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Apostila de Alimentação Animal

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Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR
Escola de Ciências da Vida - ECV
Curso de Medicina Veterinária
Disciplina de Alimentação Animal
Professor André Ostrenski
Louise Helene Bacher
ALIMENTAÇÃO ANIMAL
Curitiba
2016
GRÃOS DE CEREAIS E SEUS SUBPRODUTOS
Produção nacional de rações 
rodução nacional de rações Preço milho (CIF Campinas–SP), R$/sc 60 kg 
Elevação de preços de cereais: CAUSAS? 
Fontes fósseis de energia (petróleo, gás natural, carvão) com demanda em alta elevação preços. Lembrar: mal distribuídos 
Alternativas: eólica, hidráulica, nuclear, biocombustíveis (alguns, a partir de alimentos)
Troca de paradigma
Animais x homens: concorrência por alimentos
Homens x homens: alimento x combustíveis concorrendo
Fatores anti-nutricionais
Diferenças químicas entre polissacarídeos amiláceos e polissacarídeos não amiláceos
Composição de diferentes alimentos em polissacarídeos não-amiláceos (NSP)solúveis e insolúveis (% MS dieta)
Efeitos dos PNAs / NSP
Teor de PNA cereais x valor de energia 
MICOTOXINAS 
Fatores predisponentes: Presença de substrato 
Agua libre no alimento
Temperatura: entre 15 e 30ºC, ótimo é 20 e 25ºC
Presença de esporos fungicos
Presença de oxigênio (0,5%)
pH: entre 4 e 8 (muito variável)
Umidade excessiva no campo ou na estocagem
Infecção de insetos X Danos físicos aos grãos
MILHO E SUBPRODUTOS
Consumo de milho no Brasil 
Exemplos 
Milho grão 
Silagem de grão úmido 
Farelo de milho (extração do óleo) 
Farelo de gérmen: c/ ou s/ óleo 
Farelo protéico (21 e 60%) 
Quirera de milho 
MILHO
Composição química milho x produtos 
MILHO GRÃO
Aspectos nutricionais: resumo 
Degradabilidade do amido de alimentos incubados em diferentes tempos 
Estrutura espacial dos polímeros de amido 
Vitreosidade: duro x dentado, depende da variedade 
Grão 
1/2 energia da silagem 
¾ energia da SGU 
Grão tradicional x Novas tendências 
Granulometria para suínos 
Digestibilidade x desemp. x úlcera gástrica 
(Zanotto, Guidoni e Mores, 1999)
Granulometria para aves 
Rendimento da moagem x aproveitamento EM 
GranulometriaBovinos (Hutjens, 2008)
Desejável: granulometriamenor
Mesmo com risco maior de acidose, é melhor pelo maior aproveitamento
Fornecer menos? Sim, e processando mais até a própria SM
Não se tem o número ideal de processamento x quanto usar
Na prática: lavar esterco (e as outras medidas) e ver o que se pode fazer
Se + disponível: -amido. Se estava com 25% amido, reduzir 2 ou 3 pontos %
PROCESSAMENTO DO GRÃO
(www.sinuelo.com.br, 2010)
Especificação de qualidade
Umidade (máx): 14%
Quebrados (máx): 3,0%
Ardidos (máx): 5,0%Soma (máx): 5,0%
Impurezas (máx): 1,0%
SILAGEM DE GRÃO ÚMIDO
O que é? 
Onde é feita?
Como é feita?
Por que é feita?
Processos do Milho Grão
Descarga
Moagem
Ensilagem
Utilizar
Fatores ideais do Milho Grão (Boa silagem)
Com amarelado
Odor agradável
Sabor levemente ácido (pH 3,81 X 5,94 do milho)
SILAGEM DE GRÃO ÚMIDO 
Vantagens 
Colheita precoce 
Menor custo? (taxas, impostos,...) 
Menos perdas 
Dispensa secagem 
Palatabilidade e digestibilidade 
Tempo armazenagem x valor nutric. 
Oscilações de mercado 
Desvantagens 
Comercialização 
Necessidade de preparo diário ração 
Necessidade de uso após retirada 
Má conservação 
Composição em MO
Composição na MS 
SUBPRODUTOS ALIM. HUMANA 
Farelo de gérmen de milho 
Subproduto extração do amido 
Granulometria mais fina 
Com aquecimento 
Elevada palatabilidade 
Subproduto moagem úmida, NDT menor 
20 – 22% PB: corn gluten feed 
Aumenta degradabilidade ruminal 
55 – 60% PB: corn gluten meal 
baixa degradabilidade ruminal, menos amido 
baixapalatabilidade, custo?, alta caroteno
PERSPECTIVAS DO MILHO 
Agregar valor nutricional 
Agrega custo (competitividade?) 
Deixar de ser commodity? 
Mercado agrícola precisa mudar 
Atenção com micotoxinas 
TRIGO E SUBPRODUTOS
Trigo 
Principal: alimentação humana 
Farinha de trigo + subprodutos 
Triguilho, farelo de trigo 
Trigo e subprodutos: composição nutric. 
TRIGO GRÃO
 Valor nutricional ao milho 
 Mais proteína, também deficiente em alguns aa essenciais 
 Problemas: caroteno, disponibilidade 
Conteúdo e digestibilidade do amido, de acordo com diferentes cultivares de trigo
TRIGO E SUBPRODUTOS
Triguilho
Impurezas, quebrados, baixo PH
Valor nutricional inferior ao grão
Depende: custo, composição, disp.
Farelo de trigo
Subproduto extração amido
Constituído: tegumento, gérmen e pode ter um pouco de amido
Rico: fibra, P, PB (qlde) 
Gordura 4,0 –4,5%, baixa energia
Pobre Ca
Farelo de trigo: bovinos
Excelente alternativa, fornece fibra, P e proteína (exemplo)
Problema: sazonalidade, preço
Farelo de trigo: suínos
Excelente para dieta que necessite fibra (Gestação, Lactação)
Funções, alternativas
Farelo de trigo: Aves
Para reprodutores e postura
Funções:EM, prolapso oviduto
AVEIA
Aveia grão: consumo humano ou animal
Essencialmente p/ eqüinos
Oferta e procura: preço
Alim. energético básico, mas não indispensável
Processada: molhada, laminada
Bovinos de leite
Composição
PB: 11 –12%
FB: 10 –11%, casca: rica em sílica
Energia, mas pobre em caroteno
CEVADA E SUBPRODUTOS
Cevada grão
Quando não atende padrões p/ consumo humano
Semelhante ao trigo
Menor PB, energético, menos casca que aveia, baixa gordura
Bovinos: energia similar ao milho
Para outras espécies, misturar com outras fontes de energia
Caroteno, amassada p/ suínos
Resíduo de cervejaria
Subproduto extração do mosto
Pode: resíduos de outros cereais
Úmido ou seco
Úmido: ruminantes, mas estocar visando melhor secagem
Na MS, 18% PB, 15% FB V. Lact.
Resíduo de cervejaria: bovinos leiteiros
Vacas lactação: até 16 a 18 kg/v/d
Novilhas: máximo 20% MS
Vantagens e desvantagens
Radícula de malte
Subproduto da maltaria
Rico proteína, palatabilidade?
Problema: fornecimento, preço
SORGO
Finalidades
Alimentação humana: indústria, pão
Alimentação animal
Composição
PB maior que milho (10 –11%)
Energético, pobre fibra
Caroteno: coloração ração, carne
Composição nutricional 
Processamento 
Atenção com tanino 
Vacas: moagem fina 
Substituição parcial do milho 
Taninos
Compostos polifenólicos solúveis em água, com capacidade formar complexos proteínas e carboidratos. 
Encontrados no sorgo, cevada, milheto e girassol 
Efeitos Reduzem capacidade digestão 
Reduzem capacidade absorção 
Reduzem ganho de peso 
Reduzem eficiência alimentar 
Cultivares sorgo alto e baixo tanino - redução 50% digestibilidade aas 
Aquecimento não destrói estrutura!!!
ARROZ
Essencialmente alimentação humana 
P/ animais: subprodutos, excedentes ou desqualificados 
Grãos inteiros: raro
Composição nutricional
Subprodutos
Fo integral arroz branco (gordo)
Fo integral arroz parbolizado (idem)
Fo desengordurado de arroz
Quirera de arroz
Casca de arroz
Fo integral arroz branco (gordo)
Resíduo do preparo p/ alim humana
Alto óleo (12 –15%), com AGI
PB: 11 –13%, FB: 12%
Fo integral arroz parboilizado (gordo)
Semelhante ao anterior, como resultado do tratamento térmico p/ consumo humano
Parboilização: pré-cozimento com casca (120º C): gelatinização do amido secagem beneficiamento + polimento a água (subproduto: fo arroz parboilizado)
Farelo desengordurado de arroz
Subproduto da extração do óleo a partir do farelo integral
PB 16%, menos energético, fibra
Pode substituir farelo de trigo 
Quirera de arroz
Grãos quebrados
Composição semelhante, porém atentar p/ impurezas e micotoxinas
Casca de arroz
Uso como cama
Alimentação: preferencialmente