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Crimes Cometidos Contra a Administração da Justiça

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Sujeitos passivos 
3. Tipo objetivo: 
Testemunha: art. 202 do CPP; 
Art. 206 do CPP. 
Art. 207
Falsidade de fato relevante!!! 
4. Tipo subjetivo: 
5. Consumação e tentativa 
6. Causa especial de aumento: (1º) 
7. Retratação (2º) Art. 107, VI, do CP;
10. Questões especiais 
Coautoria? 
Prisão em Flagrante? 
Falso irrelevante: atipicidade da conduta.
11. Pena e ação penal 
12. Julgados
"Simples divergência entre depoimentos prestados por testemunhas a respeito de determinado fato dificilmente justifica atribuir-se a uma delas, sem provas concretas, que esteja, livre e conscientemente, falseando a verdade. A caracterização do falso testemunho, em regra geral, não depende da conclusão do processo em que foram efetuadas as declarações acoimadas de falsas. Todavia, havendo decisão definitiva na esfera em que os depoimentos foram prestados, esta deve ser levada em consideração na instância penal, a fim de evitar decisões contraditórias sobre o mesmo fato. O que não se mostra razoável é o prosseguimento da ação penal buscando eventual ofensa à administração da justiça quando o próprio tribunal especializado reconheceu não terem as pacientes faltado com a verdade" (TRF-4â Reg., HC 1999.04.01.132880-7/PR, Rei. Élcio Pinheiro de Castro, DJ, 5-4-2000).
"Falso testemunho. Não o comete pessoa que nega fatos que possam incriminá-la" (TJRS, AC 70001350040, Rei. Ranolfo Vieira, j. 13-9-2000). 
        Art. 343. Dar, oferecer ou prometer dinheiro ou qualquer outra vantagem a testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete, para fazer afirmação falsa, negar ou calar a verdade em depoimento, perícia, cálculos, tradução ou interpretação: (Redação dada pela Lei nº 10.268, de 28.8.2001)
        Pena - reclusão, de três a quatro anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 10.268, de 28.8.2001)
        Parágrafo único. As penas aumentam-se de um sexto a um terço, se o crime é cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal ou em processo civil em que for parte entidade da administração pública direta ou indireta. (Redação dada pela Lei nº 10.268, de 28.8.2001)
“SUBORNO”
1. Bem jurídico tutelado 
2. Sujeitos do crime 
Sujeito ativo 
Sujeito passivo 
3. Tipo objetivo: 
4. Tipo subjetivo: 
5. Consumação e tentativa 
6. Figura majorada 
7. Questões especiais 
Se a oferta ou promessa é aceita: Art. 342, § 1º, do CP. 
8. Pena e ação penal 
Pena de 3 a 4 anos X individualização penal?
9. Julgados
"Penal. Recurso especial. Falso testemunho. Advogado. Participação (induzimento ou instigação). Relevância penal (precedentes do STJ e do STF). Os crimes de mão própria não admitem a autoria mediata. A participação, via induzimento ou instigação, no entanto, é, ressalvadas exceções, plenamente admissível. — A comparação entre os conteúdos dos injustos previstos nos arts. 342 e 343 do C. Penal não conduz a uma lacuna intencional quanto à participação no delito de falso testemunho. O delito de suborno (art. 343 do C. Penal) tem momento consumativo diverso, anterior, quando, então, a eventual instigação, sem maiores conseqüências, se mostra, aí, inócua e penalmente destituída de relevante desvalor de ação." (STJ, REsp 200.785/SP, Rei. Félix Fischer, DJ, 21-8-2000). 
"Na espécie, a conduta da recorrida (advogada) é atípica, porquanto limitou-se a instruir a testemunha a dizer isso ou aquilo em juízo trabalhista sem, frise-se, conforme restou consignado pelo acórdão recorrido, dar, oferecer ou prometer qualquer vantagem" (STJ, REsp 169.212/PE, Rei. Fernando Gonçalves, DJ, 23-8-1999). 
Coação no curso do processo
Art. 344 - Usar de violência ou grave ameaça, com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio, contra autoridade, parte, ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em processo judicial, policial ou administrativo, ou em juízo arbitral:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa, além da pena correspondente à violência.
1. Bem jurídico tutelado 
2. Sujeitos do crime 
Sujeito ativo 
Sujeito passivo 
3. Tipo objetivo: 
4. Tipo subjetivo: 
5. Consumação e tentativa 
6. Concurso de crimes 
Lesões corporais?
 7. Questões especiais 
Art. 69 do CP com lesão corporal ou homicídio.
8. Pena e ação penal 
9. Julgados:
“RECURSO EM SENTIDO ESTRITO CONTRA DECISÃO QUE CONCLUIU PELA INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO. COAÇÃO NO CURSO DO PROCESSO EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. PEDIDO DE FIXAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO JUÍZO ESPECIALIZADO. PROCEDÊNCIA. AMEAÇA PRONUNCIADA CONTRA EX-COMPANHEIRA. INCIDÊNCIA DA LEI MARIA DA PENHA. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. 
1. O réu, ao pronunciar ameaça contra a ex-companheira para que desista de prosseguir em Juízo incide na prática do delito de coação no curso do processo, no qual figuram como sujeitos passivos tanto o Estado quanto a vítima da ameaça, de forma que a posição de vulnerabilidade desta exige a incidência de especial proteção proporcionada pela Lei Maria da Penha, devendo, portanto, a causa ser processada e julgada perante o Juízo de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. 
2. Recurso conhecido e provido para cassar a decisão que declinou da competência do Juízo, para que o feito seja regularmente processado e julgado perante o Juízo do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Circunscrição Judiciária de Sobradinho - DF.
(Acórdão n.774360, 20140610001098RSE, Relator: ROBERVAL CASEMIRO BELINATI, 2ª Turma Criminal, Data de Julgamento: 27/03/2014, Publicado no DJE: 01/04/2014. Pág.: 505)
“APELAÇÃO CRIMINAL. PORTE ILEGAL DE MUNIÇÃO DE USO RESTRITO E COAÇÃO DURANTE O CURSO DO PROCESSO. MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS. IMPOSSIBILIDADE DE ABSOLVIÇÃO POR ATIPICIDADE DA CONDUTA E POR INSUFICIÊNCIA DE PROVAS. COMPETÊNCIA PARA JULGAR O PEDIDO DE ISENÇÃO DE CUSTAS É DO JUÍZO DE EXECUÇÕES. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. 
I - As condutas de portar munição de uso restrito, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar, e de usar de violência, qual seja, encostar uma arma na nuca de pessoa que é chamada a intervir em processo judicial, com o fim de favorecer interesse próprio, são fatos que se amoldam aos artigos 14 da Lei nº 10.826/03 e 344 do Código Penal. 
II - É assente, tanto na doutrina quanto na jurisprudência, que, ao se tratar de coação no curso do processo, deve-se agregar especial relevo à palavra da vítima, principalmente quando resta corroborada pelo conjunto probatório, no caso em apreço, pelo depoimento da testemunha ocular e do policial militar que conduziu o acusado. 
III - O crime de porte ilegal de munição de uso restrito é delito de mera conduta e de perigo abstrato, bastando que o acusado aja em desconformidade com a determinação legal, não havendo, portanto, que se falar em absolvição por atipicidade da conduta, pois o bem tutelado é a incolumidade pública. 
IV - A competência para análise do pedido de isenção do pagamento de custas processuais é do Juízo da Execução Penal, o qual manterá a assistência judiciária quando comprovada materialmente a hipossuficiência econômica do réu. 
V - Recurso CONHECIDO e NÃO PROVIDO. 
(Acórdão n.770788, 20120610159873APR, Relator: JOSÉ GUILHERME, Revisor: HUMBERTO ADJUTO ULHÔA, 3ª Turma Criminal, Data de Julgamento: 20/03/2014, Publicado no DJE: 26/03/2014. Pág.: 352)
Exercício arbitrário das próprias razões
Art. 345 - Fazer justiça pelas próprias mãos, para satisfazer pretensão, embora legítima, salvo quando a lei o permite:
Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa, além da pena correspondente à violência.
Parágrafo único - Se não há emprego de violência, somente se procede mediante queixa.
1. Bem jurídico tutelado: 
2. Sujeitos do crime 
Sujeito ativo 
Sujeito passivo 
3. Tipo objetivo: 
4. Tipo subjetivo: 
5. Consumação e tentativa 
6. Questões especiais:
Artigo 345 x artigo 161, § 1º, II, do CP.
 7. Pena e ação penal 
A ação penal privada? 
8. Julgados
PENAL. PROCESSO PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. APROPRIAÇÃO INDÉBITA CIRCUNSTANCIADA.