DIREITO TRIBUTÁRIO   Resumo e Provas da OAB
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DIREITO TRIBUTÁRIO Resumo e Provas da OAB


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Introdução
O Direito Tributário é um ramo do direito público que vai regular as 
relações jurídicas entre o Estado e as pessoas, sendo elas pessoas físicas ou 
jurídicas, contribuintes ou não. Para Paulo de Barros Carvalho Direito 
Tributário é o ramo \u201cdidaticamente autônomo do direito, integrado pelo 
conjunto das proposições jurídico-normativas que correspondam, direta 
ou indiretamente, à instituição arrecadação e fiscalização de tributos\u201d. No 
mesmo sentido, o autor Rubens Gomes de Souza conceitua como \u201cramo 
do Direito Público que rege as relações jurídicas entre o Estado e os 
particulares decorrentes de atividade financeira do Estado, no que se 
refere à obtenção de receitas que correspondem ao conceito de tributos\u201d.
TRIBUTO
Conceito
Nos termos do artigo 3°, do CTN, \u201cTributo é toda prestação pecuniária 
compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não 
constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante 
atividade administrativa plenamente vinculada\u201d
Características
a) Prestação Pecuniária Compulsória: uma vez que a obrigação 
tributária nasce independente da vontade do devedor. Trata-se de 
obrigação ex lege, decorrente da lei, que para sua formação não depende 
da vontade do agente. 
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b) Em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir: todo tributo deve 
ser expresso em moeda, não há previsão no nosso ordenamento de tributo 
in natura ou in labore. Todavia, alguns doutrinadores, entendem que ao 
afirmar que tributo é toda prestação pecuniária ou cujo valor nela se possa 
exprimir o Código estabeleceu a possibilidade de criação de tributo in 
natura. 
c) Que não constitua sanção de ato ilícito: não se confunde tributo 
com sanção, pois esta decorre de um ilícito que pode ser penal, 
administrativo, civil, tributário, etc.
d) Prestação instituída em lei: reflexo do princípio da legalidade, 
sendo a obrigação tributária imposta unilateralmente pelo poder público. 
A instituição ou majoração de um tributo somente pode ocorrer por lei ou 
ato normativo com força de lei.
e) Cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada: 
reflexo do princípio da indisponibilidade do interesse público, no advento 
do fato gerador do tributo, deve ser o crédito tributário devidamente 
construído e cobrado.
Natureza Jurídica
A natureza jurídica do tributo é dada pelo fato gerador(situação 
prevista em lei, cuja ocorrência faz surgir a obrigação e pagar o tributo) e a 
base de cálculo(é a grandeza adotada pela lei que permite a aferição do 
montante a ser recolhido a título de tributo). Ex: se o fato gerador do IPVA 
é a propriedade de veículos automotores, a sua base de cálculo deve ser 
algo que quantifique essa propriedade, como o seu valor venal.
 
Classificação 
a) Tributos vinculados e não vinculados: os tributos vinculados estão 
ligados a uma atividade estatal, que para viabilizar a cobrança é necessário 
alguma atividade do Estado a favor do contribuinte. Incluem-se neste rol: 
Taxas e Contribuições de Melhoria. Já os tributos não vinculados 
independem de uma atividade estatal para serem cobrados, incluem-se 
nesta classificação os Impostos e Empréstimos Compulsórios.
 
 
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b) Tributos ficais, extrafiscais e parafiscais: acaso a finalidade principal 
do tributo seja carrear recursos aos cofres públicos, este tributo será 
classificado como fiscal. Por outro lado, se não for carrear recursos aos 
cofres do Estado, mas intervir numa situação econômica social, teremos 
um tributo precipuamente extrafiscal. Por fim, se a finalidade do tributo 
for acarrear recursos, mas o destino do produto da arrecadação não for o 
Estado, estaremos diante de um tributo tipicamente parafiscal.
c) Tributos reais e pessoais: reais seriam aqueles tributos que 
incidiram sobre bens ou outro fato econômico. Em contra partida, os 
tributos pessoais, seriam aqueles que levariam em conta as características 
individuais do contribuinte, a exemplo do imposto de renda com suas 
alíquotas progressivas e possibilidade de dedução de despesas com saúde, 
educação, ensino, etc.
Segundo os Arts. 145 CF, e 5° CTN: são tributos os impostos, taxas e as 
contribuições de melhoria. Já na visão do STF, são tributos: a) Impostos; b) 
Taxas; c) Contribuições de melhoria; d) Empréstimos compulsórios e e) 
Contribuições especiais.
a) Impostos: Art. 16, CTN - \u201cé o tributo cuja obrigação tem por fato 
gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal 
específica, relativa ao contribuinte.\u201d ou seja, é um tributo cujo fato 
gerador é algo não vinculado a uma atividade estatal específica. 
Importante! O princípio da não afetação, (art. 167, IV, CF) proíbe a 
vinculação da receita de impostos a órgão, fundo ou despesa. 
Existem quatro exceções aos impostos: saúde, ensino, atividades da 
administração tributária e prestações de garantia a operações de crédito. 
Em regra, os impostos são disciplinados por Lei Ordinária.
A competência residual para a instituição de novos impostos é 
somente da união.
- Os impostos poderão ser:
Federais: União;
Estaduais: Estados e DF;
Municipais: Municípios e DF.
 
 
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*ainda não criado
- Impostos em espécie:
\u2022 IPTU (Imposto Sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana): é um 
imposto de competência dos municípios e possui função arrecadatória. De 
acordo com o Art. 32 do CTN, o IPTU incide sobre imóveis localizados 
em área definida como urbana pela lei municipal. 
O fato gerador do IPTU é a propriedade, o domínio útil ou a posse do 
bem imóvel e a base de cálculo é o valor venal do imóvel, o valor do bem 
no mercado.
As alíquotas são fixadas por lei municipal. A Constituição Federal 
admite a progressividade de alíquotas no tempo(Art. 182, § 4°, II) e a 
progressividade de alíquotas em razão do valor do bem (CF, Art. 156, § 1º, 
I).
O município onde está localizado o bem é o sujeito ativo e o 
contribuinte proprietário do imóvel, titular de seu domínio útil ou o seu 
possuidor a qualquer título é o sujeito passivo.
O lançamento do IPTU é feito, em regra, de ofício. 
ATENÇÃO para a lei n° 6.830/80: o contribuinte ao ser citado em 
execução fiscal, pode impugnar tal cobrança por meio de embargos à 
execução, apresentados no prazo de 30 dias contados a partir da data da 
intimação da penhora.
 
 
IPI
ITR
IGF
imposto Extraordinários*
Imposto Residual*
Federais Estaduais e Estaduais DF Municipais e DF
II IPVA IPTU
IE ICMS ISS (ISSQN)
IOF ITCSMD (causa mortis) ITBI (ITIV)
IR
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\u2022 ISS (Imposto Sobre Serviços): de competência dos municípios, com 
função preponderantemente fiscal.
O fato gerador do ISS encontra-se em uma lista anexa da LC 116/2003, 
é um rol taxativo. Tem-se por ocorrido o fato gerador no momento em que 
o serviço é disponibilizado ao tomador. De acordo com a súmula 
vinculante n. 31, o ISS não incide sobre locação de bem.
A base de cálculo do ISS é o preço do serviço, não se admite 
abatimentos ou compensações, pois, o tributo é cumulativo.
O sujeito ativo é o município onde o serviço é prestado (em regra ISS é 
devido no município da sede do prestador, exceto construção civil, paga no 
local da prestação) e o sujeito passivo, o contribuinte, é o prestador do 
serviço. No entanto, a mencionada lei complementar em seu Art. 6º traz a 
previsão de responsáveis tributáveis.
Em regra o lançamento do ISS é por homologação.
\u2022 ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de 
Serviços): tem função fiscal(arrecadatória), embora poderá ser
Magno
Magno fez um comentário
Raissa, boa noite. Não sei onde você encontrou esse material, contudo, gostaria que você excluísse ele daqui. Está licenciado para mim e não permitir a divulgação dele. Grato!
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