Relatório de prática sobre reações quimicas
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Relatório de prática sobre reações quimicas


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RELATÓRIO DE LABORATÓRIO
QUÍMICA FUNDAMENTAL EXPERIMENTAL I (CE0849)
PRÁTICA: 4 \u2013 Sistemas e Reações Químicas
NOME: Eugênio Paceli de Oliveira Lopes Filho MATRÍCULA: 400641
PROF.: Jackson Rodrigues TURMA: 02A DATA: 11/05/2017
	1. INTRODUÇÃO
	 Segundo Brown, Química envolve o estudo das propriedades e do comportamento da matéria. Num laboratório, uma das maneiras de estudar as propriedades e o comportamento de determinada substancia é colocá-la em contato com diferentes elementos e compostos e observar se este contato ocasiona uma reação química. 
 Numa reação química uma substancia é transformada em outra substancia quimicamente diferente, com propriedades químicas e físicas diferentes. Assim, em nossa formação como químicos torna-se essencial saber identificar quando uma reação química ocorre ou não a propósito de estudar o comportamento das substancias envolvidas. 
 Algumas evidencias de reação química são:
Formação de produtos gasosos: Os produtos gasosos são identificados por um borbulhamento na solução. 
Formação de precipitado: Um produto sólido insolúvel que se forma quando a quantidade de um dos produtos formados durante a reação excede sua solubilidade no meio.
Tipos de precipitado: 
Cristalino: O precipitado cristalino é reconhecido pela presença de muitas partículas pequenas de formato regular tendo superfície lisa. Os cristais de um precipitado cristalino parecem-se com os cristais do sal de cozinha ou açúcar. É o mais desejável dos precipitados, uma vez que se sedimenta rapidamente e é fácil de filtrar, porem, de modo geral sua obtenção depende de condições ideais.
Granular: Consiste em pequenos e discretos grãos que se sedimentam com facilidade. Um precipitado granular parece com café moído (não em pó). As pequenas partículas de forma irregular podem ser facilmente distinguidas ainda que não tenham a forma regular como a do precipitado cristalino.
Finamente dividido: Formado por partículas extremamente pequenas. As partículas são invisíveis a olho nu. A aparência de farinha de trigo é descritiva deste exemplo. É difícil trabalhar com este precipitado, pois devido ao tamanho das partículas estas levam um tempo muito longo para sedimentar. 
Coloidal gelatinoso: É aquele que forma uma massa compacta com aspecto de gelatina. É difícil de trabalhar, tornando a sua lavagem impossível. 
Coloidal finamente dividido: é o exemplo extremo de precipitado finamente dividido. As partículas são tão pequenas que dificilmente sedimentam e atravessam até os poros de um filtro.
Mudança de cor: Aquelas não resultantes de diluição ou de simples combinação de cores, mas sim de uma nova substancia.
Mudança de odor: Devido à formação de um produto ou consumo de reagente que tenha odor característico. 
Transferência de energia: Muitas reações químicas vêm acompanhadas de mudança de temperatura. Se a temperatura da mistura de reação aumenta, calor está sendo liberado e a reação é dita exotérmica. Se a temperatura decresce durante a reação, calor está sendo absorvido e a reação é endotérmica. 
	2. OBJETIVOS
	 Realizar diferentes experimentos e verificar através dos métodos explicados acima a ocorrência ou não ocorrência de reação química.
	3. PARTE EXPERIMENTAL
	PARTE A: Mudança de cor
Passo 1: Com o auxílio de pipetas misturar num tubo de ensaio as substancias descritas, usando 1mL de cada:
Tubo 1: Fe2(SO4)3 + CuSO4
 0,2mol/L 0,2mol/L
Tubo 2: KSCN + Fe2(SO4)3
 0,01mol/L 0,2mol/L
Tubo 3: CuSO4 + NH4OH
 0,2mol/L 3,0mol/L
PARTE B: Tipos de Precipitado
Passo 1: Com o auxilio de pipetas misturar as substancias descritas num tubo de ensaio, usando 1mL de cada:
Tubo 4: HCl + AgNO3
 1,0mol/L 0,1mol/L
Tubo 5: BaCl2 + H2SO4
 0,1mol/L 1,0mol/L
Tubo 6: MgCl2 + NaOH
 1,0mol/L 3,0mol/L
Tubo 7: Na2S2O3 + H2SO4
 0,1mol/L 1,0mol/L
PARTE C: Reação com formação de gás
Passo 1: Com o auxilio de pipetas misturar as substancias descritas num tubo de ensaio, usando 1mL de cada:
Tubo 8: NaHCO3 + HCl
 1,0mol/L 1,0mol/L
Tubo 9: Mg(s) + HCl
 1,0mol/L
PARTE D: Propriedades químicas de um composto
Passo 1: Com o auxilio de pipetas, misturar 1mL de cada substancia a seguir com 1mL de H2SO4 a 1,0mol/L em um tubo de ensaio e depois 1mL da mesma com 1mL de NH4OH a 3,0mol/L em outro tubo 
Tubos 10 e 11: CuSO4 (0,5mol/L)
Tubos 12 e 13: Fe2(SO4)3 (0,2mol/L)
Tubos 14 e 15: MgCl2 (1,0mol/L)
Tubos 16 e 17: NaOH (3,0mol/L)
Tubos 18 e 19: Na2CO3 (1,0mol/L)
Tubos 20 e 21: Amostra desconhecida
	4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
	Sobre a parte A:
Uma solução aquosa de Fe2(SO4)3 a uma concentração de 0,2mol/L apresenta uma coloração marrom avermelhada, e a solução de CuSO4 também a 0,2mol/L possui cor azul claro, e ao misturá-las como indicado no tubo 1 observamos que a coloração da mistura agora é algo próximo de um vede-oliva, o que não caracteriza uma mudança de cor propriamente dita, apenas uma mistura das cores das substancias originais, não havendo indicações de que ocorre alguma reação, nem por mudança de cor, nem liberação de gás, mudança de temperatura ou formação de precipitado, como podemos observar também na equação química que representa o sistema:
Fe2(SO4)3 + CuSO4 Fe2(SO4)3 + CuSO4 
No tubo 2 foram misturados uma solução de KSCN a concentração de 0,01mol/L, que é incolor, com Fe2(SO4)3 que a 0,2mol/L possui coloração marrom avermelhada, observou-se uma rápida mudança de cor para uma solução de cor próxima ao vermelho-telha, decorrente da reação entre as substancias, como indicado a seguir:
Fe2(SO4)3 + 6KSCN 2Fe(SCN)6 + 3K2SO4
Ao misturar no tubo 3 a solução azul claro de CuSO4(aq) a 0,2mol/L com a solução aquosa de NH4OH, incolor a 3,0mol/L, foi notado que o azul claro do sulfato de cobre II ao invés de clarear por ser diluído em substancia incolor escurece até o azul anil, o que caracteriza uma mudança de cor decorrente da reação química:
CuSO4 + NH4OH (NH4)2SO4 + Cu(OH)2 
Sobre a parte B temos:
Foi observado que a mistura de ácido clorídrico (HCl) com AgNO3 no tubo 4, ambos dissolvidos em solução aquosa e sem fase sólida visível, ocasiona na formação de um precipitado com a aparência de partículas irregulares que facilmente se sedimentaram, o que pode ser descrito como um Precipitado Granular, que nada mais é do que o AgCl, insolúvel em água, decorrente da reação HCl + AgNO3 AgCl(s) + HNO3
Ao misturar no laboratório o cloreto de bário (BaCl2) com ácido sulfúrico (H2SO4) no tubo 5, ambas soluções sem partículas solidas, verifica-se a formação de um precipitado com aparência de farinha de trigo e que levou um tempo maior que os demais para se precipitar, descrição compatível com a de um Precipitado Finamente Dividido, que nada mais é do que o sulfeto de bário (BaSO4), originado da reação entre o cloreto de bário e o acido sulfúrico como representado na seguinte equação:
BaCl2 + H2SO4 BaSO4(s) + 2HCl 
Quando misturamos MgCl2 aquoso, totalmente diluído, com NaOH no tubo 6, as duas substancias reagiram para formar uma massa compacta com aspecto de gelatina, que é o Mg(OH)2, um Precipitado Coloidal Gelatinoso, decorrente da reação de dupla troca entre o sal e uma base forte, cuja formação pode ser descrita pela equação:
MgCl2 + 2NaOH Mg(OH)2 + 2NaCl
No tubo 7 colocamos Na2S2O3 e misturamos com H2SO4, uma mistura a principio incolor se torna turva após alguns segundos, por conta da formação do enxofre sólido, que se agrupa em partículas tão pequenas que dificilmente se sedimentam, caracterizando um Precipitado Coloidal Finamente Dividido. Fora o precipitado outra evidencia da reação foi a liberação do gás SO2, identificado pela formação de bolhas. A reação pode ser descrita pela equação: Na2S2O3(aq) + H2SO4(aq) SO2(g) + S(s) + Na2SO4(aq) + H2O(L)
Sobre a parte C:
Misturando bicarbonato