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Diagnostico por imagem

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é uma possível consequência dessa enfermidade. Poderá ocorrer o desvio 
medial ou varus, se ocorrer lesão na linha epifisária do rádio. 
 
EXOSTOSE CARTILAGINOSA MÚLTIPLA 
Também denominada Osteocondromatose e Exostose Hereditária Múltipla, esta 
afecção de etiologia desconhecida, poderá ocorrer em todo o esqueleto, principalmente em 
ossos longos e menos frequente na coluna. Quando ocorre uma exostose cartilaginosa 
isolada, esta é denominada osteocondroma. É uma doença que afeta também outras 
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espécies, principalmente equinos. 
As lesões são frequentemente múltiplas, podendo ser císticas ou proliferativas, com 
aumento de radiopacidade. Às vezes poderão ser confundidas com neoplasias, como por 
exemplo, os osteomas. Por isso torna-se necessária biopsia para diagnóstico diferencial, 
embora os osteomas, em geral, não sejam múltiplos. 
 Radiograficamente caracteriza-se pela imagem de exostoses circulares e regulares, 
com bordas escleróticas. 
 
LUXAÇÃO PATELAR 
A luxação de patela pode ser medial ou lateral (fig. 12.2-A). As projeções 
radiográficas indicadas são a crânio-caudal, médiolateral e skyline da articulação fêmoro-
tíbio-patelar. Radiograficamente a patela se encontrará deslocada lateral ou medialmente. 
Na incidência médio-lateral, a patela não se encontra no sulco troclear e está sobreposta aos 
côndilos femorais. Outras anormalidades ósseas poderão estar presentes como sulco 
troclear raso, rotação e curvatura da porção proximal da tíbia e angulação anormal da 
articulação fêmoro-tibial. 
Caso a luxação seja intermitente, a patela poderá estar posicionada em seu local 
anatômico no sulco troclear, no momento do posicionamento para o exame. 
 
NECROSE ASSÉPTICA DE CABEÇA DO FÊMUR 
Também conhecida como Doença de Legg-Perthes, Doença de Legg-Calvé-Perthes 
ou Necrose Avascular da Cabeça Femoral, esta enfermidade ocorre geralmente em raças de 
pequeno porte, em crescimento, geralmente unilateral. A etiologia, ainda não bem 
esclarecida, inclui fatores hereditários, hormonais, conformação anatômica, pressão 
intracapsular e infarto da cabeça do fêmur. 
Ao exame radiográfico evidencia-se densidade óssea da cabeça do fêmur diminuída 
(rarefação óssea), podendo haver fragmentação da mesma e encurtamento do colo femoral 
(fig. 12.2-B). Pode-se observar, dependendo do estágio da enfermidade, alterações 
degenerativas secundárias, ou seja, osteoartrose. 
 
 
 Figura 12.2 – A- Luxação lateral de patela observada em projeção skyline. B- Necrose asséptica da cabeça 
do fêmur, lado esquerdo. 
 
CALCINOSE CIRCUNSCRITA 
Também chamada de Calcinose Tumoral e Gota Cálcica. Nesta alteração ocorre 
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deposição de sais de cálcio de aspecto amorfo no tecido mole, tecido subcutâneo, pele e 
proeminências ósseas. Radiograficamente se caracteriza como áreas circunscritas com 
radiopacidade de tecido ósseo. 
 
OSTEOARTROSE OU MOLÉSTIA ARTICULAR DEGENERATIVA 
Observa-se formação de osteófitos em superfícies periarticulares, causando dor e 
dificuldade de movimentação, pela diminuição da amplitude do movimento articular. 
 
OSTEOCONDROSE 
Caracteriza-se por um distúrbio na ossificação endocondral que leva à formação de 
um cisto subcartilaginoso. Frequentemente é bilateral e afeta as articulações escápulo-
umeral, úmero-rádio-ulnar, fêmoro-tíbio-patelar e tarso de cães jovens com crescimento 
rápido. A etiologia é multifatorial incluindo o manejo, a genética, sexo, fatores hormonais e 
nutrição. 
Radiograficamente observa-se área de rarefação óssea circunscrita na região 
subcartilaginosa (cisto ósseo) (fig. 12.3-A), podendo às vezes ocorrer erosão de cartilagem 
articular e formação de osteófitos periarticulares. Quando há avulsão de um flap de 
cartilagem no local do cisto, o qual pode sofrer mineralização, passa a denominar-se 
osteocondrite dissecante. A confirmação do diagnóstico pode ser feita através da artrografia 
(fig. 12.3-B). 
 
 
Figura 12.3 – A- Articulação escápulo-umeral de cão jovem com osteocondrose. Área radiolucente na 
cabeça do úmero. Fechamento epifisiário precoce (seta). B- Artrografia sem alteração. 
 
PANOSTEÍTE EOSINOFÍLICA 
Também conhecida como Panosteíte Canina ou simplesmente Panosteíte, ocorre em 
cães jovens e tem etiologia desconhecida. Clinicamente os animais apresentam claudicação 
sem história de lesão, podendo ocorrer em um membro e após em outro. 
Na imagem radiográfica observa-se aumento de radiopacidade na medula dos ossos 
longos, geralmente, mais evidente próximo ao forame nutrício. Poderá ocorrer perda do 
padrão trabecular normal do osso. Há casos em que as lesões são tão intensas que chegam a 
tomar por completo a cavidade medular. Espessamento endosteal e reação periosteal 
regular poderão aparecer independentemente da opacidade da medula (fig. 12.4). 
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 Figura 12.4 – Panosteíte. Aumento de radiopacidade 
do canal medular da tíbia (seta). 
 
OSTEOARTROPATIA HIPERTRÓFICA PULMONAR 
Também chamada Acropaquia ou Osteopatia Hipertrófica Pulmonar, esta doença 
está, geralmente, associada a enfermidades pulmonares (fig. 12.5-A) como neoplasias e 
tuberculose, doença pulmonar crônica, neoplasias na bexiga ou prostáticas e alterações 
metabólicas. Clinicamente os animais afetados apresentam edema na região distal dos 
membros, demonstrando dor à palpação e claudicação. Quando a lesão pulmonar é tratada 
com sucesso, as alterações ósseas regridem rapidamente. 
Características radiográficas incluem grande proliferação periosteal perpendicular à 
cortical, a qual permanece íntegra. A reação óssea do tipo osteofitose ou espículas, 
geralmente simétrica e generalizada, afeta ossos longos (fig. 12.5-B) e pode estender-se até 
as cápsulas articulares, não chegando, porém, a atingir as superfícies articulares. 
 
 
Figura 12.5 – A- Imagem radiográfica de nódulos pulmonares. B- Membros torácicos de cão. Observar o 
novo tecido periosteal formado. 
 
DISPLASIA DA ARTICULAÇÃO DO COTOVELO 
É determinada por uma das seguintes alterações: 
a) Processo coronóide medial fragmentado 
Radiograficamente observa-se alteração articular degenerativa secundária 
A 
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progressiva e, raramente, fratura do processo medial. Na projeção lateral, forma elíptica 
anormal e curvatura diminuída da chanfradura troclear ficam evidenciadas pelo aumento do 
espaço articular úmero-radial. 
b) Osteocondrose 
Enfermidade já descrita. 
c) Não União do processo ancôneo 
Radiograficamente observa-se uma linha radiolucente evidenciando a separação do 
processo ancôneo da porção proximal da ulna (fig. 12.6). 
Alteração vista somente na projeção lateral flexionada do cotovelo. Frequentemente 
com o tempo desenvolve-se doença articular degenerativa (osteoartrose). 
d) Não União do epicôndilo medial do úmero 
Esta situação é a menos frequente dentre as demais relacionadas. 
A alterações radiológica perceptível é a separação de fragmento ósseo na região 
caudal do epicôndilo. 
 
 
 Figura 12.6 – Radiografia demonstrando não-união do processo ancôneo. 
 
DISPLASIA COXOFEMORAL 
Não existe uma única etiologia definida, sabe-se que está ligada a fator hereditário, 
distúrbios hormonais, crescimento rápido, excesso de exercícios físicos, sendo assim 
descrita como de etiologia multifatorial, afetando cães de raças grandes, na maioria das 
vezes. 
O diagnóstico definitivo para a raça pastor alemão e labrador é feito com 1 ano de 
idade enquanto que para rottweiler, fila brasileiro, mastif, dogue alemão e demais raças 
gigantes, este é feito com 1 ano e seis meses. Para posicionamento ideal para a avaliação da 
articulação coxofemoral