Fichamento Civil família   Guarda 2016
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Fichamento Civil família Guarda 2016


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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ \u2013 UNIVALI 
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E JURÍDICAS \u2013 CEJURPS 
CURSO DE DIREITO 
DIREITO CIVIL (FAMÍLIA) 
PROFESSORA CLÁUDIA REGINA ALTHOFF FIGUEIREDO 
ACADÊMCAS: ROSANA LEITE DA SILVA 
 
 
 
FICHA DESTAQUE/REFERENTE DE OBRA CIENTÍFICA 
 
 
1. NOME COMPLETO DO AUTOR DO FICHAMENTO: FIUZA, CÉSAR 
 
2. OBRA EM FICHAMENTO: Direito civil: curso completo / César Fiuza.- 
14.ed.revista, atualizada e ampliada . \u2013 Belo Horizonte: Del Rey, 2010. 1152p, -
17,0x 24,0 cm 
 
3. ESPECIFICAÇÃO DO REFERENTE UTILIZADO: 
 
Por meio de fichamento, transcrevendo a formulação mais importante, buscando o 
aprimoramento, na análise do conceito sobre o tema abordado pelo autor, no qual 
discorre como indicador o próprio Estatuto da Criança e do Adolescente, Estudo so-
bre Direito de família: Guarda, Titularidade da guarda, Efeitos da guarda. 
 
4. DESTAQUES CONFORME O REFERENTE: 
 
4.01 Segundo Fiuza, a guarda é relação típica do poder familiar. É , em termos gros-
seiros, a \u201cposse direta\u201d dos pais sobre os filhos. Argumenta que: 
 
 Apesar de grosseiros os termos, a idéia de posse é tão atraen-
te e expressa com tanta clareza em que consiste a guarda, que 
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o próprio Estatuto da Criança e do Adolescente a utilizou no 
art. 33, § 1º, ao dispor que \u201ca guarda destina-se a regularizar a 
posse de fato\u201d.(Grifamos).(p.1016, 1017) 
 
 
4.02 Para Fiuza: 
 
 Não se pode falar em posse de uma pessoa sobre a outra. A 
posse só se dá sobre as coisas ou sobre algumas espécies de 
direitos. Assim, a guarda, em termos genéricos é o lado materi-
al do poder familiar; é relação entre pais e filhos, da qual decor-
rem vários direitos e deveres para ambas as partes. É óbvio 
que a guarda pode ser concedida a terceiros, como no caso da 
tutela. (p.1017). 
 
 
4.03 Segundo Fiuza, pode-se distinguir guarda de mera companhia. Esta é a relação 
física em que uma pessoa encontra-se junto com a outra. Na guarda está, em regra, 
contida a ideia de companhia. Mas não necessariamente. (p.1017). 
 
4.04 Para Fiuza, o menor que passa as férias em casa dos avós ou tios está sob 
guarda dos pais, mas em companhia dos avós ou tios. Isto posto, a simples compa-
nhia é passageira, enquanto a guarda é permanente. (p.1017). 
 
4.05 Acrescenta ainda que, na hipótese de pais separados, se o menor for passar o 
fim de semana com o pai, a guarda ainda será da mãe, embora o menor esteja em 
companhia do pai (p.1017). 
 
4.06 Fiuza esclarece que, para efeitos de responsabilidade civil mais interessa a a 
companhia do que a guarda, se esta for uniparental. No caso dado, seria o pai a 
responder pelo dano causado pelo filho, apesar de a guarda ter sido atribuída a mãe 
(p.1017). 
 
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4.1Titularidades da guarda 
 
4.1.1 Conforme Fiuza explanou : 
 
A guarda é relação típica do poder familiar. Ocorre que, nem sempre serão 
os pais os titulares da guarda. Esta poderá ser concedida a terceiro, como o 
tutor, ou alguém que não exerça a tutela, como é o caso da guarda provisó-
ria no processo de adoção, ou a guarda provisória conferida a um parente, 
enquanto pai e mãe disputam a guarda do filho menor, ou mesmo como é o 
caso da guarda atribuída definitivamente a terceiro, quando o juiz verificar 
que os genitores não tem condições de deter a guarda (p.1017). 
 
 
4.1.2 Diante do exposto, Fiuza acrescenta que, nesta hipótese, a guarda será defe-
rida de preferência a um parente, observados o grau de parentesco e as relações de 
afinidade e afetividade (p.1017). 
 
4.1.3 A guarda geralmente é exercida em conjunto por pai e mãe, que coabitam com 
os filhos. No entanto, poderá ser concedida a um só dos pais, quando se achem se-
parados , ou quando um se encontre impossibilitado de exercê-la, por estar preso, 
por exemplo. É chamada guarda uniparental ou exclusiva (p.1017) 
 
4.1.4 Segundo Fiuza, a guarda poderá ser alternada, dividida, guarda por aninha-
mento ou nidição e guarda compartilhada. A guarda alternada ocorre quando cada 
um dos pais detiver a guarda do filho, segundo um ritmo temporal, que pode ser or-
ganizado de ano em ano, ou até de partes do mesmo dia.(p.1018). 
 
4.1.5 Fiuza acrescente que: 
 
Cada um dos pais deterá a guarda, alternadamente, quando a ele imcubir 
tarefa de cuidar diretamente do filho. Não deixará de ser uniarental, só que 
alternada. A cada momento um dos pais a deterá. Será dividida a guarda no 
sistema de visitas. O menor reside em um único local, recebendo a visita ou 
visitando o genitor que não tem sua guarda. É na verdade, uniparental, 
exercida unicamente por um dos pais. O outro só terá a companhia do filho, 
no momento de visitas. 
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4.1.6 E ao se referir ao aninhamento e nidição Fiuza esclarece que, não é comum. 
Consiste no fato de o filho viver em local fixo, revezando-se os pais em sua compa-
nhia, durante períodos alternados de tempo. Parece com a alternada, só que nesta o 
filho que se movimenta. Na nidição são os pais que se mudam para a residência do 
filho. É também guarda uniparental, assim como a alternada (p.1018). 
 
4.1.7 \u201c Por fim, a guarda compartilhada, novidade mal compreendida e, no Brasil, 
inútil. Na verdade, a guarda compartilhada, tal como surgiu em países da Europa ( 
Itália por exemplo), resolveu um problema prático. Lá, com o divórcio, o genitor que 
não tivesse a guarda, perdia a autoridade parental.\u201d(p.1018). 
 
4.1.8 \u201c Com a guarda compartilhada ambos os genitores passaram a manter a auto-
ridade parental, mesmo que divorciados. Em outras palavras, continuavam a exer-
cer, compartilhadamente o poder familiar. Isso só foi possível com a guarda compar-
tilhada\u201d. (p.1018). 
 
4.1.9 \u201cEm nosso País, quando se fala em guarda compartilhada, tem-se em mira ou 
uma guarda conjunta meio que relaxada, ou uma guarda alternada flexibilizada, ou 
mesmo uma uniparental democratizada. Na guarda compartilhada conjunta , o filho 
fica na companhia de um dos genitores, mas ambos tem legalmente sua guarda.\u201d 
(p.1018). 
 
4.1.10 \u201cNa guarda alternada, que denominamos compartilhada, temos os filhos ora 
na companhia do pai, ora da mãe. Não é em tese, algo recomendável, uma vez que 
os filhos perdem o referencial de lar. O que confere a essa guarda alternada o dife-
rencial para ser camada de compartilhada, é o exercício conjunto dos direitos e de-
veres inerentes ao poder familiar.\u201d (p.1018). 
 
4.1.11 No conceito de Fiuza: 
 
Tanto na guarda uniparental, quanto na alternada, para que o exercício da 
autoridade parental e do direito de visita seja, de Direito, mas amplo, deve 
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haver regulamentação judicial. Essa regulamentação, no sentido de atribuir 
maior amplitude ao exercício do poder familiar e ao direito de visita só é 
possível, na prática, se houver acordo entre os pais; se não houver inimiza-
de entre eles.(p. 1018). 
 
 
4.1.12 Fiuza ressalta ainda que, segundo o § 1º do art. 1.583 do Código Civel, a res-
ponsabilidade dos pais pelos filhos será conjunta na guarda \u201ccompartilhada\u201d, seja ela 
conjunta, alternada ou uniparental.(p.1018). 
 
4.1.13 [...] \u201cCausando o filho um dano a terceiro, este deverá acionar a ambos os 
genitores em conjunto. Não se trata pois, de responsabilidade solidária, nem subsi-
diária; é conjunta mesmo. Na guarda unilateral pura, só o genitor quea detém é res-
ponsável pelos danos causados pelo filho menor, a não ser que o eventos damni 
tenha ocorrido, estando o menor na companhia do outro genitor\u201d (p.1018). 
 
4.1.14 [...] \u201cDe qualquer modo, sempre será observado o princípio do melhor inte-
resse