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Zoneamento Agroclimático CLIMATOLOGIA Prof. Marcos Caldeira Ribeiro Instituto Federal do Sul de Minas – Campus Inconfidentes Introdução • Com o aumento da demanda por energia, alimento, e fibras, cada vez mais é prioritário a utilização eficiente dos recursos naturais. • A agricultura é o segmento mais importante da cadeia produtiva e é aquele mais dependente das condições ambientais. Introdução • As condições ambientais devem ser adequadamente avaliadas antes de se implantar uma atividade agrícola. • O primeiro e mais decisivo passo em qualquer planejamento deve ser a identificação de áreas com alto potencial de produção, isto é, áreas onde o clima e o solo sejam adequados para a cultura. Introdução • Quanto melhor for o conhecimento que se tem das condições ambientais prevalecentes numa região, mais apto se estará para a seleção: – das culturas mais adequadas, – das melhores épocas de plantio/semeadura, – das melhores variedades, – dos sistemas de cultivo mais racionais, objetivando uma agricultura mais produtiva. Introdução • A determinação da aptidão climática de áreas para o cultivo de espécies de interesse agrícola é um dos objetivos mais aplicados da Agrometeorologia, constituindo o zoneamento agroclimático. • Como o solo é o outro componente do meio físico que é mais utilizado na agricultura, pode-se fazer a delimitação da aptidão de áreas sob o aspecto edáfico e juntá-la à climática, formando o zoneamento edafoclimático ou zoneamento ecológico das culturas. Introdução • O zoneamento agrícola envolve o zoneamento ecológico e o levantamento das condições sócio-econômicas das regiões, para delimitar a vocação agrícola das terras. Dicionário: edáfico = relativo ou pertencente ao solo Metodologias para a elaboração do zoneamento agroclimático • O zoneamento climatológico, numa primeira aproximação, se preocupa com o macroclima, isto é, com o clima do município, que é determinado pelas observações obtidas em postos meteorológicos padronizados. • A cultura cria seu próprio microclima, que resulta da interação das plantas com o macroclima. • Mesma cultivar plantada em espaçamentos diferentes cria microclimas diferentes, que resultarão em problemas e manejos diferentes. 1º passo – Caracterização das Exigências Climáticas das Culturas • Disponibilidade energética (temperatura, insolação) e de água são os dois fatores físicos de ordem edafoclimática a determinar o crescimento e o desenvolvimento das plantas, e portanto a sua produtividade. • Na prática as exigências climáticas é estudada a partir de índices que utilizam os elementos meteorológicos como a temperatura do ar, a insolação e a precipitação, ou por variáveis obtidas do balanço hídrico no solo. • Os zoneamentos agroclimáticos realizados no Brasil têm utilizado principalmente a temperatura do ar e as variáveis resultantes do balanço hídrico climatológico normal (evapotranspiração potencial e real, deficiência hídrica, excedente hídrico). • O conhecimento da fenologia e características da cultura, como: – a época de crescimento, – a duração do ciclo e das fases fenológicas e – os períodos críticas, mais susceptíveis às condições adversas do clima, são muito importante. Dicionário: A fenologia estuda as mudanças exteriores (morfologia) e as transformações que estão relacionadas ao ciclo da cultura. Representa, portanto, o estudo de como a planta se desenvolve ao longo de suas diferentes fases: germinação, emergência, crescimento e desenvolvimento vegetativo, florescimento, frutificação, formação das sementes e maturação. 2º passo – Elaboração de Cartas Climáticas Básicas • Com base em séries climáticas confiáveis, são elaboradas as cartas climáticas básicas das variáveis a serem empregadas, sejam: – de índices bioclimáticos, – de elementos como a temperatura do ar (cartas de isotermas anuais, mensais, etc.), – de umidade relativa ou – de variáveis do balanço hídrico. 3º passo – Elaboração das Cartas de Zoneamento • Com a sobreposição das cartas climáticas básicas e o conhecimento das exigências da cultura a ser zoneada, são elaboradas as cartas de aptidão climática, definindo-se: a) áreas aptas, sem restrição térmica ou hídrica; b) inaptas (sem atendimento das exigências térmicas ou hídricas); c) marginais, onde as restrições não são totalmente limitantes ao cultivo, podendo ser utilizadas se os solos forem profundos ou se a irrigação for economicamente viável, no caso de deficiência hídrica, ou se houver variedades resistentes ou adaptadas nos casos da limitação ser térmica ou hídrica. Zoneamento agroclimático da cultura da cana- de-açúcar. Fonte: Camargo et al. (1977) Isotermas do Estado de Santa Catarina. Zoneamento por épocas de semeadura do milho no Estado do Paraná. Considerações finais • O zoneamento agroclimático se preocupa com o macroclima, isto é, com o clima do município, que é determinado pelas observações obtidas em postos meteorológicos padronizados. • O zoneamento agroecológico é um instrumento de orientação e suporte técnico, devendo ser simples e de fácil compreensão para ser de utilidade. • O zoneamento agroecológico não é definitivo, sendo passível de mudanças e revisões com o tempo. Construção Mapa Regional de Zoneamento por interpolação de dados Estação meteorológica Domínio da estação meteorológica Ligações das estações mais próximas Metodologia: 1- unir as estações meteorológicas mais próximas por uma linha pontilhada. 2- em cada uma das linhas pontilhadas de união encontrar e mediatriz e traçar uma perpendicular. 3- marcar o ponto de encontro das linhas perpendiculares. 4- unir os pontos seqüenciados, onde será representado o domínio da estação meteorológica.