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DP Esp II Aulas

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legal o art. 91 da Lei n.º 9.099/95.
Caso o ofendido negue dar prosseguimento, como conseqüência ocorrerá a extinção da punibilidade nos moldes do art. 107 do CP. 
Caso a ação penal em andamento já tenha sido promovida mediante queixa, esta poderá prosseguir, pois esta modalidade é mais benéfica ao agente.
 Caso esteja na fase de inquérito policial, sendo de ação penal privada, esta deverá ser processada no mesmo tipo de ação, pois sendo mais benéfica ao agente deverá ser mantida.
	Retroatividade benéfica da nova lei
MATERIAL
	O novo crime de ESTUPRO – art. 213 constitui-se em crime de ação múltipla (misto alternativo) – contém várias condutas que compreendem fases de um mesmo crime. O acusado que, antes, respondia por dois crimes (estupro e atentado violento ao pudor), agora responderá por apenas um. 
Defendem alguns doutrinadores que o art. 9.º da Lei n.º 8.072/90 foi revogado pelo advento da Lei n.º 12.015/09. É entendimento do STJ no julgamento do Resp. 1102005/SC:
 ART. 9º LEI DOS CRIMES HEDIONDOS. VIOLÊNCIA REAL. RETROATIVIDADE DO NOVO ART. 217-A.
PENAL. RECURSO ESPECIAL. ESTUPRO. AUMENTO PREVISTO NO ART. 9º DA LEI Nº 8.072/90. VIOLÊNCIA REAL E GRAVE AMEAÇA. INCIDÊNCIA.SUPERVENIÊNCIA DA LEI Nº 12.015/2009.
I - Esta Corte firmou orientação de que a majorante inserta no art. 9º da Lei nº 8.072/90, nos casos de presunção de violência, consistiria em afronta ao princípio ne bis in idem. Entretanto, tratando-se de hipótese de violência real ou grave ameaça perpetrada contra criança, seria aplicável a referida causa de aumento.
(Precedentes). 
II - Com a superveniência da Lei nº 12.015/2009 restou revogada a majorante prevista no art. 9º da Lei dos Crimes Hediondos, não sendo mais admissível a sua aplicação para fatos posteriores à sua edição. Não obstante, remanesce a maior reprovabilidade da conduta, pois a matéria passou a ser regulada no art. 217-A do CP, que trata do estupro de vulnerável, no qual a reprimenda prevista revela-se mais rigorosa do que a do crime de estupro (art. 213 do CP).
III - Tratando-se de fato anterior, cometido contra menor de 14 anos e com emprego de violência ou grave ameaça, deve retroagir o novo comando normativo (art. 217-A) por se mostrar mais benéfico ao acusado, ex vi do art. 2º, parágrafo único, do CP. 
Recurso parcialmente provido. 
(REsp 1102005/SC, Rel. Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, STJ, julgado em 29/09/2009, DJe 19/10/2009) 
	Aumento de pena
	Art.226. A pena é aumentada:
de ¼ se o crime e cometido com o concurso de 2 (duas) ou mais pessoas;
 de ½ (metade), se o agente é ascendente, padrasto, ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tem autoridade sobre ela.
Art.. 234-A. Nos crimes previstos neste título a pena é aumentada:
 de ½ se do crime resultar gravidez; e
 de 1/6 até a ½ se o agente transmite à vítima doença sexualmente transmissível de que sabe ou deveria saber ser portador. 
2.	Do Lenocínio e do Tráfico de Pessoa Para Fim de Prostituição ou Outra Forma de Exploração Sexual. 
	Mediação para servir a lascívia de outrem (LENOCÍDIO)– art. 227
	Art. 227 - Induzir alguém a satisfazer a lascívia de outrem: Pena - reclusão, de um a três anos.
§ 1o Se a vítima é maior de 14 (catorze) e menor de 18 (dezoito) anos, ou se o agente é seu ascendente, descendente, cônjuge ou companheiro, irmão, tutor ou curador ou pessoa a quem esteja confiada para fins de educação, de tratamento ou de guarda:         Pena - reclusão, de dois a cinco anos.
 § 2º - Se o crime é cometido com emprego de violência, grave ameaça ou fraude: Pena - reclusão, de dois a oito anos, além da pena correspondente à violência.
§ 3º - Se o crime é cometido com o fim de lucro, aplica-se também multa.
	LENOCÍDIO
	Significa prestar assistência à libidinagem alheia, ou dela tirar proveito.
	Objeto jurídico
	a moralidade pública sexual e os bons costumes, evitando-se o desenvolvimento da prostituição e de comportamentos vistos como imorais no aspecto sexual.
	Objeto material
	a pessoa violada 
	Sujeito Ativo 
	Qualquer pessoa 
	Sujeito passivo
	Qualquer pessoa
	Elemento subjetivo
	é o dolo exigindo a finalidade de satisfazer a lascívia de outrem.
	Elemento normativo
	Lascívia – é a luxúria, sensualidade, libidinagem. 
Obs. O que tem a sua lascívia satisfeita não é co-autor ou partícipe do crime, pois a finalidade do tipo é “satisfazer a lascívia de outrem” e não a própria. Exceção à teoria monista: aqui quem teve a lascívia satisfeita pode ser enquadrado com outro crime (ex: art. 218).
	Consumação
	com a satisfação da lascívia (luxúria) alheia, independentemente do orgasmo
	Tentativa
	é teoricamente possível. 
	Agravantes
	O rol do §1º é taxativo: dessa forma o padastro não é abrangido, a menos que tenha a guarda judicial (não se utiliza analogia ou interpretação extensiva no Direito Penal)
§ 1o Se a vítima é maior de 14 (catorze) e menor de 18 (dezoito) anos, ou se o agente é seu ascendente, descendente, cônjuge ou companheiro, irmão, tutor ou curador ou pessoa a quem esteja confiada para fins de educação, de tratamento ou de guarda: 
Se for reconhecida a qualificadora do §2.º (do art. 227):
Haverá concurso com o artigo 129 caput e seus parágrafos (lesão corporal). 
afasta a incidência das qualificadoras menos grave do §1º.
Sempre que houver lucro, aplica-se pena complementar de multa (§ 3º)
	Outras condições
	Exige pessoas certas (um ou grupo de pessoas determinadas). Se for destinado a pessoas indeterminadas, constitui-se em favorecimento da prostituição – art. 228
Não se exige habitualidade (1 vez já caracteriza) e nem a venalidade (pode ou não lucrar).
Não se exigindo a menoridade, mas quando ocorrer qualificará o crime nos termos do §1.º. 
Se for menor de 14 anos aplica-se o art. 218
	Questão
	Se um pai induz a filha a atender um amigo – art. 227-par. 1º.
Se um pai pede ajuda a um amigo para induzir a filha (como as circunstâncias de caráter pessoal não se comunicam – art. 30: o amigo é enquadrado no caput e o pai no par. 1º)
	Favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexuaL – ART. 228
	Art. 228.  Induzir ou atrair alguém à prostituição ou outra forma de exploração sexual, facilitá-la, impedir ou dificultar que alguém a abandone:  Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.  
§ 1o  Se o agente é ascendente, padrasto, madrasta, irmão, enteado, cônjuge, companheiro, tutor ou curador, preceptor ou empregador da vítima, ou se assumiu, por lei ou outra forma, obrigação de cuidado, proteção ou vigilância:  Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos. 
§ 2º - Se o crime, é cometido com emprego de violência, grave ameaça ou fraude:         Pena - reclusão, de quatro a dez anos, além da pena correspondente à violência.
§ 3º - Se o crime é cometido com o fim de lucro, aplica-se também multa.
	Prostituição
	Prostituição – é o comércio do próprio corpo em caráter habitual. Exige-se, ainda, que seja de um indeterminado número de pessoas.
A prostituição em si não constitui crime. O que o caracteriza é a ação de induzir, atrair, facilitar, impedir o seu abandono. Tipo criminal com raras aplicações (em desuso).
Na tipificação foi incluída “outra forma de exploração sexual” (inexistente na lei anterior)
	Objeto jurídico
	a disciplina da vida sexual, de acordo com os bons costumes, a moralidade pública e a organização da família.
	Objeto material
	a pessoa violada 
	Sujeito Ativo 
	Qualquer pessoa, homem ou mulher. Este crime pode ser praticado por omissão, desde que o agente tenha o dever jurídico de impedir o resultado (ex: pai ou mãe que sabendo da ocorrência praticada por outro não faz nada para impedir). 
	Sujeito passivo
	qualquer pessoa, homem ou mulher, inclusive a própria prostituta (somente se ela, sendo prostituta, alguém impeça ou dificulte que ela abandone) e secundariamente