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Instituto Superior de Teologia Aplicada – INTA
Grupo de estudos: As Mazelas do Direito Penal
Prof.º Guilherme Rolim
Aluno: Daniel Lucio Silva de Paiva
Referências Bibliográficas:
CARNELUTTI, Francesco. As misérias do processo penal. 1° ed. São Paulo: Roussel Editores, 2013.
	Cap. 1
	“(...) a toga é um fardamento, como aquela dos militares, com a diferença que os magistrados e os advogados a usam somente em serviço, aliás em certos atos do serviço, particularmente solenes.”
“(...) na corte de justiça exercita-se, por excelência, a autoridade; compreende-se que aqueles que a exercitam devem distinguir-se daqueles sobre os quais se exercitam. É a mesma razão pela qual, também, os sacerdotes vestem um fardamento; e, ainda mais, quando celebram as funções litúrgicas, endossam-se as batinas sagradas.”
“(...) a toga, verdadeiramente, como a veste militar, desune e une; separa magistrados e advogados dos delinquentes, para uni-los entre si.”
“A toga dos magistrados não é, portanto, somente o símbolo da autoridade, mas também o da união, ou seja, do vínculo que os liga em conjunto.”
	p. 10
	
	“Em uma palavra, enquanto o juiz está lá para impor a paz, o Ministério Público e advogados estão lá para fazer a guerra. Precisamente, no processo, é necessário fazer a guerra para garantir a paz.”
“A toga do acusador e do defensor significa, pois, que aquilo que fazem e é feito a serviço da autoridade; em aparência estão divididos, mas na verdade estão unidos no esforço que cada um realiza para alcançar a justiça.”
	p.11
	Cap.2
	“(...) as algemas são um símbolo do direito; talvez, pensando bem, o mais autêntico de seus símbolos, ainda mais expressivo do que a balança e a espada.”
“Todos, em uma palavra, estamos na prisão, uma prisão que não se vê, mas que não se pode deixar de sentir.”
“Cada um de nós está aprisionado enquanto esteja fechado em si, na solicitude por si, no amor de si mesmo.”
	p.13
	Cap.3
	“As pessoas imaginam o advogado como um técnico, ao qual se requer um trabalho que quem o pede não teria capacidade de fazer por si mesmo, figurando no mesmo plano do médico ou do engenheiro; é verdade também isto, mas não é toda ela; o restante da verdade é descoberto, sobretudo, pela experiência do preso.”
“O nome mesmo de advogado soa como um grito de ajuda. Advocatus, vocatus ad, chamado a socorrer.”
“E da mesma forma a outra palavra “cliente”, a qual serve a denominar aquele que solicita ajuda, reforça esta interpretação: o cliente, na sociedade romana, pedia proteção ao patrono; também o advogado se chama patrono. E a derivação de patrono, de pater, projeta sobre a relação a luz do amor.”
“A forma elementar da ajuda, para quem se encontra em guerra, é a aliança. O conceito de aliança é a raiz da advocacia.”
	p.16
	
	“A essência, a dificuldade, a nobreza da advocacia é esta: permanecer sobre o último degrau da escada ao lado do acusado.”
“(...)a experiência do advogado está sob o símbolo da humilhação. É certo que vista a toga; colabora, desde já, na administração da justiça; mas o seu lugar é embaixo, e não no alto. Ele divide com o acusado a necessidade de pedir e de ser julgado. Ele está sujeito ao juiz, como está o acusado.”
“O maior dos advogados sabe que não pode fazer nada frente ao menor dos juízes;”
“A poesia do seu ofício é algo que um advogado sente em dois momentos da vida: quando veste pela primeira vez a toga ou quando, ainda não a retirou, está para retirá-la: ao amanhecer ou ao entardecer. Ao amanhecer, defender a inocência, fazer valer o direito, fazer triunfar a justiça: esta é a poesia.”
	p.17
	Cap.4
	“No ponto mais alto da escala está o juiz. Não existe ofício algum mais alto do que o seu e nem uma dignidade mais imponente.”
“Os juristas utilizam por isto o nome de parte, mas o significado de parte é muito mais profundo; na parte convergem o ser e o não ser; cada parte é ela mesma e não é a outra parte. Mas, se é assim, todas as coisas e todos os homens são partes;”
“Assim, pois, se aqueles que estão diante do juiz para serem julgados são partes, quer dizer que o juiz não é parte. Com efeito, os juristas dizem que o juiz está acima das partes: por isso ele está no alto e o
acusado abaixo, por baixo dele;”
“O juiz também é um homem; se é um homem, é também uma parte. Esta, de ser, ao mesmo tempo, parte e não parte, constitui uma contradição na qual se debate o conceito de juiz.”
	p.19
	
	“A legislação buscou todos os expedientes possíveis para assegurar a dignidade do juiz. O mais óbvio entre estes consiste no juízo colegiado, uma vez que o julgar um outro homem exige que quem julgue seja mais do que aquele que é julgado, o que se faz por mais homens colocados juntos.”
“O princípio do colegiado no judiciário é verdadeiramente um remédio contra a insuficiência do juiz, no sentido de que, se não a elimina, ao menos a reduz.”
“Tocou-se assim a raiz do problema. A justiça humana não pode ser mais do que uma justiça parcial; a sua humanidade não pode deixar de ser resolvida na sua parcialidade. Tudo que se pode fazer é tentar diminuir esta parcialidade. O problema do direito e o problema do juiz são a mesma coisa.”
	p.20
	Cap. 5
	“As razões são aquelas frações de verdade que cada um de nós parece ter alcançado. Quanto mais razões expõem-se, tanto mais será possível que, juntando-as, um aproxime-se da verdade.”
	p.22
	Cap. 6
	“A missão do processo penal está no saber se o acusado é inocente ou culpado.”
“As provas servem, exatamente, para voltar atrás, ou seja, para fazer, ou melhor, para reconstruir a história.”
	p.25
	
	“Mas existe um outro indivíduo no centro do processo penal ao lado do imputado: a testemunha. Os juristas, friamente, classificam a testemunha, junto com o documento, na categoria das provas.”
	p.26
	Cap.7
	“(...) o juiz não deve limitar a sua investigação somente aos aspectos externos, ou seja, as relações do corpo do homem com o resto do mundo, mas deve descer, mediante investigação, à alma daquele homem.”
“O que a legislação quer é precisamente que o juiz percorra inteiramente toda a história do acusado.”
	p.28
	
	“Faz muito tempo que os juristas se deram conta de que, para o juízo penal, precisa, além do fato, conhecer o homem; e conhecer o homem não é possível sem reconstruir-lhe a história.”
	p.29
	Cap.8
	“Isto depende do fato de que os delitos não possam ser reprimidos, é necessário preveni-los. O cidadão deve saber antes quais serão as consequências dos seus atos para poder comportar-se.”
	p.31
	
	“O direito não pode fazer milagres e o processo ainda menos. Entretanto, a legislação seja obedecida, tudo vai ficar bem ou, pelo menos, permanecem ocultos os defeitos; é a desobediência que os faz aparecer.”
“(...) e o processo penal mais do que nenhum outro, descobre as contradições do direito, o qual se empenha para poder superá-las.”
	p.32
	
	“Não se deve protestar contra a legislação. De acordo quanto a isto: não se pode protestar contra a necessidade; mas não se pode esconder que o direito e o processo são uma pobre coisa e é isso, verdadeiramente, que se necessita para a civilização avançar.”
	p.33
	Cap.9 
	“Trata-se da hipótese de absolvição que se descobre as misérias do processo penal, que, em tal caso, tem somente o mérito da confissão do erro.”
“Deste modo, ou por negligência ou por falso pudor, ocultam-se aquelas misérias do processo penal que devem, por outro lado, ser conhecidas e aceitas para que se qualifique como deve ser a justiça humana.”
“Os juristas dizem que, ao chegar a um certo ponto, forma-se a coisa julgada, e querem dizer que não se pode ir mais até lá. Mas dizem também res indicata pro veritate habetur. A coisa julgada não é a verdade, mas se considera como verdade. Em suma é um substituto da verdade.”
	p.35
	Cap.10
	“Não importa o quer que seja, absolvição ou condenação, o processo termina quando o juiz disser a última palavra.”
“Também esta é uma impressão, ao menos em parte, falaciosa. Termina, certamente, com a absolvição; quero dizerquando a absolvição converte-se em coisa julgada.”
“Ao contrário, no caso de condenação, o processo não termina totalmente. Quando se trata de condenação, nunca está dita a última palavra: o acusado absolvido, ainda que surjam novas provas contra ele, está agora, bem ou mal, em segurança; mas o condenado, em certos casos (...), tem direito à revisão, ou seja, com muita cautela, a reabertura do processo.”
	p.37
	
	“Dizem, facilmente, que a pena não serve somente para a redenção do culpado, mas também de advertência para os outros, que poderiam ser tentados a delinquir e, por isso, os devem intimidar;”
“De toda forma, ainda que a pena deva servir para intimidar os outros, deveria servir, ao mesmo tempo, para redimir o condenado; e redimi-lo quer dizer curá-lo de sua enfermidade.”
	p.38
	Cap.11
	“Finalmente, para o encarcerado, vem o dia da libertação. Então, o processo verdadeiramente terminou.”
“Por outro lado, se a libertação for entendida em sentido físico, ao invés de espiritual, o seu dia pode também não chegar. Agora, o pensamento caminha para a prisão perpétua, reclusão que dura toda a vida: na prisão perpétua, a porta da cela não se abre a não ser para deixar passar o cadáver.”
	p.40
	
	“A questão é muito mais grave. O preso, ao sair da prisão, acredita não ser mais um preso; mas as pessoas não. Para as pessoas ele é sempre detento; quando muito se diz ex-detento; nesta fórmula está a crueldade e o engano. A crueldade está no pensar que, se foi, deve continuar a ser.”
	p.41
	
	“(...) as pessoas creem que o processo penal termina com a condenação, mas, não é verdade; as pessoas creem que a pena termina com a saída da prisão, e não é verdade; as pessoas creem que a prisão perpétua seja a única pena perpétua, e não é verdade. A pena, para não dizer sempre, em nove vezes de cada dez casos não termina jamais. Quem pecou está perdido. Cristo perdoa, mas os homens não.”
	p.42
	Cap.12
	“Todos nós temos um pouco de ilusão de que os delinquentes sejam aqueles que perturbam a paz e que a perturbação elimina-se separando-os dos outros; assim o mundo divide-se em dois setores: o dos civilizados e o dos incivilizados, uma espécie de solução cirúrgica do problema da civilização.”
“(..) único meio para distinguir é o juízo; é necessário passar a experiência amarga do juízo penal para começar a compreender (...)”
“A primeira coisa que ensina a experiência penal é que a penitenciária não é de fato diferente do resto do mundo, tanto no sentido de que ela é um mundo como uma grande casa de cumprimento de pena. A ideia de dentro estarem somente canalhas e fora somente homens honestos não é mais que uma ilusão; como também é uma ilusão que um homem possa ser totalmente canalha ou totalmente decente.”
	p.43
	
	“Tudo se pede e tudo se espera do Estado; ou seja, do direito, mas não porque o Estado e direito sejam a mesma coisa, senão porque o direito é o único instrumento do qual, em última análise, o Estado pode se servir. Se é verdade que cada fase da civilização tem o seu ídolo, o ídolo da que atravessamos, hoje, é o direito.”
	p.44

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