Trabalho ESTAÇÃO DE MONTA
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Trabalho ESTAÇÃO DE MONTA


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ÍNDICE:
INTRODUÇÃO..................................................................................................2
SISTEMAS DE ACASALAMENTO...................................................................3
Monta Natural.............................................................................................4
Monta Natural Controlada ou Dirigida......................................................5
Inseminação Artificial (IA).........................................................................5
Qualificação de Mão de Obra....................................................................7
Identificação de Cio...................................................................................7
Cuidados relacionados à Inseminação....................................................9
Inseminação artificial em tempo fixo (IATF)..........................................10
CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................11
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...............................................................12
1. INTRODUÇÃO
Entende-se por estação de monta (EM) ou estação reprodutiva o período do ano em que submetemos as matrizes aptas à reprodução, ao acasalamento, podendo este ser efetuado com touros (Monta Natural ou Controlada) ou por Inseminação Artificial, uma prática de baixo custo e de fácil adoção que tem efeito positivo considerável sobre a produtividade geral da fazenda. 
A pecuária leiteira brasileira convive há quase um século com baixa produtividade, mantendo-se quase estagnada por todo esse período.Esse fato faz com que o retorno econômico esteja muito aquém do potencial da atividade. A produção de leite no Brasil elevou-se de 5 bilhões de litros/ano em 1960 para cerca de 23 bilhões de litros em 2000. Esse acréscimo de 18 bilhões de litros em 40 anos o correu nos primeiros 30 anos mais pelo aumento do número de vacas ordenhadas, enquanto nos últimos 10 anos observou-se uma melhoria significante na produtividade. Na verdade, a atividade vem se caracterizando pelo conservadorismo e extrativismo marcantes.
O leite está entre os seis produtos mais importantes da agropecuária brasileira, ficando à frente de produtos tradicionais como café beneficiado e arroz. O Agronegócio do Leite e seus derivados desempenham um papel relevante no suprimento de alimentos e na geração de emprego e renda para a população. 
Além da importância econômica, o leite é um alimento de natural grande valor nutritivo com maior concentração de cálcio, que é essencial para a formação e manutenção dos ossos. As proteínas do leite são completas, propiciando a formação e manutenção dos tecidos. Além da vitamina A, o leite contém vitamina B1, B2 e minerais que favorecem o crescimento e a manutenção de uma vida saudável. A indústria de laticínios tem potencializado o valor nutritivo do produto. Existem no mercado uma série de bebidas lácteas enriquecidas com vitaminas, minerais e ômegas, assim como leites especiais para as pessoas que não conseguem digerir a lactose.
A baixa produtividade dos rebanhos bovinos leiteiros no Brasil (litros de leite por vaca/ano, por ha/ano e por dia de intervalo de partos) deve-se essencialmente a dois fatores: 
a) mau desempenho reprodutivo, representado pela idade avançada ao primeiro parto e longo intervalo de partos; 
b) qualidade genética inferior dos animais, resultando em baixa produção por lactação, lactações curtas e baixa persistência na produção. 
Para que a produção de leite seja mais econômica e competitiva, o único caminho é o aumento da produtividade sem perder de vista a lucratividade. Isso exige uma reformulação de conceitos ultrapassados e um novo enfoque na assistência técnica, que deve direcionar seus esforços mais para programas de fomento e preventivos, modificando o enfoque ainda predominante mais voltado para o aspecto curativo. É necessário que o trabalho de assistência efetuado em cada propriedade, ou pelo menos naquelas com condições, englobe as funções referentes a Planejamento, Organização, Execução e Controle (zootécnico e econômico), fatores primordiais para o sucesso do empreendimento. 
Afinal, quantos (%) dos produtores anotam o dia em que a vaca pariu, sem o que é impossível calcular o intervalo de partos? Qual o percentual de produtores que faz controle leiteiro do rebanho, pelo menos uma vez por mês, sabendo-se que essa atividade é imprescindível para qualquer programa de melhoramento genético? 
2. SISTEMAS DE ACASALAMENTO
Os mais comumente aplicados em rebanhos leiteiros comerciais são a monta natural, a monta natural controlada ou dirigida e a inseminação artificial, em ordem crescente de exigências e cuidados. Algumas fazendas usam apenas um tipo de técnica de acasalamento, outras fazem a inseminação artificial (IA) das fêmeas nos 2 ou 3 primeiros cios e, caso não ocorra a prenhez, são cobertas em monta natural ou monta controlada.
Os acasalamentos podem ser realizados de forma contínua, ou seja, durante o ano todo ou apenas durante período(s) do ano (estação de monta). É comum o uso de estação de monta para cobrir as fêmeas em gado de leite, concentrando a época de parto no início da seca, quando há suplementação alimentar e são maiores os preços pagos ao produtor. Quando se opta por fazer estação de monta, deve-se utilizar um touro para cada 20 a 40 vacas.
Além das técnicas citadas, dos anos 1980 em diante, algumas biotecnologias reprodutivas têm sido disponibilizadas comercialmente e são utilizadas em animais de genética superior, devido aos seus altos custos. Depois do advento da inseminação artificial veio a transferência de embriões (TE), seguida da produção in vitro de embriões (PIVE) e clonagem animal.
2.1- Monta natural
É a forma mais simplificada de reprodução do rebanho, pois consiste na permanência de touros junto às fêmeas, sem interferência humana.
 Vantagens da monta natural
Menor risco de perda de cios;
requer menos mão de obra e instalações
 
Desvantagens da monta natural
Torna difícil saber qual foi o dia de cobertura;
dificulta a identificação da paternidade, quando mais de um touro está no lote;
diminui a vida útil do touro pelo desgaste das sucessivas montas;
aumenta a possibilidade de acidente com o touro;
favorece a transmissão de agentes de doenças da reprodução, como: viroses, tricomonose e campilobacteriose;
requer aquisição regular de touros, os quais servem aproximadamente 20 a 30 vacas por ano cada um.
2 .2- Monta natural controlada ou dirigida
Nesse sistema o touro é mantido afastado, separado das fêmeas até que elas manifestem cio. Quando então essas são levadas para junto do macho para acompanhamento da cobrição.
Vantagens da monta natural controlada
Facilita a anotação do dia de cobertura;
aumenta a vida útil do touro, pois as coberturas são dirigidas;
diminui a possibilidade de acidente com o touro;
possibilita o controle de reprodução, com a programação das coberturas e parições, e maior identificação de problemas reprodutivos;
possibilita melhor aproveitamento do touro que serve aproximadamente 100 vacas por ano.
Desvantagens da monta natural controlada
Aumenta custos com mão de obra;
maior risco de perdas de cios;
requer maiores gastos com instalações.
2.3 - Inseminação artificial (IA)
É a técnica em que o sêmen do touro é introduzido, pelo homem, no útero da vaca ou novilha em cio sem o contato direto com o touro. Ou seja, uma dose de sêmen descongelada é depositada no aparelho reprodutivo da fêmea para que ocorra a fecundação do óvulo. Para isso, são utilizados instrumentos e procedimentos apropriados.
Vacas em cio pela manhã deverão ser inseminadas na tarde do mesmo dia; vacas observadas em cio à tarde devem ser inseminadas no início da manhã do dia seguinte.
A utilização da inseminação artificial é altamente indicada para vacas com produção superior a 2.000 litros de leite por lactação. O uso de touros não provados para características de leite, nesses