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Estruturas Metálicas
Professor: Maurício Pegoraro
Aula 05 – Ligações Com Conectores
5 – Ligações Com Conectores
• 5.1 Tipos de Conectores e de Ligações:
• Conector é um meio de união que trabalha através de furos feitos em chapas;
• Em estruturas usuais encontram-se os seguintes tipos de conectores:
• Rebites;
• Parafusos Comuns;
• Parafusos de Alta Resistência.
• Em estruturas fabricadas a partir de 1950, as ligações rebitadas foram
substituídas por ligações parafusadas ou soldadas.
5 – Ligações Com Conectores
• 5.1.1 Rebites
• São conectores instalados a quente;
• O produto final apresenta duas cabeças.
5 – Ligações Com Conectores
• 5.1.2 Parafusos Comuns:
• São comumente forjados com aços-carbono de baixo teor de carbono;
• Possuem em uma extremidade uma cabeça quadrada ou sextavada e na outra
extremidade uma rosca com porca;
• São instalados com aperto, mobilizando atrito entre as chapas.
5 – Ligações Com Conectores
• 5.1.2 Parafusos Comuns:
• São calculados através de tensões de apoio e de corte;
ଶ
௔
Onde;
F = esforço transmitido por um conector em um plano de corte;
t = espessura da chapa;
d = diâmetro nominal do parafuso.
5 – Ligações Com Conectores
• 5.1.3 Parafusos de Alta Resistência:
• São feitos com aços tratados termicamente;
• São calculados com esforços de tração mínimos garantidos (ver tabela A5.2);
• Nos casos em que se deseja impedir qualquer movimento entre as chapas de
conexão, dimensionam-se os parafusos com um coeficiente de segurança contra
o deslizamento, obtendo-se uma ligação do tipo atrito;
• Nos casos em que pequenos deslizamentos são tolerados, os parafusos de alta
resistência são usados em uma ligação tipo apoio.
5 – Ligações Com Conectores
• 5.1.3 Parafusos de Alta Resistência
5 – Ligações Com Conectores
• 5.1.4 Classificação da Ligação Quanto ao Esforço Solicitante dos Conectores:
5 – Ligações Com Conectores
• 5.1.4 Classificação da Ligação Quanto ao Esforço Solicitante dos Conectores:
5 – Ligações Com Conectores
• 5.2 Disposições Construtivas:
• 5.2.1 Furação das Chapas:
• Dimensões e espaçamentos padronizados;
• Furo-padrão com folga de 1,5 mm, permitindo a montagem das peças;
• A espessura t da chapa deverá obedecer a seguinte regra:
• O diâmetro a ser considerado no cálculo da área da seção líquida da chapa,
será o diâmetro fictício, igual ao diâmetro do furo (d’) acrescido de 2 mm,
compensando o dano causado pelo furo na chapa:
ᇱ
5 – Ligações Com Conectores
• 5.2.1 Furação das Chapas:
• Para as ligações do tipo atrito, ou em situações especiais (dificuldades de
montagem, por exemplo) podem ser usados furos alargados.
5 – Ligações Com Conectores
• 5.2.2 Espaçamento dos Conectores
• Espaçamentos mínimos Construtivos para Furos do Tipo Padrão:
5 – Ligações Com Conectores
• 5.2.2 Espaçamento dos Conectores
• Espaçamentos Máximos:
• São usados para impedir penetração de água e sujeira nas interfaces;
• São dados em função da espessura t da chapa mais fina:
 - para elementos pintados ou não sujeitos a corrosão;
 – para elementos sujeitos à corrosão, executados com aços
resistentes à corrosão, não-pintados;
 A distância máxima de um conector à borda da chapa é tomada igual a
5 – Ligações Com Conectores
• 5.3 Dimensionamento dos Conectores e dos Elementos da Ligação:
5 – Ligações Com Conectores
• 5.3.2 Tipos de Rupturas em Ligações com Conectores:
• Colapso do conector;
• Colapso por rasgamento da chapa ou ovalização do furo;
• Colapso por tração da chapa.
5 – Ligações Com Conectores
• 5.3.3 Dimensionamento a Corte dos Conectores
• A resistência de projeto de conectores a corte é dada por:
௡௩
௔ଶ
Onde;
= 1,35 para solicitações originadas de combinações normais de ações;
௡௩ = resistência nominal para um plano de corte;
• A resistência ao corte é calculada com a tensão de ruptura do aço sob
cisalhamento.
5 – Ligações Com Conectores
• 5.3.3 Dimensionamento a Corte dos Conectores
• Parafusos em Geral e Barras Rosqueadas
௡௩ ௚ ௨ ௚ ௨
 Admite a situação mais desfavorável de plano de corte passando pela rosca
considerando a área da seção efetiva da rosca igual a 0,7 da área da seção do
fuste.
5 – Ligações Com Conectores
• 5.3.3 Dimensionamento a Corte dos Conectores
• Parafusos de Alta Resistência (A325, A490), com Rosca Fora do Plano de
Corte
௡௩ ௚ ௨
 Quando não se tiver certeza do posicionamento da rosca em relação ao plano de
corte.
5 – Ligações Com Conectores
• 5.3.3 Dimensionamento a Corte dos Conectores
• Conectores Longos:
 Sofrem momentos fletores consideráveis;
 O cálculo é feito com tensões reduzidas empiricamente,
desconsiderando a flexão;
 Para conectores em ligações por apoio com comprimento do fuste (entre
as partes internas das cabeças) maior que 5d, reduz-se 1% para cada 1,5
mm de excesso.
5 – Ligações Com Conectores
• 5.3.4 Dimensionamento a Rasgamento e Pressão de Apoio da Chapa:
• Para furo padrão e furo pouco alongado
 Pressão de apoio (contato conector-chapa):
௡ ௨
 Rasgamento:
௡ ௨
Onde:
a = medida da borda do furo e a extremidade da chapa
ou distância entre a borda do furo e a borda do furo consecutivo;
d = diâmetro nominal do conector;
t = espessura da chapa;
௨ = resistência a tração do aço da chapa
5 – Ligações Com Conectores
• 5.3.4 Dimensionamento a Rasgamento e Pressão de Apoio da Chapa:
• Para furo muito alongado
 Pressão de apoio (contato conector-chapa):
௡ ௨
 Rasgamento:
௡ ௨
Onde:
a = medida da borda do furo e a extremidade da chapa
ou distância entre a borda do furo e a borda do furo consecutivo;
d = diâmetro nominal do conector;
t = espessura da chapa;
௨ = resistência a tração do aço da chapa
5 – Ligações Com Conectores
• 5.3.5 Dimensionamento a Tração dos Conectores:
• A resistência de cálculo de conectores ou barras rosqueadas à tração é dada por:
௡௧
௔ଶ
Onde:
௔ଶ = 1,35;
௡௧ = resistência nominal a tração.
 Parafusos e barras rosqueadas:
௡௧ ௚ ௨
Onde 0,75 representa a área efetiva da barra rosqueada e a área bruta do fuste.
Em barras rosqueadas, a resistência fica limitada ao escoamento da seção bruta da
barra.
5 – Ligações Com Conectores
• 5.3.6 Dimensionamento a Tração e Corte Simultâneos – Fórmulas de
Interação:
• No caso de incidência simultânea de tração e corte, verifica-se a interação das duas
solicitações segundo a seguinte equação empírica:
ௗ
௡௩
௔ଶ
ଶ
ௗ
௡௧
௔ଶ
ଶ
Onde:
ௗ e ௗ são, respectivamente, os esforços de corte e de tração de projeto
nos parafusos;
௡௩ e ௡௧ são as resistências a corte e tração.
5 – Ligações Com Conectores
• 5.3.7 Resistência ao Deslizamento em Ligações por Atrito:
• A máxima força de atrito disponível entre as chapas sujeitas à tração é:
௔௧,௠á௫ ௖
ߤ = coeficiente de atrito entre as superfícies;
P = força de protensão inicial no parafuso.
• No caso em que o deslizamento é um estado limite de utilização (furos alongados na
direção da força, provocando grandes deslocamentos em casos de deslizamentos), a
resistência correspondente a um parafuso por plano de cisalhamento é calculada por:
௩ ௛
Onde:
P = força mínima de protensão (tabela A5.2);
ߤ = 0,35 em geral;
ܥ௛= é um fator de redução que depende do tipo do furo, sendo igual a 1 para furos padrão.
5 – Ligações Com Conectores
• 5.3.7 Resistência ao Deslizamento em Ligações por Atrito:
• Para casos em que as chapas estiverem submetidas a uma tração
perpendicular T, a força de compressão ௖ entre as chapas é reduzida e a
resistência ao deslizamento ௩ deve ser multiplicado pelo fator:
• A situação onde o deslizamento é um estado limite de utilização pode ser
encontrada no item 6.3.4.3da NBR 8800.
5 – Ligações Com Conectores
• 5.3.8 Resistência das Chapas e Elementos de Ligação:
• As chapas de ligação sujeitas a tração já foram estudadas;
• As chapas de ligação sujeitas a compressão e de pequena esbeltez, pode-se
determinar a resistência associada ao estado limite de escoamento com a mesma
expressão das chapas sujeitas a tração;
• As chapas de ligação sujeitas a compressão e de grande esbeltez, fica sujeito a
flambagem e será estudada posteriormente;
• Já as chapas de ligações sujeitas ao cisalhamento, são dimensionadas com base ao
escoamento da seção bruta e ruptura da seção líquida, onde as tensões de ruptura e
escoamento ao cisalhamento são aproximadamente 0,6 da tensão de ruptura e
escoamento à tração do aço.
EXEMPLOS DE APLICAÇÃO
Exemplo 1 – Duas Chapas de 204 mm x 12,7 mm (1/2”) em aço ASTM A36 são
emendadas com chapas laterais de 9,5 mm (3/8”) e parafusos comuns (A307)φ22 mm.
As chapas estão sujeitas às forças ௚ , oriunda de carga permanente, e
௤ , oriunda de uma carga variável de ocupação. Verificar a segurança da
emenda no estado limite último em combinação normal de ações.
EXEMPLOS DE APLICAÇÃO
Exemplo 2 – O tirante de uma treliça de telhado é constituído por duas cantoneiras de
63 x 63 mm (2 ½” x ¼”) com ligação a uma chapa de nó da treliça com espessura de 6,3
mm, utilizando parafusos comuns φ12,7 mm (1/2”). Determinar o esforço normal
resistente do tirante, desprezando o pequeno efeito da excentricidade introduzida pela
ligação.
EXEMPLOS DE APLICAÇÃO
Exemplo 3 - Dimensionar uma ligação parafusada entre um perfil U e uma chapa, para
suportar uma solicitação de tração de projeto igual a 640 kN. Verificar a dimensão do
perfil que satisfaz o problema. Aço ASTM A36, parafusos de alta resistência ASTM A325
em ligação do tipo apoio.
EXERCÍCIO PROPOSTO
Uma barra atirantada de uma treliça, sujeita a uma carga de 720 kN em serviço, é
constituída por dois perfis U 250 (10”) x 29,8 kg/m, prendendo-se uma chapa gusset de
12,7 mm (1/2”) por meio de parafusos A307 d = ¾”. Verificar a segurança da ligação no
estado limite de projeto, com coeficiente (carga permanente de pequena
variabilidade). Aço ASTM A36.
REFERÊNCIA:
PFEIL, W.; PFEIL, M. Estruturas de aço: dimensionamento prático de acordo 
com a NBR 8800:2008. 8. ed.; Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos 
Editora S. A., 2009.
Proposta de Leitura:
LIVRO TEXTO: PFEIL, W.; PFEIL, M. Estruturas de aço: dimensionamento 
prático de acordo com a NBR 8800:2008. 8. ed.; Rio de Janeiro: Livros 
Técnicos e Científicos Editora S. A., 2009.
Capítulo 3: páginas 63 à 89.
Principalmente os exemplos resolvidos.

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