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FarmacoBotânica Anatomia, Histologia e Funções da Raiz Componentes: Daniel Sidna Rêgo Vandervaldo Nascimento 1 Definição É a parte do eixo da planta, quase sempre subterrânea e adaptada às funções de fixação e absorção de nutrientes, desprovida de gemas, de folhas e suas modificações. As raízes, quando originadas da radícula da semente, chamam-se raízes normais, quando não, denominam-se adventícias*. (Farmacognosia Oliveira, Fernando) * Adventícia - origina de um outro órgão como o caule e a folha Formação das Raízes Nas pteridófitas: as raízes se desenvolvem nos primeiros estágios do desenvolvimento do esporófito, quando ainda preso ao gametófito. Nas plantas com sementes: as raízes têm origem no embrião. O precursor da raiz no embrião, a radícula, é o primeiro órgão a se desenvolver no ato da germinação da semente. Nas dicotiledôneas e Gimnospermas: esta raiz primordial desenvolve-se e torna-se a raiz principal, da qual a maior parte do sistema radicular é derivado. Leva o nome de axial. Nas monocotiledôneas : a radícula se degenera, e todas as raízes brotam a partir da base do caule, conhecidas neste caso como raízes adventícias, ou fasciculada. Tipos de Raízes Classificação das Raízes Subterrâneas Aéreas Aquáticas Tipos de Raízes Tuberosas: contém grande reserva de substância nutritiva, em varias especies a raiz fica dilatada e recebem esse nome, e é muito utilizada na nossa alimentação. Como exemplo dessas raízes, podemos citar a mandioca, cenoura, o cará, a batata-doce – Raízes subterrâneas. Não Tuberosas: Raízes Aéreas e Aquáticas. Tipos de Raiz Monocotiledôneas: raramente engrossam, são densas e extremamente ramificadas, não há raiz principal. Dicotiledôneas: depois de certo tempo, formam meristemas secundários que vão fazer com que passem a aumentar de diâmetro durante toda sua vida, há uma raiz principal, com maior diâmetro e comprimento que as demais, pouco ramificada. Chamada de raiz pivotante ou axial. Tipos de Raízes Raiz Axial – Tipo Subterrânea , Dicotiledôneas. Esse tipo de raiz se caracteriza por apresentar uma raiz principal, da qual saem pequenas raízes que também se ramificam e são chamadas de raízes laterais ou raízes secundárias. Podemos encontrar esse tipo de raiz em plantas como o café, feijão, laranjeira, abacateiro, ipê, etc. A raiz principal tem função de fixação no solo, e as raízes secundárias a função de absorção de nutrientes e água. Tipos de Raízes Raiz fasciculada – Tipo Subterrânea, Monocotiledôneas. Conjunto de raízes finas que partem de um único ponto, possuindo todas elas o mesmo diâmetro. Esse tipo de raiz também pode ser chamado de raízes em cabeleira. Ela pode ser encontrada em plantas como o milho, a grama, a cebolinha, a cana, entre outras. Tanto as raízes axiais como as fasciculadas podem acumular substâncias de reserva. Passam, então, a ser chamadas de tuberosas. Tipos de Raízes Raízes escoras – Tipo Aérea, Dicotiledôneas. São também chamadas de raízes suporte. Esse tipo de raiz se desenvolve a partir de algumas regiões do caule. A principal função desse tipo de raiz é aumentar a sustentação da planta. Tipos de Raízes Raízes respiratórias – Tipo de Raiz Aérea Também conhecidas como pneumatóforos, esse tipo de raiz é encontrado em locais alagadiços, cujos solos são pobres em oxigênio. Essas raízes crescem bem perto da superfície e conseguem absorver o oxigênio presente na atmosfera. É comum encontrarmos esse tipo de raiz em manguezais. Tipos de Raízes Raízes aéreas. Essas raízes se desenvolvem em algum tipo de suporte. Elas podem ser encontradas em plantas epífitas (que vivem sobre outros vegetais), como as orquídeas. É importante lembrar que esse tipo de raiz não é parasita e não causa nenhum tipo de prejuízo para a planta suporte. Tipos de Raízes Raízes estranguladoras – Tipo Aérea, Dicotiledôneas. Algumas plantas desenvolvem suas raízes a partir de ramos do caule. Ao atingirem o solo, elas começam a se desenvolver e a originar estruturas muito parecidas com troncos e que podem até substituir o caule na sustentação da planta. Por vezes essas raízes acabam abraçando o tronco da árvore que lhe serviu de suporte, matando-a por estrangulamento (por isso leva esse nome). Tipos de Raízes Raiz Aquática Como o próprio nome sugere, são raízes que se desenvolvem em plantas que normalmente flutuam na água. Sua função, diferente das subterrâneas, não é de fixação, mas de absorção de água e sais minerais. São raízes que se formam em plantas aquáticas e destacam-se pela abundância em aerênquima, um tecido com um grande volume de espaços internos, que auxiliam a planta na flutuação e na respiração (Gemtchujnicov, 1976). Tipos de Raiz Lodosas: Plantas aquáticas que possuem as raízes fixas no substrato, nos pântanos e no fundo de rios e lagos. Exemplo: vitória-régia (Victoria amazônica - Nymphaeaceae). Natantes: Plantas aquáticas que flutuam livremente na água. Exemplo: aguapé (Eichhornia crassipes, Pontederiaceae). Tipos de Raízes A raiz de uma planta com flor apresenta na sua constituição geralmente: Zona de ramificação - a parte mais antiga da raiz, onde se desenvolvem as raízes secundárias, sendo responsável pela fixação da planta ao meio; Zona pilosa - apresenta pêlos absorventes que permitem a entrada de água e sais minerais; Zona de crescimento - local da raiz onde se verifica maior crescimento, responsável pelo aumento da raiz em comprimento; Coifa - protege a extremidade da raiz à medida que penetra no solo, é muito resistente e tem forma de cone. Anatomia das Raízes Anatomia das Raízes Anatomia das Raízes Anatomia das Raízes Anatomia das Raízes MERISTEMA LATERAL: Se originam por diferenciação. É o meristema responsável pelo crescimento em espessura da raiz. MERISTEMA APICAL:É protegido pela COIFA. Divide-se em três regiões: PROTODERME – origina o tecido protetor a epiderme que reveste o vegetal. PROCÂMBIO – se diferencia no tecido vascular primário, localizado no interior da raiz. MERISTEMA FUNDAMENTAL – produz os demais tecidos da planta. Anatomia das Raízes Anatomia das Raízes Estrutura primarias da raiz Anatomia das Raízes Estrutura secundárias da raiz Anatomia das Raízes Estrutura secundárias da raiz O procâmbio (na parte interna do floema) e o periciclo (na parte externa do xilema) vão em conjunto formar o câmbio vascular. Estrutura Histológica Monocotiledônea (milho) Cilindro central (cc) que inclui o sistema vascular apresenta uma camada exterior de células em geral parenquimatosas, formando o periciclo (per), tecidos vasculares (feixes de xilema (xil) e de floema (flo). Estrutura Histológica Dicotiledônea (ex: ranúnculo) O cilindro central, ocupado nesta estrutura apenas por tecidos vasculares, pela inexistência da medula, apresenta um padrão vascular tetrarca formado por quatro feixes de xilema, característico de dicotiledôneas. Histologia da Raiz -dicotiledônea Hipoderme Epiderme Região cortical Endoderme Periciclo Floema Xilema Medula Raiz da SALSAPARRILHA – desenho de secção transversal. Histologia da Raiz Floema: Tecidos das plantas vasculares encarregada de levar a seiva elaborada pelo caule até a raiz e aos orgãos de reserva. Xilema: Tecido condutor de seiva bruta. Epiderme:Camada mais externa dos meristemas apicais (protoderma) e reveste a superfície do corpo vegetal. Hipoderme: Tecido subepiderme, de uma ou mais camadas de celulas com a mesma aparencia das celulas epidermicas originado do meristema fundamental. Endoderme: Envolve radicalmente todo periímetro celular e caracteriza-se pela ausência deplasmodesmo. Medula: Parênquima incolor que ocupa a parte central do caule e raízes de angiospermas, gimnospermas e algumas pteridófitas. Região: Cortical conjunto dos tecidos situados entre o epiderme e o sistema vascular. Periciclo: Conjunto de celulas que corresponde a camada mais externa do cilindro vascular. Conclusão As raízes são órgãos especializados para sustentação, absorção, armazenamento e condução. Algumas raízes são comestíveis, como a cenoura, o genseng, o nabo o rabanete a mandioca e a beterraba. Estas raízes não devem ser confundidas com tubérculos como a batata, nem bulbos como a cebola, pois estes são caules subterrâneos, e não raízes. Referências Fernando Oliveira , Gokithi Akisue, Maria Kubota A CASTRO, W.S.; LIMA, C.C.A.; SILVA, L.J. Apostila de morfologia externa vegetal. Universidade Federal de Uberlândia – Instituto de Biologia, 2006. GEMTCHUJNICOV, I. D.; Manual de taxonomia vegetal. Editora: Agronômica Ceres, São Paulo – 1976; 368 p. Gemtchujnicov, 1976 Farmacognosia Anatomia, Histologia e Funções da Raiz Componentes: Barbara Frankiney Rosângela Ferreira 32