apostila_de_exerccio_custeio_varivel_e_preo_de_venda
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DisciplinaContabilidade e Análise de Custos712 materiais2.431 seguidores
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MÉTODO DO CUSTEIO VARIÁVEL OU DIRETO 
Como vimos anteriormente, os custos fixos, existem e mantêm-se sempre no mesmo montante (dentro de 
certo limite), independente do volume de produção. Observamos assim que o montante de custo fixo a ser alocado a 
uma unidade de determinado produto, tende a variar conforme as oscilações no volume total de produção, já que os 
estes não oscilam na mesma proporção e são distribuídos em função do volume total produzido. 
Resumindo, podemos dizer que os custos fixos apresentam uma característica mais de \u201cencargo\u201d para 
que a empresa possa produzir do que propriamente um custo de fabricação deste ou daquele produto. 
Como os custos fixos, normalmente são distribuídos aos produtos com base em critérios de rateios, 
podemos incorrer em alguns erros conforme afirma Joel J. Santos, (1995). \u201cCaso as \u201cpartes certas\u201d dos custos não 
sejam bem levantadas, a empresa poderá correr o risco de desequilibrar os produtos, alocando mais custos em um 
produto em detrimento do outro, com reflexos diretos nos preços de vendas\u201d, afirmando ainda que \u201cpara evitar esse 
tipo de distorção, recomenda-se distinguir os custos que pertencem ao produto, os chamados marginais, e os custos 
estruturais, pertencentes à empresa, que estão relacionados a sua capacidade instalada, chamados de fixos.\u201d 
Os rateios de custos, por serem arbitrários, muitas vezes podem distorcer o custo real de um determinado 
produto e consequentemente levar o administrador a tomar uma decisão equivocada sobre este produto. 
Levando-se em conta as distorções que o custo fixo pode causar no custo de um determinado produto, foi 
criado o Método de Custeio Variável, (também conhecido como Método de Custeio Direto), o qual consiste em alocar 
como custo do produto, somente os custos variáveis, que estão diretamente ligados ao produto, enquanto que os 
custos fixos são levados diretamente ao resultado do período, evitando assim que se use de arbitrariedades 
(\u201cRateios\u201d) no cálculo do custo do produto. 
Pode-se verificar melhor o tratamento dado aos custos fixos no exemplo do demonstrativo de resultados 
abaixo: 
 
Demonstrativo de Resultados 
Companhia Exemplo S/A 
Receitas de vendas $ 15.000 
(-) Custos variáveis das vendas $ -10.000 
(=)Margem de contribuição $ 5.000 
(-)Custos fixos $ -3.000 
Resultado do período $ 2.000 
 
O Sistema de Custeio Variável, surgiu nos Estado Unidos no ano de 1936 através de J. Harris e hoje é 
uma importante arma na administração de empresas, justamente pelo fato acima exposto, não necessita de nenhum 
tipo de rateio, ficando assim o custo do produto livre de possíveis erros na escolha do critério de rateio utilizado. 
Mesmo não sendo aceito pela legislação fiscal para apuração do resultado tributável , o método de 
custeio direto, conforme afirma Eliseu Martins (1987, pg. 203) \u201cdo ponto de vista decisorial, (...) tem condições de 
propiciar muito mais rapidamente informações vitais à empresa; também o resultado medido dentro do seu critério 
 
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parece ser mais informativo à administração, por abandonar os custos fixos e tratá-los contabilmente, como se fossem 
despesas, já que são quase sempre repetitivos e independentes do diversos produtos e unidades\u201d. 
Há de ressaltar-se ainda que o método de custeio variável, fere alguns Princípios Contábeis, 
principalmente o Princípio da Competência e o da Confrontação, segundo os quais, devemos apropriar as receitas e 
delas deduzir todos os sacrifícios envolvidos para sua obtenção. Este fato, justifica a não aceitação do custeio variável 
para efeitos de resultados e balanços, ficando as empresas livres para a utilização do custeio variável, apenas para 
controles internos. 
EXEMPLO 
 
A empresa \u201cDoce sabor Ltda.\u201d, trabalha com produção e venda de balas. No período X1, foi registrada produção de 
6.000 Kg de balas de coco e 9.000 Kg de balas de banana. 
Sabe-se que na empresa, as balas são produzidas em tachos, sendo que em cada batida, são produzidas 20 Kg de 
balas. O chefe de produção utiliza-se da seguinte formulação para cada batida de balas produzidas. 
 
Balas de coco 
Coco ralado - 3,0 Kg 
Açúcar - 15,0 Kg 
Essência de coco - 50 ml 
Embalagem - 5,0/Kg 
Glucose - 2,0 Kg 
 
Balas de banana 
Banana - 7,0 Kg 
Açúcar - 12,5 Kg 
Essência de banana - 40 ml 
Embalagem - 5,0/Kg 
Glucose - 2,5 Kg 
No início do período existiam os seguintes registros de estoques: 
Descrição Volume Un. Custo médio - $ 
Balas de banana 250,0 Kg 0,7800 
Balas de coco 120,0 Kg 0,9200 
Açúcar 830,0 Kg 0,4800 
Glucose 280,0 Kg 1,3000 
Essência de banana 3,0 Litros 30,0000 
Coco ralado 15,0 Kg 2,5000 
Essência de coco 2,0 Litros 25,0000 
Embalagens 5.500 Unid. 0,0200 
 
As compras do período foram efetuadas no primeiro dia útil do mês com os seguintes preços líquidos. 
Bananas $ 0,4200/Kg 
Coco ralado $ 2,3000/Kg 
Açúcar $ 0,4500/Kg 
Glucose $ 1,3500/Kg 
Essência banana $ 28,0000/L 
Essência coco $ 26,0000/L 
Embalagens $ 0,0230/Un. 
 
 
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Estoques no final do período X1 
Descrição Volume Un. 
Balas de banana 145,0 Kg 
Balas de coco 228,0 Kg 
Açúcar 625,0 Kg 
Glucose 342,0 Kg 
Essência de banana 6,0 Litros 
Coco ralado 85,0 Kg 
Essência de coco 5,0 Litros 
Embalagens 6.250,0 Unid. 
 
No período X1 ainda foram contabilizados: 
Custos fixos = $ 4.800,00 
Despesas fixas = $ 1.300,00 
 
As balas de banana foram vendidas no final do período X1, ao preço de $ 1,32/Kg e as balas de coco ao preço de $ 
1,45/Kg. 
Pede-se que se demonstre a movimentação dos estoques no período pelo método Media Ponderada. 
Calcule os custos de produção e o resultado do período, sabendo-se que a empresa utiliza-se do Custeio Variável. 
Resolução 
1) Calculo do consumo de matérias primas. 
Descrição Bala banana Bala coco Total 
Banana 
Coco ralado 
Essência coco 
Essência banana 
Glucose 
Açúcar 
Embalagens 
 
 
2) Movimentação dos estoques de matérias primas 
FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUES 
Descrição: Banana Espécie: Kg 
Data Entrada Saída Saldo 
 Qtd. Vr. Unit. Total Qtd. Vr. Unit. Total Qtd. Vr. Unit. Total 
 
 
 
 
FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUES 
Descrição: Coco Ralado Espécie: Kg 
Data Entrada Saída Saldo 
 Qtd. Vr. Unit. Total Qtd. Vr. Unit. Total Qtd. Vr. Unit. Total 
 
 
 
 
 
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FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUES 
Descrição: Essência de Coco Espécie: Kg 
Data Entrada Saída Saldo 
 Qtd. Vr. Unit. Total Qtd. Vr. Unit. Total Qtd. Vr. Unit. Total 
 
 
 
 
FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUES 
Descrição: Essência de Banana Espécie: Kg 
Data Entrada Saída Saldo 
 Qtd. Vr. Unit. Total Qtd. Vr. Unit. Total Qtd. Vr. Unit. Total 
 
 
 
 
FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUES 
Descrição: Embalagens Espécie: U nidades 
Data Entrada Saída Saldo 
 Qtd. Vr. Unit. Total Qtd. Vr. Unit. Total Qtd. Vr. Unit. Total 
 
 
 
 
 
FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUES 
Descrição: Açúcar Espécie: Kg 
Data Entrada Saída Saldo
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