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Guia Acadêmico FDCE UFMG

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Extensão {106} 
6.5 – Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico 
de Pessoas 
 
6.5.1 - Apresentação e Justificativa 
 
Pode parecer arcaico falar em trabalho escravo na atualidade, quando o Estado 
Democrático de Direito preconiza a liberdade, a dignidade, o respeito aos direitos 
fundamentais e a igualdade entre todos os homens. Contudo, a realidade demonstra que, 
infelizmente, ainda existem milhares de pessoas em todo o mundo que são subjugadas por 
outras e reduzidas à condição análoga a de escravo, em total oposição ao ideal democrático. 
A questão reveste-se de gravidade que transcende os limites da tutela do Direito do 
Trabalho, merecendo disciplina constitucional e do próprio Direito Penal. A Constituição da 
República, em seu artigo 5º, III, veda o tratamento desumano ou degradante, ao mesmo tempo 
em que traz rol de direitos sociais, em seu artigo 7º, em proteção aos trabalhadores urbanos e 
rurais. Também, o Código Penal, em seu artigo 149 (com as alterações feitas pela Lei n. 
10.803/03) tipifica a conduta de reduzir alguém à condição análoga à de escravo. 
Apesar do arcabouço jurídico edificado com o intuito de erradicar a prática de 
submissão de trabalhadores a condições abusivas de exploração, ainda se estima que exista 
infindável número de obreiros com direitos trabalhistas tolhidos. Prova disso são os dados 
divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) com relação às operações de 
fiscalização para erradicação do trabalho escravo entre os anos de 1995 a 2015, apontando o 
total de 48.720 autos de infração lavrados no período, além de 49.353 trabalhadores 
resgatados. 
A incidência do trabalho escravo não se limita ao território nacional porque é prática 
disseminada em todo mundo: a existência da escravidão moderna deve-se muito ao tráfico de 
pessoas. Segundo dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o 
tráfico de pessoas atinge 2,5 milhões de vítimas e movimenta aproximadamente 32 bilhões de 
dólares por ano. O tráfico de pessoas não se esgota em si mesmo porque seu objetivo é 
alimentar outras atividades ilícitas, sobretudo a exploração sexual, o comércio de órgãos para 
transplante e a utilização de mão-de-obra escrava. 
 
Extensão {107} 
A Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas constitui experiência pioneira na 
formação de sistema internacional de Clínicas de Direito. Desde 2011, a Clínica de Tráfico de 
Pessoas que existe na Universidade de Michigan, Estados Unidos, tem internacionalizado sua 
missão. Ela criou o Clinnect HTS, iniciativa para estabelecer rede global de Clínicas de 
Direito especializadas em prestar assistência jurídica às vítimas de tráfico de pessoas e 
trabalho escravo, com vistas ao intercâmbio das melhores práticas. Como uma das integrantes 
desta rede, a Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas provê gama de serviços, 
incluindo a representação extrajudicial e judicial das vítimas, como também educação e 
treinamento da comunidade para reduzir a prática ilícita. O atendimento gratuito tem como 
objetivo acolher os assistidos, prestando consultoria jurídica, mantendo interlocução com 
órgãos e entidades parceiras, além de avaliar o caso com posterior ajuizamento e 
acompanhamento de demandas judiciais. A assistência ofertada pela Clínica complementa-se 
pela interdisciplinaridade, cujo objetivo precípuo é o atendimento integral aos assistidos. 
Nesse aspecto, a clínica começou a dialogar com variadas unidades da UFMG: Sociologia, 
Medicina, Administração, Letras e Educação. 
O trabalho da clínica mostra-se importante para promover preparação adequada dos 
estudantes de Direito. Ao final da experiência, os alunos estarão familiarizados com o marco 
jurídico aplicável e com a matéria dos processos judiciais; pensarão criticamente sobre a 
interação entre legislação e processo; desenvolverão habilidades para prestar consultoria e 
postular em juízo, incluindo redação jurídica, argumentação oral, entrevistas, técnicas de 
interrogatório, resolução de problemas e estratégia processual; desenvolverão espírito de 
equipe na atuação profissional e na elaboração de trabalhos acadêmicos; estarão melhor 
preparados para lidar com temas jurídicos-processuais no futuro e experimentarão transição 
mais suave entre a universidade e a vida profissional. É possível alcançar esse 
aperfeiçoamento educacional, não apenas pela atividade de extensão realizada, mas também 
pelo ensino e pesquisa, que também compõem as atividades da clínica. 
Quanto ao ensino, é oferecida disciplina optativa na grade curricular do curso de 
Direito, com atribuição de dois créditos, e os alunos recebem capacitação por meio de aula 
semanal, em que, além do ensino teórico do tema, são discutidos casos concretos. 
Quanto à pesquisa, os estudantes visam à elaboração e consolidação das bases teóricas 
e jurídicas, com o objetivo de analisar dados e decisões judiciais que demonstrem a situação 
do trabalho escravo e do tráfico de pessoas no Brasil e no mundo. O estabelecimento de 
parcerias com órgãos públicos, tais como Ministério Público do Trabalho e Secretaria de 
 
Extensão