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Prof. José Araújo (DIP) - Resumo Prova 2

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limites. Esta é uma nova tendência do DIPr, a possibilidade de 
escolha da lei em outras áreas do direito, seguindo a já consagrada 
autonomia da vontade nas obrigações; 
7. O Protocolo cuida do seu âmbito de aplicação e da ordem pública, em 
disposições já clássicas sobre a matéria; 
8. O artigo 14 trás uma norma de caráter material, de que em questões de 
lei aplicável aos alimentos dever-se-á levar em conta as necessidades do 
credor e as possibilidades do devedor. 
Diante desses pontos, a análise do novo documento permite concluir que o 
Protocolo não só é compatível com o direito brasileiro, como também representaria um 
avanço para o aggiornamento (adaptação) da normativa existente, que é parca e 
lacunosa. 
A participação do país nos trabalhos da Comissão Especial foi muito proveitosa, 
o sistema jurídico brasileiro não apresentava grandes problemas de adoção em vista da 
avançada legislação protetiva da criança no plano jurídico nacional. Alguns direitos já 
incorporados no dia a dia dos brasileiros ainda é alvo de polemica em outros países. 
O Brasil procurou nesse fórum multilateral assegurar proteção a brasileiros que 
são credores de alimentos provenientes do exterior, muitas vezes de outros brasileiros, e 
permitir a maior cooperação com países que são credores de alguns dos nossos 
nacionais, ou estrangeiros aqui residentes. 
FACAMP – Faculdades de Campinas 3ºB 2012 
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A incorporação pelo Brasil, de um documento multilateral dessa natureza serve 
para implementar, no plano das relações internacionais, o respeito aos direitos 
fundamentais, no tema de proteção da família e da infância. 
Um artigo importante é o 57: impõe aos Estados a obrigação de informar sobre o 
seu direito interno. A solução da Convenção representa uma ajuda às partes, que podem 
discutir previamente seus direitos e evitar a despesa com especialista para comprovar o 
direito estrangeiro. 
É uma área em que há marcada diferença entre o sistema da common law do 
direito civil, pois no primeiro a prova do direito estrangeiro é uma questão de fato e 
deve ser comprovada em cada caso, enquanto no segundo, é uma questão de direito e 
pode ser aproveitada em mais de um processo. 
No caso Brasil, esta é uma área em que a Universidade pode estreitar sua 
contínua colaboração com o Ministério da Justiça, e ajudar para que as informações 
sobre o Brasil estejam sempre atualizadas, sem maiores gastos do poder público. 
 
 
 
FACAMP – Faculdades de Campinas 3ºB 2012 
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Capítulo 19: Aspectos Civis de Sequestro de Menores 
 
Segundo a autora, atualmente podemos constatar uma mudança no perfil das 
famílias, é comum hoje, haver mais de uma nacionalidade no grupo familiar, ou a sua 
mudança de país no curso da relação familiar. Devido a essa mudança há a necessidade 
de uma regulamentação especifica de modo a uniformizar os procedimentos e regras 
substantivas a esses casos multiconectados. 
O fenômeno dramático da separação de casais de nacionalidades diversas, ou 
que estabeleceram residência fora de seu país de origem tem se tornado cada vez mais 
recorrente, contudo tal situação leva a uma ruptura do grupo familiar, cuja criança 
torna-se a mais prejudicada do ponto de vista emocional, de sua formação e de suas 
referencias. 
Até pouco tempo os instrumentos tradicionais do direito internacional privado 
eram ineficientes e inadequados para essa situação, não apresentando soluções 
satisfatórias. 
Esse tema é de extrema importância, uma vez que esse debate da proteção à 
criança inclui-se no âmbito dos Direitos Humanos. Esse tema tem um viés ligado aos 
Direitos Fundamentais, convergindo deste modo aspectos público e aspectos privados 
para garantir o “principio do interesse superior da criança”. Neste aspecto o DIPr deve 
ser entendido como integrante do sistema de proteção à dignidade da pessoa humana e 
sobretudo a criança. 
 
No ponto 19.2.1 diz sobre a convenção de Haia e sua aplicação no Brasil, vai 
apresentar a analise da Convenção, que tem duas ideias principais: a primeira diz sobre 
o fato de que haja retorno imediato da criança que foi ilicitamente transferida para outro 
país e a segunda é sobre o fato de haver de que tem a guarda do menor direitos sobre a 
vista em outro país, porém essas duas ideias se contrapõe pelo seguinte motivo que o 
fato da retirada do menor pode afetar a sua existência no seu domicilio se este tiver mais 
de um ano morando mesmo ilicitamente neste outro país este é um ponto negativo do 
uso dessas leis da Convenção existe um ponto positivo que as leis da Convenção é sobre 
o fato que a criança tem o direito de escolher onde ira morar se no atual domicilio ou 
não. 
O Estado muitas vezes tem que ter a guarda da criança até que termine o 
processo de guarda entre os pais do menor e o Estado tenta não intervir na retenção do 
menor em um ou no outro país. Outra ideia importante é sobre o fato que a ordem 
publica se utiliza de uma lei positiva sobre os direitos individuas sobre o patrimônio ou 
no caso direto de família direto do patrimônio cultural para se resolver o sequestro 
internacional de menor. 
A consideração de uma transferência ou retenção ilícita é apresentada pelo 
artigo 3° em duas ideias a primeira diz quando o menor é levado para outro Estado sem 
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a autorização de quem esta com a guarda da criança e a segunda diz respeito de que 
mesmo que haja a retenção ou a transferência do menor legal, pode-se ilícito pelo fato 
caso este não tenha sido feito anteriormente. 
Os atos processuais sobre o sequestro de menor têm que ser feito de maneira 
rápida e que não afete o menor de idade, porém existem recusas sobre o processo de 
sequestro de menor que seria pelos artigos 12, 13 e 17 mais os dois principais artigos 
são o final de artigo 12° que diz sobre se o processo é muito longo e o bem estar da 
criança no decorrer do tempo e caso a criança já esteja ambientada neste domicilio e no 
artigo 13° diz respeito sobre as leis devem ser feitas pelos Lex fori ou o local onde se 
domicilia e as provas devem ser feitas no Lex fori. 
 
19.2.2 – Jurisprudência brasileira da convenção 
A questão do conflito de jurisprudência ocorria em inúmeros casos, devido ao 
fato de a justiça federal ser competente para a ação fundada na convenção e a justiça 
estadual cuidar dos casos de guarda: 
Muitas vezes ocorria de o genitor que traz o menor de forma ilegal chegar ao 
Brasil e realizar o pedido de guarda para regularizar a situação do menor no país, 
ocasionando em um conflito caso o outro genitor realizasse um pedido de retorno com 
base na convenção, se não houver nenhum pedido de retorno por parte do genitor que 
não possui o pedido de guarda o conflito não ocorre. Quando ocorre o pedido de retorno 
por parte do outro genitor o requerimento de guarda fica prejudicado e os dois casos 
devem ser julgados pelo mesmo juiz, nesse caso o juiz federal tem a competência para 
atrair os dois caso e julgá-los. 
 
O Brasil defende a devolução imediata do menor retirado de seus pais de forma 
ilegal, o menor só não é devolvido imediatamente para o seu país de origem se for 
comprovado que ele já se encontra adaptado ao lugar em que se encontra. Porém devido 
à lentidão na resolução dos casos brasileiros, muitas vezes o menor já se encontra 
adaptado a lugar onde se encontra, mas a negação da devolução por esses motivos acaba 
ingerindo na frustração dos objetivos da convenção. 
 
19.2.3 – A Convenção Interamericana sobre restituição internacional de menores 
A convenção interamericana possui como base a convenção de Haia, porém no 
Brasil não foi designado nenhuma autoridade central para
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