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08-Unidade-2-4-Contribuicoes-Especiais-ou-Parafiscais2

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na lei de diretrizes orçamentárias, assegurada a cada área a gestão de seus recursos.
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……..
§ 3º - A pessoa jurídica em débito com o sistema da seguridade social, como estabelecido em lei, não poderá contratar com o Poder Público nem dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.
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§ 4º - A lei poderá instituir outras fontes destinadas a garantir a manutenção ou expansão da seguridade social, obedecido o disposto no art. 154, I. 
Art. 154. A União poderá instituir:
I - mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição;
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§ 5º - Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total.
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§ 6º - As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado, não se lhes aplicando o disposto no art. 150, III, "b".
    
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
III - cobrar tributos:
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou;
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……..
   
§ 7º - São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei.
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Analisando as contribuições sociais, observamos que ora seu impacto é de imposto, ora é de taxa, ou seja, é um tributo misto de imposto e taxa. 
Vejamos:
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 a) Para o empregador 
ela incide sobre a folha de salários (INSS – Lei nº 8.212/91), sobre o faturamento (COFINS – Lei Complementar nº 70/91) e sobre o lucro (CSL – Lei nº 7.689/88);
Para o empregador não há nenhuma atividade 
 estatal a ele diretamente relacionada, ou seja, 
 é tributo não vinculado; é, portanto, um imposto.
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Para o trabalhador 
sua contribuição tem sua contrapartida na garantia da Seguridade Social (assistência médico-hospitalar, aposentadoria etc.). 
Portanto, há um serviço público ou efetivamente prestado ou colocado a sua disposição. 
Trata-se de tributo vinculado e, portanto, de taxa.
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e.....
Para encerrar
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“Uma noite um velho índio contou a seu neto sobre a batalha que acontece dentro das pessoas.
Ele disse:
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A Batalha dos Lobos Interiores
_ Meu querido, há uma batalha entre dois lobos dentro de todos nós.
Um é mau: é a raiva, a inveja, o ciúme, a tristeza, o desgosto, a cobiça, a arrogância, o ego, a pena de si mesmo, a superioridade, a culpa...
*
*
_ O outro é bom: a alegria, a paz, a esperança, a serenidade, a humildade, a bondade, a empatia, a benevolência, a generosidade, a verdade, a compaixão e a fé...
*
*
O neto pensou naquilo por alguns minutos e perguntou:
- Qual o lobo que vence, vovô?
*
*
E o velho respondeu:
O que você alimenta!”
*
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CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS 
(ou Parafiscais)
Nívea Cordeiro
2013
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Contirbuições
Especiais (ou
Parafiscais)
De Intervenção
No Domínio
Econômico
Sociais
De
 competência
dos Municípios
e do DF
INSS, 
PIS/PASEP, 
CPMF, COFINS
CIDE
De 
competência
EXCLUSIVA
Da União
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CONTRIBUIÇÕES DE INTERVENÇÃO NO DOMÍNIO ECONÔMICO - CIDE 
É de competência exclusiva da União a instituição da CIDE. 
Como o nome já diz, a CIDE visa intervir na economia para ajustá-la aos objetivos da política econômica (sua finalidade é interventiva), sendo que a contribuição, em si mesma, há de ser um instrumento de intervenção, isto é, os recursos com a mesma arrecadados devem ser destinados especificamente ao financiamento da atividade interventiva.
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O Brasil é um país intervencionista, propenso a adotar medidas voltadas ao comando da vida econômica por meio de sua atuação estatal;
Nesse particular, justifica-se a existência da CIDE, pois há atividades econômicas que devem sofrer intervenção do Estado Federal, a fim de que sobre elas se promova ora um controle fiscalizatório, regulando seu fluxo produtivo, ora uma atividade de fomento, tendente à melhoria do setor beneficiado, escolhido com pontualidade.
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Exemplos da CIDE
Contribuição exigida pela extinto IAA (Instituto do Açúcar e do Álcool);
Contribuição exigida pelo extinto IBC (Instituto Brasileiro do Café);
Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante – AFRMM
Adicional de Tarifa Portuária - ATP 
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Assim, a União, em seu propósito desenvolvimentista, realiza atividades de efetiva intervenção no controle do mercado, exigindo-se as CIDEs, no contexto da referibilidade, para financiar os custos e encargos correspondentes. 
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A intervenção é feita geralmente, por pessoas jurídicas de direito privado, que se responsabilizam, como entes parafiscais, pela regulação das atividades econômicas às quais se atrelam.
Vejamos dois bons exemplos deste tributo:
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a) CIDE – combustíveis
A Lei nº 10.336 de 19/12/2001, 
	instituiu a CIDE sobre a 
	importação e a comercialização
	de petróleo e gás natural – e 
	seus derivados -, e álcool etílico combustível.
A destinação do produto da arrecadação é o financiamento de projetos ambientais, programa de infraestrutura de transportes e pagamentos de subsídio a preços ou transporte de combustíveis.
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São contribuintes da CIDE o produtor, o formulador e o importador, pessoa física ou jurídica, que realizem operações de importação e de comercialização, no mercado interno de gasolina, diesel, querosene de aviação, óleo combustível, gás liquefeito de petróleo, inclusive o derivado de gás natural e de nafta e álcool etílico combustível.
A CIDE não recai sobre as receitas de exportação, para o exterior, dos produtos mencionados;
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Fato Gerador = A CIDE-Combustíveis tem como fatos geradores as seguintes operações, realizadas com os combustíveis gasolinas, diesel, querosenes etc.:
a) a comercialização no mercado interno; e
b) a importação.
A administração e a fiscalização da CIDE compete à Receita Federal do Brasil.
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Alíquotas
A Cide-Combustíveis incidirá no mercado interno, assim como na importação, com as seguintes alíquotas: (
a) gasolinas e suas correntes, incluídas as correntes que, por suas características, possam ser utilizadas alternativamente para a formulação de diesel, R$ 501,10 por m3;
b) diesel e as correntes que, por suas características, sejam utilizadas exclusivamente para a formulação de diesel, R$ 157,80 por m3;
c)querosene de aviação, R$ 21,40 por m3;
d) outros querosenes, R$ 25,90 por m3;
e) óleos combustíveis (fuel oil), R$ 11,40 por t;
f) gás liqüefeito de petróleo (GLP), inclusive o derivado de gás natural e de nafta, R$ 104,60 por t; e
g) álcool etílico combustível, R$ 22,54 por m3.
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PAGAMENTO
No caso de comercialização, no mercado interno, a Cide-Combustíveis devida será apurada mensalmente e deve ser paga até o último dia útil da primeira quinzena do mês subseqüente ao de ocorrência do fato gerador.
Na importação, a Cide-Combustíveis deverá ser paga na data do registro da Declaração de Importação (DI). 
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Pela EC nº 42/2003 a CIDE passa a incidir sobre toda e qualquer importação de produtos estrangeiros ou serviços originados do exterior e não mais apenas sobre combustíveis, determinando, ainda, que 25% da arrecadação da CIDE seja repartida pela União com os Estados e o Distrito Federal, na forma da lei, que ainda está por ser editada. 
Os Estados, por sua vez, devem repartir com os Municípios 25% de sua parte na CIDE. 
Em síntese, da CIDE arrecadada pela União, os Estados ficarão com 18,75% e os Municípios com 6,25%.
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b) CIDE – Royalties