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Técnicas de anestesia maxilar e técnicas de anestesia mandibular

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PRO-ODONTO | CIRURGIA | SESCAD 85
Karla Corrêa Barcelos
Martha Alayde Alcantara Salim
TÉCNICAS DE ANESTESIA
MAXILAR E TÉCNICAS DE
ANESTESIA MANDIBULAR
INTRODUÇÃO
O sucesso e a segurança do bloqueio anestésico local estão relacionados com a escolha e
a execução correta da técnica anestésica. Várias são as técnicas anestésicas existentes para
obtenção do bloqueio dos impulsos dolorosos das regiões da maxila e da mandíbula. A esco-
lha de uma delas vai depender da região que se deseja anestesiar e do procedimento a ser
realizado.
O bloqueio de nervo pode ser alcançado através do bloqueio do tronco nervoso, do
bloqueio de campo e da infiltração local. Cada um deles oferece certas vantagens.
O método usado dependerá da existência das circunstâncias, bem como da área a
ser anestesiada.
Os bloqueios de nervos podem ser obtidos por vias intra-orais e extra-orais. Em Odontolo-
gia, eles são empregados quase que, exclusivamente, nas vias intra-orais. O bloqueio de
campo pode ser classificado como a técnica anestésica em que os instrumentos vão ser
utilizados na periferia do local da injeção. A infiltração local ocorre quando a instrumentação
se faz no local da injeção. Estas últimas são conhecidas, também, como anestesias termi-
nais infiltrativas.
Entre as técnicas infiltrativas, a injeção supraperiostal é a mais utilizada nos consultórios
odontológicos e será descrita mais adiante neste capítulo. Existem, também, outras técnicas
de anestesia que podem auxiliar o cirurgião dentista a conseguir o bloqueio dos impulsos
nervosos.
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86 TÉCNICAS DE ANESTESIA MAXILAR E TÉCNICAS DE ANESTESIA MANDIBULAR
OBJETIVOS
Após a leitura deste capítulo, espera-se que o leitor possa:
ƒ classificar as principais técnicas anestésicas intra-orais;
ƒ conhecer as técnicas de anestesia maxilar;
ƒ reconhecer técnicas de anestesia mandibular;
ƒ aprofundar os conhecimentos sobre sinais, sintomas e complicações dos bloqueios
dos nervos.
ESQUEMA CONCEITUAL
Classificação das principais técnicas
anestésicas intra-orais
Técnicas de anestesia maxilar
Técnicas de anestesia mandibular
Caso clínico
Conclusão
Técnica de injeção supraperiosteal
Bloqueio do nervo alveolar superior posterior
Bloqueio do nervo alveolar superior médio
Bloqueio do nervo alveolar superior anterior
Bloqueio do nervo infra-orbitário
Bloqueio do nervo palatino maior
Bloqueio do nervo nasopalatino
Bloqueio do nervo maxilar
Bloqueio do nervo alveolar inferior
Bloqueio do nervo bucal
Bloqueio do nervo lingual
Bloqueio do nervo mentoniano
Bloqueio do nervo incisivo
Bloqueio do nervo palatino maior
Bloqueio do nervo mandibular: técnica de Gow-
Gates
Bloqueio do nervo mandibular com a boca
fechada: técnica de Akinosi
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PRO-ODONTO | CIRURGIA | SESCAD 87
CLASSIFICAÇÃO DAS PRINCIPAIS
TÉCNICAS ANESTÉSICAS INTRA-ORAIS
As principais técnicas anestésicas intra-orais são classificadas em:
ƒ submucosa;
ƒ subperiosteal;
ƒ intra-septal.
SUBMUCOSA
A técnica anestésica é classificada como submucosa quando a solução anestésica é deposita-
da no tecido mole da região da intervenção, e, por difusão, por meio dos tecidos locais, ela
bloqueia os impulsos dolorosos das terminações nervosas livres.
INDICAÇÕES
A técnica submucosa é indicada para a anestesia da mucosa oral e tecidos conjuntivos subjacentes,
em cirurgias de tecido moles, como, por exemplo, papilomas, hipertrofias mucosas, etc.
SUBPERIOSTEAL
Na técnica subperiosteal, o anestésico é depositado sob o periósteo, junto ao tecido ósseo.
Consiste em se puncionar a mucosa, fazendo com que a ponta da agulha penetre até a
região submucosa, junto ao ápice dentário, com inclinação tal que sua ponta atravesse o
periósteo e atinja o osso.
INDICAÇÕES
A técnica subperiosteal pode ser utilizada para intervenções em qualquer dente da arcada
superior em adultos e crianças. Ela não deve ser empregada na anestesia de dentes inferiores
de adultos devido à compacta cortical óssea ser muito espessa e, portanto, a difusibilidade
do anestésico ser prejudicada.
INTRA-SEPTAL
A técnica intra-septal é realizada por injeção no septo ósseo de dois dentes contíguos. A
solução injetada, rapidamente, passa pela estrutura óssea esponjosa, avança pelos canalículos
e lacunas ósseas, anestesiando as terminações nervosas livres que inervam o alvéolo, atingin-
do, assim, o ligamento periodontal. Consiste em penetrar com a agulha pela papila gengival
de modo que sua ponta penetre no septo ósseo entre dois dentes contíguos.
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88 TÉCNICAS DE ANESTESIA MAXILAR E TÉCNICAS DE ANESTESIA MANDIBULAR
INDICAÇÕES
A técnica intra-septal é aplicada em periodontia (raspagem supra e subgengival), dentística
(colocação de matriz para restaurações), colocação de grampos para isolamento do campo
em dentística e endodontia.
TÉCNICAS DE ANESTESIA MAXILAR
A difusão da solução anestésica, que é depositada nos tecidos adjacentes à área-alvo (ápices
dos dentes maxilares), é facilitada devido à lâmina óssea externa maxilar apresentar-se com
uma estrutura porosa e muito delgada em algumas regiões.
O ramo maxilar do nervo trigêmio e suas subdivisões podem ser anestesiados por meio de
acesso intra ou extrabucal.
A escolha por um determinado tipo de técnica anestésica deve ser orientada,
principalmente, pela natureza do procedimento a ser realizado.
Existem técnicas diferentes para se obter uma anestesia de dentes e estruturas de suporte
clinicamente eficaz. As principais técnicas anestésicas realizadas por via intrabucal para o
bloqueio no nervo maxilar são:
ƒ injeção supraperiosteal;
ƒ bloqueio do nervo alveolar superior posterior;
ƒ bloqueio do nervo alveolar superior médio;
ƒ bloqueio do nervo alveolar superior anterior;
ƒ bloqueio do nervo infra-orbitário;
ƒ bloqueio do nervo palatino maior;
ƒ bloqueio do nervo nasopalatino;
ƒ bloqueio do nervo maxilar (segunda divisão do nervo trigêmio).
1. Do que depende o sucesso e a segurança do bloqueio anestésico local?
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2. Complete o quadro com a classificação das principais técnicas intra-orais:
3. Em que consiste a técnica anestésica intra-septal?
4. Leia as afirmações sobre as técnicas de anestesia maxilar:
I - A difusão da solução anestésica, que é depositada nos tecidos adjacentes à área-
alvo (ápices dos dentes maxilares), é dificultada devido à lâmina óssea externa ma-
xilar apresentar-se com uma estrutura porosa e muito delgada em algumas regiões.
II - O ramo maxilar do nervo trigêmio e suas subdivisões podem ser anestesiados por
meio de acesso intra ou extrabucal.
III - A escolha por um determinado tipo de técnica anestésica deve ser orientada princi-
palmente pela natureza do procedimento a ser realizado.
IV - Existem técnicas diferentes para se obter uma anestesia de dentes e estruturas de
suporte clinicamente eficaz.
Está INCORRETA a afirmativa:
A) I.
B) II.
C) III.
D) IV.
Resposta no final do capítulo
Submucosa Subperiosteal Intra-septal
Característica
Indicação
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90 TÉCNICAS DE ANESTESIA MAXILAR E TÉCNICAS DE ANESTESIA MANDIBULAR
TÉCNICA DE INJEÇÃO SUPRAPERIOSTEAL
A injeção supraperiosteal é também conhecida e descrita como técnica paraperiosteal,
supraperióstea, técnica de infiltração local ou infiltrativa. Esta última terminologia é conside-
rada pelos autores como inadequada devido ao conceito pré-estabelecido de que, pela técni-
ca de infiltração local, a ação do anestésico local será apenas de ramos terminais, sendo o
procedimento realizado

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