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08-Unidade-2-4-Contribuicoes-Especiais-ou-Parafiscais2

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CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS 
(ou Parafiscais)
Nívea Cordeiro
2013
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O que vimos até então....
A Atividade Financeira do Estado;
O ingresso das Receitas Públicas (no erário público);
 A conceituação de Tributo (lei 4.320/64) que é toda receita derivada;
Iniciamos o estudo das Espécies Tributárias que são cinco:
Impostos
Taxas
Contribuições de Melhoria
Empréstimos Compulsórios
 e......
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CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS 
(ou Parafiscais)
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Rubens Gomes de Souza apud Borba (2006)
As Contribuições Especiais correspondem ao emprego das finanças públicas com objetivos extrafiscais, não visando precipuamente a obtenção de receitas, mas objetivando regular ou modificar a distribuição da riqueza nacional, equilibrar os níveis de preços de utilidades ou de salários, bem como outras finalidades econômicas ou sociais semelhantes.
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Podemos, assim dizer que as Contribuições Especiais caracterizam-se pela correspondente finalidade (não pela simples destinação do produto da respectiva arrecadação), que induz a idéia de vinculação direta: 
a) do órgão do Poder Público incumbido da intervenção no domínio econômico; ou 
b) da entidade gestora dos interesses da categoria profissional ou econômica. 
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Resumindo:
Quando o objetivo é a arrecadação de recursos para o custeio de atividades que, em princípio, não integram funções próprias do Estado, mas este as desenvolve por meio de entidades específicas.
A contribuição parafiscal seria a exigência que sustentaria encargos do Estado que não lhe seriam próprios, como ocorre com a Seguridade Social. 
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Resumindo:
Diferencia-se a contribuição parafiscal da fiscal.
A contribuição dita parafiscal tem fim social, enquanto a contribuição fiscal tem fim político.
A contribuição parafiscal é compulsório e sua receita está incluída num orçamento especial.
O destino de sua arrecadação visa atender a necessidades econômicas e sociais de certos grupos ou categorias.
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Resumindo:
A administração da receita é feita 
	por uma entidade descentralizada,
	com delegação do Estado.
Exemplo:
FGTS = sua administração é feita pela CEF com a finalidade de arrecadar contribuições das categorias econômicas, descentralizando as atividades do Estado com vistas ao levantamento do FGTS (nas hipóteses previstas na Lei), além de servir para financiamento do Sistema Financeiro da Habitação.
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Resumindo:
Nas contribuições parafiscais, há vantagem com o seu pagamento. No caso do FGTS, um grupo contribui (empregador) e o outro é beneficiado (empregado).
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	As Contribuições 
	Especiais foram 
	introduzidas em nosso 
	atual ordenamento jurídico
	pelo art. 149 e 149-A da CF,
	subdividindo-se em quatro tipos: 
a) contribuições sociais;
b) de intervenção no domínio econômico;
c) de interesse de categorias profissionais
	 e econômicas; e de
d) iluminação pública
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a) contribuições sociais;
b) de intervenção no domínio econômico;
c) de interesse de categorias profissionais e econômicas; e de
d) iluminação pública
Observação:
 	as três primeiras são de competência exclusiva da União, e, a última (de iluminação pública), de competência dos Municípios e do Distrito Federal.
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	Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo.
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Art. 146, III – CF/88
Art. 146. Cabe à lei complementar: 
        I - ................
        II - ...............
        III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre:
        
	a) definição de tributos e de suas espécies, bem como, em relação aos impostos discriminados nesta Constituição, a dos respectivos fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes; 
        b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários;
        c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas.     
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Art. 146, III – CF/88
Art. 146. Cabe à lei complementar: 
       
        d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte, inclusive regimes especiais ou simplificados no caso do imposto previsto no art. 155, II, das contribuições previstas no art. 195, I e §§ 12 e 13, e da contribuição a que se refere o art. 239. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
        Parágrafo único. A lei complementar de que trata o inciso III, d, também poderá instituir um regime único de arrecadação dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, observado que: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
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Art. 150, I e III – CF/88
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
        
I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça;
II - ........................
III - cobrar tributos:
        a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado;
        b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou;
        c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto na alínea b; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
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Art. 195, § 6o – CF/88
	Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: 
        
……..
        § 4º - A lei poderá instituir outras fontes destinadas a garantir a manutenção ou expansão da seguridade social, obedecido o disposto no art. 154, I. 
	§ 6º - As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado, não se lhes aplicando o disposto no art. 150, III, "b".
    
    § 7º - São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei.
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	Art. 149-A Os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir contribuição, na forma das respectivas leis, para o custeio do serviço de iluminação pública, observado o disposto no art. 150, I e III. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 39, de 2002)
       
	Parágrafo único. É facultada a cobrança da contribuição a que se refere o caput, na fatura de consumo de energia elétrica. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 39, de 2002)
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Contribuições
Especiais (ou
Parafiscais)
De Intervenção
No Domínio
Econômico
De Interesse 
das Categoriais
 Profissionais
 ou Econômicas
Sociais
De
 competência
dos Municípios
e do DF
INSS, 
PIS/PASEP, 
CPMF, COFINS
CIDE
CREA, OAB, 
CRC, CRM
De Iluminação
Pública
De 
competência
EXCLUSIVA
Da União
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Observações:
Importante chamar a atenção para o fato de que somente a União poderá instituir contribuições parafiscais em geral, só cabendo aos Estados, DF e Municípios (art. 149, § 1o da CF/88), instituir contribuições sociais em benefício dos seus servidores. Veja:
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Art. 149 …..
§ 1º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário de que trata o art. 40, cuja alíquota não será inferior à da contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos da União.