A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
12 pág.
Aminoácidos de Cadeia ramificada (Leucina)

Pré-visualização | Página 4 de 7

avaliar o efeito sobre a força, 
características antropométricas, resistência e 
desempenho durante os treinos. Os autores 
chegaram à conclusão que a energia da parte 
superior do corpo foi aumentada em ambos os 
grupos após a suplementação, mas com a 
suplementação com leucina a potência dos 
membros superiores, o tempo de exaustão e o 
esforço percebido foram significativamente 
melhorados em comparação com o grupo 
placebo. 
Apesar de uma quantidade maior de 
leucina ter sido eficaz na melhora do 
desempenho, não houve efeito na elevação de 
triptofano no plasma com relação ao BCAA 
totais, onde esse desempenho durante os 
treinos não foi favorecido uma diminuição na 
fadiga central com relação aos BCAA. 
Rieu e colaboradores (2006) 
realizaram um estudo do efeito da 
suplementação com leucina na dieta sobre a 
síntese proteica muscular em idosos. Vinte 
homens idosos saudáveis foram selecionados 
e foram analisados antes e após uma 
alimentação rica ou pobre na concentração de 
leucina. O estudo mostrou que não foi 
observado alteração na síntese proteica pela 
suplementação, mas houve um aumento na 
taxa de síntese fracional (TSF) no grupo que 
foi suplementado 5 horas após a 
suplementação de leucina. Os autores 
concluíram que a suplementação de leucina 
durante as refeições, aumenta a síntese 
proteica muscular em idosos independente do 
aumento da concentração dos outros 
aminoácidos. 
Em outro estudo (Koopman e 
colaboradores, 2006), investigaram o balanço 
proteico e a taxa de síntese proteica muscular 
utilizando uma suplementação de apenas 
carboidrato (CHO) e outra suplementação a 
base de carboidrato associado à proteína e a 
leucina (CHO+Pro+Leu). Deste estudo 
randomizado, participaram 8 jovens e 8 idosos 
 
 
 
Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, São Paulo. v. 7. n. 40. p.212-223. Jul/Ago. 2013. ISSN 1981-9927. 
218 
 
Revista Brasileira de Nutrição Esportiva 
ISSN 1981-9927 versão eletrônica 
 
Per iód ico do Inst i tuto Brasi le i ro de Pesquisa e Ensino em Fis io logia do Exerc íc io 
 
w w w . i b p e f e x . c o m . b r / w w w . r b n e . c o m . b r 
 
que foram submetidos à suplementação com 
uma das bebidas elaboradas com CHO ou 
CHO+Pro+Leu cerca de 30 minutos após 
atividades da vida diária com um posterior 
treino resistido leve. Os autores verificaram um 
balanço proteico negativo em ambos os 
grupos suplementados com CHO, mas positivo 
nos grupos CHO+PRO+LEU e taxa de síntese 
proteica muscular foi significantemente maior e 
nos grupos CHO+PRO+LEU do que nos 
grupos com CHO. 
Uchida e colaboradores (2008) relatam 
um estudo duplo cego, cruzado, que teve o 
objetivo de avaliar o efeito do consumo de 
BCAA (leucina, isoleucina, valina) sobre o 
exercício de endurance realizado até a 
exaustão. Dezessete soldados brasileiros 
participaram do estudo, consumindo durante 
os treinos 77mg.kg-1 de BCAA ou 64g de 
maltodextrina (placebo), onde executaram um 
teste de corrida a 90% VO2 máximo até a 
exaustão. O estudo não apresentou diferença 
significativa com relação ao tempo até 
exaustão, a distância percorrida e a percepção 
de esforço (PSE) entre o grupo suplementado 
com BCAA e com placebo. Além disto, 
também não foi evidenciada diferença na 
concentração plasmática de glicose entre 
ambas as condições experimentais. Os 
autores chegaram à conclusão que o presente 
estudo não promoveu efeito ergogênico 
durante um treino aferido por um teste de 
corrida até a exaustão. 
Pasiakos e colaboradores (2011) 
relatam um estudo cruzado e randomizado 
que avaliou a síntese e recuperação proteica 
muscular logo após o exercício constante e 
moderado, caracterizado pela realização de 60 
minutos de bicicleta ergométrica a 60% do 
VO2 máximo. Oito adultos saudáveis 
receberam durante o exercício duas bebidas 
proteicas contendo 10g de aminoácidos 
essenciais em diferentes teores de leucina, um 
grupo recebeu uma bebida contendo 3,5g de 
leucina e o outro grupo recebeu uma bebida 
contendo 1,87g de leucina. Os autores 
verificaram que houve uma síntese proteica 
muscular 33% maior após o consumo da 
bebida enriquecida com 3,5g de leucina e isto 
demonstra, que o aumento da disponibilidade 
de leucina durante o exercício promove o 
anabolismo da proteína do músculo 
esquelético e reposição de proteína endógena. 
O estudo ainda relata que a proteína quinase 
mTOR teve sua fosforilação aumentada 30 
minutos durante os treinos, retornando ao 
valor basal 210 minutos após os treinos, 
contribuindo desta forma com a síntese 
proteica. 
Ispoglou e colaboradores (2011) 
realizaram um estudo randomizado durante 12 
semanas para avaliar a força adquirida com 
treinos de resistência de 5-RM, utilizando 8 
máquinas de exercício padrão. Vinte e seis 
homens saudáveis e destreinados foram 
divididos em dois grupos de acordo com as 
bebidas ingeridas: grupo L-Leucina (4g/dia) e 
o grupo placebo lactose (4g/dia). Estas 
bebidas eram ingeridas seguidas de uma 
supervisão duas vezes por semana. O grupo 
L-Leucina demonstrou ganhos 
significativamente mais elevados em força de 
5-RM total, somando os treinos em oito e cinco 
exercícios, obteve-se 40,8% (±7,8) e 31,0% 
(±4,6) para leucina e para o placebo. Não 
houve diferenças significativas entre os grupos 
no percentual de ganho de massa magra ou 
perda de massa gorda. Os autores chegaram 
à conclusão que 4g com suplementação de 
leucina por dia, podem ser utilizado para 
melhorar o desempenho de força durante um 
programa de aumento de resistência em 
participantes destreinados. 
 
Tabela 2 - Estudos e efeitos da suplementação de Leucina em humanos associado ou não com 
atividade física, tendo 7 resultados positivos e 1 negativo 
Estudo Amostra Intervenção Suplemento Resultados 
Koopman e 
colaboradores 
(2005) 
8 jovens 
destreinados 
 
22,3±0,9 anos 
 
74,1±3,5 kg 
 
181± 0,2 m 
 
22,5±0,9 kg/m2 
- 80% de 1 RM 
 
- 8 séries de 8 
repetições de leg press 
horizontal e banco 
extensor 
 
- 2 minutos de 
intervalo entre as 
séries 
LEU - 
0,1g/kg de leucina 
 
PRO - 
0,2g/kg de proteína 
hidrolisada 
 
CHO- 0,3g carboidrato: 
- 50% glicose 
- 50% maltodextrina 
- Grupo: 
CHO+PRO+LEU 
 
Maior liberação de insulina. 
 
Maior síntese muscular. 
 
Menor degradação proteica. 
 
A taxa de síntese fracional (TSF) 
6 horas após o exercício foi maior 
 
 
 
Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, São Paulo. v. 7. n. 40. p.212-223. Jul/Ago. 2013. ISSN 1981-9927. 
219 
 
Revista Brasileira de Nutrição Esportiva 
ISSN 1981-9927 versão eletrônica 
 
Per iód ico do Inst i tuto Brasi le i ro de Pesquisa e Ensino em Fis io logia do Exerc íc io 
 
w w w . i b p e f e x . c o m . b r / w w w . r b n e . c o m . b r 
 
 
Katsanos e 
colaboradores, 
2006 
4 grupos: 
 
Grupo idoso 
26% leucina: 
n=10 
66,7± 2,0 anos 
81,7±3,6 kg 
171,5±2,8 cm 
 
Grupo idoso 
41% leucina: 
n=10 
66,5± 2,2 anos 
66,5±2,2 kg 
165,2±3,1 cm 
 
Grupo jovem 
26% leucina: 
n=8 
30,6± 2,0 anos 
70,1±4,7 kg 
170,2±2,3 cm 
 
Grupo jovem 
41% leucina: 
n=8 
28,8± 2,6 anos 
76,6±7,7 kg 
170,2±3,7 cm 
 
26% Leucina -15g de Whey 
Protein com 1,7g de 
leucina (26% dos 
aminoácidos essenciais) 
 
 
41% Leucina -15 de Whey 
Protein com 2,7g de 
leucina (41% dos 
aminoácidos essenciais) 
Idoso: 
Aumento na Taxa de síntese 
fracional (TSF) apenas no grupo 
que consumiu 41% de leucina. 
 
Jovem: 
Aumento TSF nos dois grupos 
sem diferença 26% e 41%. 
 
Balanço proteico positivo em 
todos os grupos, com exceção do 
grupo idoso com 26% de leucina. 
 
Crowe, 
Weatherson, 
Bowden 
(2006) 
13 jovens 
praticantes 
competitivos de 
canoagem 
 
10 mulheres 
3 homens