aula dolo transparencia
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aula dolo transparencia


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CRIME
CRIME = FATO TÍPICO + ANTIJURÍDICO = TEORIA FINALISTA
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	Dolo
Direto de 1 º grau- Quando o sujeito busca alcançar um resultado certo e determinado.
Dolo direto de segundo grau, quando não quer diretamente o resultado, mas o admite como necessariamente unido ao resultado que busca.
Dolo Indireto \u2013 alternativo ou eventual.
Distingue-se o dolo direto de segundo grau do dolo eventual porque, no primeiro, o autor tem consciência de que o resultado é inevitável, no dolo eventual ele aparece como resultado possível.
	Espécies de Dolo
O dolo de dano, em que o agente quer ou assume o risco de causar lesão efetiva (arts. 121, 155 etc.)
O dolo de perigo, em que o autor da conduta quer apenas o perigo (arts. 132, 133 etc.). 
 Dolo genérico é a vontade de realizar o fato descrito na lei, em seu núcleo (vontade de matar, de subtrair, de raptar etc.). 
Dolo específico é a vontade de realizar o fato com um fim especial (fim libidinoso, de obter vantagem indevida etc.). Foi visto, entretanto, que a distinção é falha, pois o que existe são os elementos subjetivos do tipo.
	O Crime Culposo
É aquele em que o sujeito deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia. Está descrito no art. 18, II do CP.
Elementos do fato típico culposo:
Conduta(sempre voluntária);
Resultado involuntário;
Nexo causal;
Tipicidade; 
Previsibilidade objetiva ( é a possibilidade de qualquer pessoa dotada de prudência mediana prever o resultado;
Ausência de previsão;
Quebra do dever objetivo de cuidado ( por meio da imprudência, imperícia ou negligência).
	Modalidades de Culpa
IMPRUDÊNCIA: ação (comissão) sem a cautela necessária. NEGLIGÊNCIA: inatividade (omissão) conduz a resultado evitável pelo agente. IMPERÍCIA \u2013 ausência de aptidão técnica para o exercício profissional.
Espécie de culpa
Culpa Inconsciente \u2013 o agente não prevê o resultado de sua conduta, apesar de ser este previsível.
Culpa Consciente \u2013 o agente prevê o resultado, mas não aceita como possível.
Culpa Própria \u2013 o agente não quer o resultado nem assume o risco de produzi-lo.
Culpa Imprópria deseja o resultado, mas só deseja por engano ou precipitação (erro de tipo). A vontade está viciada. Por um erro. **
CRIME
CRIME = FATO TÍPICO + ANTIJURÍDICO = TEORIA FINALISTA
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	Tentativa 
Tentativa ou Crime tentado - art. 14, II CP.
    É a realização incompleta da figura típica.
    Para haver crime tentado o agente tem que dar início à execução.
1º Início da execução \u2013 atos dirigidos a prática do crime. 
    
2º não se consume por circunstâncias alheias a vontade do agente
    A tentativa é a execução começada de um crime, que não chega à consumação por motivos alheios à vontade do agente (Celso Delmanto), Realização incompleta do crime.
Teoria Objetiva - propõe para a tentativa pena menor qua a do crime consumado, diminuída de um a dois terços.. Art. 14 CP.
	Pode não Ocorrer Crime Tentado/ Outras Questões referentes ao fato típico:
I - pela própria vontade do agente:
a) desistência voluntária
(art. 15 C.P.) - desiste de prosseguir na execução.
b) arrependimento eficaz
(art. 15 C.P.) - impede que o resultado se produza - art. 65, III, (b) C.P.
II - interferência de circunstância:
a) tentativa perfeita
(ou acabada) - quando o agente esgota todos os atos de execução. (esgotamento da potencialidade lesiva). "É compatível com o arrependimento eficaz"
	b) tentativa imperfeita
(ou inacabada) - quando não esgota todos os atos por circunstâncias alheias à sua vontade. "É compatível com a desistência voluntária"
Arrependimento Posterior
(Art. 16 C.P.)
Requisitos
a) Sem violência ou grave ameaça à pessoa: física e/ou moral.
b) Só o sujeito pode reparar todo o dano emergente do crime ou restituir todos os objetos materiais.
c) a reparação do dano ou restituição do bem constituam atos voluntários do agente.
d) a reparação do dano ou a restituição do bem ocorram até a data do recebimento da denúncia ou da queixa.
	Não Admitem a Figura da Tentativa
a) os crimes culposos;
b) os crimes preterdolosos;
c) as contravenções;
d) os omissivos próprios;
e) os crimes unissubsistentes (materiais, formais ou de mera conduta), que se realizam por um único ato. ex.: Injúria verbal. 
f) os crimes que a lei pune somente quando ocorre o resultado, como a participação em suicídio. (C.P. Art. 122);
g) os crimes habituais, que não possuem um "inter", como o descrito no Art. 230 C.P.)
h) os crimes permanentes de forma exclusivamente omissiva. Ex.: cárcere privado praticado por quem não libera aquele que está em seu poder. O crime permanente que possui uma fase inicial comissiva admite a tentativa.
CRIME
CRIME = FATO TÍPICO + ANTIJURÍDICO = TEORIA FINALISTA
 
	 
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	Tentativa inidônea
quase crime/ crime impossível/ tentativa inadequada
Conceitos
1º) por ineficácia absoluta do meio. ex.: envenenar alguém com açúcar, supondo-o arsênico.
2º) por impropriedade absoluta do objeto. Ex.: desferir tiros em um desafeto já morto.
obs.: Art. 147 e 157, § 2º, I, C.P.
Erro Sobre Elementos do Tipo - Art. 20, Erro sobre elementos do tipo \u2013 Crime \u2013 CP.
	Erro de Tipo
   É a ausência de elemento ou circunstância da figura típica incriminadora ou permissiva, na ação praticada pelo sujeito.
I - Essencial:
    É o que versa sobre elementares ou circunstâncias. Há erro de tipo essencial quando a falsa percepção impede o sujeito de compreender a natureza criminosa do fato. 
 a) Invencível (escusável, inculpável ou incontornável) - quando não pode ser evitado pela normal diligência. Qualquer pessoa, empregando a diligência ordinária exigida pelo ordenamento jurídico, nas condições em que se viu o sujeito, incidiria em erro. Há exclusão do Dolo e da Culpa.
dolosos - ocorre um desvio na relação representada pelo agente entre a conduta e o resultado, isto é, o agente pretende atingir certa pessoa, vindo a ofender outra inocente pensando tratar-se da primeira. 
	
b) Vencível (inescusável, culpável ou contornável) - quando pode ser evitado pela diligência ordinária, resultando de imprudência ou negligência. Qualquer pessoa, empregando a prudência normal exigida pela ordem jurídica, não cometeria o erro em que incidiu o sujeito. Não responde por crime Doloso, mas sim por crime Culposo.
II - Acidental:
    É o que não versa sobre elementos ou circunstâncias do crime, incidindo sobre dados acidentais do delito ou sobre a conduta de sua execução. 
a) Sobre o objeto - quando o sujeito supõe que sua conduta recai sobre determinada coisa, sendo que na realidade ela incide sobre outra.
b) Sobre pessoa - obs.:   Erro sobre a pessoa -  só é admissível nos crimes
	
Art. 20 § 3º C.P.
c) Na execução - "aberratio ictus" - (Art. 73 C.P.).
d) Resultado diverso do pretendido - "aberratio delicti" - (Art. 74 C.P.).
III - Provocado por terceiro - Art. 20 § 2º CP
IV - Descriminantes putativas - Art. 20 § 1º CP
*Obs: Artigos = 130 perigo de contágio