC) – Auditor Fiscal – SEFIN RO/2010 A Constituição Federal dispõe sobre lei complementar em matéria tributária dentro do Sistema Tributário Nacional. Mediante lei complementar, a) devem ser instituídos os impostos discriminados na Constituição. b) devem ser fixadas as alíquotas dos impostos discriminados na Constituição. c) devem ser fixados a base de cálculo, o fato gerador e os contribuintes dos impostos discriminados na Constituição. d) podem ser concedidas isenções federais sobre tributos estaduais e municipais. e) serão criadas as limitações ao poder de tributar. Comentários O art. 146, III, da Constituição Federal disciplina que cabe à lei complementar estabelecer normas gerais em matéria tributária, especialmente sobre: definição de tributos e de suas espécies, bem como, em relação aos impostos discriminados nesta Constituição, a dos respectivos fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes; obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários. Cumpre observar que a lei de normas gerais não institui os impostos previstos na CF/88. Para tal ação faz-se necessário que cada ente tributante edite suas próprias leis, instituindo assim seus impostos. Alternativa A – Errada. A lei complementar de normas gerais não institui impostos. Alternativa B – Errada. A lei de normas gerais deve discriminar o fato gerador, a base de cálculo e os contribuintes dos impostos, mas não as alíquotas. Estas são definidas na lei do próprio ente que institui o tributo. Alternativa C – Correta. Esta é a determinação constitucional prevista no art. 146, III, a. Alternativa D – Errada. A lei de normas gerais não concede isenções. Além disso, há vedação expressa na Constituição quanto à concessão de isenção dos tributos estaduais e municipais pela União (isenção heterônoma). Alternativa E – Errada. Aqui há uma grande pegadinha. O art. 146, II, da CF que cabe à lei complementar regular as limitações constitucionais ao poder de tributar. Há que se observar que a lei regulará as limitações, mas não as cria. A criação de limitações ao poder de tributar é realizada na própria Constituição, tanto que há uma Seção específica, denominada “Das limitações do poder de tributar”. Gabarito: C. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 40 de 77 Questão 20 (FCC) – Defensor Público - SP/2007 NÃO é matéria reservada à lei complementar: a) instituição de empréstimos compulsórios. b) definição de fato gerador e base de cálculo de impostos discriminados na Constituição. c) criação de impostos não previstos na Constituição. d) instituição de contribuição de melhoria. e) disposição sobre lançamento e prescrição tributários. Comentários A Constituição Federal dispõe, de forma expressa, as matérias cuja disciplina ocorrerá em caráter complementar, mediante veículo legislativo próprio, a lei complementar. Para sabermos se é ou não necessária lei complementar para veicular determinada matéria, há que se analisar exclusivamente o texto constitucional. Somente será necessária a edição de lei complementar quando houver determinação expressa na Constituição Federal. Alternativa A – A instituição de empréstimos compulsórios requer a edição de lei complementar (art. 148). Alternativa B – Estas definições encontram determinação expressa para edição de lei complementar (art. 146, III, a). Alternativa C – Trata-se da criação de novos impostos com fundamento na competência residual da União, conforme veremos mais adiante, cuja efetivação somente se dará por meio de lei complementar (art. 154, I). Alternativa D – A instituição de contribuição de melhoria não exige lei complementar. Não há determinação expressa nesse sentido. Assim, basta a edição de lei ordinária para a sua instituição. Alternativa E – Lançamento e prescrição são temas inerentes às normas gerais, por isso há previsão expressa para serem veiculados em lei complementar (art. 146, III, b). Gabarito: D. Questão 21 (FCC) – Auditor – TCE CE/2006 Está sujeita à disciplina específica, por meio de lei complementar, a a) concessão de isenção de pagamento dos impostos de competência da União Federal. b) instituição, pela União Federal, de impostos não discriminados na Constituição Federal. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 41 de 77 c) majoração de alíquota das contribuições para o financiamento da seguridade social previstas no art. 195 da Constituição Federal. d) instituição de taxas baseadas no poder de polícia. e) outorga de anistia de impostos de competência dos Estados e do Distrito Federal. Comentários Acabamos de estudar que somente será necessária a edição de lei complementar quando houver determinação expressa na Constituição Federal. Senão, vejamos o entendimento do STF: “De há muito se firmou a jurisprudência desta Corte no sentido de que só é exigível lei complementar quando a Constituição expressamente a ela faz alusão com referência a determinada matéria, o que implica dizer que quando a Carta Magna alude genericamente a ‘lei’ para estabelecer princípio de reserva legal, essa expressão compreende tanto a legislação ordinária, nas suas diferentes modalidades, quanto a legislação complementar.” (STF, Plenário, ADIn 2.028, Min. Moreira Alves, Nov/99) “Registre-se que a Constituição, no capítulo do Sistema Tributário Nacional – arts. 145 e seguintes – quando quer lei complementar ela assim o diz, expressamente, como se pode ver ... Assim, quando a Constituição, no capítulo do Sistema Tributário Nacional, fala apenas em lei e não em lei complementar, lícito é concluir que, mesmo nos casos em que a disciplina seria, em princípio, por lei complementar, ela, Constituição, excepcionou, exigindo apenas lei.” (excerto do voto do Min. Carlos Velloso no RE 225.602-8/CE, Nov/98). Nesse sentido, das alternativas apresentadas, apenas a hipótese prevista na letra B representa matéria a ser veiculada por meio de lei complementar, nos termos do art. 154, I, da Constituição Federal. Gabarito: B. Questão 22 (FCC) – Analista de Regulação - CE/2006 Cabe à lei complementar, em matéria tributária, EXCETO a) instituir empréstimo compulsório. b) instituir imposto residual. c) regular as limitações constitucionais ao poder de tributar. d) instituir imposto extraordinário. e) estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre prescrição e decadência. Comentários Essa questão é semelhante à 17, que acabamos de ver. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 42 de 77 Alternativa A – A instituição de empréstimos compulsórios requer a edição de lei complementar (art. 148 da CF/88). Alternativa B – A criação de novos impostos com fundamento na competência residual da Uniãorequer lei complementar (art. 154, I, da CF/88). Estas definições encontram determinação expressa para edição de lei complementar (art. 146, III, a, da CF/88). Alternativa C – O art. 146, II, da CF dispõe que cabe à lei complementar regular as limitações constitucionais ao poder de tributar. Alternativa D – A instituição de imposto extraordinário não exige lei complementar. Alternativa E – Decadência e prescrição são temas inerentes às normas gerais, por isso há previsão expressa para serem veiculados em lei complementar (art. 146, III, b, da CF/88). Gabarito: D. Questão 23 – (ESAF) TRF/2002.2 Verifique os quadros abaixo e relacione cada uma das alíneas do primeiro quadro com uma das alternativas do segundo e assinale a opção correta. V. Imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos. W. Imposto sobre a propriedade de veículos automotores nos Territórios Federais. X. Imposto não previsto no art. 153 da Constituição Federal, criado por Lei Complementar. Y. Taxa em razão do exercício do poder de polícia. Z. Imposto sobre transmissão inter vivos, por ato oneroso, de bens imóveis. 1. Tributo da competência privativa da União. 2. Tributo da competência privativa dos Municípios. 3. Tributo da competência comum. 4. Tributo da competência residual da União. 5. Tributo da competência privativa dos Estados e do Distrito Federal. a) V1 W3 X5 Y2 Z4 b) V5 W1 X4 Y3 Z2 c) V2 W4 X3 Y1 Z5 d) V3 W5 X2 Y4 Z1 e) V4 W2 X1 Y5 Z3 Comentários Esta questão trata dos tipos de competência que surgiram em função de uma classificação doutrinária. Façamos uma revisão sobre estas espécies de competência. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 44 de 77 previstos no texto constitucional. Em situações excepcionais, entretanto, ocorre o acúmulo de competência para instituir impostos que, originariamente, não pertencia àquele ente. São as seguintes as situações: União e impostos nos territórios federais – Os territórios não são Estados. Constituem, simplesmente, unidades administrativas, não possuindo competência tributária. Assim, cabe à União a competência para instituir os impostos estaduais nos limites geográficos do território federal. Caso este território não seja dividido em municípios, caberá também à União a instituição de impostos municipais. Se, porém, o território já for dividido em municípios, cada município manterá a sua autonomia política e, por conseguinte, será competente para instituir seus próprios impostos. Distrito Federal e impostos municipais – De acordo com o art. 32, da CF/88, o Distrito Federal não pode ser dividido em municípios. Por isso, o mesmo artigo, em seu §1º, determina que ao DF são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios. Dessa forma, acumula a competência para instituir os impostos estaduais e municipais. Competência RESIDUAL Compreende a faculdade conferida à União para instituir impostos novos, além daqueles já discriminados (II, IE, IPI, IOF, IR, ITR e IGF). Esta competência tem previsão no art. 154, I, da CF/88. No entanto, para instituir novos impostos com fundamento na sua competência residual, a União deve observar alguns requisitos previstos no próprio art. 154, I: “Art. 154. A União poderá instituir: I - mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição;” SOMENTE PODERÁ SER INSTITUÍDO MEDIANTE LEI COMPLEMENTAR DEVERÁ SER NÃO-CUMULATIVO INOVAÇÃO NO FATO GERADOR E BASE DE CÁLCULO Existe ainda a possibilidade de a União exercer sua competência residual para instituir novas contribuições sociais. Trata-se da previsão contida no art. 195, §4º, da CF/88, que segue as mesmas exigências do art. 154, I. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 46 de 77 • Ao definir os impostos de competência de cada ente federado, a Constituição Federal adota como critério diferenciador desta espécie tributária a denominação que lhe é dada? • A outorga de competência, pelo critério da base econômica, implica, por si só, uma limitação da respectiva competência? a) Sim, não, sim. b) Sim, sim, não. c) Sim, sim, sim. d) Não, sim, sim. e) Não, não, sim. ENTENDIMENTO QUE DEVE SER GUARDADO “A Constituição de 1988, consagrando o critério adotado desde a EC 18/65, divide o poder fiscal, no que diz respeito aos impostos, com atenção às suas bases econômicas, utilizando-se, pois, de critério pré-jurídico. Ou seja, não se refere aos impostos pela sua denominação ou pelo seu objeto jurídico, mas pelo fato econômico sobre o qual devem recair. Com isso, tem-se maior segurança no sentido de que não haja invasões de competência. (...) A outorga de competência, pelo critério da base econômica, implica, por si só, uma limitação da respectiva competência. (...) A base econômica dada à tributação condiciona os diversos aspectos da norma tributária impositiva, que não pode extrapolá-la, seja ao definir a hipótese de incidência do tributo, seja ao definir a base de cálculo ou, ainda, o contribuinte.” (PAULSEN, Leandro. Direito Tributário: Constituição e Código Tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. 12ª ed. Livraria do Advogado, 2010, p. 20/21) Gabarito: A. Questão 25 – (FCC) Agente Fiscal de Rendas – SEFAZ SP/2009 Em relação à competência tributária, cabe a) à União instituir impostos sobre: I) importação de produtos estrangeiros; II) propriedade territorial rural; III) doação de quaisquer bens e direitos. b) aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: I) transmissão causa mortis; II) operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação; III) propriedade de veículos de qualquer natureza. c) aos Municípios instituir impostos sobre: I) propriedade territorial urbana e rural; II) serviços de qualquer natureza não compreendidos na Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 48 de 77 impostos municipais, com fundamento na sua competência cumulativa. Gabarito: E. Questão 26 – (FCC) Procurador – TCE AL/2008 São tributos de competência da União, EXCETO a contribuição a) de melhoria. b) social para a seguridade social. c) para o custeio do serviço de energia elétrica. d) de intervenção no domínio econômico. e) de interesse de categorias profissionais. Comentários Além de taxas e contribuição de melhoria, que são da competência comum, a União é competente para instituir os impostos previstos no art. 153 da Constituição Federal, impostos residuais e imposto extraordinário de guerra, bem como as contribuições previstas no art. 149 da Carta Magna. Alternativa A – Correta. A contribuição de melhoria é tributo da competência comum, prevista no art. 145, III, da CF/88. Alternativa B – Correta. Trata-se de contribuição prevista no art. 149 e discriminada no art. 195 da CF. Alternativa C – Errada. A COSIP é tributo de competência Municipal, prevista no art. 149-A da Constituição Federal. Alternativa D – Correta. As CIDE são da competência exclusiva da União, conforme art. 149 da CF/88. Alternativa E – Correta. Também é contribuiçãoprevista no art. 149 da CF. Gabarito: C. Questão 27 – (FCC) Analista Legislativo – Câmara/2007 O Distrito Federal tem competência para instituir, dentre outros, impostos sobre a) transmissão "causa mortis" e doação de quaisquer bens ou direitos, propriedade de veículos automotores, operações relativas à circulação de mercadorias e serviços, propriedade predial e territorial urbana e serviços de qualquer natureza. b) operações de crédito, câmbio e seguro e relativas a títulos ou valores mobiliários, propriedade predial e territorial urbana, serviços de qualquer Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 49 de 77 natureza, operações relativas à circulação de mercadorias e serviços, propriedade predial e territorial urbana e propriedade de veículos automotores. c) operações relativas à circulação de mercadorias e serviços, propriedade territorial urbana, produtos industrializados, serviços de qualquer natureza e propriedade predial e territorial urbana. d) transmissão "causa mortis" e doação de quaisquer bens ou direitos, propriedade de veículos automotores, serviços de qualquer natureza, operações de crédito, câmbio e seguro e relativas a títulos ou valores mobiliários e propriedade predial e territorial urbana. e) operações relativas à circulação de mercadorias e serviços, propriedade predial e territorial urbana, serviços de qualquer natureza, operações de crédito, câmbio e seguro e relativas a títulos ou valores mobiliários e propriedade predial e territorial urbana. Comentários Estabelece o art. 32 da Constituição Federal: “Art. 32. O Distrito Federal, vedada sua divisão em Municípios, reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos com interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços da Câmara Legislativa, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição.” O mesmo artigo, em seu §1º, determina que ao DF são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios. Dessa forma, o DF acumula a competência para instituir os impostos estaduais e municipais. Devemos observar, então, que em relação aos impostos, o Distrito Federal apenas não pode instituir aqueles reservados à União. Logo, a questão se responde assinalando como erradas as alternativas que trazem qualquer imposto da União. Alternativa A – Correta. O DF detém a competência para a instituição de todos esses impostos. Alternativa B – Errada. O imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro e relativas a títulos ou valores mobiliários (IOF) é de competência da União. Alternativa C – Errada. O imposto sobre produtos industrializados (IPI) é de competência da União. Alternativa D – Errada. O IOF é de competência da União. Alternativa E – Errada. O IOF é de competência da União. Gabarito: A. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 50 de 77 Questão 28 – (FCC) Técnico de Controle Externo – TCE MG/2007 O Estado-membro tem competência tributária para instituir contribuição a) de intervenção no domínio econômico. b) a ser cobrada de seus servidores, para o custeio em benefício destes, do regime previdenciário próprio. c) para o custeio do serviço de iluminação pública. d) de interesse das categorias profissionais ou econômicas. e) para o financiamento da assistência social. Comentários A competência para a instituição das contribuições está prevista no art. 149 da Constituição Federal: “Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo.” Esta é a regra geral, segundo a qual a competência para instituir contribuições é exclusiva da União. Ocorre que a própria Constituição prevê duas exceções: uma direcionada aos Estados e DF (§1º, art. 194) e outra aos Municípios (art. 149-A). A questão versa sobre a competência estadual para instituir contribuições. Logo, há que se observar a exceção prevista no art. 149, §1º: “§ 1º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário de que trata o art. 40, cuja alíquota não será inferior à da contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos da União. (Redação da EC 41/2003)” Gabarito: B. Questão 29 – (FCC) Técnico de Controle Externo – TCE MG/2007 A Constituição Federal atribui exclusivamente à União a competência para criar a) contribuição social, contribuição de melhoria e impostos sobre serviços de qualquer natureza. b) contribuição de melhoria, contribuição previdenciária e contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública. c) impostos, taxas e contribuição de melhoria. d) contribuições de melhoria e parafiscais, empréstimo compulsório e taxas. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 51 de 77 e) empréstimo compulsório, contribuição de intervenção no domínio econômico e contribuição de interesse das categorias profissionais ou econômicas. Comentários Além de taxas e contribuição de melhoria, que são da competência comum, a União é competente para instituir os impostos previstos no art. 153 da Constituição Federal, impostos residuais e imposto extraordinário de guerra, bem como as contribuições previstas no art. 149 da Carta Magna. Alternativa A – Errada. A contribuição de melhoria é da competência comum, prevista no art. 145, III, da CF. Já o ISS é de competência dos Municípios. Alternativa B – Errada. A contribuição de melhoria é da competência comum. A contribuição previdenciária cobrada dos servidores públicos de regime próprio pode ser instituída por todos os entes, conforme exceção prevista no art. 149, §1º, da CF. A COSIP é de competência dos Municípios. Alternativa C – Errada. Apesar de a União ser competente para instituir estes tributos, a questão pede aqueles que são de competência exclusiva da União. Alternativa D – Errada. A contribuição de melhoria e as taxas são da competência comum. Alternativa E – Correta. Todas são de competência exclusiva da União, previstas no art. 149 da Constituição Federal. Gabarito: E. Questão 30 – (FCC) Auditor Fiscal Municipal – São Paulo/2007 São tributos de competência municipal: a) imposto sobre a transmissão causa mortis de bens imóveis, imposto sobre a prestação de serviço de comunicação e imposto sobre a propriedade territorial rural. b) imposto sobre a transmissão causa mortis de bens imóveis, imposto sobre a transmissão onerosa, inter vivos, de bens imóveis e imposto sobre a propriedade predial urbana. c) imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana, imposto sobre a transmissão onerosa, inter vivos, de bens imóveis e imposto sobre a propriedade territorial rural. d) imposto sobre a propriedade territorial urbana, imposto sobre a transmissão onerosa, inter vivos, de bens imóveis e imposto sobre a prestação de serviço de comunicação. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.brPágina 52 de 77 e) imposto sobre a propriedade territorial urbana, imposto sobre serviços de qualquer natureza, definidos em lei complementar e não-compreendidos na tributação do ICMS, e imposto sobre a transmissão onerosa, inter vivos, de bens imóveis. Comentários Além das taxas e contribuições de melhoria, que pertencem à competência comum de todos os entes federados, os Municípios podem instituir a contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública e a contribuição previdenciária dos servidores sujeitos ao regime próprio, bem como os impostos previstos no art. 156, da CF: “Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: I - propriedade predial e territorial urbana; II - transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição; III - serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos em lei complementar.” Alternativa A – Errada. O imposto sobre transmissão causa mortis é de competência dos Estados. O ITR é de competência da União. Alternativa B - O imposto sobre transmissão causa mortis é de competência dos Estados. Alternativa C – Errada. O ITR é de competência da União. Alternativa D – Errada. O imposto que incide sobre o serviço de comunicação é O ICMS, de competência estadual, e não o ISS. Alternativa E – Correta. Todos os impostos descritos são de competência municipal, previstos no art. 156 da Constituição Federal. Gabarito: E. Questão 31 – (FCC) Procurador – TCE CE/2006 O Estado do Ceará tem competência tributária para instituição de a) IPTU, ICMS e IPVA. b) ITCMD, ICMS e contribuição de melhoria. c) ITBI, ITCMD e ISS. d) taxas, contribuição de melhoria e imposto residual. e) empréstimo compulsório, IPVA e taxas. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 53 de 77 Comentários Além das taxas e contribuições de melhoria, que pertencem à competência comum de todos os entes federados, os Estados podem instituir a contribuição previdenciária dos servidores sujeitos ao regime próprio, bem como os impostos previstos no art. 155, da CF: “Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: I - transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos; II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior; III - propriedade de veículos automotores.” Alternativa A – Errada. O IPTU é de competência municipal. Alternativa B – Correta. Todos esses tributos podem ser instituídos pelo Estado do Ceará. Alternativa C – Errada. O ITBI e o ISS são da competência dos Municípios. Alternativa D – Errada. Imposto residual é de competência da União. Alternativa E – Errada. Empréstimo compulsório é de competência exclusiva da União. Gabarito: B. Questão 32 – (FCC) Auditor – TCE PB/2006 A competência residual tributária é exercida a) pela União e Estados, que podem instituir impostos e taxas, que não sejam cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição Federal. b) pelos Municípios, que podem criar tributos de seu peculiar interesse, observando os princípios constitucionais da anterioridade e da irretroatividade. c) pelos Estados, que podem instituir contribuições que não tenham fato gerador e base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição Federal. d) pela União, que, através de lei complementar, pode instituir impostos que não sejam cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição Federal. e) pelos Estados e Distrito Federal, que podem instituir impostos e contribuições sociais, que não sejam cumulativos e não tenham fato Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 54 de 77 gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição Federal. Comentários A competência residual é conferida pela Constituição à União para instituição de impostos (art. 154, I) ou contribuições sociais (art. 195, §4º). A principal característica é o próprio detentor da competência: a União. Apenas ela é competente para instituir impostos e contribuições residuais. Por isso, é muito comum se ver a expressão “competência residual da União”. Sabendo desta característica, a questão se resolve facilmente, eliminando as alternativas que a atribuem a Estados e Municípios. Porém, é importante observar que a União, ao fazer uso da sua competência residual, deverá obedecer às limitações impostas pela própria Constituição: SOMENTE PODERÁ SER INSTITUÍDO MEDIANTE LEI COMPLEMENTAR DEVERÁ SER NÃO-CUMULATIVO INOVAÇÃO NO FATO GERADOR E BASE DE CÁLCULO Gabarito: D. Questão 33 – (FCC) Auditor Tributário – Jaboatão PE/2006 Sobre discriminação de competências tributárias, é correto afirmar que a) a União pode invadir as competências tributárias dos entes políticos, para instituir impostos cumulativos, com fato gerador e base de cálculo já relacionados na Constituição Federal no exercício da competência residual. b) os Estados-membros podem conceder parcelamento, isenções e anistia de tributos municipais. c) a União poderá instituir impostos extraordinários, compreendidos ou não em sua competência tributária, na iminência ou no caso de guerra externa. d) a União e os Estados-membros podem instituir contribuição de intervenção no domínio econômico. e) a União pode conceder isenções de caráter geral, em relação aos tributos municipais, distritais e estaduais. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 55 de 77 Comentários Alternativa A – Errada. Sabemos que os impostos, por representarem uma exação que independente de qualquer atividade estatal, necessitam da definição rigorosa das competências, a fim de resguardar os contribuintes da criação desenfreada pelos entes políticos. Nesse sentido, a Constituição Federal delimita expressamente a competência de cada ente para a instituição dos seus impostos. Contudo, no caso específico da União, conferiu a competência residual para a instituição de outros impostos não previstos no texto constitucional. Há que observar, entretanto, que essa prerrogativa não representa total discricionariedade, eis que sujeita a alguns requisitos, a saber: a não-cumulatividade, a inovação no fato gerador e na base de cálculo e a exigência de lei complementar. Alternativa B – Errada. Disciplina o art. 151, III, da CF/88 que é vedado à União instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Apesar de fazer menção expressa apenas à União, é pacífico o entendimento de que a determinação é aplicável também aos Estados. Isso porque a competência tributária, como estudamos, consiste na capacidade legislativa plena. Logo, o ente competente para instituir determinado tributo também o é para conceder isenções e regulamentar todas as suas peculiaridades. Nesse sentido, decisão recente do STF: “O Município é ente federado detentor de autonomia tributária, com competência legislativa plena tanto para a instituição do tributo,observado o art. 150, I, da Constituição, como para eventuais desonerações, nos termos do art. 150, § 6º, da Constituição. As normas comuns a todas as esferas restringem-se aos princípios constitucionais tributários, às limitações ao poder de tributar e às normas gerais de direito tributário estabelecidas por lei complementar. A Lei 4.468/1984 do Estado de São Paulo – que autoriza a não inscrição em dívida ativa e o não ajuizamento de débitos de pequeno valor – não pode ser aplicada a Município, não servindo de fundamento para a extinção das execuções fiscais que promova, sob pena de violação à sua competência tributária. Não é dado aos entes políticos valerem-se de sanções políticas contra os contribuintes inadimplentes, cabendo-lhes, isso sim, proceder ao lançamento, inscrição e cobrança judicial de seus créditos, de modo que o interesse processual para o ajuizamento de execução está presente. Negar ao Município a possibilidade de executar seus créditos de pequeno valor sob o fundamento da falta de interesse econômico viola o direito de acesso à Justiça.” (RE 591.033, Rel. Min. Ellen Gracie, julgamento em 17 11 2010, Plenário, DJE de 25 2 2011, com repercussão geral.) No Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 56 de 77 mesmo sentido: RE 672.785, Rel. Min. Cármen Lúcia, decisão monocrática, julgamento em 24 4 2012, DJE de 4 5 2012. Alternativa C – Correta. Esta é a competência prevista no art. 154, II, da Constituição. Alternativa D – Errada. A competência para instituição de contribuições de intervenção no domínio econômico é exclusiva da União, prevista no art. 149 da CF. Alternativa E – Errada. A regra do art. 151, III, da CF, é de que é vedado à União a concessão de isenções de tributos de competência dos demais entes (isenção heterônoma). Cabe aqui, porém, uma observação importante: a vedação é aplicável à União, mas não se aplica à República Federativa do Brasil. Vejamos o entendimento do STF: “A cláusula de vedação inscrita no art. 151, inciso III, da Constituição – que proíbe a concessão de isenções tributárias heterônomas – é inoponível ao Estado Federal brasileiro (vale dizer, à República Federativa do Brasil), incidindo, unicamente, no plano das relações institucionais domésticas que se estabelecem entre as pessoas políticas de direito público interno (...). Nada impede, portanto, que o Estado Federal brasileiro celebre tratados internacionais que veiculem cláusulas de exoneração tributária em matéria de tributos locais (como o ISS, p. ex.), pois a República Federativa do Brasil, ao exercer o seu treaty-making power, estará praticando ato legítimo que se inclui na esfera de suas prerrogativas como pessoa jurídica de direito internacional público, que detém – em face das unidades meramente federadas – o monopólio da soberania e da personalidade internacional.” (RE 543.943-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 30 11 2010, Segunda Turma, DJE de 15 2 2011.) Vide: RE 229.096, Rel. p/ o ac. Min. Cármen Lúcia, julgamento em 16 8 2007, Plenário, DJE de 11 4 2008. Gabarito: C. Questão 34 – (ESAF) Auditor Fiscal - PB/2006 A Constituição Federal relaciona os impostos que podem ser criados pelos entes políticos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) e atribui competência residual tributária a) à União para criar, através de lei complementar, novos impostos, desde que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição Federal. b) ao Distrito Federal para criar, através de lei ordinária, novos impostos, desde que sejam não-cumulativos e não tenham hipótese de incidência e fato imponível próprios dos discriminados na Constituição Federal. c) aos Estados, para os quais estão reservadas as competências que não sejam vedadas pela Constituição Federal. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 57 de 77 d) aos Municípios, para criar, através de lei, novos impostos, desde que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição Federal. e) aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para criarem, através de lei, novos impostos, desde que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição Federal. Comentários Alternativa A – Correta. A alternativa reproduz o disposto no art. 154, I, da Constituição. Alternativa B – Errada. A competência é da União. Além disso, somente por meio de lei complementar pode exercê-la. Alternativa C – Errada. Esta questão aponta um entendimento interessante, que veremos na questão 36. Veremos, na ocasião, que alguns defendem a competência residual dos Estados, mas apenas para as taxas. Quanto aos impostos, não há que se falar em ente diverso da União. Alternativa D - Errada. A competência é da União. Alternativa E - Errada. A competência é da União. Além disso, somente por meio de lei complementar pode exercê-la. Gabarito: A. Questão 35 – (FCC) Agente Fiscal de Rendas – SEFAZ SP/2006 A Constituição Federal atribui à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios competências tributárias privativas, vedando que um ente político invada a competência do outro, exceto, em relação a) à União que, no exercício de sua competência residual, poderá invadir as competências tributárias dos entes políticos, para instituir impostos cumulativos, com fato gerador e base de cálculo já relacionados na Constituição Federal. b) aos Estados-membros, que podem conceder moratória de caráter geral, em relação aos tributos municipais. c) à União que, na iminência ou no caso de guerra externa, poderá instituir impostos extraordinários, compreendidos ou não em sua competência tributária. d) à União, que pode instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. e) aos Estados-membros, que podem conceder parcelamento, isenções e anistia de tributos municipais. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 58 de 77 Comentários Alternativa A – Errada. A União, ao fazer uso da sua competência residual para instituir novos impostos, deve inovar em relação ao fato gerador e base de cálculo. Alternativa B – Errada. O ente competente para instituir determinado tributo também o é para conceder moratória e regulamentar todas as suas peculiaridades. O Estado não poderia invadir a competência do Município por ofensa ao pacto federativo e a consequente autonomia municipal. Alternativa C – Correta. Esta é a previsão do art. 154, II, da Constituição Federal. Alternativa D - Errada. Disciplina o art. 151, III, da CF/88 que é vedado à União instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Alternativa E - Errada. O ente competente para instituir determinado tributo também o é para conceder parcelamentos, isenções e anistia. O Estado não poderia invadir a competência do Município por ofensa ao pacto federativo e a consequente autonomia municipal. Gabarito: C. Questão 36 – (ESAF) AFTE – PA/2002 A Constituição Federal atribui a denominada competência residual ou remanescente, quanto aos impostos ______1______, e, no que se refere às taxas e às contribuições de melhoria, _______2_______. a) 1 aos Estados-membros, 2 à União b) 1 à União,2 aos Municípios c) 1 ao Distrito Federal, 2 aos Estados-membros d) 1 à União, 2 aos Estados-membros e) 1 aos Estados-membros, 2 aos Municípios Comentários Questão que gerou muita discussão na época do concurso. A ESAF, à época inovou nesse entendimento. Hoje, devido a esta questão, já há aceitação mais pacifica quanto a esta posição adotada pela banca. A CF/88, em seu art. 154, I, prevê a competência residual da União para criar impostos. Os Estados-membros não são dotados desta competência. Já no art. 195, §4º, a CF prevê a competência residual para a União instituir novas contribuições sociais. Os Estados- membros também não possuem esta competência. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 59 de 77 Quanto às taxas e contribuições de melhoria, a CF/88 não prevê competência residual para nenhum ente. Isso porque as taxas e contribuições de melhoria estão contidas na competência comum a todos os entes. União, Estados, DF e Municípios são competentes para instituir taxas e contribuições de melhoria, desde que prestem serviço público específico e divisível, exerçam o poder de polícia ou executem a obra pública, conforme o caso, sendo competente para instituí-los aquele ente que desenvolver tais atividades. Ocorre que a Constituição, em seu art. 21, elenca as atividades (serviços) que competem à União. Em seu art. 30, dispõe sobre a competência dos Municípios. Mas não lista, de forma expressa, o que cabe aos Estados. Por isso, no art. 25, §1º, a Constituição Federal dispõe que são reservadas aos Estados as competências que não lhe sejam vedadas por esta Constituição. É o que se costuma chamar de competência residual para prestar os serviços que não sejam privativos da União nem dos Municípios. Assim, a ESAF entendeu que, podendo os Estados-membros executar os serviços não previstos expressamente na CF e não privativos da União e dos Municípios, também pode instituir taxas por estes serviços ou contribuições de melhoria pelas obras executadas. Gabarito: D. Questão 37 – (ESAF) Analista - SUSEP/2010 A Constituição Federal, em seu art. 154, inciso I, prevê a criação de impostos que não os previstos no art. 153 (que enumera aqueles de competência da União). Sobre esta competência, usualmente denominada na doutrina “competência residual”, é incorreto afirmar-se que: a) o exercício da competência residual é reservado ao legislador ordinário, e não ao constituinte derivado. b) consoante entendimento firmado no âmbito do Supremo Tribunal Federal, a não-cumulatividade e o não bis-in-idem não precisam ser observados quando da criação de um novo imposto por meio de emenda constitucional. c) a exigência de lei complementar é inafastável e, diferentemente do que ocorre para os impostos discriminados, que têm apenas os seus fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes previstos em lei complementar, no caso da instituição de novo imposto pela União, no exercício de sua competência residual, exige-se que também a alíquota seja prevista em lei complementar. d) admite-se, excepcionalmente, a instituição de novos impostos, no exercício da competência residual, por meio de medida provisória. e) a criação de novo imposto, no exercício da competência residual, fica sujeita ao princípio da anterioridade. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 60 de 77 Comentários Questão bastante interessante da ESAF. O STF decidiu a respeito do tema competência residual no julgamento da ADIN 939/DF, quando apreciou o extinto IPMF. Eis o voto do Min. Carlos Velloso: “... a técnica da competência residual da União é para o legislador ordinário e não para o constituinte derivado.” (do voto do Min. Carlos Velloso no julgamento da ADIn 939/DF, RTJ 151/286, em que se discutiu o IPMF). Percebe-se, então, que o entendimento da Corte Suprema é no sentido de que as exigências previstas no art. 154, I, da CF/88 para a instituição de novos impostos mediante lei complementar (não- cumulatividade e inovação no fato gerador e base de cálculo) se aplicam ao legislador ordinário, ou seja, na elaboração de normas infraconstitucionais, entre as quais se enquadram as leis ordinárias e complementares. Alternativa A – Correta. No julgamento da ADIN 939/DF, como vimos, o STF defendeu o entendimento de que a técnica da competência residual da União é para o legislador ordinário e não para o constituinte derivado. Alternativa B – O bis in idem ocorre quando o mesmo ente tributante institui tributos diferentes diante do mesmo fato gerador. Consoante o entendimento firmado pelo STF, visto na alternativa anterior, pode-se inferir que as exigências previstas na Constituição (art. 154, I) para o exercício da competência residual se aplicam apenas ao legislador ordinário. Dentre essas exigências, encontram- se a não-cumulatividade e o não bis in idem (“não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição”). A alternativa está correta. Não obstante, uma importante ressalva deve ser feita. A alternativa diz que “a não-cumulatividade e o não bis-in-idem não precisam ser observados quando da criação de um novo imposto por meio de emenda constitucional”. Entretanto, há uma inconsistência no enunciado, eis que a Constituição (ou Emenda Constitucional) não cria tributos, apenas delimita a competência para que cada ente a exerça por meio de suas próprias leis. O correto seria dizer: “quando da previsão para criação de um novo imposto por meio de emenda constitucional”. De qualquer forma, não prejudica a questão. GUARDE BEM: A Constituição Federal não cria tributos. Alternativa C – Item bastante interessante. Uma das exigências previstas no art. 154, I, da CF/88 é a edição de lei complementar para instituição de novos impostos. O que a assertiva diz não é que deve ocorrer inovação na alíquota. Ou seja, não há exigência de que a alíquota seja diferente dos demais impostos. Seria absurdo Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 61 de 77 imaginar que um imposto novo instituído com base no art. 154, I, não pudesse ter alíquota de 5% (por já ser adotada pelo ISS) ou 17% (por corresponder à alíquota interna do ICMS). O que a assertiva diz é que, como o imposto deve ser instituído mediante lei complementar, a alíquota desse imposto deve constar nessa lei, eis que a lei instituidora de tributo deve prever todos os seus elementos, a saber: contribuintes (sujeito passivo), fato gerador, base de cálculo e alíquotas. Item CORRETO. Alternativa D – Assertiva ERRADA. A instituição de impostos no exercício da competência residual da União deve ser feita, obrigatoriamente, mediante lei complementar (CF, art.154, I). Alternativa E – Item correto. A CF/88 não faz ressalva à aplicação do princípio da anterioridade aos impostos instituídos no exercício da competência residual da União. Gabarito: D. Questão 38 – (FCC) Procurador – TCM BA/2011 Comparada com a norma de Direito Penal, verifica-se que a norma tributária é mais rígida. No Direito Penal, o nullum crimen nulla poena sini lege exige que o delito seja típico, decorra de uma previsão legal precisa, mas se permite ao juiz, ao sentenciar, a dosimetria da pena, com relativa liberdade, assim como diminuir ou afrouxar a pena a posteriori. No Direito Tributário, além de se exigir seja o fato gerador tipificado, o dever de pagar o tributo tambémdeve sê-lo em todos os seus elementos, pois aqui importantes são tanto a previsão do tributo quanto o seu pagamento, baseado em fórmulas de quantificação da prestação devida, e que a sociedade exige devam ser rígidas e intratáveis. (Sacha Calmon Navarro Coelho. Curso de direito tributário brasileiro. 9.ed. Rio de Janeiro: Forense, 2006, p. 220). O texto acima está se referindo ao princípio explícito da a) legalidade. b) irretroatividade da lei tributária. c) anterioridade da lei tributária. d) segurança jurídica. e) igualdade. Comentários A Constituição Federal, no art. 150, incisos I a V, estabelece os princípios constitucionais tributários, que dão contorno a toda a legislação tributária e são de observância obrigatória por todos os entes. São eles: Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 62 de 77 LEGALIDADE – Segundo o qual é vedado à União, aos Estados, ao DF e aos Municípios exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça. ISONOMIA – Segundo o qual é vedado à União, aos Estados, ao DF e aos Municípios instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos. IRRETROATIVIDADE – De acordo com esse princípio, é vedado à União, aos Estados, ao DF e aos Municípios cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. ANTERIORIDADE – Segundo o qual é vedado à União, aos Estados, ao DF e aos Municípios cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. ANTERIORIDADE NONAGESIMAL - Segundo o qual é vedado à União, aos Estados, os DF e aos Municípios cobrar tributos antes de decorridos 90 dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o princípio da anterioridade. NÃO CONFISCO – De acordo com este princípio é vedado à União, Estados, DF e Municípios utilizar tributos com efeito de confisco. NÃO LIMITAÇÃO AO TRÁFEGO – É vedado à União, Estados, DF e Municípios estabelecer limitação ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo poder público. UNIFORMIDADE GEOGRÁFICA – De acordo com este princípio, é vedado à União instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional ou que implique distinção ou preferência em relação a Estado, ao Distrito Federal ou a Município, em detrimento de outro, admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento sócio-econômico entre as diferentes regiões do país. UNIFORMIDADE DA TRIBUTAÇÃO DA RENDA – É vedado à União tributar a renda das obrigações da dívida pública dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, bem como a remuneração e os proventos dos respectivos agentes públicos, em níveis superiores aos que fixar para suas obrigações e para seus agentes. VEDAÇÃO ÀS ISENÇÕES HETERÔNOMAS - A Constituição estabelece que é vedado à União instituir isenções de tributos da competência Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 63 de 77 dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Não faz menção à aplicação desta vedação aos demais entes. No entanto, por se tratar de dispensa legal do tributo, somente pode conceder isenção o próprio ente que detém a competência. NÃO DISCRIMINAÇÃO PELA PROCEDÊNCIA OU DESTINO – A Constituição veda aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão de sua procedência ou destino. Feita esta revisão. Vamos ao que se pede. O enunciado da questão, apesar de extenso, é bem simples. Ele faz uma comparação entre a lei penal e a lei tributária. Ao afirmar que “além de se exigir seja o fato gerador tipificado, o dever de pagar o tributo também deve sê-lo em todos os seus elementos, pois aqui importantes são tanto a previsão do tributo quanto o seu pagamento, baseado em fórmulas de quantificação da prestação devida, e que a sociedade exige devam ser rígidas e intratáveis”, o enunciado quer dizer que todos os elementos da norma tributária impositiva devem estar previstos em lei (tipificados). Logo, é do princípio da legalidade que a questão dispõe. Gabarito: A. Questão 39 – (FCC) Agente Fiscal de Rendas – SEFAZ SP/2009 Da verificação de que o lançamento é o procedimento administrativo destinado a constituir o crédito tributário e que o lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada, é possível identificar o cumprimento do princípio constitucional da a) irretroatividade tributária. b) anterioridade anual. c) anterioridade nonagesimal. d) isonomia tributária. e) capacidade contributiva. Comentários Para responder a esta questão, vamos imaginar uma situação hipotética. Em 15/10/2010, certo contribuinte promove um ato que configura o fato gerador do IPI, época em que a alíquota do imposto aplicável à situação era de 15%. Em 20/01/2011, uma lei alterou esta alíquota para 20%. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 64 de 77 Em 15/11/2011, em procedimento fiscal, a Receita Federal encontra irregularidades nos recolhimentos efetuados pelo contribuinte e o autua. Qual seria a alíquota a ser utilizada? O art. 144 do CTN determina que o lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador. Em outras palavras, quer dizer que, ainda que o lançamento seja efetuado na vigência de uma nova lei, é a lei que estava em vigor na data da ocorrência do fato gerador. No nosso exemplo, a alíquota aplicável seria de 15%. Isso significa que a lei nova não pode retroagir (salvo exceções que veremos em aulas futuras) para atingir fatos geradores que ocorreram sob a vigência de outra lei. Logo, o art. 144 do CTN confirma o princípio da irretroatividade tributária. Gabarito: A. Questão 40 – (FCC) Agente Legislativo – SP/2010 A concessão de isenção de certo tributo para um determinado setor produtivo, que esteja passando por dificuldades de mercado, em detrimento de outros setores produtivos, a) é inconstitucional, por violar o princípio da capacidade contributiva. b) pode ser feita pela União relativamente a tributos estaduais, desde que também esteja concedendo isenção para um tributo federal. c) é ilegal, pois o Código Tributário Nacional só prevê isenção em caráter geral. d) é inconstitucional, por violar o princípio da uniformidade geográfica. e) é constitucional, atendendo, em tese, ao princípio da isonomia. Comentários A Constituição Federal proíbe a União, os Estados, o DF e os Municípios instituirem tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, vedada qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos. É o famoso princípio da isonomia. Devemos perceber que a vedação diz respeito ao tratamento diferenciado para contribuintes que estejam nas mesmas condições. Isso não impedeque seja conferido um tratamento favorecido para se encontra em situação dificultosa. A questão se responde com a brilhante lição de Leandro Paulsen: Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 65 de 77 “A diferença de tratamento entre pessoas ou situações é absolutamente presente em qualquer ramo do Direito, assim como no Direito Tributário. A questão não é a prescrição de tratamento diferenciado que, em si mesma, não evidencia qualquer vício. Há normas, inclusive, vocacionadas à diferenciação, como as normas de isenção, que identificam pessoas ou situações que de outro modo estariam normalmente sujeitas à imposição tributária e excluem, apenas quanto a elas, o respectivo crédito, desonerando-as. O problema está, pois, não em saber se há ou não tratamento diferenciado, mas em analisar a razão e os critérios que orientam a sua instituição. Identifica-se ofensa à isonomia apenas quando sejam tratados diversamente contribuintes que se encontrem em situação equivalente, sem que o tratamento diferenciado esteja alicerçado em critério justificável de discriminação ou sem que a diferenciação leve ao resultado que a fundamenta.” (PAULSEN, Leandro. Direito Tributário: Constituição e Código Tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. 12ª ed. Livraria do Advogado, 2010, p. 183) Pelo acima exposto, temos por resposta a alternativa E. Questão 41 – (FCC) Procurador – Recife/2008 Município do interior pernambucano institui isenção de IPTU para pais adotivos. Esta medida é a) inconstitucional, por violar o princípio da igualdade, além de não ter o critério adotado qualquer relação com os aspectos da hipótese de incidência. b) constitucional, já que estimula a adoção, tendo cará ter nitidamente extrafiscal e social. c) ilegal, por violar dispositivo constante do Código Civil que veda discriminação entre filhos adotivos e biológicos. d) constitucional, mas ilegal, por não ser da autonomia do Município políticas públicas de planejamento familiar, aí incluído o estímulo à adoção. e) constitucional, porque a Constituição Federal não veda qualquer discriminação decorrente da filiação e legal de acordo com o Código Civil. Comentários Com os comentários da questão anterior poderíamos responder a esta questão. Porém, ela revela algo interessante na alternativa B. Seria a adoção uma prática incentivada pelo Estado, revelando caráter extrafiscal? A resposta é não. Apesar de louvável a atitude, o caráter extrafiscal se revela quando o tributo é instituído, majorado ou diminuído, não levando em consideração a arrecadação. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 66 de 77 Ora, alterar o IPTU em nada influencia na adoção de crianças. E se os pais residissem em um imóvel rural? Que influência a medida teria? Nenhuma! A isenção deve trazer estreita relação entre a diferenciação dos contribuintes e o elemento diferenciador escolhido pelo legislador para a sua concessão, sob pena de inconstitucionalidade por ofensa ao princípio da isonomia. A fim de ilustrar esse entendimento, trago uma decisão proferida pelo TRF da 4ª Região: “A isenção, como causa de exclusão do crédito tributário (CTN, art.175, I), é, por sua própria natureza, fator de desigualação e discriminação entre pessoas, coisas e situações. Nem por isso, entretanto, as isenções são inconstitucionais. Inconstitucionalidade haverá se, em determinada situação, ficar demonstrado que a desigualdade criada não teve em mira o interesse ou a conveniência pública na aplicação da regra da capacidade contributiva ou no incentivo de determinada atividade de interesse do Estado.” (TRF4, 2ª T., EDAMS nº 93.04.16949 6/RS, Juiz Teori Albino Zavascki, Nov/94) Gabarito: A. Questão 42 – (FCC) Procurador – TCE AL/2008 É exceção ao princípio da uniformidade geográfica a a) vedação da União em instituir tributo uniforme em todo o território nacional. b) concessão, pela União, de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento sócio-econômico entre diferentes regiões do País. c) vedação aos Estados e Distrito Federal de instituir isenções de tributos de competência dos Municípios. d) concessão, pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, de diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão da procedência. e) vedação de estabelecer limitação ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais. Comentários O art. 151, I, da Constituição Federal proíbe a União de instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional ou que implique distinção ou preferência em relação a Estado, ao Distrito Federal ou a Município, em detrimento de outro. Trata-se do princípio da uniformidade geográfica. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 68 de 77 perspectiva dinâmica diz respeito à movimentação do patrimônio, à sua circulação, aquisição ou alienação. Alternativa A - A banca adotou uma redação bastante obscura. Não se está afirmando que os impostos podem ser confiscatórios. Isso seria absurdo, considerando o imperativo constitucional da vedação ao confisco. O que a banca quer dizer aqui é que, analisando pela perspectiva estática, os impostos sobre o patrimônio podem se tornar confiscatórios. A alternativa está correta, já que sob a ótica estática, se o tributo for elevado a tal ponto que impeça o direito de propriedade será considerado confiscatório. Alternativa B – O IPI, apesar de apresentar uma arrecadação bastante expressiva, foi criado como um tributo extrafiscal. Os tributos extrafiscais, como vimos na aula anterior, tem por objetivo principal regular algum setor econômico ou estimular certo comportamento nos consumidores. Considerando o caráter extrafiscal, admite-se certa flexibilidade para considerar o que é ou não-confiscatório. Assim, em se tratando de uma alíquota estabelecida com intuito preponderantemente extrafiscal, pode-se aceitar que um valor de 150% não seria confiscatório, a depender da situação. Correta. Alternativa C – Vale reforçar o que foi comentado na alternativa A: a redação da ESAF não foi das melhores. Não se está afirmando que os impostos podem ser confiscatórios. Isso seria absurdo, considerando o imperativo constitucional da vedação ao confisco. O que a banca quer dizer aqui é que, analisando pela perspectiva dinâmica, os impostos sobre o patrimônio podem se tornar confiscatórios. A alternativa está correta, já que sob a ótica dinâmica, se o tributo for elevado a tal ponto que impeça a circulação de bens, a aquisição ou a alienação será considerado confiscatório. Alternativa D – Alternativa correta. A progressividade consiste em aplicar alíquotas mais elevadas às maiores bases de cálculo. Assim, na medida em que a base tributável se apresenta maior, os contribuintes que ali se enquadrarem pagarão o tributo de forma mais gravosa. A CF/88 determina que o imposto de renda deve atender ao critério da progressividade. No entanto, ao aplicar este critério ao IR, a União não o pode fazê-lo de forma confiscatória, ao ponto de desestimular o acúmulo de riqueza. Imaginando uma situação absurda, suponha que a alíquota do imposto para determinada faixa de renda fosse de 90%. Ao chegar naquele limite de renda, ninguém iria querer trabalhar mais para aumentar seus rendimentos, eis que apenas 10%do acréscimo iria para a sua conta. Seria, sem dúvida, confiscatório. Alternativa E – Alternativa errada. Num conhecido julgado, o STF decidiu a respeito de como deve se avaliar o impacto do efeito Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 70 de 77 um importe que lhe confira característica confiscatória, inviabilizando inclusive o recolhimento de futuros tributos.” (RE 582.461, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento em 18 5 2011, Plenário, DJE de 18 8 2011, com repercussão geral.) “Imposto de Importação – II. Aumento de alíquota de 4% para 14%. Deficiência do quadro probatório. (...) A caracterização do efeito confiscatório pressupõe a análise de dados concretos e de peculiaridades de cada operação ou situação, tomando-se em conta custos, carga tributária global, margens de lucro e condições pontuais do mercado e de conjuntura social e econômica (...). O isolado aumento da alíquota do tributo é insuficiente para comprovar a absorção total ou demasiada do produto econômico da atividade privada, de modo a torná-la inviável ou excessivamente onerosa.” (RE 448.432-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgamento em 20 4 2010, Segunda Turma, DJE de 28 5 2010.) Gabarito: A. Questão 45 – (FCC) Agente Legislativo - SP/2010 Submete-se integralmente aos princípios da legalidade, anterioridade anual e anterioridade nonagesimal o imposto sobre a) os produtos industrializados. b) a renda e proventos de qualquer natureza. c) a transmissão de bens causa mortis e doação. d) a propriedade de veículos automotores. e) a propriedade territorial urbana. Comentários A CF/88 estabelece em seu art. 150, I, o princípio da legalidade tributária, segundo o qual é vedado à União, aos Estados, ao DF e aos Municípios exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça. Ocorre que, em seu art. 153, §1º, a Constituição prevê exceções à aplicação do princípio da legalidade, ao definir que é facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas do imposto de importação, imposto de exportação, IPI e IOF. Além disso, há previsão no art. 155, §4º, IV, para que as alíquotas do ICMS monofásico sobre combustíveis sejam definidas mediante deliberação dos Estados e Distrito Federal. Uma última possibilidade de exceção à legalidade é a redução e o restabelecimento das alíquotas da CIDE-Combustíveis, nos termos do art. 177, §1º, I, b, da CF/88. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 74 de 77 Comentários A princípio, para que a majoração de um tributo possa surtir efeito no exercício seguinte, a lei majoradora deve ser publicada até o último dia do ano anterior, em decorrência do princípio da anterioridade, obedecido ainda o prazo de 90 dias, de acordo com o princípio da anterioridade nonagesimal. Assim, uma lei que majore alíquotas de um tributo publicada em 31/12 de determinado ano produzirá efeitos no exercício seguinte, mas apenas a partir de 01/04 do ano seguinte. Como vimos, há exceções ao princípio da anterioridade. É o caso do II e do IOF, por exemplo. Para esses impostos, as alterações passam a valer no mesmo exercício da publicação da lei. Ocorre que a CF/88 permite a adoção de medida provisória em matéria tributária (ressalvadas as hipóteses em que se exige lei complementar). No entanto, o tratamento do princípio da anterioridade é diferente do adotado para as leis. Reza o art. 62, §2º, da CF/88 que medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada. O mesmo parágrafo traz como exceções o II, IE, IPI, IOF e IEG, que são exceções à anterioridade. Nenhuma ressalva há para os impostos estaduais. Assim, vamos aos dados da questão. Publicação da MP: 06/11/2007; Conversão em lei: 20/02/2008. Como não há exceção para imposto estadual, vale a regra geral do §2º, do art. 62, da CF/88: vale a data da conversão em lei da MP. Como ela foi convertida em lei em 20/02/2008, só passa a produzir efeitos no exercício seguinte, mais precisamente em 01/01/2009. Gabarito: D. Questão 49 – (ESAF) AFRF/20009 Diversos fatos podem resultar na desoneração tributária. Assinale, entre as que se seguem, a forma de desoneração tributária pela qual não nascem nem a obrigação tributária, nem o respectivo crédito por força do não-exercício da competência a que tem direito o poder tributante. a) Imunidade. b) Não-incidência. c) Isenção. d) Alíquota zero. e) Remissão. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 75 de 77 Comentários Normalmente, a regra geral é que ocorra o fato gerador, surja a exação tributária e isso gere para o contribuinte a obrigação de pagar. Contudo, há situações em que esta regra geral não chega à sua etapa final, qual seja, o pagamento do tributo. São elas: IMUNIDADE, NÃO- INCIDÊNCIA, ISENÇÃO e ALÍQUOTA ZERO. IMUNIDADE é a exclusão de uma determinada situação, bem ou sujeito da competência tributária do ente tributante. Ou seja, a imunidade atua no desenho da competência tributária, traçando os seus limites. Os Estados são competentes para instituir o ICMS, por exemplo. Mas não podem instituí-lo sobre a circulação de livros, pois a CF define em seu art. 150, VI, d, esta vedação. Podemos concluir que a imunidade é definida na própria Constituição Federal, eis que somente ela pode conferir a competência aos entes e, por conseguinte, somente ela pode traçar seus limites. Trata-se, pois, de uma limitação constitucional ao poder de tributar. Na NÃO-INCIDÊNCIA, o ente é competente para instituir determinado tributo, mas não prevê determinada situação como fato gerador, seja porque não se enquadra na definição do fato gerador, seja porque não se valeu da sua competência para aquela situação. Vejamos com exemplos. A União é competente para instituir o IPI, mas não o institui sobre as frutas vendidas na feira porque não se enquadram no conceito de produto industrializado. Por outro lado, apesar de ser competente para instituir o IPVA, cujo fato gerador é a propriedade de veículos automotores, imaginemos que o Estado do Paraná deixe de prever em suas leis instituidoras a incidência sobre bicicletas motorizadas de 50 cilindradas, por exemplo. Estaremos diante de uma situação que, embora haja previsão constitucional para a instituição do tributo, pois se trata de um veículo automotor (“Para efeito da incidência do imposto, considera-se veículo automotor qualquer veículo terrestre, aéreo ou aquático, dotado de força motriz própria de qualquer tipo, ainda que complementar, destinado ao transporte de pessoas e coisas.” Art. 1º, parágrafo único, da Lei 14.260/2003-PR), o ente competente não se valeu dessa prerrogativa, o deixando de fora do campo de incidência determinada situação ou bem. A ISENÇÃO corresponde a uma dispensa legal do pagamento do tributo. O ente é competente para instituir o tributo, a situação está prevista como hipótese de incidência, ocorre o fato gerador, mas a lei determina expressamente que haverá dispensa (isenção) do pagamento. A união é competente para instituir o IPI. O imposto incide sobre automóveis. No entanto, a própria União edita uma lei dispensando o pagamento do imposto para pessoas portadoras de deficiência física. Trata-se deuma opção do ente tributante que, Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 76 de 77 apesar de ser competente para tributar aquela situação, decide isentá-la. Percebemos que a imunidade atua na definição da competência. Já a isenção atua no exercício da competência. Por fim, ALÍQUOTA ZERO corresponde à mera ausência de pagamento em decorrência de uma operação matemática. Ora, se a alíquota é igual a zero, quando a multiplicarmos por qualquer base de cálculo, o resultado será nulo. Não haverá valor a pagar. Neste caso, o ente é competente para instituir o tributo, foi definida a hipótese de incidência, ocorreu o fato gerador, nasceu a obrigação tributária, mas ao calcular o valor devido chega-se a um resultado nulo. Geralmente verifica-se alíquota zero quando se adota o caráter extrafiscal de algum imposto, a fim de estimular algum setor econômico ou o comportamento dos contribuintes, como é o caso do PIS e da COFINS sobre alguns produtos, como o arroz, por exemplo. Pelo exposto acima, podemos concluir que a questão está tratando da não-incidência. Gabarito: B. Questão 50 – (ESAF) TRF/2006 – adaptada Em relação às imunidades, avalie as afirmações abaixo e, em seguida, marque a opção correta. I. A diferença básica entre imunidade e isenção está em que a primeira atua no plano da definição da competência, e a segunda no plano do exercício da competência. II. As imunidades podem ser definidas em função de condições pessoais de quem venha a vincular-se às situações materiais que ensejariam a tributação. III. As imunidades podem ser definidas em função do objeto suscetível de ser tributado. IV. A Constituição, ao definir a competência, excepciona determinadas situações que, não fosse a imunidade, estariam dentro do campo da competência, mas por força da norma de imunidade, permanecem fora do alcance do poder de tributar. a) Todos os itens estão corretos. b) Há apenas um item correto. c) Há dois itens corretos. d) Há três itens corretos. e) Todos os itens estão errados. Comentários Item I – Correto. Foi exatamente esta a observação que fizemos na questão anterior: a imunidade atua na definição da competência. Já a isenção atua no exercício da competência. Direito Tributário ICMS/RJ Resolução de Questões FCC Prof. George Firmino – Aula 01 Prof. George Firmino www.estrategiaconcursos.com.br Página 77 de 77 Item II – Correto. As imunidades podem ser estabelecidas para determinados sujeitos passivos. Trata-se de imunidade subjetiva. Temos como exemplo a imunidade dos partidos políticos (CF, art. 150, VI, c). Item III – Correto. As imunidades podem ser estabelecidas pelo objeto da tributação. Trata-se de imunidade objetiva. É o caso da imunidade dos livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão (CF, art. 150, VI, d). Item IV – Como vimos, a imunidade atua limitando a competência tributária dos entes federados. Nessa linha, se não fosse a imunidade a situação prevista estaria no âmbito das respectivas competências dos entes políticas. Por conta da imunidade, as situações imunes são excluídas do campo da competência de cada ente. Item correto. Gabarito: A. É isso, meu amigo! Chegamos ao final da nossa Aula 01. Como foi o seu desempenho nas questões? Não fique desanimado se errou algumas. É para isso mesmo que serve o curso de questões: para praticar. Nosso objetivo aqui é deixá-lo apto para enfrentar a FCC. Leia os comentários com calma, procure identificar onde está errando, revise bem o ponto que tem mais dificuldade e assim você estará, até sem perceber, se tornando expert naquele assunto. Espero você em breve na nossa Aula 02. Um grande abraço e bons estudos. Página em branco Página em branco Página em branco Página em branco Página em branco Página em branco Página em branco