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SEIOS PARANASAIS 											Imagem 
As fossas nasais e os seios paranasais são responsáveis pela purificação, aquecimento e umidificação do ar inspirado, deixando-o em condições favoráveis para a troca gasosa nos alvéolos pulmonares. O ar circula pelo seios da face o que possibilita a facilidade da troca gasosa nos alvéolos pulmonares. 
As cavidades nasais são importantes também porque aumenta a ressonância da voz, equilíbrio das pressões intracranianas quanto à pressão atmosférica, secreção de muco para proteção das vias aéreas superiores e absorção de impacto em caso de trauma. 
Seios maxilares
Seios frontais
Células etmoidais
Seios esfenoidais
As patologias das fossas nasais trazem conseqüência para os seios paranasais e vice versa. Nos meatos nasais é que se encontram os orifícios de drenagem dos seios maxilares. 
É importante lembrar que nem todos as cavidades sinusais estão presentes no nascimento. Quando a criança nasce o que esta desenvolvido são: os seios maxilares e as células etmoidais. 
Seios maxilares e células etmoidais – ao nascimento
Células esfenoidais – entre 2 e 3 anos
Seios frontais – entre 9 e 12 anos
Orifícios de drenagem dos seios tem que estar patente (aberto) porque a drenagem e a ventilação dos seios são dois fatores importantes na manutenção adequada. A drenagem normal é dependente da quantidade de muco produzido, da sua composição, da eficiência do batimento ciliar, da reabsorção mucosa e da patência dos óstios e das vias de drenagem nas quais os mesmos se abrem. 
Orifícios de drenagem
Meato nasal superior – seios esfenoidais e células etmoidais posteriores
Meato nasal médio – seios maxilares, frontais e células etmoidais anteriores e médias
Meato nasal inferior – ducto nasolacrimal 
Os seios paranasais podem ser estudados através da radiologia convencional, da TC e da RM.
A radiologia convencional é a que é mais utilizada no dia a dia e consegue resolver a maior parte dos problemas de patologias inflamatórias. É importante lembrar que patologias relacionadas a trauma dos seios paranasais e tumores, a radiografia é muito eficiente. É muito usada em caso de sinusopatia inflamatória, geralmente paciente em consultório com suspeita de sinusite. Em trauma de face, quando há necessidade de em por exemplo um hematoma periorbitario, hematoma nasal, se houve fratura, não usa-se so a radiologia convencional partindo para TC que hoje tem mais informações corretas em relação a anatomia e as patologias das cavidades sinusais paranasais. 
A RM é um exame que deve ser feito de exceção. Mas tem indicações importantes quando a TC não definiu por exemplo a avaliação de patologias relacionadas a sinusite fungica. Mas não é um exame usado corriqueiramente. 
Radiologia convencional (4 incidencias convencionais): se for avaliar todos os seios da face é preciso ter pelo menos 3 incidências. 
Fronto-naso – seios frontais e células etmoidais
Mento-naso – seios maxilares
Perfil – seios esfenoidais
Hirtz - seios esfenoidais
Incidencia Mento-naso: Tem esse nome porque o mento e o nariz fica em contato com o filme. Avaliar os seios maxilares que tem uma conformação piramidal, a base dele é mais anterior, a parede lateral é obliqua, então o ápice da parede esta no fundo da parede maxilar. A parede superior do seio maxilar é o assoalho da orbita. Dá pra ver a cavidade nasal, o septo nasal (pra ver se tem desvio de septo, hipertrofia dos cornetos).
Incidência Fronto-Naso: o que fica encostado no filme é a fronte do paciente e o nariz. O objetivo é avaliar os seios frontais, as células etmoidais, meato nasal médio e inferior e os seios maxilares (existe uma sobreposição óssea grande prejudicando avaliação desse seios). A principal alteração que vai acontecer nos seios paranasais são áreas hipotransparentes. Se tiver alguma patologia como, por exemplo, sinusite (acumulo de secreção dentro dos seios) vai diminuir a transparência dos seios paranasais. 
Incidência de perfil: o objetivo é basicamente avaliar os seios esfenoidais. Se tiver alguma patologia como hipotransparência é possível visualizar. É possível identificar uma proximidade do seio esfenoidal com a sela túrcica, uma vez que o teto desse seio é o assoalho dela, onde se encontra a hipófise. 
Inciência de Hirtz: com objetivo de avaliar o seio esfenoidal. Não usa-se muito esse incidência no dia a dia. 
Tomografica Computadorizada
Planos: 
Axial
Coronal
Sagital
De rotina usa-se o plano axial que é a que fornece mais informações. 
Começa de baixo pra cima. Aparecendo primeiro os seios maxilares, e em uma altura superior aparecem os seios esfenoidais com septo ósseo, separando o direito e o esquerdo. 
Subindo mais um pouco, já não há os seios maxilares, mas já da pra ver a células etmoidais. Com septos ósseos intercelulares que dividem as células etmoidais em anteriores, medias e posteriores. Recesso esfenoetmoidal onde se faz a drenagem dos seios esfenoidais e das células etmoidais anterioes ao meato nasal superior. O limite lateral das células etmoidais é chamada lamina papyracea (relação importante com a orbita) alguma patologias como mucolece, sinusite pode invadir a orbita e causar patologias orbitarias (exoftalmia, olho inchado).
A área de transição entre as células etmoidais e os seios frontais é chamado de recesso fronto-etmoidal (orifício de drenagem dos seios esfenoidais). Pode haver seios frontais bastante aerados, porque isso varia de pessoa a pessoa, não tem um padrão a ser seguido. 
Toda TC diminui a sobreposição de imagem pela própria fisiologia da obtenção da imagem. 
Nos cortes coronais, avalia-se de trás pra frente. 
Os seios esfenoidais são mais posteriores, as vezes o septo ósseo é ausente. Mais anteriormente, começa a aparecer os seios maxilares dos dois lados, a parece medial desse seios e os cornetos nasais. Depois disso aparecem os seios frontais, essa área de transição é chamada de recesso fronto-etmoidal. 
O plano sagital não é muito utilizado. Os mais usados são os axiais e os coronais. 
Ressonância Magnética
Utiliza-se as seqüência básicas. É importante lembrar que a RM possibilita visualizar alguns tumores e patologias. 
Seio frontal doente, com uma mucolece. Dá pra ver a orbita e o encéfalo. O seio maxilar normoaerado assim como na TC o ar dentro do seio na RM fica preto (hipertransparente). Qualquer doença que tiver dentro do seio geralmente fica branco. 
VANTAGENS E DESVANTAGENS TC E RM
Primeiro a TC é mais acessível, mais rápida 1 a 2 mins. Resolve a maior parte de doença inflamatória, que é o dia a dia de patologia sinusal. Avaliação de estruturas ósseas (erosão óssea, invasão de base do crânio) é superior a RM, porque tem uma maior definição tecidual, o que possibilita a utilização do contraste venoso, dando uma melhor definição o que é liquido, secreção, tecido solido, tecido tumoral e tecido viável. 
A RM leva de 20 a 25 mins. É reservada para neoplasias e casos de velamento total dos seios; quando é preciso avaliar o diagnostico diferencial que a TC não resolveu. 
PATOLOGIAS DOS SEIOS DA FACE
O principal são doenças inflamatórias e infecciosas. Sinusite aguda, crônica, fungica 95% do dia a dia numa clinica radiológica. Lembrar também que existem patologias tumorais acometendo os seios da face polipose nasossinusal, angiofibroma juvenil, papiloma invertido, pólipo antrocoanal, tumores (carcinoma, melanoma, linfoma), mucocele (condição inflamatória por uma obstrução do orifício de drenagem do seio o que acaba aumentando o volume do seio), e a síndrome do seio silencioso. 
CASOS CLINICOS 
Seio maxilar esquerdo doente velamento parcial ou quase total do seio maxilar esquerdo com a formação nível hidroaereo em seu interior. Toda vez que há um nível Hidroaereo no seio maxilar é porque tem liquido dentro o que indica sinusite aguda 
Velamento total do seio maxilar direito pode ser uma sinusite aguda ou inflamatória, tumor, mucocele. Não tem erosão óssea, tem que avaliar o osso e a RX não é a melhor para avaliarosso. Mas grosseiramente não há lesão óssea. Então, é importante a correlação com clinica do paciente. 
No caso de uma sinusite crônica a parede se encontra mais espessada processo estimulando uma reação óssea ao processo inflamatório.
Lesão como se fosse um pólipo nos seios maxilares. Quando não da pra ver o nível hidroaéreo espessamento da mucosa. 
Esse pólipo é chamado de cisto de retenção (de secreção) a mucosa inflamada cheia de glândulas, quando obstrui ocasiona o aparecimento de um cisto. 
Massa acometendo todo o seio maxilar e projetando-se para dentro da fossa nasal polipose nasossinusal. O meato nasal superior, as células etmoidais e o seio maxilar esquerdo todo velado. 
A diferença entre secreção e massa é a densidade. A secreção retida não capta contraste, é só liquido. Quando há uma massa, obstrui os orifícios de drenagem e causa o acumulo de secreção. 
Na radiografia não tem como diferenciar o que é massa e o que é secreção.

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