Da Suspensão e da Extinção do Processo de Execução   DPC 2   Final
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Da Suspensão e da Extinção do Processo de Execução DPC 2 Final


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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
FACULDADE DE DIREITO DE ALAGOAS
Ademir Santos da Silva
Camylla Soraya Angelino Oliveira
Fabiana da Silva Santos
Luiz André Rodrigues de Lima
Rogério Duarte Bomfim
DA SUSPENSÃO E DA EXTINÇÃO DO PROCESSO DE EXECUÇÃO
MACEIÓ
2016
Ademir Santos da Silva
Camylla Soraya Angelino Oliveira
Fabiana da Silva Santos
Luiz André Rodrigues de Lima
Rogério Duarte Bomfim
DA SUSPENSÃO E DA EXTINÇÃO DO PROCESSO DE EXECUÇÃO
Trabalho apresentado à Faculdade de Direito de Alagoas da Universidade Federal de Alagoas como exigência parcial para obtenção de nota na AV2 da disciplina Direito Processual Civil 2, ministrada pela Prof. John Silas.
MACEIÓ 
2016
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO	4
2 SUSPENÇÃO DO PROCESSO DE EXECUÇÃO	5
2.1 CONCEITO E NATUREZA JURÍDICA	5
2.2 CAUSAS DE SUSPENSÃO DA EXECUÇÃO	6
2.3 CLASSIFICAÇÃO DAS SUSPENSÕES DAS EXECUÇÕES	7
2.3.1 Suspensão própria ou imprópria	7
2.3.2 Suspensão total ou parcial	8
2.3.3 Suspensão obrigatória ou voluntária	8
2.3.4 Suspensão pelos embargos do executado	10
2.3.5 Suspensão pela arguição de impedimento ou de suspeição	12
2.3.6 Suspensão pela inexistência de bens impenhoráveis	12
 2.3.6.1 A impenhorabilidade	14
2.4 SUSPENÇÃO VOLUNTÁRIA	16
2.5 MOMENTO DA SUSPENSÃO	18
2.6 AÇÃO RESCISÓRIA E SUSPENSÃO DA EXECUÇÃO	18
2.7 FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO JUDICIAL E SUSPENSÃO DA EXECUÇÃO	19
3. EXTINÇÃO DO PROCESSO DE EXECUÇÃO	19
3.1 CONCEITO	19
3.2 HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO	20
3.2.1 Satisfação da obrigação	20
3.2.2 Remissão da dívida	21
3.2.3 Renúncia do crédito	22
3.2.4 Prescrição intercorrente	22
3.2 EFEITOS DA EXTINÇÃO	23
4. CONCLUSÃO.....................................................................................................................24
REFERÊNCIAS	25
1 INTRODUÇÃO 
As palavras de ordem que permeia o universo do processo civil brasileiro na atualidade com o advento da nova legislação processual civil, que entrou em vigor no começo do ano vigente são a efetividade e a celeridade, que foi uma resposta aos anseios por uma objetivação da materialização das regras civis de modo pacífico e tempo razoável, conforme prediz a carta magna, por um processo que tenha razoável duração e meios que garantam agilidade e eficiência nas resoluções.
Não foge desta ótica a matéria de execução e uma série de apontamentos vem sendo tomada no sentido de amenizar o caminho entre o processo, a execução e a extinção deste com a resolução de mérito. Entretanto, embora esta sistemática processual se mantenha por égide de um novo tempo para o processo civil, é necessário ter em vista outros pressupostos que devem ser protegidos no mecanismo processual, não devendo esta efetividade lesar os direitos subjetivos do executado ou de outras pessoas afetadas diretamente pelos atos executivos.
A presente pesquisa trata sobre o instituto da suspensão da execução do processo, que se caracteriza por uma incidência à relação processual, cujo andamento esbarrou em algum obstáculo, inviabilizando o prosseguimento da lide em seu decurso natural. Tais fatos são suscetíveis tanto ao processo de conhecimento quanto ao de execução. Entretanto, não se confundi a suspensão da execução do processo com sua extinção, que ocorre quando se exauriu a relação processual, não havendo mais qualquer ato a realizar-se no processo.
Desta forma, é objeto do presente estudo a análise das situações que promovem ou condicionam a suspensão e posteriormente a extinção da execução do processo. Neste panorama, o novo Código civil, que entrou em vigor no começo de 2016, ratificou tanto a suspensão da execução processual quanto sua extinção e delineou suas hipóteses, que serão discutidos, seus termos, classificações, causas e efeitos. 
2 SUSPENÇÃO DO PROCESSO DE EXECUÇÃO
CONCEITO E NATUREZA JURÍDICA
Acerca da matéria processual, Didier (2011) a conceitua como um conjunto de atos destinados a um objetivo, quer seja a sentença de mérito. E todos estes atos desenvolvem-se seguindo um rito natural, caracterizado por procedimento. E tal procedimento está suscetível a uma interrupção, o que chamou de \u201ccrise no processo\u201d. 
A suspensão da instância, de acordo com Didier (2011), ou tempo de duração entre duas relações jurídicas no processo, consiste em um instrumento normativo, de cunho passageiro, no qual em suspenso, o processo não se encontra extinto, mas impossibilitado de sofrer atos processuais, exceto nas hipóteses de urgência. Ou seja, trata-se da \u201csuspensão do curso do procedimento, a paralisação da marcha processual, como veto a que se pratiquem atos processuais\u201d. (DIDIER, p. 737, 2015). 
Para Dinamarco (p. 138, 1997):
Suspensão é uma situação jurídica provisória e temporária, durante a qual o processo (embora pendente, sem deixar de existir) detém o seu curso e entra em vida latente. O procedimento deixa de seguir avante e, em princípio, nenhum ato processual pode ser realizado durante esse período; ... é a conseqüência de certos atos ou fatos, dos quais se diz que têm efeito suspensivo e que são indicados pela lei ou emergem do sistema processual. 
Ratificando estes conceitos, Araken Assis (1995) explica que suspensão do processo, nada mais é que o \u201csobrestamento temporário da relação processual, face a uma crise provocada em seu curso regular por ato ou fatos jurídicos\u201d (ASSIS, p. 908, 1995). 
Com estes dados poderia ser analisada a natureza jurídica deste instituto, que é uma ferramenta da instrumentalidade processual do direito de ação, de acordo com a classificação de Didier (2011) enquadra-se no rol do Direito instrumental, ou próprio do procedimento ao ser classificada a suspensão como incidente processual. 
A partir da ideia deste autor, o processo: 
deve ser compreendido, estudado e estruturado tendo em vista a situação jurídica material para a qual serve de instrumento de tutela. É a essa abordagem metodológica do processo que se chama instrumentalismo, cuja principal virtude é a de estabelecer a ponte entre o direito processual e o direito material. Não se Pode confundir o instrumentalismo com a busca pela simplificação procedimental, que é outra coisa. (DIDIER, p. 1, 2010). 
De acordo com julgamento de agravo de execução da 4ª turma de Direito Público do Tribunal de Justiça de Pernambuco, o relator Rafael Machado da Cunha Cavalcanti afirma que: 
Em linha de princípio, tem-se que, na técnica do novo Código de Processo, qualifica-se como incidente toda e qualquer questão suscitada no curso do processo e que se resolve através de um provimento judicial sem as características de uma sentença. As questões suscitadas, e que, acolhidas, determinam a extinção do processo sem julgamento de mérito. (BRASIL, TJ/PE AGV nº 3528958, 27, Nov. 2015). 
O incidente processual resume se em questões emergentes sobre o procedimento principal, que podem ser divididas em questões prejudiciais e procedimentos incidentes, as questões prejudiciais são vinculadas ao direito material e devem ser resolvidas antes da análise de mérito da lide, quanto às questões incidentais, devem ser resolvidos antes da sentença de mérito, entretanto são vinculadas ao direito processual. 
Concernente a estes tópicos, faz-se necessário uma análise mais aprofundada destes conceitos, dando ênfase sobre as hipóteses e o modo procedimental de arguir sobre a suspensão da execução, bem como as possíveis motivações da extinção da execução processual. 
2.2 CAUSAS DE SUSPENSÃO DA EXECUÇÃO
Concernente às causas motivadoras da suspensão do Processo, o Código de Processo Civil de 2015 relaciona taxativamente suas possibilidades, entretanto não exaure integralmente estas, podendo ser encontrados outros eventos que ensejam a suspensão da execução ou do próprio processo dispostos no ordenamento jurídico, conforme entendimento de Didier (2015). 
Pontuando as possíveis causas suspensivas, pode- se notar: a morte ou perda da capacidade processual de qualquer