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Triatomíneos Marcos Marreiro Villela HEMÍPTEROS - 1° par de asas do tipo hemiélitro (metade basal coriácea metade distal membranosa) INTRODUÇÃO • grande número de espécies (+ 80.000) FITÓFAGAS PREDADORAS HEMATÓFAGAS Diferenciação dos hábitos alimentares Família Reduviidae - “barbeiros*”, “chupões”, “vinchucas” Subfamília Triatominae Triatomíneos Hematófagos -Transmissores de Trypanosoma cruzi (doença de Chagas) Até 1909 - ponto de vista descritivo 1909 Arthur Neiva, a partir de 1911 diversas espécies de 1965 a 1975, Lent e Jurberg publicaram uma série de extensos estudos refinamento da sistemática morfológica Reino: Animal Filo: Arthropoda Classe: Insecta Ordem: Hemiptera – poucos hematófagos... Família: Reduviidae – há mais de 40 famílias... Subfamília: Triatominae – 16 gêneros... Gêneros: Panstrongylus, Triatoma e Rhodnius TAXONOMIA Classificação Taxonômica: - Predominantemente – morfologia externa. -Revisão taxonômica de Lent e Wygodzinsky. - Morfologia externa geral; - Ovos; -Cabeça; - Tórax; - Abdome. Ovo eclodido Estrutura exocorial Variação de 0,96 mm em Alberprosenia malheroi, a 4,01 mm em Dipetalogaster maxima . Morfologia geral dos adultos PC PM Cabeça: órgãos sensitivos, como antenas, olhos compostos e ocelos... Local de diferenciação de gêneros: Panstrongylus Triatoma Rhodnius A - cabeça Rostro: curto e reto, tri-segmentado. Mandíbulas e maxilas. Tórax : três segmentos protórax, mesotórax e metatórax Protórax – mais desenvolvido, pronoto dorsalmente, lobo anterior e lobo posterior Mesonoto – dorsalmente coberto pelo pronoto, só vê-se o escutelo Apêndices locomotores: pernas e asas. Localização: pro, meso e metatórax Função? Sulco estridulatório Padrão cromático é importante na identificação das espécies. Problema: algumas espécies apresentam variação cromática intra-específica. BIOLOGIA – FISIOLOGIA GERAL - Ovo – ninfa – adulto - 5 estádios ninfais - ciclo total – 6 m a 1 ano - vive 1,5 ano - 300 ovos - Temperatura, umidade Hemimetábolos http://www.youtube.com/watch?v=wg bBQZYB7pU Trypanosoma cruzi não faz transmissão vertical em barbeiros Ninfas são pouco conhecidas do público em geral Sem ocelos, Asas, Genitália subdesenvolvida, Tarsos dímeros Figura – Percentagem de distribuição dos estádios evolutivos dos exemplares de triatomíneos capturados em municípios da região centro- oeste de Minas Gerais. 2,5 6,3 9,7 9,9 20,8 50,8 1° 2º 3º 4º 5º Adultos Ninfas são confundidas com outros insetos, formigas, besouros... BIOLOGIA Alimentação e dejeção 4 vezes o seu próprio peso corporal e em menos de 30 minutos. densidade da população= Fartura de alimentos no meio... Alimentação Todos os estádios são hematófagos e possíveis transmissores Resistência ao jejum/ acúmulo de reserva nutritiva no corpo gorduroso As ninfas de 5º estádio mais resistentes Para muda = ao menos um repasto sanguíneo Na o sangue = maturação dos ovários e a oviposição. Estímulos ao cérebro, produção dos hormônios da muda (ecdisona). Condições de uma espécie para ser boa vetora de T. cruzi • curto espaço de tempo entre hematofagia e defecação; •ampla distribuição geográfica; • alto grau de antropofilia; • adaptação à habitação humana; • efeito anestésico da saliva. Procuram “pistas” de hospedeiros no ambiente: calor, CO2, odores, calor Os barbeiros realizam hematofagia em inúmeros vertebrados Mais de 100 espécies... Hemolinfagia, cleptohematofagia, predação Ecletismo; Oportunismo; Migrações. Evitar usar o termo “preferência alimentar” Ciclo de T. cruzi!!! Trypanosoma vespertilionis TRANSMISSÃO VETORIAL *Primeiras gotas contém quantidade máxima de tripanosomas Quase 100% do total Ciclo do T. rangeli no inseto vetor Ciclo do T. cruzi no inseto vetor T. cruzi aparece nas fezes de 6 a 15 dias após repasto. *Insetos positivos: menos resistentes? Lembrar que: O barbeiro não tem DCH Não transmite a doença propriamente dita Vale para todos os vetores. Ciclo do T. cruzi no inseto vetor PRINCIPAIS ESPÉCIES Atualmente 144 espécies de triatomíneos Menos de 10 realmente apresentam importância epidemiológica como transmissoras Principais: Triatoma infestans, Triatoma sordida, Triatoma brasiliensis, Triatoma pseudomaculata, Triatoma rubrovaria, Panstrongylus megistus, Rhodnius prolixus, Triatoma dimidiata. Triatoma infestans - Principal vetor na América do Sul - Intradomiciliar no Brasil - Proveniente da Bolívia - depende do microclima - casas com 10.000 exemplares - Foi praticamente eliminado do Brasil - Importante na Bolívia e no Paraguai - Obtém sucesso quando coabita Triatoma sordida - Desde o RS até o Sul do PI e PE - Encontrado principalmente no peridomicílio (aves) - papel secundário na transmissão do T. cruzi (alimentação) - No meio silvestre é encontrado sob cascas de árvores - Espécie mais capturada atualmente Triatoma brasiliensis - Presente no Nordeste brasileiro - PI, CE, RN, PA, PE, BA -É encontrado no ambiente domiciliar, peridomiciliar e silvestre - Pode ser encontrado em altas densidades no domicílio - Voraz e agressivo Panstrongylus megistus - Principal vetor do Brasil atualmente - Relevância histórica - grande distribuição geográfica - boa susceptibilidade ao T. cruzi - muita importância em Minas Gerais - apresenta hábitos silvestres (gambás) - Diferentes hábitos entre o sul e o nordeste do Brasil Triatoma rubrovaria - Principal vetor do RS - Limita-se ao Sul do continente - boa susceptibilidade ao T. cruzi - apresenta hábitos rupestres - associado aos roedores - formador de pequenas colônias domiciliares Distribuição do Triatoma rubrovaria no RS T. circummaculata Presente no RS Invade domicílios (sem colônias) Espécie pequena com manchas avermelhadas Ambas são raras... T. carcavalloi Rhodnius Ver inserção das antenas sobe melhor obstáculos Picada mais alergênica Semelhantes... Figura 05 – Proporção mensal de ninfas e adultos de P. megistus capturados nos municípios da região centro-oeste de Minas Gerais. n = 1390 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 J F M A M J J A S O N D Adultos Ninfas Local ideal para os triatomíneos Residência de pau-a-pique; Residência construída com madeira e palha. Peridomicílio instável Como capturar os triatomíneos? Como borrifar? Região amazônica – novos desafios Rhodnius brethesi defecando sobre o hospedeiro. CONTROLE • Vigilância entomológica – notificação obrigatória; • Aplicação de inseticidas na Unidade Domiciliar (UD); • Melhoria das habitações – evitar esconderijos; • Educação e participação da população. Trabalhos educativos Importante e esquecido Precariedade PIT´s desconhecidos; Sem mostruários; Ausência de ninfas. Boa iniciativa na Bolívia NATURE, 2010 NATURE, 2010 Abordagem multidisciplinar Educadores,Profissionais da Saúde (PSF), Integração com a população, Crianças e jovens, Trabalhos lúdicos... COMO OCORRE NO CAMPO?? PONTO DE APOIO RECONHECIMENTO GEOGRÁFICO MAPA DE LOCALIDADE PARTINDO DO PONTO DE APOIO PESQUISANDO PAREDE PESQUISANDO COLCHÃO PESQUISANDO MADEIRA Vestígios Exúvia CAPTURANDO CAPTURA APLICANDO INSETICIDA Autor:Ricardo BarataAutor:Ricardo Barata Piretróides: cipermetrina, ciflutrina, lambda-cialotrina, deltametrina... • controle biológico -fungos (Metarrhizium aniisopliae) -Microhimenópteros parasitóides (Telenomus) - Predadores (Reduvídeos: Zelurus), artrópodes, vertebrados... • inibidores de quitina, hormônio juvenilizante... CONTROLE Controle - Melhoria habitacional, manejo ambiental; - Higiene domiciliar (limpeza, roupas de cama, varrer); - Ventilação do ambiente e colchão; - Aplicação de inseticidas piretróides; - Eliminação de focos de morcegos (e outros) no domicílio; - Mosquiteiros impregnados por inseticidas. É possível erradicar a moléstia???