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Prof. José Araújo (DIP) - Resumo Prova 2

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Tribunal de Justiça dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e RS 
Esses tribunais posicionam-se contrariamente ao do Rio de Janeiro. Eles não 
aceitavam clausulas que resultassem na incompetência da justiça brasileira. 
Somente um caso foi favorável a clausula de eleição de foro estrangeiro: um 
contrato de representação comercial firmado no exterior. 
Ademais, foro estrangeiro não era aceito, bem como a jurisprudência estrangeira. 
 
Glossário: 
“Salvo estipulação em contrário” (art. 13): O Artigo 13 regulará, salvo estipulação em 
contrário, quando á substância e aos efeitos das obrigações, a lei do lugar ondem forem 
contraídas. 
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CIDACI: Convenção Interamericana sobre o Dir. Aplicável aos Contratos Internacionais. 
 
Derrogação: É a revogação parcial de uma lei. 
Litígio: contestação, pendência contestada. 
TRF: Tribunal Regional Federal – Os Tribunais Regionais são responsáveis por julgar 
ações de qualquer estado da federação. 
Ação rescisória: é a forma de impugnar uma ação judicial transitada em julgado, para 
desconstituir a coisa julgada material. Ação de competência originária dos tribunais por 
meio do qual se pede a anulação ou desconstituição de uma sentença ou acórdão 
transitado materialmente em julgado e a eventual reapreciação do mérito. 
Trânsito em julgado: Expressão usada para uma decisão (sentença ou acórdão) da qual 
não se pode mais recorrer, seja porque já passou por todos os recursos possíveis, seja 
porque o prazo para recorrer terminou. 
Forum Non Conveniens: o poder discricionário de um tribunal para declinar a 
competência que lhe foi atribuída, em função da conveniência das partes (testemunhas, 
etc.), no interesse da Justiça. 
Denegação de justiça: Falta de acesso à prestação de serviço jurisdicional. 
Declinatoria Fori: declinação ao foro; recusa ao foro. 
Embargo infringente: Os embargos infringentes são recursos cabíveis contra apelação e 
ação rescisória, no caso em que ambas forem julgadas procedentes. Este recurso é 
corriqueiramente conhecido como o “recurso do recurso”, podemos fazer um paralelo 
entre ele e a impugnação de contestação no rito ordinário. 
Jurisprudência: conjunto de soluções dadas pelos tribunais as questões do Direito; na 
atualidade possui 3 funções distintas mas complementares: 1) função quase automática 
de aplicar a lei; 2) função de adaptação, consiste em pôr a lei em harmonia com as 
ideias contemporâneas e as necessidades modernas; 3) função criadora, destinada a 
preencher as lacunas da lei. 
Autonomia da vontade: Princípio no qual se funda a liberdade contratual dos 
contratantes, consistindo no poder de estipular livremente, como melhor lhes convier, 
mediante acordo de vontades, desde que se submetam à norma jurídica e seus fins não 
contrariem a ordem pública e os bons costumes. 
Depéçage: Mecanismo pelo qual um contrato é dividido em diversas partes, onde cada 
uma delas será submetida a leis diferentes. 
Homologação: confirmar ou aprovar por autoridade judicial ou administrativa. 
Acórdãos: São decisões que podem ser emanadas de um juiz embargador e etc. 
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Capítulo 15: Direito de Família no DIPr 
 
“A família sempre foi a peça nuclear da sociedade, tendo recebido do Direito a 
correspondente proteção” (ARAÚJO, p. 441). Na concepção clássica, o casamento 
compreende as pessoas procedentes dessa união e aquelas que vinham de uma 
genealogia antepassada comum ou até mesmo pela adoção, mas hoje nota-se uma 
mudança da concepção clássica a partir da “família moderna”, que envolve inclusive o 
plano internacional. 
Um dos motivos dado pela autora da ocorrência dessa nova concepção de 
família é o avanço da comunicação global, possibilitando a relação das famílias 
transnacionais, o que afeta o DIPr principalmente em relação à validade do casamento, 
ao regime de bens e à questões relacionadas as crianças. Outra mudança, ressaltada por 
Renato Ribeiro, é que hoje a família como um todo se tornou mais empenhada em ser 
feliz, pois a sua manutenção não é mais obrigatória, “ela só sobrevive quando vale a 
pena”, estando estes, então, mais dispostos a correr riscos em busca dessa felicidade, 
sendo este um assunto delicado (ARAÚJO, p. 442). 
No plano interno sempre houve regras que regulassem as questões relativas ao 
casamento, mas com a globalização, segundo a autora, foi desenvolvida uma dicotomia: 
enquanto os direitos individuais são de caráter universal, as necessidades específicas do 
interesse da família estão atreladas à cultura, às tradições e à religião de cada sociedade, 
sendo o conflito entre culturas um dos maiores problemas para o DIPr lidar. Desde 1942, 
o Brasil adota o caráter domiciliar para reger as questões relativas à habilidade de julgar 
estes casos, excluindo os brasileiros domiciliados no estrangeiro dessas regras 
brasileiras. 
 
15.1.1 – Casamento celebrado no Brasil 
Em relação aos casamentos solenizados no Brasil que tem repercussões no DIPr 
depende de duas coisas: “da capacidade dos nubentes e de quando um dos nubentes está 
se habilitando no Brasil, mas seu divórcio se deu no exterior” (ARAÚJO. p. 445). De 
acordo com o artigo 7º, as formalidades da celebração do casamento realizado no Brasil 
seguem a lei brasileira, sendo, portanto, uma aplicação da locus regit actum (o lugar 
regula o ato) que especificamente segue a regra lex loci celebrationis (lei do lugar onde 
o casamento é celebrado). 
Em 1917, o LICC definiu o critério como sendo o da nacionalidade, mas os atos 
jurídicos estavam subordinados ao locus regit actum. Em 1942, esse sistema foi 
modificado para o critério domiciliar 
 
Para Amílcar Castro, como o casamento interessa a ordem pública não deve ser 
tratado em igualdade com qualquer outro contrato feito pelo direito de obrigações, até 
mesmo porque para Castro o próprio direito civil estabeleceu alguns limites para a 
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capacidade de casar ao contrário dos outros contratos em geral. Portanto, para essa 
questão a LICC unificou a forma e fundo sob uma mesma lei e estabelece a 
territorialidade como princípio para resolver as pendências que permeiam esse assunto. 
 
15.1.2 – Habilitação de nubente divorciado no estrangeiro 
Nesse momento a autora explica e exemplifica que, atualmente, para que um 
casamento seja habilitado a ser realizado no Brasil, caso uma das partes tiver se 
divorciado anteriormente no exterior, é de extrema necessidade que proceda a 
homologação desta sentença como condição á concessão da habilitação. 
Em um primeiro momento, surge certa polêmica entre os tratadistas do DIPr, 
uma vez que a condição do divorciado diz respeito a uma questão de estado. Dessa 
maneira, Haroldo Valladão sempre defendeu a imprescindibilidade da homologação 
sem exceção. Já Eduardo Espíndola, juntamente com Serpa Lopes e Oscar Tenório, é 
contrário a necessidade para a questão de mero estado, sendo desnecessária a 
homologação. 
Porém, essas diferentes vertentes foram "pacificada" pela decisão do Supremo 
Tribunal Federal, que tornou a homologação da sentença estrangeira obrigatória; sendo 
que esta homologação é essencial na outorga de eficácia a qualquer sentença 
estrangeira; por meio do Art. 483: “A sentença proferida por tribunal estrangeiro não 
terá eficácia no Brasil senão depois de homologada pelo Supremo Tribunal Federal." 
Assim em 1973, quando entra em vigor o Código de Processo Civil entra em 
vigor, o sistema é modificado. 
 
15.1.3 – Casamento consular celebrado no Brasil 
Casamento consular é celebrado perante uma autoridade diplomática ou 
consular de ambos os noivos.,

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