Prévia do material em texto
Resistência dos Materiais I
Prof.: Bruno Ceotto / Prof.: João Sedraz
38
CAPÍTULO 03
TORÇÃO EM BARRA DE SEÇÃO CIRCULAR
Nos capítulos anteriores estudamos os efeitos de um carregamento axial. Analogamente, nesse
capítulo estaremos analisando os efeitos de um conjugado de torção em um elemento estrutural muito
comum; eixo.
Os eixos, são barras de seções circulares ou anelares utilizados na engenharia, principalmente,
para transmitir torque.
Fig. 27. Transmissão de torque por meio de eixos.
A aplicação de conjugados de torção em um eixo tenderá a torcer o elemento, mas, diferente de
barras com seções não circulares, para pequenas deformações angulares as seções permaneceram
praticamente planas e as variações em suas dimensões podem ser consideradas desprezíveis.
Fig. 28. Torção sobre barras de seção circular (a) e de seção retangular (b).
As seções em eixos permanecem planas depois de submetidas à torção, como indicado na
figura anterior, devido a simetria da seção em relação a eixo longitudinal do elemento.
Representação esquemática do torque:
Os conjugados são grandezas vetoriais e podem ser representadas por setas curvas (Fig. 29a),
ou por setas duplas (Fig. 29b), para distingui-los dos vetores que representam forças.
Fig. 29. Representação esquemática para o torque.
Exercício Resolvido 14
Para o carregamento indicado e considerando que os apoios A e B permitem ao eixo girar livremente,
represente o diagrama de esforços internos de torção.
Resistência dos Materiais I
Prof.: Bruno Ceotto / Prof.: João Sedraz
39
Solução:
DCL s
A partir dos DCL s apresentados na figura anterior, pode-se observar que os torçores internos
nas regiões AC, CD e EB são todos constantes, mas de intensidades diferentes. Dessa forma o
diagrama de momento torçor do eixo é o seguinte:
3.1. Fórmula Coulomb para torção
Quando aplicamos um torque T a um eixo suas seções tendem a rotacionar umas em relação as
outras ficando submetidas a tensões de cisalhamento que variam linearmente em função da distancia ao
eixo longitudinal do elemento (Fig. 30).
Fig. 30. Elemento cilíndrico submetido à torção.
Assim, a tensão correspondente a distancia pode ser calculada por:
máx.c
Eq. 15.
Tensão causada por torção.
Dessa maneira, o torque T poderá ser encontrado da seguinte forma:
A
)torque(
)alavancadebraço(
)força(
)área(
A
)tensão(
máx Td.c
ou
A
A
máx d
c
T 2
Eq. 16.
Tensão
causada por
torção.
Resistência dos Materiais I
Prof.: Bruno Ceotto / Prof.: João Sedraz
40
Lembrando que o termo
A
Ad2
corresponde ao momento polar de inércia (J) da seção. Com
isso
c
J.T máx , ou seja:
J
c.T
máx
Eq. 17.
Tensão máxima causada por torção.
A equação acima foi deduzida por Coulomb, engenheiro francês, por volta de 1775.
Momento polar de inércia para seção circular
c
oA
A
c.d..dJd...dA
2
22
4
32
Momento polar de inércia para seção vazada
22
22
44
32 b.c.d..dJd...dA
c
bA
A
3.2. Observações sobre tensões cisalhantes causas por torção
Vimos anteriormente que um torçor agindo no eixo
longitudinal de uma barra de perfil circular, produz tensões
cisalhantes
nas seções transversais perpendiculares a este eixo.
Porém uma observação importante deve ser feita em relação às
tensões cisalhantes:
As condições de equilíbrio para um elemento infinitesimal da
barra (Fig. 31), exigem que estas mesmas tensões cisalhantes
também ocorram nas faces paralelas ao eixo longitudinal 1. Fig. 31. Tensões cisalhantes
causadas por torção.
Exercício Resolvido 15
O eixo circular BC é oco e tem diâmetros de 90mm e 120mm,
respectivamente interno e externo. Os eixos AB e CD são
maciços, com diâmetro d. Determinar: a) O valor máximo e
mínimo da tensão tangencial no eixo BC; O diâmetro necessário
nos eixos AB e CD, se a tensão admissível no material for de 65
MPa.
1
Teorema de CAUCHY- tensão cisalhantes perpendiculares tem o mesmo valor.
Resistência dos Materiais I
Prof.: Bruno Ceotto / Prof.: João Sedraz
41
Solução:
Exercício Proposto 41
Determinar o momento de torção que pode ser aplicado a um eixo maciço de 80 mm de diâmetro sem
exceder a tensão de cisalhamento admissível de 60 MPa. Resolver o caso anterior para um eixo de
seção vazada de mesma massa e de 80 mm de diâmetro interno.
Resposta: T = 6,03 kN.m; T = 12,8 kN.m.
Exercício Proposto 42
Um momento de torção T = 3 kN.m é aplicado ao cilindro maciço de
bronze indicado. Determinar: a) a máxima tensão de cisalhamento; b)
a tensão de cisalhamento no ponto D que fica em uma circunferência
de 15 mm de raio, desenhada na seção extrema do cilindro.
Resposta: a) 70,7 MPa; b) 35,4 MPa.
Resistência dos Materiais I
Prof.: Bruno Ceotto / Prof.: João Sedraz
42
Exercício Proposto 43
Sob condições normais de funcionamento, o
motor elétrico produz um torque de 2,4 kN.m.
Sabendo-se que todos os trechos são maciços,
determinar a máxima tensão de cisalhamento:
a) no trecho AB; b) no trecho BC.
Resposta: a) 77,6 MPa; b) 71,7 Mpa.
Exercício Proposto 44
Resolver o problema anterior considerando que um furo de 30 mm de diâmetro foi feito ao longo dos
eixos de A a E.
Resposta: AB = 85,8 MPa e BC = 91,7 Mpa.
Exercício Proposto 45
Uma haste AB de diâmetro ds = 66 mm é colocada em um tubo CD e
soldada a ele em C. O tubo tem diâmetro externo de 80 mm e sua parede
tem 6 mm de espessura. Sabendo-se que a tensão admissível do material
das duas peças é de 60 MPa, determinar o maior momento de torção T que
pode ser aplicado ao conjunto.
Resposta: T = 2,88 kN.m.
Exercício Proposto 46
Ainda em relação a questão anterior, considerando que o tubo CD, de diâmetro externo igual a 80 mm e
6 mm de espessura de parede, é feito de latão com tensão admissível de 40 MPa, e que a haste AB tem
diâmetro ds = 56 mm e é feita de aço com tensão admissível ao cisalhamento de 55 MPa. Determinar o
maior valor de momento de torção que pode ser aplicado ao conjunto.
Resposta: 1,90 kN.m.
Exercício Proposto 47
No conjunto de engrenagens indicado, os diâmetros dos três
eixos maciços são dAB = 20 mm, dCB = 25 mm e dEF = 40
mm. Sabendo-se que em cada eixo a tensão de cisalhamento
admissível é de 60 MPa, determinar o maior momento T que
pode ser aplicado ao conjunto.
Resposta: 73,6 N.m.
Resistência dos Materiais I
Prof.: Bruno Ceotto / Prof.: João Sedraz
43
3.3. Ângulo de torção no regime elástico
O ângulo de torção corresponde ao giro causado na seção de um elemento submetido a um
torque qualquer T. Na figura a seguir apresentamos uma imagem que ilustra o ensaio utilizado para
determinação experimental de ângulos de torção; ensaio de torção.
Fig. 32. Ensaio de torção.
Durante o ensaio de torção o corpo de prova, de comprimento L, é progressivamente submetido
a um torque. Semelhante ao ensaio de tração, é obtida uma curva que relaciona os valores de tensão
cisalhante máxima máx em função da deformação de cisalhamento . Para o regime elástico, a relação
encontrada entre máx e
é:
máx = G.
Eq. 18.
Lei de Hooke para o cisalhamento.
Onde:
Tensão de cisalhamento correspondente ao torque T
deformação de cisalhamento
G= Módulo de elasticidade transversal
A Eq. 18 é conhecida como lei de Hooke para o cisalhamento.
Para valores infinitesimais de L (dl), geometricamente e
se relacionam pela seguinte
expressão:
dl
d.c
Eq. 19.
Deformação de cisalhamento.Lembrando que J
c.T
máx
e substituindo a Eq. 19 em Eq. 18, temos:
L
máx G.J
dl.T
G.J
dl.Td
dl
d.c
.G
J
c.T
0
Eq. 20.
Ângulo de torção.
Resistência dos Materiais I
Prof.: Bruno Ceotto / Prof.: João Sedraz
44
Exercício Resolvido 16
Dadas as dimensões e o momento torçor aplicado,
determinar as reações ao momento em A e B.
Solução:
DCL
A partir do diagrama de corpo livre, temos:
ftlbTT BA 90 (i)
(problema estaticamente indeterminado)
Dividimos o eixo em duas seções, as quais devem ter deformações compatíveis,
0
CBP
CBB
ACP
ACA
B/CC/AB/A IG
LT
IG
LT
=> A
ACPCB
CBPAC
B TIL
IL
T (ii)
Substituindo ii em i, temos:
ftlbT
IL
IL
T A
ACPCB
CBPAC
A 90
Exercício Resolvido 17
Dois eixos maciços são ligado por duas engrenagens como mostra a figura. Para uma tensão tangencial
admissível de 8.000 psi nestes eixos e G=11,2.106 psi. Calcular: a) O maior momento torçor T0 que
pode ser aplicado à extremidade A do eixo AB; b) O ângulo de torção da extremidade A do eixo AB,
correspondente a T0.
Solução:
- Equilíbrio estático dos dois eixos.
Resistência dos Materiais I
Prof.: Bruno Ceotto / Prof.: João Sedraz
45
04520
087500 0
CDC
B
Tin.,FM
Tin.,FM
.: 082 T,TCD
- Relações cinemáticas de rotação das duas engrenagens:
O deslocamento linear no encontro das engrenagens é o mesmo, assim:
'MM"MM
=> CCBB rr => CC
B
C
B in.,
in.,
r
r
8750
452
=> CB ,82
Exercício Proposto 48
Um eixo circular de aço e um tubo de alumínio estão ligados a um
apoio fixo e a um disco rígido, como mostra a seção longitudinal na
figura. Sabendo-se que as tensões iniciais são nulas, determinar o
máximo torque T0 que pode ser aplicado ao disco. Considerar para o
alumínio adm = 70 MPa e G = 27 GPa, e para o aço, adm = 120 MPa
e G = 80 GPa.
Resposta: To = 6,20 kN.m
Exercício Proposto 49
Dois eixos de aço, maciços, são ligados pelo flange em B e engastados a
apoios rígidos em A e C. Determinar, para o momento de torção indicado,
a máxima tensão de cisalhamento no eixo AB e no eixo BC.
Resposta: 76,0 MPa e 31,7 MPa
Resistência dos Materiais I
Prof.: Bruno Ceotto / Prof.: João Sedraz
46
3.4. Projeto de Eixos de Transmissão de Potência
Para a determinação do torque que atua num eixo de transmissão, utilizamos a expressão da
Dinâmica que relaciona a potência (P), o torque (T) e a velocidade angular (w), ou seja:
f
PT
2
Onde:
T = torque, no S.I. indicado em N.m.
P= potencia transmitida, no S.I. indicado em watts (W).
f = freqüência de trabalho, no S.I. indicado em hertz (1s-1).
Exercício Proposto 50
Um eixo é constituído por um tubo de aço de 50 mm de diâmetro externo e deve transmitir 100 kW de
potência a uma freqüência de 20 Hz. Determinar a espessura do tubo para que a tensão máxima de
cisalhamento não exceda a 60 MPa.
Resposta: 5 mm.
Resistência dos Materiais I
Prof.: Bruno Ceotto / Prof.: João Sedraz
47
CAPÍTULO 04
FLEXÃO PURA E SIMPLES EM VIGAS
As vigas são barras estruturais projetadas para resistir a esforços laterais transversais.
Fig. 33. Viga.
Em conseqüência do tipo de solicitação, internamente, a viga é submetida a esforços de
momento fletor e força cortante. Dessa maneira, para o estudo de tensões e deformações em vigas,
torna-se extremamente necessário o domínio dos procedimentos de determinação dos digramas de força
cortante e momento fletor, apresentados em Mecânica dos Sólidos I Estática.
Classificação de Vigas
As vigas são geralmente classificadas de acordo com os seus apoios. No quadro abaixo
apresentamos alguns tipos de vigas.
Quadro 3. Classificação de vigas.
Estaticamente Determinadas Estaticamente Indeterminadas
(a) biapoiada ou simplesmente apoiada. (d) contínua.
(b) biapoiada com balanço.
(e) apoiada e engastada.
(c) em balanço. (c) biengastada.
Tipos de Flexão
A flexão é classificada de acordo com dois critérios.
Quadro 4. Classificação da flexão.
Critério Classificação Representação
Flexão Normal: quando o plano do momento coincide com
um dos planos de simetria do elemento.
Plano de ação do
momento
Flexão Oblíqua: quando o plano do momento não coincide
com um dos planos de simetria do elemento.
Pura: quando atua somente momento fletor (M).
Simples: quando atuam simultaneamente momento fletor e
força cortante (M e V).
Esforço solicitante
Composta: quando atuam simultaneamente momento
fletor, força cortante e força axial (M, V e N).
Resistência dos Materiais I
Prof.: Bruno Ceotto / Prof.: João Sedraz
48
4.1. Deformação por Flexão de uma Viga
O estudo das deformações por flexão de uma viga será aqui apresentado considerando a
hipótese estabelecida por Jacob Bernoulli; As seções planas de uma viga, tomadas normalmente a seu
eixo, permanecem planas após a viga ser submetida à flexão.
Essa hipótese é válida e comprovada experimentalmente para o caso de flexão pura. Para o
caso de flexão simples a hipótese de Bernoulli, em função da força cortante, na fase elástica apresenta
erro desprezíveis e também pode ser considerada válida.
Fig. 34. Deformação por flexão em vigas segundo hipótese de Bernoulli.
Na figura acima ilustramos o que é dito na hipótese de Bernoulli. Assim, considerando que as
seções transversais permaneceram planas após aplicação do momento M, podemos verificar que a parte
inferior da viga irá se alongar e a parte superior irá se encurtar. Existirá uma região intermediária onde o
comprimento L da viga permanecerá inalterado; Linha Neutra.
Pela geometria apresentada na Fig. 34b o comprimento da linha neutra pode ser determinado
por:
.L
Eq. 21.
Comprimento da linha
neutra.
Ainda pela geometria apresentada na Fig. 34b o comprimento do arco AB localizado acima da
linha neutra pode ser determinado por:
).y('L
Eq. 22.
Comprimento do arco acima
da linha neutra.
Assim, sabendo que o comprimento inicial de AB era L, a deformação sofrida pelo arco AB que
está a uma distancia y acima da linha neutra é:
.y.).y(L'L
Eq. 23.
Deformação do arco acima
da linha neutra.
Encontrada a deformação, podemos encontrar a deformação específica longitudinal no arco AB
da viga, dividindo pelo comprimento inicial L. Dessa forma temos:
y
.
.y
L
Eq. 24.
Deformação do arco acima
da linha neutra.
Onde:
= deformação específica
y= distancia acima da linha neutra
= raio de curvatura
A equação apresentada anteriormente também é válida para regiões abaixo da linha neutra.
Mas, para essa situação o valo de y será negativo, fazendo com que o valor final de
seja positivo e
reflita a alongamento sofrido pela viga abaixo da linha neutra.
Resistência dos Materiais I
Prof.: Bruno Ceotto / Prof.: João Sedraz
49
4.2. Tensões no regime elástico
Lei de Hooke
Como foi visto na seção anterior, durante a flexão a viga sofre deformações longitudinais. Esse
tipo de deformação causa tensões normais nas seções da viga que, considerando o material homogêneo
e em regime elástico, pode ser determinada por:
Ey.E
Eq. 25.
Tensão longitudinal.
Para determinarmos o valor máximo de tensão longitudinal em uma seção de uma viga, basta
aplicar na equação anterior, o valor máximo atingido por y. De acordo com a figura abaixo, a tensão
longitudinal máxima será a uma distancia c da linha neutra2.
Fig. 35. Tensão longitudinal máxima em vigas.
Ainda de acordo com a Fig. 35 a tensão longitudinalmáxima é:
Ec
.máx
Eq. 26.
Tensão longitudinal máxima.
Contrapondo Eq. 26 e Eq. 25, podemos relacionar e máx por:
máxc
y
Eq. 27.
Tensão longitudinal máxima.
Localização da Linha Neutra
Para encontrar a posição da linha neutra podemos utilizar a equação do equilíbrio estático na
direção longitudinal da viga. Assim temos:
00 dA.y
c
dA.y
c
dA.
c
ydA.F máxmáxmáxx
Como c e máx são valores diferentes de zero, podemos deduzir que, na equação anteriormente
apresentada, 0dA.y . Essa expressão, como apresentado em Mecânica dos Sólidos I, assume valor
nulo quando é tomado o centróide como referencial, ou seja, a linha neutra (referencial para
determinação de y) passa pelo centróide da seção.
2 Hipótese de Navier - O momento fletor produz tensões normais linearmente distribuídas sobre a seção.
Resistência dos Materiais I
Prof.: Bruno Ceotto / Prof.: João Sedraz
50
Relação entre o Momento fletor e a tensão longitudinal
A tensão longitudinal na seção de uma viga pode ser determinada em função do momento fletor
encontrado na referida seção.
Fig. 36. Equilíbrio em relação ao ponto P localizado na linha neutra.
Para encontrar a relação entre o momento fletor e a tensão longitudinal, aplicaremos o equilíbrio
dos momentos em relação a um ponto P, localizado centróide da seção. Assim temos:
dA..yMMdA..yM 0 Eq. 28.
T
Aplicando Eq. 27 em Eq. 28, encontramos:
dA.y.
c
dA..
c
y
.yM máxmáx 2
O termo dA.y2 representa o momento de Inércia I da seção em relação a linha neutra.
Assim:
I
c.MI
c
M máxmáx
Eq. 29.
Relação entre o Momento
fletor e a tensão longitudinal
Se desejarmos o valor da tensão a uma distância y da linha neutra, substituímos máx dado por
Eq. 27 em Eq. 29 e encontramos:
I
y.M
Eq. 30.
Relação entre o Momento
fletor e a tensão longitudinal
Exercício Proposto 51
O momento fletor indicado na figura atua no plano vertical.
Determinar as tensões normais nos pontos A e B sobre a
seção transversal mostrada.
Resposta: -94,0 MPa e -62,7 MPa.
Exercício Proposto 52
Determinar as tensões normais nos pontos A e B sobre a
seção transversal mostrada.
Resposta: -61,1 MPa e 91,7 MPa.
Resistência dos Materiais I
Prof.: Bruno Ceotto / Prof.: João Sedraz
51
Exercício Proposto 53
Determine o máximo momento fletor Mx que pode ser aplicado à seção
transversal do perfil de abas largas mostrado na figura. O material
deste perfil tem adm = 155 MPa.
Resposta: 80,3 kN.m
Exercício Proposto 54
Duas forças verticais são aplicadas à viga que tem a
seção transversal indicada. Determinar as tensões
normais máximas de tração e compressão na viga.
Resposta: +73,2 MPa; -102,4 MPa
Exercício Proposto 55
Determine o máximo valor para as forças P que podem ser aplicadas a viga da figura sabendo que a
mesma é construída com um material para o qual valem ( adm)C = 12 ksi e ( adm)T = 22 ksi .
Resposta: 7,29 kip
Exercício Proposto 56
A viga carregada como mostra a figura deverá ser construída em madeira com seção transversal
retangular com h = 4b. Determinar as dimensões transversais mínimas necessárias, se para a madeira a
tensão normal admissível vale 10 MPa, quer à tração quer à compressão.
Resposta: b = 104 mm