A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
11 pág.
Comunicação e Expressão - Unidade 3

Pré-visualização | Página 2 de 2

pensar. É o caso das palestras e apresentações orais. Por vezes, por outro 
lado, é possível transmitir algumas ideias de forma mais indireta. Por exemplo, 
se alguém, em dada situação, apresenta uma imagem, uma música e diz a seu 
interlocutor “quero que esse texto lhe ajude a pensar no que dissemos”, a 
persuasão é mais implícita, pois o leitor vai ter alguma abertura no modo de 
interpretar a imagem ou o que a música sugere. Isso não significa, por outro 
lado, que ser implícito é menos persuasivo. Isso depende de cada situação 
comunicativa e dos interlocutores envolvidos. 
• É preciso ensaiar: em qualquer comunicação oral mais formal, devemos 
chegar preparados. Saber o que vamos dizer, em linhas gerais, em quanto 
tempo, de que modo. Para tanto, ensaiar a situação, diante de pessoas 
conhecidas, pode nos auxiliar a superar o medo de falar diante dos outros. 
 
• Cuidado com a aparência e postura: uma vestimenta adequada à situação, 
bem como postura e posicionamento corporais, interferem na recepção do 
público. Mesmo se a comunicação oral se dará apenas entre duas pessoas – 
por exemplo, um médico e seu paciente – é preciso causar uma boa 
impressão. 
 
 
 
 
• Interaja com a plateia: o olhar e a fala para a plateia também auxilia na 
interação com o público. Perceber suas reações, prever momentos em que as 
pessoas poderão fazer perguntas, provocar os ouvintes com questionamentos. 
Todos esses recursos colocam ao favor do apresentador uma característica 
básica da comunicação oral: estar diante de seu interlocutor. 
 
• Uso de recursos audiovisuais: quando usar transparência ou data show é 
fundamental que o texto esteja legível e sirva como apoio. Esses recursos, por 
si mesmos, não produzem a apresentação, servindo, apenas, como fonte de 
apoio. Além disso, espera-se que não apresentem erros (ortografia, 
acentuação, diagramação, etc.). 
 
 
 
 
• Atenção à Língua Portuguesa: a fala, devido à situação de interlocução, 
mostra-se, às vezes, um pouco menos formal do que a escrita. No entanto, 
opte, sempre, pelos usos do português padrão, sem exageros (você não 
precisa parecer erudito, tampouco deve usar gírias). 
 
• A citação de fontes: devem citar-se as fontes dos dados e informações que 
serão apresentadas na fala. Além disso, sempre que um elemento for 
mencionado literalmente, deve aparecer com a notação bibliográfica. 
 
• Apresentação programada: toda apresentação tem um tempo de duração. 
Portanto, é fundamental estabelecer como a fala será distribuída no tempo. 
 
 
 
Assim, seguindo o fio de raciocínio, deve-se estabelecer o tempo de duração 
de cada parte da fala. 
 
 • Interação (falas em grupo): em algumas situações, uma apresentação é feita 
por um grupo. Nesses casos, é importante organizar previamente a ordem e o 
momento de fala de cada um. Um recurso complementar nessa organização é 
o “passar a palavra”, quando houver troca de orador; isso evita a sobreposição 
de falas, situação que deve ser evitada por poder gerar confusão de 
entendimento, demonstrar desorganização, insegurança etc. 
 
• Fale com emoção: é importante demonstrar aos ouvintes que você acredita 
no que está falando. Sem ser caricato ou piegas, em situações de 
comunicação oral é preciso se expressar de modo a transparecer que se 
acredita no que se diz e que aquele momento ali está sendo importante para o 
apresentador. 
 
 
 
 
Testando 
Leia as afirmações a seguir e observe a relação entre elas. Em seguida, com 
base nas explicações dadas na unidade, selecione a alternativa correta. 
Iniciar uma apresentação com uma imagem síntese do que se quer dizer pode 
ser um bom recurso persuasivo 
PORQUE 
Dependendo da situação comunicativa, uma sugestão implícita do que se quer 
transmitir pode ser tão ou mais eficiente do que dizer de forma clara e objetiva 
o que se quer transmitir. 
a) A primeira afirmação é verdadeira e a segunda é falsa. 
b) A primeira afirmação é falsa e a segunda é verdadeira. 
c) A primeira afirmação é verdadeira e a segunda justifica a primeira. 
d) A primeira afirmação é verdadeira e a segunda não justifica a primeira. 
e) As duas afirmações são falsas. 
Feedback: De acordo com o conteúdo instrucional, as duas afirmações estão 
corretas e há uma relação de causa e consequência entre elas. 
Resumo da unidade 
Nesta unidade, focamos nossa atenção no gênero “apresentação oral”, 
entendendo algumas de suas características. Acima de tudo, defendeu-se a 
ideia de que falar com os outros, para um público pequeno ou grande, em 
situação mais formal, não deve ser visto como uma situação espontânea. Falar 
 
 
 
bem exige preparação, para que o efeito de persuasão que se deseja seja 
alcançado. 
Referências bibliográficas 
CITELLI, Adilson. Linguagem e persuasão. São Paulo: Ática, 2000. 
Dolz, Schneuwly, Pietro e Zahnd. A exposição oral. In: Gêneros orais e escritos 
na escola. Campinas: Mercado de Letras, 2011. 
POLITO, Reinaldo. “Vença o medo de falar em público”, artigo publicado em 
23/02/2007. http://noticias.uol.com.br/economia/carreiras/artigos/polito. 
 
Sites 
http://www.reinaldopolito.com.br/portugues/default.php – no site do professor 
Polito você encontra muitas informações para preparar sua apresentação oral. 
Vídeos 
http://www.youtube.com/watch?v=G6yf3lT-HDo – Aqui você encontra algumas 
informações sobre apresentações orais.