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AULAS ENDODONTIA

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e extensões suplementares que permitam um acesso direto, 
amplo e sem obstáculos a toda extensão dos canais radiculares. 
 
->No tratamento endodontico todo o teto da câmara pulpar deve ser retirado. A permanência de restos do teto da câmara 
pulpar dificulta a localização dos canais radiculares e gera o escurecimento da coroa dental. 
-Sabemos assim, que um tratamento endodontico só irá escurecer o dente se for mal executado (se restarem restos de polpa). 
 
->Desgastes Compensatórios: É a retirada dos ombros dentinários vindos da dentina secundária, que dificultam o acesso aos 
canais radiculares. 
 
*Objetivos da Abertura Coronária: 
1- Possibilitar um acesso livre e direto a todas as porções da cavidade pulpar, especialmente a todas as paredes dos canais 
radiculares. 
2- Visualização plena da Câmara Pulpar, sem perfurar seu assoalho. 
3- Facilitar as etapas seguintes do tratamento. 
 
Obs: Quando não conseguimos localizar todos os canais, é porque nossa abertura coronária esta deficiente (não conseguimos 
remover todo o teto da câmara pulpar). 
 
*Princípios da Abertura Coronária: 
-Remoção de todo o teto da câmara pulpar, dos divertículos (reentrâncias) que abrigam os cornos pulpares e exposição dos 
orifícios de entrada dos canais. 
 
-Não alterar a anatomia do assoalho da câmara pulpar, pois sua integridade tende a guiar o instrumento até a entrada dos 
canais (o assoalho da câmara pulpar é convexo, sendo mais baixo nas embocaduras dos canais). Ou seja, o assoalho não deve 
ser tocado pelas brocas que fazem a abertura coronária! 
 
-Conservação da estrutura dentária, prevenindo a fratura e o enfraquecimento do esmalte e dentina remanescentes. 
 
-Prover formas de resistência para permanência total do selamento provisório da cavidade de acesso até a colocação da 
restauração final. 
 
-Obtenção de acesso reto e livre até a primeira curvatura do canal. 
 
 
*Requisitos Prévios: 
1- Remoção da Cárie: 
-A cárie deve sempre ser removida, mesmo que a forma de contorno se altere. 
-Recomenda-se a remoção da cárie antes do isolamento absoluto, evitando a contaminação dos canais e do campo operatório. 
-Para remover a cárie, começo utilizando a alta rotação, depois refino o preparo com a baixa rotação, onde terei um maior 
controle dos movimentos. 
-Para remoção do tecido cariado não devo utilizar brocas diamantadas. As diamantadas servem para remover resina. 
-Devo usar brocas esféricas e laminadas (ex: Carbide- AR). 
 
2- Remoção de Restaurações Defeituosas 
 
3- Remoção de Blocos, Coroa e Pontes: 
-Dá mais segurança e proporciona um melhor acesso. 
-Muitas vezes estes itens mascaram a real inclinação do dente, por isso devem ser removidos. 
 
Obs: Nos casos de uma restauração em amalgama que seja muito cervical, podemos mantê-la, a fim de facilitar o isolamento 
absoluto do dente. Mas, se corremos o risco desta restauração cervical se desfazer durante o procedimento, o correto é 
removê-la e confeccionar uma restauração provisória, antes do tratamento endodontico. 
 
*Material e Instrumental: 
->Sonda Clínica 
-Serve para verificar a presença de tetos não removidos. 
 
->Sonda Modificada para endodontia 
-Serve para localizar canais e verificar trepanação. 
 
->Espelho de primeiro plano (Front Surface) 
 
-> Brocas para Remoção de Restaurações de Amalgama e Cáries: 
 -Brocas Carbide 2, 4 e 6 (alta rotação) 
- Brocas de Aço 2, 4 e 6 (baixa rotação) 
 
->Brocas para Remoção de Restauração Resinosa ou de Porcelana: 
-Pontas Diamantadas Esféricas 1011, 1012 e 1013 (alta rotação). 
 
->Brocas para Trepanação: 
-Em Câmaras Pulpares Atrésicas: Ponta Diamantada 1011 (que equivale a Carbide 01) 
 
-Em Câmaras Pulpares Normais ou Amplas: Pontas Diamantadas 1012 e 1013 (equivalem as carbides 02 e 03, 
respectivamente). 
 
->Brocas para Forma de Contorno: 
-3082: É uma broca diamantada, tronco-cônica. Só corta na lateral. Sua ponta não tem fio. Usada em alta rotação. 
 
-CA 877: Equivale a 3082, porém é usada em baixa rotação (demora mais tempo para se executar o mesmo trabalho). 
 
->Brocas para Forma de Conveniência: 
-CA 877 (BR) 
-É usada na entrada do canal e no terço cervical. 
 
->Limas 21, 25 e 31mm: 
-A lima de escolha deve ser sempre a mais curta possível para cada caso. Pois quanto mais longe o comando, menor seu 
efeito. 
-Ou seja, quanto mais longe meu dedo estiver da ponta da lima, menor a precisão do movimento. 
-A lima serve para testar a trepanação e, deve ser usada em todos os trabalhos. 
 
->Limas Preparadas: 
-São limas velhas. Corta-se a parte que não presta com disco de carburum, e afia-se a ponta. 
-Ela fica como se fosse uma sonda, porém de empunhadura digital. 
-Serve para verificar se houve trepanação e para facilitar o encontro da entrada do canal. 
 
Obs: Brocas AR = Alta Rotação Brocas BR = Baixa Rotação 
 
 
*Etapas da Abertura Coronária: 
1- Ponto de Eleição: 
-É por onde se iniciará a abertura coronária. 
-O ponto de eleição, deve sempre ser o mais fácil, e que proporcione uma menor trajetória até a câmara pulpar. 
 
2- Direção de Trepanação: 
-Trepanar =Furar . Então trepanação é o rompimento do teto da câmara pulpar. 
(Na prova devo usar o termo Trepanar, e não furar) 
 
-Ou seja, a trepanação é a abertura da cavidade, fazendo um pequeno orifício der acesso para atingir a câmara pulpar; traz a 
sensação de “cair no vazio”. 
-A Trepanação ocorre em direção a parte mais volumosa da câmara pulpar. E está relacionada com o posicionamento e 
inclinação dos dentes: 
 -Dentes Superiores: Ocluem por fora dos dentes inferiores (são mais inclinados para vestibular) 
 -Dentes Inferiores: Ocluem por dentro dos superiores (são mais inclinados para lingual) 
 
-Quando ocorre a trepanação há a sensação de “Queda no Vazio”. É a sensação de falta de resistência, pois rompemos a 
dentina que é mais firme e atingimos a polpa que possui apenas tecido mole. 
-Para não corrermos o risco de passar pela câmara pulpar e perfurar o outro lado do dente, devemos ir aprofundando aos 
poucos e ir sondando. 
-Quanto menor a distancia entre o teto e o assoalho da câmara pulpar, menor a sensação de queda no vazio. Portanto, maior 
deve ser o cuidado!!! 
-Em dentes com um canal a direção de trepanação é do ponto de eleição ao centro do dente, na altura do colo 
anatômico. 
 
-Em dentes com mais de um canal jamais dirigir trepanação em direção à furca dos dentes multirradiculados; a 
trepanação deve ser em direção ao canal mais amplo: 
*PMS e MS canais mais amplos são os palatinos. 
*MI canais mais amplos são os distais. 
 
-Utilizar brocas pequenas para ter a sensação do “cair no vazio” 
 
-Em câmaras pulpares atrésicas, devo utilizar brocas esféricas de haste longa (28mm), como a LN – Carbide Ref: 0205. 
 
-Logo após trepanar (furar o teto da câmara pulpar) já devo mudar de broca. Pois irá começar a forma de contorno. 
3- Forma de Contorno: 
-É a remoção do teto da câmara pulpar. 
-Ela segue a forma da câmara pulpar. Ou seja, a forma de contorno não é definida pelo CD, mas sim pela própria forma da 
câmara pulpar. 
-Faz-se com broca própria, que não tem corte na ponta (ex. 3082), para não agredir parede lateral nem base (assoalho) da 
câmara pulpar. 
 
4- Forma de Conveniência: 
-São os desgastes compensatórios (remoção dos ombros dentinários) e ampliação da embocadura dos canais. 
-Os ombros são dentina secundária que se formam sobre as paredes laterais e a entrada do canal. 
-A dentina secundária se forma durante toda a vida do paciente. Ela não chega a obliterar a entrada do canal radicular, mais 
dificulta sua localização. 
-Por isso, dizemos que a dentina secundária altera o volume da câmara pulpar. 
 
-Já a dentina de reação pode obliterar a entrada do canal, e chegar até a fechar toda a câmara pulpar. 
-Dizemos então, que a dentina reacional altera o volume e a forma