Biografia Mario Sergio Cortella
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Biografia Mario Sergio Cortella


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Biografia Mario Sergio Cortella
Mario Sergio Cortella (1954) é um filósofo, escritor e professor paranaense. É graduado em Filosofia pela Faculdade Nossa Senhora de Medianeira, mestre e doutor em Educação pela PUC-SP. É o criador da série de livros "O Que a Vida Me Ensinou". Ex-monge, a espiritualidade está sempre presente em sua ora.
Mario Sergio Cortella nasceu em Londrina, Paraná, no dia 05 de março de 1954. Em 1973 entrou para o convento da Ordem Carmelita Descalça, mas no ano seguinte abandonou a ordem para seguir a carreira acadêmica.
Em 1975 graduou-se em Filosofia pela Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Mediana. Tem mestrado e doutorado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC). Foi professor titular do Departamento de Teologia e Ciências da Religião e de pós-graduação em Educação da PUC-São Paulo, onde trabalhou de 1977 a 2012.
Mario Sergio Cortella foi secretário Municipal de Educação de São Paulo, entre 1991 e 1992. Desde 1997 é professor convidado da Fundação Dom Cabral.
Conhecido por sua habilidade de traduzir complexas ideias filosóficas em seus exemplos simples, isso é o seu grande diferencial. As pessoas se sentem à vontade e com isso acabam se interessando em suas obras, fazendo que torne um grande mediador, palestrante e escritor da atualidade.
Em uma recente entrevista da Edição isto é, falou um pouco de cotidiano. Como divide seu tempo? Quais as prioridades? 35 anos de professor na Universidade Católica de S. Paulo. Em 2012 me aposentei das aulas. Continuo como professor, mas não tenho tantas aulas. Organizo os dias em; cuidar da família, filhos, neto, mulher, amizades. Gosto de cozinhar, gosto de fazer carnes. Outra parte da minha existência dedico as minhas atividades com intelectual publico.; O outro terço é o mundo da formação acadêmica e da produção de livros. Descansar, extremamente metódico. Acordo as 4:30 da manhã, aproveito para escrever, gosto de escrever de madrugada, mas quando a madrugada está no inicio do dia.
Mario Sergio Cortella é autor de diversas obras no campo da Filosofia e da Educação. Entre elas, A Escola e o Conhecimento: fundamentos epistemológicos e políticos, Não Nascemos Prontos!, Vida e Carreira: um equilíbrio possível?, Liderança e Ética, Liderança em Foco, Vivemos Mais! Vivemos Bem? Por Uma Vida Plena e Pensar Bem nos Faz Bem!
Frases e Pensamentos de Mario Sergio Cortella
Raízes não são âncoras...
"Na vida, nós devemos ter raízes, e não âncoras. Raiz alimenta, âncora imobiliza. Quem tem âncoras vive apenas a nostalgia e não a saudade. Nostalgia é uma lembrança que dói, saudade é uma lembrança que alegra"
\u201cÉtica é o conjunto de valores e princípios que usamos para responder a três grandes questões da vida: (1) quero?; (2) devo?; (3) posso?
Nem tudo que eu quero eu posso; nem tudo que eu posso eu devo; e nem tudo que eu devo eu quero. Você tem paz de espírito quando aquilo que você quer é ao mesmo tempo o que você pode e o que você deve\u201d.
A edição de 5 de outubro de 2016 de ISTOÉ traz a matéria \u201cEles fazem a cabeça dos jovens\u201c, que trata do trabalho dos autores, professores universitários e pensadores contemporâneos Leandro Karnal, Mario Sergio Cortella e Clóvis de Barros Filho. 
Mario Sergio Cortella: \u201cVivemos num momento incômodo que pode levar à reinvenção\u201d
Por Fabiola Perez
Como o senhor se sente sendo considerado um dos intelectuais contemporâneos mais influentes
Sinto confortável e preocupado. Sou professor há mais de 40 anos e, portanto, minha tarefa é formar opiniões não no sentido de \u201cpense isso\u201d, mas no sentido de \u201cpense nisso\u201d, colocando uma provocação e ajudando as pessoas a trazer temas para pensar. Um professor quer ser alguém que ajude a formar opiniões sólidas, não meramente a achologia. Isso exige de mim uma formação continuada que me encanta e me agrada, me coloca o tempo todo no risco de ser alguém em quem as pessoas prestam muita atenção. Isso exige afastar o risco da superficialidade sem deixar de ser simples. Sou da área de filosofia, preciso fazer uma reflexão da filosofia sem banalizá-la. Isso exige um esforço grande que me agrada, mas me deixa sempre em estado de atenção, nunca em estado de tensão. Na tarefa que escolhi da educação, fui beneficiado, imensamente, pelo mundo digital. Durante décadas na sala de aula, eu tinha um alcance mais restrito, com o rádio, com a tevê e com a internet meu público aumentou muito.
Quais são os temas mais recorrentes em suas palestras atualmente?
Os dois temas mais demandados são a ética na convivência no âmbito da política pública, mas também no campo privado. Em segundo lugar, o campo da gestão do conhecimento, das pessoas estarem sempre com a necessidade de estar de prontidão para uma formação. Como lidar com cenários turbulentos é outro tema recorrente. A pessoa precisa ter clareza de que a vida é sempre um processo de mudança. Que aquilo que muda substitui aquilo que antes vinha. Mas há muita coisa que é antiga e que deve ser levada adiante. E tem muita coisa que é velha, ultrapassada. Uma sociedade que tem uma tecnologia avançada, às vezes, descuida do antigo e fica só em busca de novidades. Velho é aquilo que não tem mais lugar. É necessário saber distinguir, num mundo de mudanças, o que se guarda o que se eleva e o que se descarta. É importante saber o que se guarda porque é algo antigo, mas não é velho e o que se descarta porque é anacrônico e o que eu elevo a uma qualidade superior.
Como o senhor se sente incitado a pensar e formar opiniões em um momento tão delicado da história político-social brasileira?
É o momento mais especial da minha trajetória. Nunca imaginei que pudesse viver um momento tão especial na trajetória do meu País. Vivemos um momento estupendo por que vivemos um momento incômodo, perturbador, febril, mas ele é magnífico porque traz uma ocasião de nossa reinvenção. Nunca tivemos a chance, nos últimos cinco anos, de impedir que a patifaria fosse sempre vitoriosa, e isso nos colocou em duas dimensões. A de olhar para cima e procurar aqueles que sujaram o nosso dia a dia. E de olhar para dentro e perceber o quanto de sujidade existe em nossas ações do cotidiano. Tenho uma visão esperançosa na medida em que vivemos uma circunstância absolutamente inédita e importante. Não há cura sem febre. Estamos em um momento febril. Porém, em uma democracia mais consolidada. Podemos ter uma postura acovardada ou fazer da decência nossa referência. A democracia é uma plantinha frágil que precisa ser regada todos os dias.
Como o senhor se sente, como filósofo, quando tem seus livros classificados como de autoajuda?
Meus livros são provocações filosóficas. Escrevo livros de autoajuda também, afinal escrevo sobre filosofia. A autoajuda nasce no Ocidente, com Sócrates como seu principal representante. E o lema socrático é \u201cconhece-te a ti mesmo\u201d e esse é o princípio inteligente de autoajuda. Porém, em alguns momentos a autoajuda ganhou um ar de banalização. Uma parte da má literatura existe em qualquer área. Alguns dos meus livros estão no campo da reflexão pessoal. Não me incomodo com a palavra autoajuda. Ela pode ser banal, mas pode não ser. Se eu sou um formador de opinião, preciso chamar para mim aquele que está distraído, despertar a capacidade de viver de um modo que não seja robótico.
As redes sociais e o mundo virtual colaboram para isso em que medida?
O mundo digital é uma ocasião inestimável. Todo mundo junto e ninguém perto. A sucessão de imagem, o contato o tempo todo leva ao esgotamento. O prazer da água está em ter sede. As redes sociais saturam. Não gosto da palavra seguidor, por exemplo. Refere aos profetas, algo dogmático. Desde que isso não seja obsessivo. Toda obsessão é doentia. A vida tem muitas faces.
Fonte:http://istoe.com.br/mario-sergio-cortella-vivemos-num-momento-incomodo-que-pode-levar-reinvencao/
Site acessado em 05/03/2017
Biografia de Clóvis de Barros Filho
Clóvis de Barros Filho nasceu em Ribeirão Preto, São Paulo, no dia 21 de outubro de 1966. É Bacharel em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação