Resumo - Amostragem
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Resumo - Amostragem


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UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL E SUDESTE DO PARÁ
INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS E ENGENHARIAS
FACULDADE DE ENGENHARIA DE MINAS E MEIO AMBIENTE
CURSO DE ENGENHARIA DE MINAS E MEIO AMBIENTE
TRATAMENTO DE MINÉRIOS I: RELATÓRIO SOBRE AS TÉCNICAS DE AMOSTRAGEM
AMANDA SAYURI DE SOUZA NAKATA
ELIZÂNE VIEIRA DE ANDRADE
ÉLYLA CHRISTAL BARBOSA MARTINS
ESTER DE OLIVEIRA SILVA
JOÃO PEDRO MIRANDA DOS REIS JÚNIOR
LÉO RICHARD DA SILVA FREITAS
Marabá/PA
2017
AMANDA SAYURI DE SOUZA NAKATA
ELIZÂNE VIEIRA DE ANDRADE
ÉLYLA CHRISTAL BARBOSA MARTINS
ESTER DE OLIVEIRA SILVA
JOÃO PEDRO MIRANDA DOS REIS JÚNIOR
LÉO RICHARD DA SILVA FREITAS
TRATAMENTO DE MINÉRIOS I: RELATÓRIO SOBRE AS TÉCNICAS DE AMOSTRAGEM
 
	Relatório apresentado no Curso de Engenharia de Minas e Meio Ambiente, da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, como requisito da disciplina de Tratamento de Minérios I.
 Professor Dr. Denilson Da Silva Costa
Marabá/PA
2017
INTRODUÇÃO
A amostragem é um processo formado a partir de várias operações que consiste em determinar características de interesse de um Universo (massa original do material) a partir de análises de porções representativas. A amostragem está presente em diversas áreas, como a avaliação de depósitos minerais, controle de processos e dentro da área de tratamento de minérios, é de suma importância para se obtiver conhecimento sobre concentrações de elementos, balanço de massa e etc.
Apesar do avanço da amostragem ao longo do tempo, esse processo ainda não tem a atenção devida, sendo muitas vezes empregado de forma desleixada, não acurada e resultando na falta de representatividade da amostra. Dessa maneira, as várias amostras recolhidas para amostragem podem apresentar significativas variações, onde a representação do universo é remota, resultando em prejuízos. 
Há diversos modelos de amostragem, manuais ou mecânicos, a depender das necessidades da empresa/profissional que almeja fazer esse processo. Por se tratar de uma operação extremamente complexa, uma vez que a possibilidade de erros é iminente, é de grande relevância que haja uma rigorosidade ao efetua-la, assegurando, assim, a representatividade da amostra. Por este motivo, é imprescindível o estudo teórico profundo desse processo. 
Neste trabalho abordaremos as técnicas de amostragem que foram apresentadas em laboratório, bem como os demais métodos conhecidos nesse processo, manuais e mecânicos, além dos erros que podem ocorrer e os tipos de equipamentos utilizados.
CONCEITOS BÁSICOS
Para compreensão dos itens discutidos, a seguir, tem-se a definição dos principais termos utilizados nos processos de amostragem:
Amostragem: é o conjunto de operações destinadas à obtenção de uma amostra representativa de uma dada população ou universo. Uma amostra é considerada representativa quando as propriedades do universo (teor dos diversos elementos, constituintes mineralógicos, massa específica, distribuição granulométrica, etc.), estimadas com base nessa amostra, inserem uma variabilidade estatisticamente aceitável;
Amostra: é uma quantidade representativa do todo que se deseja amostrar. O método de retirada da amostra deve garantir que ela seja representativa deste todo, no que diz respeito à(s) característica(s) de interesse;
Incremento: é uma quantidade modular de material retirado do todo que se deseja amostrar, para composição de uma amostra;
Lote: é uma quantidade finita de material separada para uma utilização específica;
Amostra primária ou global: é a quantidade de material resultante da etapa de amostragem propriamente dita;
Amostra final: é uma quantidade de material, resultante das etapas de preparação da amostra primária, que possui massa e granulometria adequadas para a realização de ensaios (químicos, físicos, mineralógicos etc);
Universo: pode ser definido como a massa original de um dado material do qual se deseja conhecer propriedades específicas, segundo as análises realizadas em uma amostra;
Quarteamento: é a operação que tem como objetivo a divisão da amostra primária em alíquotas de menor massa para obtenção da amostra final.
ERROS
Do Erro Total de Amostragem () - Segundo Pierre Gy: O erro total de amostragem é o somatório do erro de amostragem propriamente dita () e do erro de preparação da amostra primária (), para obtenção da amostra final.
Erro de Amostragem (): O erro de amostragem propriamente dita é o somatório de sete erros independentes, resultantes do processo de seleção da amostra primária, e provenientes, principalmente, da variabilidade do material que está sendo amostrado.
Onde:
 = erro de ponderação, resultante da não uniformidade da densidade ou da vazão do material;
= erro de integração - termo regional, resultante da heterogeneidade de distribuição das partículas, a longo prazo, no material;
 = erro de periodicidade, resultante de eventuais variações periódicas da característica de interesse no material;
 = erro fundamental, resultante da heterogeneidade de constituição do material. Depende fundamentalmente da massa da amostra e, em menor instância, do material amostrado. É o erro que se comete quando a amostragem é realizada em condições ideais;
 = erro de segregação, resultante da heterogeneidade de distribuição localizada do material;
= erro de delimitação, resultante da eventual configuração incorreta da delimitação da dimensão dos incrementos; e
 = erro de extração, resultante da operação de tomada dos incrementos.
Erro de Preparação (Ep): O erro de preparação é o somatório de cinco erros independentes, provenientes das operações de redução de granulometria, homogeneização e quarteamento a que a amostra primária é submetida.
Onde:
 = perda de partículas pertencentes à amostra;
 = contaminação da amostra por material estranho;
 = alteração não intencional da característica de interesse a ser medida na amostra final;
= erros não intencionais do operador (como a mistura de subamostras provenientes de diferentes amostras); e
 = alteração intencional da característica de interesse a ser medida na amostra final.
Os erros não podem ser definidos quantitativamente. Suas médias e variâncias podem ser estimadas a partir de resultados de experimentos variográficos.
As técnicas de amostragem manual podem ser realizadas com materiais em movimento ou estáticos. Embora sejam largamente utilizadas na indústria mineral, são técnicas pouco recomendáveis, uma vez que estão usualmente associadas a uma série de pequenos erros, tais como: 
1 - Variação no intervalo de tempo de coleta das amostras ou incrementos; 
2 - Variação na velocidade de coleta dos incrementos; 
3 - Perda de partículas durante a coleta dos incrementos; 
4 - Contaminação por material diferente e heterogeneidade do material; 
5 - Segregação localizada do materia.
TÉCNICAS DE HOMOGENEIZAÇÃO E QUARTEAMENTO 
Antes de iniciar o relato dos processos de homogeneização e quarteamento, é tão importante abordá-los de maneira definitória:
Homogeneização: Ato, ou efeito de tornar homogêneo, tornar único, misturar, igualar-se. A homogeneização de uma amostra primária tem por objetivo obter uma distribuição mais uniforme dos constituintes, permitindo assim o quarteamento em frações de menor massa. Os métodos de homogeneização mais utilizados são as pilhas, na forma de tronco de cone, cônicas ou longitudinais. Estas também são conhecidas como pilhas prismáticas de homogeneização.
Quarteamento: É uma técnica que visa à redução de massa das amostras \u2013 divisão da amostra global em alíquotas com massa menor, para obtenção da amostra final de acordo com o planejamento inicial. Essas operações são realizadas a seco e podem ser