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C á c i a C a r o l i n a d e C a r v a l h o S i l v a – T u r m a 9 7 Página 1 
. 
 
UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO - UPE 
 
Nervos Cranianos 
Os nervos cranianos (12 pares), assim como os nervos espinhais (31 pares) fazem parte 
do sistema nervoso periférico - SNP, que é constituído de fibras nervosas, gânglios e 
órgãos terminais, e servem de vias para a condução de impulsos nervosos ao ou do SNC 
(sistema nervoso central), capacitando a interação do organismo com o ambiente 
(através de fibras somáticas), ou com a vida interna (através de fibras viscerais). As 
fibras somáticas, tanto aferentes como eferentes estão associadas ao corpo em geral, 
como ossos, músculos esqueléticos e pele. As fibras viscerais, aferentes e eferentes, 
estão associadas com os órgãos internos, vasos e membranas mucosas. 
Durante a evolução, desenvolveram-se na extremidade cefálica dos animais, órgãos dos 
sentidos mais complexos, como os órgãos da visão, audição, gustação e olfação. Os 
receptores desses órgãos são denominados ESPECIAIS para distingui-los dos demais 
receptores encontrados no resto do corpo, que são denominados GERAIS. 
Os nervos cranianos são designados por algarismos romanos e nomeados de acordo com 
a emergência no encéfalo (predominantemente no tronco encefálico). Os primeiros dois 
nervos, o olfatório (I) e o óptico (II) são considerados nervos atípicos, pois são 
projeções do cérebro e diencéfalo, respectivamente. Eles são envoltos por meninges 
(dura-máter, aracnoide-máter e pia-máter) e possuem células encontradas 
exclusivamente no SNC: oligodendrócitos e micróglia. 
Cada nervo craniano possui duas origens aparentes, uma no encéfalo e uma no crânio, e 
a origem real nos núcleos do tronco encefálico, onde estão os pericários dos neurônios, 
no entanto, esses núcleos podem ser núcleos de origem ou núcleos terminais (quando a 
fibra é aferente e o corpo do neurônio pseudounipolar situa-se no gânglio do nervo). 
Classificação Funcional das Fibras dos Nervos Cranianos: 
*Aferentes somáticas gerais (somestesia) – possuem exteroceptores ou proprioceptores 
no prolongamento periférico do neurônio pseudounipolar, conduzindo impulsos de 
temperatura, dor, tato, pressão e propriocepção. 
*Aferentes somáticas especiais – originam-se na retina (axônios de células 
ganglionares) e na orelha interna (gânglio de Scarpa e gânglios espirais) relacionando-se 
com visão, equilíbrio e audição. 
 
 
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*Aferentes viscerais gerais (sensibilidade visceral) – originam-se em vísceras e vasos 
sanguíneos, conduzindo, por exemplo, a dor visceral. 
*Aferentes viscerais especiais – conduzem impulsos dos canalículos gustatórios da 
língua e impulsos da mucosa olfatória. São considerados viscerais pela localização dos 
receptores em sistemas viscerais, como o sistema digestivo e respiratório. 
 
A classificação das fibras eferentes depende da origem embriológica dos músculos 
estriados esqueléticos, os que derivam dos miótomos dos somitos são chamados de 
músculos estriados miotômicos, que são inervados por FIBRAS EFERENTES 
SOMÁTICAS; e os que tiveram o mesoderma fragmentado pelas fendas branquiais são 
chamados de músculos estriados branquioméricos (da mímica, da mastigação) e são 
inervados por FIBRAS EFERENTES VISCERAIS ESPECIAIS, para distingui-lás das 
FIBRAS EFERENTES VISCERAIS GERAIS relacionadas com músculo liso, cardíaco 
e glândulas. 
 
 
 
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Nervo Olfatório – 1º par craniano: (fibras aferentes viscerais 
especiais) 
Estímulos olfatórios são captados por receptores do epitélio olfatório situado na 
membrana mucosa que reveste o teto da cavidade nasal para cobrir a maior parte da 
concha nasal superior e 1cm do septo nasal. O epitélio olfatório contém três tipos de 
células epiteliais: células receptoras, células de sustentação e células basais; e glândulas 
olfatórias. 
 
*Células receptoras – são neurônios sensitivos bipolares que possuem de 10 a 20 cílios 
imóveis contendo receptores para moléculas odorantes. Do pericárdio emerge um 
axônio amielínico que se agrupam com axônios de células adjacentes para formar os 
fascículos do nervo olfatório, estes perfuram a lâmina cribiforme e entram em contato 
com o bulbo olfatório. Essas células tem vida média de 30 a 60 dias. 
*Células de sustentação – são células epiteliais colunares e apresentam microvilos. 
Fornecem suporte mecânico e contribuem para a elaboração de muco. São permanentes. 
*Células basais – Constitui a fonte de novas células epiteliais. A atividade mitótica 
persiste até a maturidade. Dessa forma, a olfação diminui na velhice devido aos traumas 
que sofreu durante a vida. 
*Glândulas olfatórias ou glândulas de Bowman – contém células serosas e mucosas. 
Umedecem os cílios das células receptoras e os microvilos das células de sustentação, 
facilitando a dissolução de substâncias odorantes e a remoção de outras substâncias 
acumuladas. 
 
 
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Bulbo Olfatório ou Tubérculo de Morgagni: retransmissor da via olfatória, apresenta 5 
estratos: 
*Estrato de neurofibrilas – formado por fibras do nervo olfatório 
*Estrato glomerular – ocorrem sinapses entre o axônio do nervo olfatório e os dendritos 
dos neurônios mitrais e em tufo (principais células do bulbo olfatório) . 
*Estrato plexiforme – situa-se o pericárdio do neurônio em tufo 
*Estrato das células mitrais – situa-se o pericárdio do neurônio mitral 
*Estrato granular – composto de pequenos neurônios granulares 
 
 
 
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Obs: verificou-se a presença de dopamina no bulbo olfatório. Em pacientes com doença 
de Parkinson, sua depleção pode explicar a diminuição do olfato nesses pacientes. 
O bulbo olfatório recebe impulsos nervosos das células ciliadas olfatórias da mucosa 
nasal e do bulbo olfatório contralateral. Sua principal eferência é o trato olfatório, que 
compõe-se de axônios de células mitrais e em tufo. Em sua extremidade posterior, logo 
à frente da substância perfurada anterior o trato olfatório divide-se em 3 estrias: 
*Estria olfatória lateral – segue para o córtex olfatório primário localizado no uncus do 
lobo temporal, o qual é responsável pela percepção consciente do estímulo olfatório. 
*Estria olfatória medial - envia fibras para o bulbo contralateral através da comissura 
anterior e projeta-se para a área septal (do prazer), que está intimamente relacionada ao 
sistema límbico e, portanto, participa de reações emocionais provocadas por estímulos 
olfatórios. 
*Estria olfatória intermédia – funde-se com a substância perfurada anterior. 
As estrias olfatórias medial e intermédia são pouco desenvolvidas em humanos. As três 
estrias são interconectadas pela estria diagonal (estria de Broca) 
Nervo óptico – 2º par craniano: (fibras aferentes somáticas 
especiais) 
 
 
 
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Também é considerado um nervo atípico por ser um prolongamento do diencéfalo. É 
constituído pelos axônios das células ganglionares da retina (órgão que recebe a luz e 
transforma o estímulo em impulso nervoso), possui 5cm de comprimento e é revestido 
por meninges, tendo o espaço subdural e subaracnóideo contínuos com os do cérebro, 
por onde a pressão intracraniana é transmitida. 
Passando através do canal óptico, dirige-se à fossa média do crânio, onde há o 
cruzamento parcial das fibras que se originaram na retina nasal, formando o quiasma 
óptico, as fibras da retina temporal permanecem ipsilaterais. Algumas fibras, durante o 
cruzamento,voltam-se para o nervo óptico oposto por curta distância e depois retorna 
ao trato óptico correspondente, formando o joelho de Wilbrand. 
O trato óptico é constituído por 55% dos axônios da retina nasal contralateral e 45% dos 
axônios da retina temporal ipsilateral. Segue em direção ao corpo geniculado lateral, 
onde faz sinapse, as fibras originadas formam as radiações ópticas que terminam nos 
lábios da fissura calcarina no lobo occipital, área 17 de Brodmann – córtex visual 
primário. 
 
 
 
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Nervos dos Músculos do Olho: Nervo Oculomotor (III), Nervo 
Troclear (IV) e Nervo Abducente (VI). 
Nervo Oculomotor – 3º par craniano: fibras eferentes 
somáticas e fibras eferentes viscerais gerais. 
As fibras eferentes somáticas originam-se no núcleo do nervo oculomotor situado no 
mesencéfalo a nível de colículo superior, atravessa o tegmento e emerge no sulco 
medial do pedúnculo cerebral. Segue anteriormente e atravessa o seio cavernoso 
próximo à parede lateral. Saindo deste seio, passa através da fissura orbital superior e se 
distribui para os músculos retos (superior, medial, inferior e superior), oblíquo inferior e 
levantador da pálpebra superior. 
As fibras eferentes viscerais gerais originam do núcleo acessório do nervo oculomotor 
(núcleo de Edinger-Westphal), são fibras pré-ganglionares parassimpáticas que 
estendem-se pelo nervo oculomotor até o gânglio ciliar, onde fazem sinapses originando 
fibras pós-ganglionares para a inervação de músculos intrínsecos do olho, tais como: 
músculo esfíncter da pupila (responsável pela miose) e músculo ciliar (responsável pelo 
processo de acomodação do cristalino). 
 
Lesão do nervo oculomotor: 
*Diplopia – visão dupla 
*Ptose – pálpebra caída 
*Estrabismo divergente – desvio do bulbo ocular lateralmente 
*midríase – pupila dilatada por ação, sem oposição, de fibras simpáticas 
 
 
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Reflexo fotomotor direto e consensual: Regulam o diâmetro da pupila 
Fotomotor direto – Quando um olho é estimulado com um feixe de luz, a pupila deste 
olho se contrai devido ao seguinte mecanismo: o impulso nervoso originado na retina é 
conduzido pelo nervo óptico, quiasma óptico, trato óptico, corpo geniculado lateral (não 
fazem sinapses), braço do colículo superior, chegando à área pré-tectal onde faz 
sinapses, a partir daí, as fibras dirigem-se ao núcleo de Edinger Westphal homolateral. 
Deste núcleo saem fibras pré-ganglionares, que pelo nervo oculomotor chegam ao 
gânglio ciliar, de onde saem fibras pós-ganglionares que terminam no músculo esfíncter 
da pupila, determinando sua contração e provocando miose. 
Fotomotor consensual – Quando um olho é estimulado com um feixe de luz, a pupila do 
olho oposto é contraída pelo seguinte mecanismo: o impulso nervoso cruza o plano 
mediano no quiasma óptico e na comissura posterior situada no mesencéfalo. As fibras 
chegam à área pré-tectal de um lado e cruzam para o núcleo de Edinger Westphal do 
lado oposto através desta comissura. 
 
 
 
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Nervo troclear ou nervo patético – 4º par craniano: fibras 
eferentes somáticas. 
As fibras originam-se do núcleo do nervo troclear situado no mesencéfalo a nível de 
colículo inferior. É o único nervo que cruza o plano mediano antes de emergir e surge 
na região posterior do tronco encefálico, de cada lado do frênulo do véu medular 
superior. Atravessa o seio cavernoso próximo à parede lateral e entra na órbita do olho 
através da fissura orbital superior para inervar o músculo oblíquo superior. 
 
Nervo Abducente – 6º par craniano: fibras eferentes 
somáticas. 
As fibras originam-se do núcleo do nervo abducente, situado na porção mais posterior 
do tegmento da ponte, próximo ao assoalho do quarto ventrículo. O nervo emerge no 
sulco bulbo-pontino, acima das pirâmides bulbares e penetra no seio cavernoso, onde 
desloca-se pela parede medial próximo á artéria carótida interna. Posteriormente passa 
através da fissura orbital superior e inerva o músculo reto lateral. Uma lesão neste 
nervo, além de diplopia, resultará em estrabismo convergente por ação sem oposição do 
músculo reto medial. 
 
 
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Nervo Trigêmeo – 5º par craniano: fibras aferentes somáticas 
gerais e eferentes viscerais especiais. 
É um nervo misto, pois possui uma raiz sensitiva (bem maior) e uma raiz motora, que 
emergem entre a base da ponte e o pedúnculo cerebelar médio. A raiz sensitiva 
(formada por fibras aferentes somáticas gerais) origina-se no gânglio trigeminal 
(também chamado de gânglio semilunar ou de Gasser), que se localiza no cavo 
trigeminal (uma prega de dura-máter) na parte petrosa do osso temporal. Os 
prolongamentos centrais desses neurônios dirigem-se ao tronco encefálico para o núcleo 
do trato espinhal do nervo trigêmeo (situado no bulbo), que recebe impulsos de dor, 
temperatura e tato; e núcleo sensitivo principal do nervo trigêmeo (situado na ponte), 
que recebe apenas impulsos táteis. Há também fibras proprioceptivas (neurônios 
pseudounipolares) provenientes da musculatura da mastigação, que se originam no 
núcleo do trato mesencefálico do nervo trigêmeo. 
As fibras eferentes viscerais especiais têm origem no núcleo motor do nervo trigêmeo 
situado na ponte. Elas pegam carona no ramo mandibular do nervo e propiciam 
motricidade aos músculos da mastigação: temporal, masseter e pterigoideos (medial e 
lateral). 
 
 
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Os prolongamentos periféricos dos neurônios sensitivos pseudounipolares emergem do 
gânglio trigeminal por meio de 3 ramos: ramo oftálmico, ramo maxilar e ramo 
mandibular. 
*Ramo oftálmico – passa pelo seio cavernoso (próximo a parede lateral) e logo após 
atravessa a fissura orbital superior, alcançando a órbita. O 1º pequeno ramo que se 
origina deste nervo é o ramo meníngeo recorrente, responsável pela inervação sensitiva 
da dura-máter. O nervo oftálmico se divide em 3 ramos maiores: nervo lacrimal, frontal 
e nasociliar. O nervo lacrimal recebe por meio de um ramo comunicante, fibras pós-
ganglionares parassimpáticas secretomotoras, provenientes do nervo zigomático (ramo 
do nervo maxilar que contém fibras do nervo facial) que se estendem até a glândula 
lacrimal. Este nervo também é responsável pela sensibilidade das pálpebras superiores. 
O nervo frontal divide-se em nervos supra-orbital e supratroclear e o nervo nasociliar 
emite 3 ramos: nervos ciliares longos, nervo etmoidal anterior e etmoidal posterior. Os 
etmoidais são responsáveis pela sensibilidade do septo nasal e os nervos ciliares longos 
conduzem fibras simpáticas para o músculo dilatador da pupila e fibras aferentes 
somáticas para o reflexo corneopalpebral (sensibilidade da córnea e globo ocular). 
 
 
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*Ramo maxilar – Emite um ramo meníngeo e emerge no crânio pelo forame redondo, 
para a fossa pterigopalatina, onde se divide em nervo zigomático, nervo infra-orbital e 
nervos ganglionares para o gânglio pterigopalatino. O nervo zigomático desloca-se para 
a órbita pela fissura orbital inferior e divide-se em ramos zigomaticofacial e 
zigomaticotemporal, que supre a sensibilidade da pele sobre o arco zigomático e a 
região temporal. As fibras pós-ganglionares parassimpáticas do gânglio pterigopalatino 
dispõem-se pelo ramo comunicante do nervo zigomático para o nervo lacrimal. O nervo 
infra-orbital também passa pela fissura orbital inferior emitindo ramos alveolaressuperiores (anteriores, médios e inferiores) e penetra no forame infra-orbital inervando a 
pálpebra inferior e o lábio superior. 
 
 
 
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*Ramo Mandibular – atravessa o forame oval da fossa média do crânio e emite o ramo 
meníngeo para a inervação da dura-máter. Esse nervo possui ramos sensitivos e 
motores. Entre os ramos sensitivos encontram-se: 
Nervo auriculotemporal – supre a pele da região temporal, o meato acústico externo e 
tímpano. 
Nervo lingual – é responsável pela sensibilidade geral dos dois terços anteriores da 
língua e ainda conduz fibras gustatórias provenientes da corda do tímpano (ramo do 
facial). 
Nervo bucal – atravessa o músculo bucinador e fornece inervação sensitiva à mucosa da 
bochecha. 
Nervo alveolar inferior – possuem fibras aferentes para os dentes da mandíbula e o ramo 
terminal , nervo mentual, que inerva a pele do mento e a que recobre o corpo da 
mandíbula; e para o lábio inferior. As fibras eferentes do nervo alveolar inferior suprem 
o músculo milo-hióideo e o ventre anterior do digástrico. 
Os ramos puramente motores: nervo massetérico, nervos temporais profundos, nervos 
pterigoideos, nervo do músculo tensor do tímpano e tensor do véu palatino. 
 
 
 
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Áreas de suprimento dos ramos sensitivos do nervo trigêmeo: 
 
Nervo Facial – 7º nervo craniano: fibras aferentes somáticas 
gerais, aferentes viscerais especiais, eferentes viscerais gerais e 
eferentes viscerais especiais. 
O nervo facial é constituído por 70% de fibras motoras e 30% de fibras não motoras 
(sensitivas somáticas e viscerais). Emerge a nível de sulco bulbo-pontino, na fosseta 
supra-olivar, através de duas raízes, uma motora e uma sensitiva situada lateralmente 
(nervo intermédio de Wrisberg). Entra no meato acústico interno, onde perde sua 
individualidade, formando um tronco nervoso único que penetra no canal do nervo 
facial (aqueduto de falópio). Após curto trajeto ele encurva-se para trás formando o 
joelho externo ou genículo do nervo facial, onde existe um gânglio sensitivo, o gânglio 
geniculado. Diretamente desse gânglio origina-se o nervo petroso maior. Em seguida 
emite o nervo estapédio para o músculo de mesmo nome e superiormente ao forame 
estilomastóideo sai a corda do tímpano, que passa pela orelha média e fissura 
petrotimpânica, unindo-se ao nervo lingual (ramo do nervo mandibular). Ao passar pelo 
forame estilomastóideo, perfura a glândula parótida e divide-se em ramos temporais, 
ramos zigomáticos, ramos bucais, ramo marginal da mandíbula, nervo auricular 
posterior, ramo estilo-hióideo, ramo cervical e ramo digástrico (ventre posterior). 
 
 
 
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*Fibras Aferentes Viscerais Especiais: São neurônios pseudounipolares originados no 
gânglio geniculado, que conduzem impulsos gustativos dos dois terços anteriores da 
língua, seguindo pela corda do tímpano, nervo lingual e gânglio submandibular (sem 
fazer sinapse). O prolongamento central chega ao núcleo do trato solitário pelo nervo 
intermédio de Wrisberg. Os impulsos ascendem para o núcleo ventral póstero-medial do 
tálamo e depois termina no giro subcentral, área 43 de Brodmann (parte inferior do giro 
pós-central), também chamado de opérculo rolândico. 
*Fibras Aferentes Somáticas Gerais: Também se originam no gânglio geniculado. Os 
prolongamentos periféricos se deslocam por todo o canal do nervo facial e 
posteriormente pelo nervo auricular posterior, inervando uma pequena área atrás da 
orelha e o processo mastoide. Os prolongamentos centrais se deslocam pelo nervo 
intermédio de Wrisberg até o núcleo do trato espinhal do nervo trigêmeo, seguindo pelo 
lemnisco trigeminal para o núcleo ventral póstero-medial do tálamo e daí para o córtex 
somestésico primário, áreas 3, 1, 2 de Brodmann. 
*Fibras Eferentes Viscerais Gerais: São fibras pré-ganglionares parassimpáticas e 
inervam as glândulas lacrimal, submandibular e sublingual. 
Inervação da glândula lacrimal – As fibras se originam no núcleo lacrimal situado na 
ponte, segue pelo nervo intermédio de Wrisberg, passa pelo gânglio geniculado (sem 
fazer sinapse) e origina o nervo petroso maior, que sai pelo hiato do canal do nervo 
petroso maior e se une ao nervo petroso profundo do plexo simpático para formar o 
nervo vidiano ou nervo do canal pterigoideo, que se estende até o gânglio 
pterigopalatino. Por meio de ramos ganglionares, chega ao nervo maxilar, nervo 
zigomático, ramo comunicante com o nervo zigomático, nervo lacrimal – glândula 
lacrimal. 
Inervação das glândulas submandibular e sublingual – As fibras originam-se do 
núcleo salivatório superior situado na ponte. Segue pelo nervo intermédio de Wrisberg, 
passa pelo gânglio geniculado, corda do tímpano, nervo lingual, gânglio submandibular, 
onde faz sinapse e origina fibras pós-ganglionares parassimpáticas. 
 
 
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*Fibras Eferentes Viscerais Especiais: originam-se do núcleo motor do nervo facial 
situado na ponte. Dirigem-se posteriormente circulando o núcleo do nervo abducente 
produzindo uma elevação na fossa romboide chamada de colículo facial; esse é o joelho 
interno do nervo facial. Emergem no sulco bulbo-pontino através de uma raiz motora 
que entra no meato acústico interno (onde origina o nervo estapédio) e sai pelo forame 
estilomastóideo para inervar os músculos da mímica, músculo estilo-hióide e ventre 
posterior do digástrico. 
O núcleo motor do nervo facial recebe fibras corticonucleares do giro pré-central que 
decussa na porção superior da ponte para o núcleo do facial contralateral, no entanto 
algumas fibras descem até o bulbo, onde decussam para depois subir para o núcleo do 
facial contralateral. A porção do núcleo que inerva a parte superior da face tem controle 
cortical bilateral, já a porção que inerva a parte inferior da face tem apenas controle 
cortical contralateral. 
 
 
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PARALISIA FACIAL PERIFÉRICA 
 
É uma paralisia completa, ou seja, todos os músculos da hemiface estão comprometidos, 
tanto os superiores, como os inferiores. O lado afetado é liso, sem rugas, o olho fica 
aberto (por ação sem oposição do músculo levantador da pálpebra superior) e a boca é 
desviada para o lado sadio. O paciente é incapaz de piscar o olho afetado de forma 
voluntária e a tentativa de fechar o olho afetado vira o globo ocular para cima – sinal de 
Bell. 
O quadro clínico dependerá do nível da lesão: 
*Lesão no nível 2 – além da perda motora, surgem hiperacusia e distúrbios do paladar e 
das secreções salivar e lacrimal. 
*Lesão no nível 3 – além da perda motora, surgem hiperacusia e distúrbios do paladar e 
da secreção salivar. 
*Lesão no nível 4 – além da perda motora, surgem distúrbios do paladar e de secreção 
salivar. 
*Lesão no nível 5 – há exclusivamente paralisia dos músculos da face. 
 
 
 
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O reflexo corneopalpebral estará abolido!!! 
É um mecanismo de proteção contra corpos estranhos que caem nos olhos. Tocando a 
córnea com uma mecha de algodão, observa-se o fechamento dos dois olhos por 
contração bilateral da parte palpebral do músculo orbicular do olho. O impulso aferente 
passa sucessivamente pelos nervos ciliares longos, nervo nasociliar, ramo oftálmico do 
trigêmeo, gânglio de Gasser,raiz sensitiva do trigêmeo e núcleo sensitivo principal do 
nervo trigêmeo. As fibras originadas nesses núcleos conduzem impulsos aos núcleos do 
facial dos dois lados, o que resulta no fechamento dos dois olhos. 
 
 
 
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PARALISIA FACIAL CENTRAL (SUPRA-NUCLEAR) 
A região superior da face tem inervação bilateral, enquanto a inferior, unilateral. 
Portanto uma lesão nas fibras corticonucleares resultará em paralisia da região inferior 
contralateral da face. Deste modo o paciente pode elevar as sobrancelhas e enrugar a 
testa, pode fechar o olho, o reflexo corneopalpebral está presente e o sinal de Bell está 
abolido. 
Exame Clínico do Nervo facial: baseia-se na avaliação dos músculos faciais. Pede-se ao 
paciente para elevar as sobrancelhas, enrugar a testa, fechar um olho de cada vez, inflar 
as bochechas, assobiar e alternar entre sorrir e não sorrir. 
Nervo Vestíbulo-Coclear: fibras aferentes somáticas especiais 
Emerge no sulco bulbo-pontino entre o nervo facial e o flóculo do cerebelo, numa 
região denominada ângulo ponto-cerebelar. Compõe-se de uma parte vestibular e uma 
parte coclear. 
*Parte Vestibular – são neurônios bipolares que tem origem no gânglio de Scarpa e são 
responsáveis pelo equilíbrio corporal. Os prolongamentos periféricos seguem até as 
células receptoras nos canais semicirculares, sáculo e utrículo. E os prolongamentos 
centrais terminam nos quatro núcleos vestibulares situados entre bulbo e ponte. 
Núcleo vestibular superior – de Bechetew 
Núcleo vestibular lateral – de Deiters 
Núcleo vestibular medial – de Schwalbe 
Núcleo vestibular inferior – de Roller 
Algumas fibras estendem-se pelo pedúnculo cerebelar inferior, diretamente para o 
cerebelo. 
 
 
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*Parte Coclear – são neurônios bipolares que tem origem nos gânglios espirais e 
conduzem impulsos relacionados com a audição. Os prolongamentos periféricos 
estendem-se às células ciliadas do órgão de Corti, situado na orelha interna. E os 
prolongamentos centrais terminam nos núcleos cocleares anterior e posterior, situados 
na ponte, segue formando o corpo trapezoide, lemnisco lateral, dirige-se para o colículo 
inferior, braço do colículo inferior, corpo geniculado medial e córtex acústico primário 
– giro temporal transverso anterior, áreas 41 e 42 de Brodmann. 
 
 
 
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Nervo Glossofaríngeo - 9º Nervo Craniano: fibras aferentes 
somáticas gerais, aferentes viscerais gerais, aferentes viscerais 
especiais, eferentes viscerais especiais e eferentes viscerais 
gerais. 
De acordo com seu nome o glossofaríngeo distribui-se principalmente para a língua e a 
faringe. Ele emerge no sulco lateral posterior do bulbo e sai do crânio pelo forame 
jugular, logo em seguida, encontram-se duas dilatações, o gânglio glossofaríngeo 
superior e o gânglio glossofaríngeo inferior ou petroso. Esse nervo possui seis ramos 
terminais: nervo timpânico de Jacobson e seus ramos, ramo do seio carotídeo (nervo do 
seio carotídeo de Hering), ramos faríngeos, ramos musculares, ramo tonsilar e lingual. 
*Fibras aferentes somáticas gerais: são neurônios pseudounipolares que originam-se do 
gânglio glossofaríngeo superior. Os ramos periféricos inervam a faringe, tonsilas 
palatinas e o terço posterior da língua. Os prolongamentos centrais terminam no núcleo 
do trato espinhal do nervo trigêmeo. Seguem pelo lemnisco trigeminal para o núcleo 
ventral póstero-medial do tálamo e giro pós-central, córtex somestésico primário. 
*Fibras aferentes viscerais gerais: originam-se no gânglio glossofaríngeo inferior ou 
petroso. Os prolongamentos periféricos seguem pelo ramo carotídeo para inervar o 
corpo e seio carotídeo envolvidos no controle reflexo da frequência cardíaca e 
respiratória, e pressão arterial. Conduz impulsos dos quimiorreceptores (corpo 
carotídeo) e dos barorreceptores (seio carotídeo) para o núcleo do trato solitário. Deste 
núcleo as fibras seguem para a formação reticular (centro vasomotor) e para o núcleo 
dorsal motor do nervo vago, gerando redução da pressão arterial e frequência cardíaca 
através de fibras pós-ganglionares do nervo vago que se projetam para o nó sinoatrial, 
atrioventricular e musculatura cardíaca atrial. 
*Fibras aferentes viscerais especiais: originam-se do gânglio petroso. Os 
prolongamentos periféricos estendem-se pelo nervo lingual para o terço posterior da 
língua. Conduzindo impulsos gustatórios para o núcleo do trato solitário e em seguida, 
núcleo ventral póstero-medial, giro subcentral, também chamado de opérculo rolândico. 
*Fibras eferentes viscerais especiais: originam-se do núcleo ambíguo e passam pelos 
dois gânglios e segue para o músculo estilofaríngeo, responsável por elevar e dilatar a 
faringe, essencial para a deglutição. 
*Fibras eferentes viscerais gerais: originam-se do núcleo salivatório inferior situado no 
bulbo e seguem através do nervo timpânico de Jacobson que atravessa o canalículo 
timpânico no assoalho da orelha média, ramifica-se fazendo parte do plexo timpânico. 
Posteriormente, uma continuação deste nervo passa a se chamar de nervo petroso menor 
que se desloca pelo forame oval e faz sinapse no gânglio ótico. As fibras pós-
ganglionares transportam impulsos secretores parassimpáticos para a glândula parótida. 
 
 
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Nervo vago ou Pneumogástrico – 10º par de nervo craniano: 
fibras eferentes viscerais especiais, eferentes viscerais gerais, 
aferentes somáticas gerais, aferentes viscerais especiais e 
aferentes viscerais gerais. 
O termo vago em latim significa errante, por ser o nervo craniano mais longo. Emerge 
no sulco lateral posterior do bulbo e passa através do crânio pelo forame jugular. Na 
região cervical, está envolvido pela bainha carotídea, estando entre a artéria carótida 
interna (anteriormente) e a veia jugular interna (posteriormente). 
 
*Fibras eferentes viscerais especiais: originam-se do núcleo ambíguo e seguem para a 
musculatura faríngea (ramos faríngeos) e para todos os músculos da laringe (nervo 
laríngeo recorrente ou nervo de Galeno e ramo externo do nervo laríngeo superior). 
 
 
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*Fibras eferentes viscerais gerais: são fibras pré-ganglionares parassimpáticas que 
originam-se do núcleo dorsal motor do nervo vago e seguem para os gânglios que se 
encontram próximo às vísceras, onde há sinapses e origem das fibras pós-ganglionares. 
São responsáveis pela motricidade de glândulas e da musculatura lisa de vísceras 
torácicas e abdominais (o nervo vai até a flexura cólica esquerda). 
*Fibras aferentes somáticas gerais: originam-se do gânglio superior ou jugular. Os 
prolongamentos periféricos estendem-se à concha da orelha e ao meato acústico 
externo; já os prolongamentos centrais terminam no núcleo do trato espinhal do nervo 
trigêmeo, segue pelo lemnisco trigeminal, núcleo ventral póstero-medial e córtex 
somestésico primário. 
*Fibras aferentes viscerais especiais: neurônios pseudounipolares que se originam no 
gânglio inferior ou nodoso. Os prolongamentos periféricos estendem-se à epiglote pelo 
ramo interno do nervo laríngeo superior e os prolongamentos centrais terminam no 
núcleo do trato solitário, núcleo ventral póstero-medial, opérculo rolândico. 
 
 
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*Fibras aferentes viscerais gerais (dor visceral): originam-se no gânglio inferior. Os 
ramos’ periféricos suprem a mucosa faríngea, laríngea,barorreceptores no arco da aorta, 
quimiorreceptores do corpo carotídeo e vísceras torácicas e abdominais. Os ramos 
centrais terminam no núcleo ventral póstero-lateral, córtex somestésico primário. 
Nervo Acessório: fibras eferentes viscerais especiais 
É formado por uma raiz craniana, que origina-se do núcleo ambíguo e emerge pelo 
sulco lateral posterior do bulbo; e uma raiz espinhal, constituída por radículas dos 5 ou 
6 primeiros segmentos cervicais da medula, que passam através do forame magno e 
unem-se com a raiz bulbar para formar um único tronco que passa pelo forame jugular. 
Logo em seguida divide-se em ramo interno e externo. O ramo interno tem fibras da raiz 
bulbar e une-se ao nervo vago formando o nervo laríngeo recorrente para inervar todos 
os músculos da laringe, exceto o cricotireóideo. O ramo externo contém fibras da raiz 
espinhal e supre os músculos esternocleidomastóideo e 
trapézio.
 
 
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Nervo Hipoglosso: fibras eferentes somáticas 
As fibras originam-se do núcleo do nervo hipoglosso e emerge no sulco lateral anterior 
do bulbo. Passa através do canal do nervo hipoglosso e segue para a raiz da língua, onde 
suas fibras se distribuem. Esse nervo supre todos os músculos intrínsecos e extrínsecos 
da língua (com excessão do palatoglosso que é inervado pelo vago). 
Numa lesão periférica do nervo hipoglosso a língua desvia para o lado afetado por ação, 
sem resistência, da musculatura do lado sadio (músculo genioglosso). Numa lesão 
central, a língua desvia para o lado oposto da lesão, pois o núcleo do nervo hipoglosso 
recebe fibras corticonucleares do lado oposto. Quando os dois núcleos são lesados, a 
língua repousa frouxamente na cavidade oral. 
 
 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 
 
*Prometheus – Atlas de Anatomia – Cabeça e Neuroanatomia 
*Neuroanatomia Funcional – Angelo Machado 
*Neuroanatomia Funcional – Afifi e Bergman 
*Anatomia Henry Gray

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