resumo licoes preliminares de direito
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LIÇÕES PRELIMINARES DE DIREITO
Capítulo I
OBJETO E FINALIDADE DA INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO
	Parte-se da prerrogativa do Prof. Miguel Reale: \u201cNão se pode, com efeito, estudar um assunto sem se ter dele uma noção preliminar(...)\u201d. Sendo assim ele tenta criar um conceito geral do Direito, consagrado pelo uso, como ele próprio menciona: \u201co Direito é lei e ordem, isto é, um conjunto de regras obrigatórias que garante a convivência social graças ao estabelecimento de regras e limites à ação de cada um de seus membros.\u201d Dessa forma, pode-se dizer que o Direito é uma resposta à necessidade de ordenação de uma sociedade, que, sem isso, não poderia subsistir. 
	O Direito é o resultado das chamadas relações intersubjetivas, aquelas que se formam entre os homens, nenhuma atividade social pode se conceber sem regras jurídicas, ubi societas, ibi jus (onde está a sociedade está o Direito), sendo a recíproca verdadeira, lê-se que o Direito é um fenômeno ou fato social, já que só existe na sociedade e não pode ser concebido fora dela.
	O Direito surge como ciência somente quando a sociedade atinge um nível maduro para levar em consideração o fato de que as regras jurídicas têm estrutura e valor próprio e que merecem estudos autônomos. Como o Prof. Miguel Reale bem salienta, \u201ca conscientização do Direito é a semente da Ciência do Direito\u201d. 
	O Direito é como um tronco com vários ramos, isto é, apresenta-se sob múltiplas formas, chamadas disciplinas jurídicas, porém deve-se enxergar que todas essas disciplinas estão ligadas entre si e não podem ser vistas independentes umas das outras. Por exemplo, o Direito se divide em Direito Público e Direito Privado, sendo as relações homem X Estado tuteladas pelo Público e as relações homem X homem, tuteladas pelo Privado. Dentro do Direito Público tem-se, entre outros, o Direito Constitucional, o Direito Administrativo e dentro do Direito Privado, tem-se o Direito Civil, o Direito Comercial e outros. Essas são as disciplinas jurídicas e elas refletem um fenômeno jurídico unitário.
	Enfatiza ainda o Professor, que, o Direito tutela o comportamento dos homens, isto é, há tantas regras jurídicas quanto são os possíveis comportamentos e atitudes humanas, pressupondo-se assim a presença do Direito em qualquer relação humana para garantir uma proteção sobre esta.
	Nesse sentido, o Prof. Miguel Reale é bem claro ao dizer que, a unidade do Direito é chamada de unidade de fim, \u201ccada parte só existe e tem significado em razão do todo em que se estrutura e a que serve.\u201d Nesse sentido, o todo, que é o Direito, persegue um objetivo comum (finalidade) às partes, que são as disciplinas jurídicas.
	Para adquirir uma visão unitária do Direito, é necessário, entretanto, perceber a presença de um vocabulário específicico dentro da Jurisprudência ou Ciência do Direito. Deve-se saber, \u201conde quer que exista uma ciência, existe uma linguagem correspondente\u201d. Por exemplo, algumas expressões de uso popular adquirem conotação totalmente diferente no mundo jurídico, como a palavra \u201ccompetência\u201d, um magistrado competente é aquele que possui \u201cforça de dispositivos legais\u201d para julgar determinado caso. Dizer que um juiz é incompetente não implica numa ofensa ao mérito dele, mas, pura e simplesmente, uma falta de capacidade legal para resolver o caso em questão.
	Bom, para que a tarefa de conhecer o Direito seja cumprida, é necessária a utilização de um método específico. \u201cMétodo é um caminho que deve ser percorrido para a aquisição da verdade\u201d, são experiências ou estudos usados para garantir a certeza de que determinado conhecimento está correto. Não que sem um caminho metódico o conhecimento possua menor valor ou esteja totalmente incorreto, o que falta a uma verdade alcançada sem um trabalho metódico é a segurança que ele possiilita. O Direito é uma ciência, e como tal, um conjunto de conhecimentos verificados pelo método.
Capítulo II
O DIREITO E AS CIÊNCIAS AFINS
	Situada a Introdução ao Estudo do Direito, o Prof. Miguel Reale procura conexões entre o Direito e outras ciências, principalmente a Filosofia do Direito, a Teoria Geral do Direito, a Sociologia Jurídica e a Economia.
	Antes dessas conexões é impescindível saber o que significa o vocábulo \u201cFilosofia\u201d. É uma palavra grega que surgiu para designar os homens que ao invés de descobrir as respostas de todas as coisas, buscavam apenas colocar-se diante do conhecimento, tornaram-se amigos da sabedoria e não os senhores de todas as verdades, no que se refere à Filosofia do Direito, seria uma dedicação desinteressada à busca pelas condições morais, lógicas e históricas do fenômeno jurídico e da Ciência do Direito. 
	Sabe-se que o Direito não é uma ciência estática, sendo um fenômeno histórico-social, está sempre sujeito às variações que a própria sociedade sofre, sendo assim, a Filosofia do Direito tem sua utilidade exemplificada em questionamentos básicos, como qual seria o conceito do Direito, por exemplo. É a Filosofia que responde os questionamentos provenientes de dúvidas surgidas da própria natureza mutável da Ciência do Direito.
	A Filosofia do Direito não se confunde com a Ciência do Direito que ao invés de se colocar frente à questionamentos lógicos, éticos, históricos e culturais, como faz a Filosofia, tende a analisar o fenônmeno jurídico tal como ele se apresenta no espaço e no tempo. É a ciência de um Direito positivo, é a ciência da Lei, não há um campo abstrato, é como se o fato de a Filosofia do Direito preocupar-se com os valores permitisse que a Ciência do Direito se atesse aos fatos, às regras que em algum momento entraram em vigor tiveram e/ou têm eficácia até hoje.
	Bom, a Teoria Geral do Direito é onde se fixam os princípios gerais do Direito, é a parte comum as formas de conhecimento positivo do Direito, portanto, a Ciência Jurídica eleva-se a Teoria Geral do Direito pois não fica limitada a análise de uma particularidade do assunto, mas, procura unificá-los em significados gerais.
	O Direito está intimamente ligado à Sociologia, já que esta última faz um estudo da sociedade e como já foi citado anteriormente, não se pode conceber o Direito fora da sociedade. Em linhas gerais, a Sociologia procura entender como os grupos humanos se organizam e se desenvolvem. A Sociologia Jurídica não tem como objetivo pricipal criar as regras para organizar a sociedade, mas as suas conclusões são indispensáves para aqueles que precisam estudar os comportamentos humanos para poder considerá-los lícitos ou ilícitos.
	Além dessas ciências, o Prof. Miguel Reale ainda fala sobre mais uma conexão, entre o Direito e a economia. O Direito seria uma superestrutura, de caráter ideológico, condicionada pela infraestrutura econômica, já que, segundo Marx, esta é quem modela a sociedade. 
	O fato é que o Direito recebe os valores econômicos, históricos e culturais sujeitando-os aos seus próprios fins. O Prof. Miguel Reale corretamente comenta: \u201co Direito, (\u2026), converte em jurídico tudo aquilo em que toca, para dar-lhe condições de realizabilidade garantida, em harmonia com os demais valores sociais.\u201d
Capítulo III
NATUREZA E CULTURA
	Fala-se em \u201cnatureza das coisas\u201d quando explicam-se os fatos do mundo, cujo nascimento não requer nenhuma participação da nossa inteligência ou da nossa vontade. Tem-se por cultura o conjunto de tudo aquilo que o homem constrói na natureza com o objeivo de modificá-la ou a si mesmo. A cultura e a natureza estão intimamente ligadas, já que a primeira nasce com apoio da última.
	Bom, a cultura dá ideia de fim, isso porque cultura é resultado das construções do homem e toda construção humana provém de um objetivo ou fim, já que todo homem tem um objetivo à atingir. Para alcançar esse objetivo, transforma o natural em cultural, o que lhe foi dado em algo que deseja.
	Ocorre que, natureza e cultura trazem dois conceitos distindos, as leis físico-matemáticas e as leis culturais. As leis físicas, são expressões neutras do fato, não devem jamais conter opinões e construções do homem, é aqui
Jaqueline
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