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Direito Processo Penal   Renato Brasileiro

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de natureza probatória
Visam proteger a produção dos elementos informativos e da prova. (Art. 225 do CPP – é o famoso depoimento AD PERPETUAM REI MEMORIUM).	Comment by Everton: Art. 225. Se qualquer testemunha houver de ausentar-se, ou, por enfermidade ou por velhice, inspirar receio de que ao tempo da instrução criminal já não exista, o juiz poderá, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes, tomar-lhe antecipadamente o depoimento.
Art. 366 do CPP – o processo deve ficar muito tempo parado. Assim, é permitido ao Juiz determinar a produção antecipada de provas.	Comment by Everton: Art. 366. Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva, nos termos do disposto no art. 312.
OBS: de acordo com o STJ, a polícia não pode alegar a memória curta para ouvir a testemunha antecipadamente (Súmula 455 STJ).	Comment by Everton: A decisão que determina a produção antecipada de provas com base no art. 366 do CPP deve ser concretamente fundamentada, não a justificando unicamente o mero decurso do tempo.
Essa prova (Art. 366 do CPP) deve ser produzida à luz do Art. 225 do CPP.
Art. 19-A, parágrafo único da Lei 9.807/99.	Comment by Everton: Art. 19-A.  Terão prioridade na tramitação o inquérito e o processo criminal em que figure indiciado, acusado, vítima ou réu colaboradores, vítima ou testemunha protegidas pelos programas de que trata esta Lei.  (Incluído pela Lei nº 12.483, de 2011)Parágrafo único.  Qualquer que seja o rito processual criminal, o juiz, após a citação, tomará antecipadamente o depoimento das pessoas incluídas nos programas de proteção previstos nesta Lei, devendo justificar a eventual impossibilidade de fazê-lo no caso concreto ou o possível prejuízo que a oitiva antecipada traria para a instrução criminal. (Incluído pela Lei nº 12.483, de 2011)
Medidas cautelares de natureza pessoal
São aquelas que acarretam a privação ou restrição da liberdade de locomoção do acusado.
ATENÇÃO
Antes da Lei 12.403/11
O Juiz criminal tinha a sua disposição a prisão cautelar e a liberdade provisória. Tinha-se a chamada bipolaridade das medidas cautelares de natureza pessoal previstas no CPP. Ou o Juiz prendia ou soltava.
Depois da Lei 12.403/11
A lei acrescentou ao CPP medidas cautelares de natureza pessoal (trazem restrição à liberdade de locomoção) diversas da prisão. A lei produziu o fim da bipolaridade. Agora, o Juiz passa a contar com as medidas cautelares diversas da prisão (Art. 319 do CPP). O objetivo da Lei 12.403/11 foi o de ampliar o leque de opções de medidas cautelares de natureza pessoal.	Comment by Everton: Art. 319. São medidas cautelares diversas da prisão:I - comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas condições fixadas pelo juiz, para informar e justificar atividades;II - proibição de acesso ou frequência a determinados lugares quando, por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado permanecer distante desses locais para evitar o risco de novas infrações; III - proibição de manter contato com pessoa determinada quando, por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado dela permanecer distante; IV - proibição de ausentar-se da Comarca quando a permanência seja conveniente ou necessária para a investigação ou instrução; V - recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga quando o investigado ou acusado tenha residência e trabalho fixos; VI - suspensão do exercício de função pública ou de atividade de natureza econômica ou financeira quando houver justo receio de sua utilização para a prática de infrações penais; VII - internação provisória do acusado nas hipóteses de crimes praticados com violência ou grave ameaça, quando os peritos concluírem ser inimputável ou semi-imputável (art. 26 do Código Penal) e houver risco de reiteração; VIII - fiança, nas infrações que a admitem, para assegurar o comparecimento a atos do processo, evitar a obstrução do seu andamento ou em caso de resistência injustificada à ordem judicial; IX - monitoração eletrônica. 
Poder geral de cautela no processo penal
Consiste na adoção de medidas cautelares atípicas quando não houver medida cautelar típica capaz de assegurar a eficácia do processo. O Juiz vai adotar medida cautelar não prevista em lei, pois as previstas não são capazes de resolver adequadamente a situação (Art. 798 do CPC).	Comment by Everton: Art. 798. Além dos procedimentos cautelares específicos, que este Código regula no Capítulo II deste Livro, poderá o juiz determinar as medidas provisórias que julgar adequadas, quando houver fundado receio de que uma parte, antes do julgamento da lide, cause ao direito da outra lesão grave e de difícil reparação.
Doutrina minoritária – é contra o poder geral de cautela no processo penal (Magalhães Noronha); O STF e o STJ são favoráveis à adoção do poder geral de cautela.
Pressupostos para a decretação das medidas cautelares
	Prisão preventiva
	Medidas cautelares diversas da prisão
	Fumus comissi delicti
	Fumus comissi delicti
	Prova da existência do crime;
Indícios de autoria ou participação;
	Prova da existência do crime;
Indícios de autoria ou participação;
	Periculum libertatis
	Periculum libertatis
	Garantia da ordem pública;
Garantia da ordem econômica;
Garantia de aplicação da lei penal;
Conveniência da instrução criminal.
	Art. 282, I do CPP.	Comment by Everton: Art. 282. As medidas cautelares previstas neste Título deverão ser aplicadas observando-se a: (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011).I - necessidade para aplicação da lei penal, para a investigação ou a instrução criminal e, nos casos expressamente previstos, para evitar a prática de infrações penais; (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011).
Semelhantes aos pressupostos da prisão preventiva.
	Quanto à infração deve ser verificado se o crime preenche as condições do Art. 313 do CPP;	Comment by Everton: Art. 313. Nos termos do art. 312 deste Código, será admitida a decretação da prisão preventiva: (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011).I - nos crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade máxima superior a 4 (quatro) anos; (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011).II - se tiver sido condenado por outro crime doloso, em sentença transitada em julgado, ressalvado o disposto no inciso I do caput do art. 64 do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal; (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011).III - se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher, criança, adolescente, idoso, enfermo ou pessoa com deficiência, para garantir a execução das medidas protetivas de urgência; (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011).Parágrafo único. Também será admitida a prisão preventiva quando houver dúvida sobre a identidade civil da pessoa ou quando esta não fornecer elementos suficientes para esclarecê-la, devendo o preso ser colocado imediatamente em liberdade após a identificação, salvo se outra hipótese recomendar a manutenção da medida. (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011).
	Quanto á infração penal deve ser cominada uma pena privativa de liberdade. Art. 283, §1º do CPP.	Comment by Everton: § 1o As medidas cautelares previstas neste Título não se aplicam à infração a que não for isolada, cumulativa ou alternativamente cominada pena privativa de liberdade.
Periculum libertatis – é o perigo que a permanência do acusado em liberdade representa para a produção da prova, para a aplicação da lei penal e para a segurança da própria coletividade.
A prisão preventiva só deve ser decretada diante da insuficiência das medidas cautelares diversas da prisão (ultima ratio). Art. 310, II do CPP. Art. 282, §6º do CPP.	Comment by Everton: Art. 310. Ao receber o auto de prisão em flagrante, o juiz deverá fundamentadamente: (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011).II - converter a prisão em flagrante

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