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Encargo - Resumo

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Enquanto o termo delimita o momento em que se dará o início ou o nal dos efeitos do
negócio, o prazo é o lapso temporal entre a declaração e o termo, ou entre o termo e um
acontecimento especíco, ou ainda entre a constituição do negócio e seus efeitos.
Exceto se a lei ou a vontade das partes dispuser o contrário, o prazo é contado excluindo-se
o dia do começo e incluindo-se o dia do término.
Se o dia do vencimento cair em feriado, prorroga-se o prazo até o próximo dia útil.
Considera-se meado o 15º dia do mês.
Prazo xado em mês ou ano termina no dia de igual número em que se começou a
contar o prazo, ou no seguinte, se lhe faltar a exata correspondência.
Prazo xado em hora se conta minuto por minuto.
Não havendo prazo xado, o negócio jurídico pode ser executado imediatamente.
Introdução
Contagem do prazo
Art. 132. Salvo disposição legal ou convencional em contrário, computam-se
os prazos, excluído o dia do começo, e incluído o do vencimento.
§ 1º Se o dia do vencimento cair em feriado, considerar-se-á prorrogado o prazo
até o seguinte dia útil.
§ 2º Meado considera-se, em qualquer mês, o seu décimo quinto dia.
§ 3º Os prazos de meses e anos expiram no dia de igual número do de início, ou
no imediato, se faltar exata correspondência.
§ 4º Os prazos xados por hora contar-se-ão de minuto a minuto.
Art. 134. Os negócios jurídicos entre vivos, sem prazo, são exequíveis desde logo,
salvo se a execução tiver de ser feita em lugar diverso ou depender de tempo.
Contagem de prazos e os encargos civis
Direito Civil II

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Conceito: encargo é um ônus que se impõe a uma das partes para que o negócio dotado
de liberalidade passe a produzir efeitos.
Observação: Para haver um encargo puro, o ônus deve ser posterior à aquisição e ao
exercício do direito, não havendo suspensão nem à aquisição e nem ao exercício dele.
Se o encargo tiver de ser cumprido primeiro para então o negócio produzir efei-
tos, teremos uma condição suspensiva1
, não um encargo.
A parte que impõe o ônus tem sempre o poder de revogá-lo.
Não se aplica aos encargos ilícitos ou impossíveis a ideia de inexistência ou nulidade
do negócio, porque eles não interferem na existência do direito da parte, exceto no
caso em que o encargo seja o motivo determinante da liberalidade, sendo hipótese
de invalidade do negócio, não só do encargo.
Nulo será o encargo, e não o negócio jurídico.
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CC/02, art. 136. O encargo não suspende a aquisição nem o exercício do direito, salvo quando expressamente imposto no negócio jurídico, pelo dispo-
nente, como condição suspensiva.
Encargo
Encargo ilícito ou impossível
Art. 137. Considera-se não escrito o encargo ilícito ou impossível, salvo se
constituir o motivo determinante da liberalidade, caso em que se invalida o
negócio jurídico.