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Queridos(as) alunos(as),
  A seguir apresentamos um resumo, algo extraoficial, para ajudar nos estudos-aprendizado, mas estudem por todo o conteúdo online também.
  A prova AV1 envolve as aulas 1, 2, 3, 4 e 5. O valor máximo é de oito (8) pontos e o valor máximo de participação é de dois (2) pontos para resultar no máximo dez (10) pontos. É previsto conter dez questões objetivas.
  A prova AV2 e a prova final enolvem a matéria toda, previsto conter oito (8) questões objetivas e duas (2) discursivas.
 
Sucesso para todos!
________________________________________________________________________________________________________________________________________________
INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO – DISCIPLINA EAD – GRADUAÇÃO 2014.1 - UNESA
RESUMO DAS CINCO PRIMEIRAS AULAS DA DISCIPLINA
“INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO”
Responsável pelo resumo: Professor Ricardo Gaz.
Títulos das aulas:
Aula 1: O que é Engenharia de Produção?
Aula 2: Gestão de Operações e Fundamentos de Logística.
Aula 3: Qualidade.
Aula 4: Ergonomia, Higiene e Segurança do Trabalho.
Aula 5: Engenharia do Produto.
_______________________________________________________
AULA 1 – O que é Engenharia de Produção?
A Engenharia de Produção (EP) é apontada por muitas pessoas como a “profissão do futuro”. Qual a razão? Para respondermos esta pergunta, precisamos entender mais sobre esta disciplina. Qual a melhor definição para a Engenharia de Produção?
Uma das definições mais utilizadas é apresentada no livro texto. Afonso Fleury adaptou a definição da Associação Americana de Engenharia Industrial, chegando à seguinte versão:
“A Engenharia de produção trata do projeto, aperfeiçoamento e implantação de sistemas integrados de pessoas, materiais, informações, equipamentos e energia, para a produção de bens e serviços, de maneira econômica, respeitando os preceitos éticos e culturais. Tem como base os conhecimentos específicos e habilidades associadas às ciências físicas, matemáticas e sociais, assim como aos princípios e métodos de análise da engenharia de projeto para especificar, predizer e avaliar os resultados obtidos por tais sistemas”
(Definição modificada por Afonso Fleury em BATALHA, 2008)
Competências do Engenheiro de Produção
Segundo o professor Francisco Soares Másculo no texto “Um Panorama da Engenharia de Produção”, disponível no website da ABEPRO, as principais competências do Engenheiro de Produção são:
1. Ser capaz de dimensionar e integrar recursos físicos, humanos e financeiros a fim de produzir, com eficiência e ao menor custo, considerando a possibilidade de melhorias contínuas.
2. Ser capaz de utilizar ferramental matemático e estatístico para modelar sistemas de produção e auxiliar na tomada de decisões.
3. Ser capaz de projetar, implementar e aperfeiçoar sistemas, produtos e processos, levando em consideração os limites e as características das comunidades envolvidas.
4. Ser capaz de prever e analisar demandas, selecionar tecnologias e know-how, projetando produtos ou melhorando suas características e funcionalidade.
5. Ser capaz de incorporar conceitos e técnicas da qualidade em todo o sistema produtivo, tanto nos seus aspectos tecnológicos quanto organizacionais, aprimorando produtos e processos, e produzindo normas e procedimentos de controle e auditoria.
6. Ser capaz de prever a evolução dos cenários produtivos, percebendo a interação entre as organizações e os seus impactos sobre a competitividade.
7. Ser capaz de acompanhar os avanços tecnológicos, organizando-os e colocando-os a serviço da demanda das empresas e da sociedade.
8. Ser capaz de compreender a inter-relação dos sistemas de produção com o meio ambiente, tanto no que se refere à utilização de recursos escassos quanto à disposição final de resíduos e rejeitos, atentando para a exigência de sustentabilidade.
9. Ser capaz de utilizar indicadores de desempenho, sistemas de custeio, bem como avaliar a viabilidade econômica e financeira de projetos.
10. Ser capaz de gerenciar e otimizar o fluxo de informação nas empresas utilizando tecnologias adequadas.
Habilidades do Engenheiro de Produção
Compromisso com a ética profissional.
Iniciativa empreendedora.
Disposição para autoaprendizado e educação continuada.
Comunicação oral e escrita.
Leitura, interpretação e expressão por meios gráficos.
Visão critica de ordens de grandeza.
Domínio de técnicas computacionais.
Domínio de língua estrangeira.
Conhecimento de legislação pertinente.
Capacidade de trabalhar em equipes multidisciplinares.
Capacidade de identificar, modelar e resolver problemas.
Compreensão dos problemas administrativos, socioeconômicos e do 
meio ambiente.
Responsabilidade social e ambiental.
“Pensar globalmente, agir localmente”
Áreas da Engenharia de Produção
Em relação à rigidez inicial os cursos de engenharia de produção, segundo Batalha (2008, p.12), “As resoluções 48/76 e 10/77 do Ministério da Educação (Brasil, 1976, 1977) realizaram importantes determinações sobre os cursos de Engenharia de Produção”.
Por exemplo, foram criadas seis grandes áreas da Engenharia: Civil, Elétrica, Materiais, Mecânica, Metalurgia e Minas.
Os cursos de EP continham uma área de formação profissional geral e uma formação específica em Engenharia de Produção.
As matérias exigidas para a formação específica eram (Brasil 1977 apud Batalha 2008, p.12): Controle de Qualidade; Estudo de Tempos e Métodos; Métodos de Pesquisa Operacional;
Planejamento e Controle da Produção; Projeto do Produto e da Fábrica.
Conradsen e Lystlund (2003, apud Batalha 2008), a partir das expectativas e novas necessidades das empresas, percebem o surgimento de uma nova geração da Engenharia de Produção, que compreendem práticas relacionadas a: Relações envolvendo pessoas; Desenvolvimento de processos, inovação, gestão de mudança; Tecnologia, modelagem, simulação e sistemas de informação; Rede de trabalho e integração.
A partir destas novas necessidades, foram compostas as Matrizes com as áreas de conhecimento de Engenharia de Produção.
O website da ABEPRO relaciona as principais áreas da Engenharia de Produção:
“As subáreas do conhecimento relacionadas à Engenharia de Produção que balizam esta modalidade na Graduação, na Pós-Graduação, na Pesquisa e nas Atividades Profissionais, são as relacionadas a seguir.” (ABEPRO)
1. Engenharia de Operações e Processos da Produção. 
Projetos, operações e melhorias dos sistemas que criam e entregam os produtos (bens ou serviços) primários da empresa.
1.1. Gestão de Sistemas de Produção e Operações.
1.2. Planejamento, Programação e Controle da Produção.
1.3. Gestão da Manutenção.
1.4. Projeto de Fábrica e de Instalações Industriais: organização 
industrial, layout/arranjo físico.
1.5. Processos Produtivos Discretos e Contínuos: procedimentos, 
métodos e sequências.
1.6. Engenharia de Métodos.
2. Logística.
Técnicas para o tratamento das principais questões envolvendo o transporte, a movimentação, o estoque e o armazenamento de insumos e produtos, visando a redução de custos e a garantia da disponibilidade do produto, bem como o atendimento dos níveis de exigências dos clientes.
2.1. Gestão da Cadeia de Suprimentos.
2.2. Gestão de Estoques.
2.3. Projeto e Análise de Sistemas Logísticos.
2.4. Logística Empresarial.
2.5. Transporte e Distribuição Física.
2.6. Logística Reversa.
3. Pesquisa Operacional.
Resolução de problemas reais envolvendo situações de tomada de decisão, através de modelos matemáticos habitualmente processados computacionalmente. Aplica conceitos e métodos de outras disciplinas científicas na concepção, no planejamento ou na operação de sistemas para atingir seus objetivos.
Procura, assim, introduzir elementos de objetividade e racionalidade nos processos de tomada de decisão, sem descuidar dos elementos subjetivos e de enquadramento organizacional que caracterizam os problemas.
3.1. Modelagem, Simulação e Otimização.
3.2. Programação Matemática.
3.3. Processos Decisórios.
3.4. Processos Estocásticos.3.5. Teoria dos Jogos.
3.6. Análise de Demanda.
4. Engenharia da Qualidade.
Planejamento, projeto e controle de sistemas de gestão da qualidade que considerem o gerenciamento por processos, a abordagem factual para a tomada de decisão e a utilização de ferramentas da qualidade.
4.1. Gestão de Sistemas da Qualidade.
4.2. Planejamento e Controle da Qualidade.
4.3. Normalização, Auditoria e Certificação para a Qualidade.
4.4. Organização Metrológica da Qualidade.
4.5. Confiabilidade de Processos e Produtos.
5. Engenharia do Produto.
Conjunto de ferramentas e processos de projeto, planejamento, organização, decisão e execução envolvidas nas atividades estratégicas e operacionais de desenvolvimento de novos produtos, compreendendo desde a concepção até o lançamento do produto e sua retirada do mercado com a participação das diversas áreas funcionais da empresa.
5.1. Gestão do Desenvolvimento de Produto.
5.2. Processo de Desenvolvimento do Produto.
5.3. Planejamento e Projeto do Produto.
6. Engenharia Organizacional.
Conjunto de conhecimentos relacionados à gestão das organizações, englobando em seus tópicos o planejamento estratégico e operacional, as estratégias de produção, a gestão empreendedora, a propriedade intelectual, a avaliação de desempenho organizacional, os sistemas de informação e sua gestão e os arranjos produtivos.
6.1. Gestão Estratégica e Organizacional.
6.2. Gestão de Projetos.
6.3. Gestão do Desempenho Organizacional.
6.4. Gestão da Informação.
6.5. Redes de Empresas.
6.6. Gestão da Inovação
6.7. Gestão da Tecnologia
6.8. Gestão do Conhecimento
7. Engenharia Econômica.
Formulação, estimação e avaliação de resultados econômicos para avaliar alternativas para a tomada de decisão, consistindo em um conjunto de técnicas matemáticas que simplificam a comparação econômica.
7.1. Gestão Econômica.
7.2. Gestão de Custos.
7.3. Gestão de Investimentos.
7.4. Gestão de Riscos.
8. Engenharia no Trabalho.
Projeto, aperfeiçoamento, implantação e avaliação de tarefas, sistemas de trabalho, produtos, ambientes e sistemas para fazê-los compatíveis com as necessidades, habilidades e capacidades das pessoas visando a melhor qualidade e produtividade, preservando a saúde e a integridade física.
Seus conhecimentos são usados na compreensão das interações entre os humanos e outros elementos de um sistema.
Pode-se também afirmar que esta área trata da tecnologia da interface máquina - ambiente - homem - organização.
8.1. Projeto e Organização do Trabalho.
8.2. Ergonomia.
8.3. Sistemas de Gestão de Higiene e Segurança do Trabalho.
8.4. Gestão de Riscos de Acidentes do Trabalho.
9. Engenharia da Sustentabilidade.
Planejamento da utilização eficiente dos recursos naturais nos sistemas produtivos diversos, da destinação e tratamento dos resíduos e efluentes destes sistemas, bem como da implantação de sistema de gestão ambiental e responsabilidade social.
9.1. Gestão Ambiental
9.2. Sistemas de Gestão Ambiental e Certificação.
9.3. Gestão de Recursos Naturais e Energéticos.
9.4. Gestão de Efluentes e Resíduos Industriais.
9.5. Produção mais Limpa e Ecoeficiência.
9.6. Responsabilidade Social.
9.7. Desenvolvimento Sustentável.
10. Educação em Engenharia de Produção.
Universo de inserção da educação superior em engenharia (graduação, pós-graduação, pesquisa e extensão) e suas áreas afins, a partir de uma abordagem sistêmica englobando a gestão dos sistemas educacionais em todos os seus aspectos: a formação de pessoas (corpo docente e técnico administrativo); a organização didático pedagógica, especialmente o projeto pedagógico de curso; as metodologias e os meios de ensino/aprendizagem.
Pode-se considerar, pelas características encerradas nesta especialidade como uma "Engenharia Pedagógica", que busca consolidar estas questões, assim como, visa apresentar como resultados concretos das atividades desenvolvidas, alternativas viáveis de organização de cursos para o aprimoramento da atividade docente, campo em que o professor já se envolve intensamente sem encontrar estrutura adequada para o aprofundamento de suas reflexões e investigações.
10.1. Estudo da Formação do Engenheiro de Produção.
10.2. Estudo do Desenvolvimento e Aplicação da Pesquisa e da 
Extensão em Engenharia de Produção.
10.3. Estudo da Ética e da Prática Profissional em Engenharia de Produção.
10.4. Práticas Pedagógicas e Avaliação Processo de Ensino-Aprendizagem em Engenharia de Produção.
10.5. Gestão e Avaliação de Sistemas Educacionais de Cursos de Engenharia de Produção.
Um Pouco de História da Engenharia de Produção
Afonso Fleury em texto extraído do site da POLI/ USP trás relato das origens da engenharia de produção:
Historicamente, a origem da Engenharia de Produção ocorre nos EUA, na virada do século XIX para o século XX, inserida em um processo de avanço da industrialização e crescimento econômico.
Neste período, em decorrência do desenvolvimento tecnológico e expansão da rede ferroviária de transportes, surgem as primeiras grandes corporações norte-americanas, impulsionando a produção em larga escala e o surgimento de um forte mercado interno de consumo.
O aumento do porte das empresas impõe desafios de natureza tecnológica e administrativa, exigindo uma capacitação maior para gestão da produção e dos negócios.
No período de 1880 a 1920, vários estudos abordam a temática da busca da eficiência na produção. Dentre os diversos trabalhos, destacam-se os estudos de Frederick W. Taylor (1856-1915).
Em particular, a publicação da sua obra Princípios da Administração Científica constitui um marco no surgimento da área de conhecimento denominada Industrial Engineering.
Em seus estudos, Taylor analisa em detalhe o trabalho dos operários nas fábricas, buscando identificar formas de aumentar a eficiência do trabalho humano e da própria organização da produção.
Na mesma época (1913), o engenheiro Henry Ford cria e introduz o conceito da Linha de Montagem na fabricação do veículo Ford - Modelo T, na fábrica da Ford Motors em Detroit. A introdução da linha de montagem revolucionou o modelo de produção existente, em virtude do grande aumento de produtividade que proporcionou.
Paralelamente aos estudos sobre organização industrial, desenvolvem-se também as técnicas de contabilidade e administração de custos.
Dentre as técnicas criadas, destaca-se a análise econômica de investimentos, dando origem à Engenharia Econômica, e difusão do uso de indicadores de custos, giro de estoques, etc.
Estas técnicas viabilizam a gestão eficaz de grandes corporações.
A Interface da Engenharia com as Ciências Sociais
Outras disciplinas estão relacionadas com a Engenharia de 
Produção, além da Economia. Por exemplo, a Sociologia e a Psicologia também fazem parte do currículo, dado que a EP lida com temas como motivação, participação, processo de decisão, trabalho em grupo, liderança, clima e cultura organizacional.
A partir da proximidade com estas disciplinas surgem dúvidas e alguma confusão em relação ao curso de Administração. 
Na verdade, apesar de abordar algumas disciplinas das ciências sociais, o curso de Engenharia de Produção também apresenta diferenças em relação ao curso de Administração.
Os Desafios da Engenharia de Produção
Na década de 80 surge o termo “desenvolvimento sustentável”, especialmente a partir de 1987, com a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento ( WCED – “World Commission on Environment and Development”) que resultou no Relatório Brundtland e do documento conhecido como Agenda 21.
“Desenvolvimento sustentável é um processo de transformação no qual a exploração dos recursos, a direção dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional se harmonizam e reforça o potencial presente e futuro, a fim de atender às necessidades e aspirações futuras ... é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades.“
Em 1996, o Conselho ConsultivoAlemão para Mudanças Globais (WBGU) elaborou um quadro de com os principais elementos da degradação ambiental, sendo as principais: (WBGU, 1996 apud Van Bellen, 2006)
1. Cultivo excessivo de terras marginais.
2. Exploração excessiva dos ecossistemas naturais.
3. Degradação ambiental pelo abandono de práticas de agricultura tradicionais.
4. Utilização não sustentável do solo e corpos de água pelos sistemas agro-industriais.
5. Degradação ambiental pela depleção de recursos não renováveis.
6. Degradação da natureza para fins recreacionais.
7. Uso de armas em conflitos militares.
8. Introdução de projetos energéticos ou industriais de grande escala.
9. Agricultura de métodos inadequados.
10. Crescimento econômico e urbano dissociado de conservação ambiental.
11. Desastres ambientais antropogênicos.
12. Difusão contínua de substâncias nocivas na biosfera.
13. Disposição descontrolada de resíduos sólidos e líquidos.
14. Contaminação química em larga escala devido a plantas industriais.
É inquestionável a importância que o trabalho dos engenheiros representou e ainda representa para o desenvolvimento, especialmente nas épocas de crise ou de dificuldades. Segundo o professor Bazzo (2006):
“A evolução da humanidade se processa de forma contínua, caminhando ao sabor da cultura, dos contextos históricos e sociais.
Mas, volta e meia, têm-se observado alguns saltos esporádicos de maior transformação, quando progressos científicos retumbantes acontecem, quando invenções tecnológicas inovadoras chegam ao mercado consumidor. Isso acontece basicamente em duas oportunidades: quando diante de grandes crises – guerras ou catástrofes naturais, por exemplo -, ou quando diversos fatores propícios par tal se conjuguem. (BAZZO, 2006).
Além da preocupação com o meio ambiente, os principais desafios se apresentam abaixo: (Adaptação a partir de (Batalha, 2008), complementado pelo professor autor)
O desenvolvimento adequado da Logística, considerando os efeitos da globalização.
O uso adequado das Tecnologias da Informação e Comunicação.
A exploração e a gestão de projetos nas áreas de mídias, esportes e entretenimento.
A adequação a problemas relacionados ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável buscando a “produção limpa”, ecologicamente correta.
O uso do conhecimento de Engenharia de Produção associado às áreas com estudos recentes, como Nanotecnologia e Biotecnologia.
O desenvolvimento de modelos complexo, que considerem variáveis, ativos intangíveis, a existência de incertezas ou ambiguidades.
A adequação de projetos que valorizem a Rentabilidade Social, nos diversos eixos: Econômico, Meio Ambiente, Responsabilidade pelo 
Produto, Práticas Trabalhistas / Trabalho Decente, Direito Humanos e Sociais.
Atuação em Empreendedorismo, junto a pequenas e médias empresas.
A décima primeira habilidade do engenheiro de produção: 
Capacidade de identificar, modelar e resolver problemas.
Referências
Um Panorama da Engenharia de Produção. Professor Francisco Soares Másculo, Ph.D. Disponível em
http://www.abepro.org.br/interna.asp?ss=1&c=924
Principais dúvidas sobre Engenharia de Produção - Texto elaborado por Ricardo Naveiro. Professor da UFRJ e Diretor Técnico da
ABEPRO - GESTÃO 2004/ 2005. Disponível em http://www.abepro.org.br/interna.asp?p=399&m=440&s=1&c=417
Áreas da Engenharia de Produção (2008, ABEPRO) -http://www.abepro.org.br/interna.asp?p=399&m=424&s=1&c=362
Vídeos:
Google Vídeo –The Story of Stuff - A História das Coisas - Versão Brasileira – Disponível emhttp://video.google.com/videoplay?docid=-7568664880564855303
Vídeo sobre Engenharia de Produção - Programa "Na Real" – Guia do Estudante – Disponível emhttp://www.youtube.com/watch?v=Ix8x0Z3Irn0&feature=related
Livros e artigos
BAZZO, Walter Antônio; PEREIRA, Luiz Teixeira do Vale. Introdução a Engenharia. 6. ed. Florianópolis: Ed. UFSC, 2006.
Conradsen N., Lystlund M. (2003) "The vision of next generation manufacturing – how a company can start", Integrated Manufacturing Systems, Vol. 14 Iss: 4, pp.324 – 333
SLACK, Nigel et al. Administração da produção. São Paulo: Atlas, 1997.
VAN BELLEN, Hans Michael. Indicadores de sustentabilidade: uma análise comparativa. Rio de Janeiro: FGV, 2006.
AULA 2: Gestão de Operações e Fundamentos de Logística.
Definição de Gestão de Operações
A Gestão de Operações pode ser definida como:
“O conjunto de ações de planejamento, gerenciamento e controle das atividades operacionais necessárias à obtenção de produtos e serviços oferecidos ao mercado consumidor”. (Batalha, p.41)."
Quando falamos em Gestão de Operações, falamos em
TRANSFORMAÇÃO. Todos nós somos consumidores de produtos e de serviços.
A criação de produtos e serviços aparece a partir das necessidades do mercado e da necessidade de Inovação, para manter a vantagem competitiva.
Desta forma, o produto é concebido. Para que a transformação aconteça são necessários o planejamento dos processos e o planejamento da produção. O produto final é resultado de um bom controle do processo e da produção.
Geralmente a fabricação de um produto implica em um ou mais serviços agregados.
Após fabricar um computador é preciso armazená-los em algum lugar, pelo menos durante algum tempo, o mínimo que seja. E, depois de fabricar uma determinada quantidade, a fábrica precisa transportar os computadores para os distribuidores e/ou para as lojas.
O processo parece bem simples. Mas... Para transportar o computador é necessário que ele esteja em uma embalagem. Não basta colocá-lo em uma caixa. É necessário garantir que, durante o transporte, o produto não será danificado. Geralmente é utilizado plástico ou isopor.
Para se comercializar um computador é importante que exista a 
Gestão Operacional, que compreende, basicamente (mas não exclusivamente):
Gestão da demanda - consiste na previsão de demanda (do produto final) a longo, médio e curto prazo; administração de pedidos; acompanhamento do mercado.
Planejamento Estratégico do Negócio – envolve a definição e a origem (interna ou externa) de recursos (espaço físico, infraestrutura, máquina, equipamentos, recursos humanos, etc.) e de necessidades a longo prazo, considerando a demanda prevista, as características dos recursos já existentes e as oportunidades e ameaças existentes no mercado.
Planejamento Operacional – ocorre em geral a curto prazo. Engloba as atividades de planejamento dos recursos utilizados na produção e o planejamento de demanda de materiais. É responsável pela forma como a demanda será atendida, ou seja, o planejamento está bem próximo da produção. É o Planejamento Operacional que define quando será adquirida a matéria prima, o volume de compra e também controla o estoque. Define, ainda, o sistema de gerenciamento de estoque de produtos acabados, gestão e reutilização de resíduos.
Controle da Produção – esta atividade compreende o acompanhamento e controle do processo produtivo e a entrega dos produtos acabados. Por meio de monitoramento dos processos, é capaz de verificar se o atendimento ao cliente está sendo realizado de forma satisfatória. Identifica as principais falhas e desvios, permitindo a sua correção. Informa os problemas ao Planejamento Operacional para que haja a melhoria do processo, por meio de correções em processos e ajustes em máquinas.
Exercício
Vimos que a Gestão Operacional envolve a Gestão da Demanda, o Planejamento do Negócio, o Planejamento Operacional e o Controle da Produção. Imagine, agora, o funcionamento de um setor no segmento de serviços. Por exemplo, o setor de pagamentos de um banco comercial.
Pense nos problemas e soluções para cada um dos 4 processos de Gestão Operacional:
1. Como é realizada a Gestão da Demanda? Como se pode prever o dia de maior movimento no mês?
2. Pensando a longo prazo... Quais os principais problemas para o Planejamento do Negócio? (em termos de tecnologia, recursos humanos, visão de negócio – abertura de agências...)
3. O Planejamento Operacional, ali, no caixa, atua de que forma? O gerente pode levantar e assumiro controle de um caixa caso a demanda esperada tenha sido superada em um determinado dia?
Ele pode criar uma fila, em um determinado dia específico, para atender somente a quem tem mais de cinco documentos? Pode direcionar clientes que desejam realizar depósitos para o caixa-eletrônico?
4. Quanto ao Controle da Produção – Como é feito o controle de satisfação do cliente? Como é medido o tempo de atendimento? 
Quem é o funcionário que, em média, atende mais e melhor?
O PCP – Planejamento e Controle da Produção
Morais Junior (1996) considera, então, o PCP como sendo um elemento central na estrutura administrativa de um sistema de manufatura, passando a ser um elemento decisivo para a integração da manufatura.
As principais atividades do PCP são apresentadas a seguir. Você conseguiria identificar quantas e quais atividades de Gestão Operacional estão na imagem?
O objetivo do planejamento e controle é garantir que a produção ocorra de forma eficaz, produzindo produtos e serviços. Para que isto ocorra, recursos produtivos devem estar disponíveis: Na quantidade adequada; No momento adequado; e No nível de qualidade adequado.
Sistemas de Apoio à Gestão Operacional
Com o objetivo de dar suporte às atividades produtivas, Morais Junior relaciona os seguintes sistemas para apoio ao Planejamento e
Controle da Produção:
MRP / MRPII: O sistema MRP (“Material Requirements Planning” – Planejamento das necessidades de materiais) surgiu durante a década de 60, com o objetivo de executar computacionalmente a atividade de planejamento das necessidades de materiais, permitindo assim determinar, precisa e rapidamente, as prioridades das ordens de compra e fabricação.
JIT – JUST IN TIME: O sistema JIT (Just in time) visa atender de forma rápida e flexível à demanda de Mercado. Para que isso ocorra, os lotes são reduzidos.
OPT: O OPT (“Optimized Production Technology” – Tecnologia de Produção Otimizada) é uma técnica de gestão da produção, desenvolvida pelo físico israelense Eliyahu Goldratt, que vem sendo considerada uma interessante ferramenta de programação e planejamento da produção. O OPT compõe-se de dois elementos fundamentais: sua filosofia (composta de nove princípios) em um software “proprietário”.
Bem, agora que você já está bem informado sobre a Gestão Operacional, precisa conhecer sobre outra atividade que complementa a Gestão da Produção: A Logística.
Fundamentos de Logística
Foquemos o exemplo da produção de computadores. Após a fabricação, verificamos a necessidade de armazená-los em caixas preparadas, para que depois possam ser transportadas e armazenadas no distribuidor. Este processo envolve a Logística.
Então, a logística visa otimizar os serviços de distribuição a clientes e consumidores, por meio de Planejamento, Organização e Controle relacionados a atividades de movimentação e armazenagem.
Quem está envolvido com a Logística? Os principais envolvidos com a logística são:
Produtores, agências do governo, consumidores e transportadores.
Objetivo da Logística
O principal objetivo da logística é reduzir o tempo gasto entre o pedido, a produção e a demanda, de modo que o cliente receba seus bens e serviços no momento que desejar, com suas especificações predefinidas, o local especificado e o preço acordado.
Carvalho (2002, p.37) divide a logística em dois tipos de atividades: 
Principais: Transportes, Gerência de Estoques, Processamento de Pedidos.
Secundárias: Armazenagem, Manuseio de materiais, Embalagem, Obtenção / Compras, Programação de Produtos e Sistema de informação Armazenagem, Manuseio de materiais, Embalagem, Obtenção / Compras, Programação de Produtos e Sistema de informação.
Para auxiliar a logística, Sistemas de Computação que conseguem localizar e acompanhar mercadorias estão disponíveis no mercado.
Referências Bibliográficas e Webliográficas
BALLOU, Ronald H. Logística Empresarial: transportes, administração de materiais, distribuição física. São Paulo. Ed. Atlas. 1993. 
CARVALHO, José Meixa Crespo de - Logística. 3ª ed. Lisboa: Edições Silabo, 2002.
CHRISTOPHER, Martin. Logística E Gerenciamento Da Cadeia De Suprimento. São Paulo: Pioneira, 1997.
GABELA,J.M.,Contribuição da informatização no sistema Kanban: critérios e exemplos de implementação.Dissertação de mestrado. UFSC, Florianópolis,162p., 1995.
MARTINS, R. A., Flexibilidade e Integração no novo paradigma produtivo mundial: estudos de casos. Dissertação de Mestrado, EESC/USP, São Carlos,(137p.), 1993.
MOURA JÚNIOR, Armando Noé Carvalho de. Novas Tecnologias e Sistemas de Administração d Produção: Análise do Grau de Integração e Informatização nas Empresas Catarinenses, Capítulo 3. Dissertação de Mestrado. UFSC, 1996. Disponível em http://www.eps.ufsc.br/disserta96/armando/cap3/cap3.htm . Acesso em fevereiro de 2011. 
FLEISCHHAUER, Luciana Irene Amaral . O uso da tecnologia de agentes na integração da Programação da Produção. Dissertação de Mestrado, UFSC, 1997. Disponível em http://www.eps.ufsc.br/disserta97/amaral . Acesso em fevereiro de 2011.
ROBLES, Léo Tadeu. A prestação de serviços de de logística integrada na indústria automobilística no brasil: em busca de alianças logísticas estratégicas. Tese de Doutorado apresentada na USP. São Paulo, 2001. Disponível emhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12139/tde-30012004-115341/pt-br.php . Acesso em fevereiro de 2011.
AULA 3: Qualidade.
Introdução
Você já viajou de ônibus? Ficou satisfeito com a viagem? Chegou rapidamente ao destino? Se chegou rapidamente, então o serviço foi prestado com “boa qualidade”? Mas, por dentro... Era confortável?
Um ônibus confortável por dentro, mas que leva o quase o dobro do tempo que os demais para chegar ao destino, NÃO oferece serviço com qualidade.
Um ônibus confortável por dentro, que chega quase meia hora antes que os demais, oferece SIM um serviço de qualidade. 
Este mesmo ônibus - confortável por dentro, que chega quase meia hora antes que os demais, é guiado por um motorista muito educado. SIM. É um serviço de qualidade!
O mesmo motorista que faz manobras bruscas e coloca em risco a vida dos passageiros. Por isso chegam sempre cedo no trabalho. NÃO é um serviço de qualidade.
Qualidade
A norma NBR ISO 9000:2005 define:
“Qualidade é o grau no qual um conjunto de características satisfaz a requisitos”.
Sob esse aspecto de pontos de vista diferentes, Garvin (1988) agrupa diversas definições segundo diferentes enfoques:
Transcendental
“Qualidade não é uma ideia ou uma coisa concreta, mais uma terceira entidade independente das duas embora não se possa definir Qualidade, sabe-se o que ela é." (Pirsig, 1974). “Numa condição de excelência que implica em ótima qualidade, distinta de má qualidade... Qualidade é atingir ou buscar o padrão mais alto em vez de se contentar com o mal feito ou fraudulento.” (Tuchman, 1980).
Baseadas no Produto
“diferenças de qualidade correspondem a diferenças de quantidade de algum ingrediente ou atributo desejado” (Lawrence Abbot - 1955)
“qualidade refere-se às quantidades de atributos sem preço presentes em cada unidade de produto com preço” (Keith B. Leffler - 1982)
Baseadas no Usuário
“qualidade consiste na capacidade de satisfazer desejos” (Corwin D. Edwards - 1968) e “na análise final do mercado, a qualidade de um produto depende de até que ponto ele se ajusta aos padrões das preferências do consumidor” (Alfred A. Kuehn e Ralph L. Day - 1962)
Baseada na Produção
“qualidade é o grau em que um produto específico está de acordo com um projeto ou especificação” (Haroldo L. Gilmore)
Baseadas no valor
“qualidade é o grau de excelência a um preço aceitável e o controle da variabilidade a um custo aceitável” (Robert A. Broh - 1982) ; “qualidade quer dizer o melhor para certas condições do cliente.
Essas condições são o verdadeiro uso e o preço de venda do produto” (Armand V. Feigenbaum - 1961)
Controle Total da Qualidade (TQC)
O TQC ou Controle da Qualidade Total é um sistema de gerenciamento, nascido nos EUA e aperfeiçoado no Japão (TQC no estilo japonês).Controle: Não é uma palavra muito simpática, por estar associada à ideia de fiscalização ou limitação de liberdade. Mas no TQC seu significado é outro. Quando se diz que o processo está sob controle significa que as causas de não conformidade estão dominadas, ou seja, o processo produz os resultados desejados.
Qualidade: É o conjunto de características, intrínsecas ou extrínsecas, concretas ou abstratas que fazem com que o consumidor ou usuário prefira determinado produto ou serviço. Não é a simples ausência de defeitos (não-conformidades) ou adequação ao uso.
A qualidade do produto ou serviço deve ser garantida em todas as fases de seu desenvolvimento: projeto, produção, distribuição e assistência pós-venda.
Por ser subjetiva e pessoal, a qualidade carece de medição, além da preferência do cliente. Como a reclamação ou rejeição do cliente vem sempre depois do produto estar no mercado, é necessário estabelecer indicadores de qualidade, que meçam as dimensões da qualidade: qualidade, custo, atendimento, moral, e segurança, que serão conceituadas mais adiante.
Era da Gestão da Qualidade: Este período iniciou-se no Ocidente como uma resposta à invasão de produtos japoneses de alta Qualidade no final dos anos 70. Seus conceitos englobam conceitos desenvolvidos nas três eras anteriores, porém seu enfoque valoriza prioritariamente os clientes e a sua satisfação como fator de preservação e ampliação da participação no mercado.
Total: O Controle de Qualidade é dito Total por envolver todas as pessoas e ser exercido em todos os lugares da empresa, envolvendo todos os níveis e todas as unidades.
Gestão da Qualidade
Batalha (2001, p.58) apresenta as principais características da gestão da qualidade:
- Comprometimento da Alta Administração.
- Foco no cliente.
- Participação dos Trabalhadores.
- Gestão da Cadeia de Fornecedores.
- Gerenciamento de Processos.
- Melhoria Contínua.
Note que esta abordagem de Gestão da Qualidade está muito 
alinhada com a abordagem voltada à Estratégia de Negócio.
Em uma abordagem moderna da Estratégia Organizacional são definidas a missão, a visão de futuro e valores institucionais. Em seguida, são definidos objetivos, metas e indicadores estratégicos. 
Características da “última era”: Gestão da Qualidade Total.
O interesse principal é o impacto estratégico.
A ênfase nas necessidades de mercado e do cliente.
O método considera o planejamento estratégico, o estabelecimento de objetivos e a mobilização da organização.
O profissional de qualidade possibilita o estabelecimento de metas, educação e treinamento, consultoria a outros departamentos e desenvolvimento de programas.
A responsabilidade pela qualidade é de todos na empresa, com a alta administração exercendo forte liderança.
A orientação geral e o enfoque visam gerenciar a Qualidade.
Neste contexto, a abordagem estratégica da Gestão da Qualidade – que considera cada uma das seis características apresentadas por Batalha (2001), pode resultar em vantagem competitiva para uma organização.
A vantagem competitiva deve ser: Difícil de imitar; Única; Sustentável; Superior à competição; Aplicável a múltiplas situações.
Existem diversos modelos de Gestão da Qualidade Total. O modelo ocidental e o modelo japonês diferem em algumas características.
Segundo Monaco & Mello (2007),
“Nos anos 90, a administração passa a ser vista como gestão de políticas e o estabelecimento de alianças estratégicas impulsiona as organizações em direção à qualidade é a globalização. As empresas vêm sendo pressionadas por uma disputa acirrada de mercado, sendo forçadas a aprimorar cada vez mais seus padrões de qualidade. Assim, num contexto marcado pela globalização, o diferencial entre o sucesso e o fracasso das empresas está cada vez mais centrado na gestão de recursos humanos. Com isso, percebe-se que, quando se discute qualidade, abordam-se também questões que envolvem pessoas.“
Para auxiliar a Gestão da Qualidade são utilizadas algumas ferramentas. Algumas estão relacionadas a seguir:
Diagrama de Pareto
Diagrama de Pareto, ou diagrama ABC,80-20,70-30, é um gráfico de barras que ordena as frequências das ocorrências, da maior para a menor, permitindo a priorização dos problemas, procurando levar a cabo o princípio de Pareto (poucos essenciais, muitos triviais), isto é, há muitos problemas sem importância diante de outros mais graves.
Sua maior utilidade é a de permitir uma fácil visualização e identificação das causas ou problemas mais importantes, possibilitando a concentração de esforços sobre os mesmos.
O Diagrama de Ishikawa
O Diagrama de Ishikawa proposto pelo engenheiro químico Kaoru Ishikawa em 1943. Também é conhecido como "Diagrama de Causa e Efeito", "Diagrama Espinha de peixe" ou "Diagrama 6M". O diagrama considera causas e efeitos relativos a problemas.
Os problemas podem ser classificados como sendo de seis tipos diferentes: Método,Matéria-prima, Mão de obra, Máquinas, Medição e Meio ambiente. Por começarem todos com a letra “M”, o diagrama passou a ser conhecido como Diagrama 6M.
Histograma
Histograma é um gráfico composto por duas linhas perpendiculares onde a altura representa o valor da grandeza, e as grandezas são colocadas na linha horizontal. Sobre cada uma é levantada uma barra que termina na altura relativa ao valor de sua grandeza. Conhecido também como gráfico de barras.
No exemplo, a partir do Roteiro de Padrões de Conformidade, foi atribuída uma pontuação a cada um dos hospitais que corresponde à porcentagem de padrões cumpridos em relação ao total de padrões aplicáveis. Dessa forma, obteve um escore de cada hospital que varia entre 0 e 100%. As médias dos estados brasileiros estão ilustradas a seguir.
Gráfico de Dispersão:
São representações de duas ou mais variáveis que são organizadas em um gráfico, uma em função da outra. Uma análise deste Gráfico permite verificar a existência ou não de relação entre duas variáveis de natureza quantitativa, ou seja, variáveis que podem ser medidas ou contadas, tais como sinergia, horas de treinamento, intenções, número de horas em ação, jornada, intensidades, velocidade, tamanho do lote, pressão, temperatura, etc... O exemplo abaixo apresenta a incidência de determinado evento (y) para jovens até 30 anos (x).
Fluxograma
Fluxograma é uma representação gráfica de um determinado 
processo ou fluxo de trabalho. Utiliza figuras geométricas padronizadas unidas por setas, que geralmente indicam o sentido do fluxo.
Observação: Além destas ferramentas, outras também podem ser utilizadas dentro do controle de qualidade. Hoje, sistemas são construídos, formulários para pesquisas podem ser utilizados, inclusive por meio da Internet. Estas ferramentas podem ajudar muito no controle dos processos.
Qualidade
Normalização e certificação para a Qualidade.
Um serviço pode ser definido como:
Um ato ou desempenho (desempenhos são intangíveis, mas podem envolver o uso de produtos materiais).
Uma atividade econômica que não resulta em propriedade.
Um processo que cria benefício ao facilitar uma mudança desejada nos clientes, em posses materiais ou em bens intangíveis.
Referências Bibliográficas e Webliográficas
Universidade Federal de Santa Catarina, Departamento de Ciência da Informação. Disciplina: CIN5320, Lição 3: Conceitos de Qualidade.http://www.lgti.ufsc.br/O&m/treis.htm
ABNT - http://www.abnt.org.br
ISO Quality management principles -http://www.iso.org/iso/iso_catalogue/management_and_leadership_standards/quality_management/qmp.htm
ISO 9000:2000 - Quality management systems -- Fundamentals and vocabulary -http://www.iso.org/iso/catalogue_detail?csnumber=29280 
FNQ – Fundação Nacional da Qualidade - http://www.fnq.org.br
Aula 4: Ergonomia, Higiene e Segurança do Trabalho.
Introdução
Você já refletiu sobre o trabalho do seu dentista? Sua posição, se força a coluna vertebral, a importância de ele conseguir manter a firmeza nos movimentos durante o processo de limpeza dos dentes e durante o tratamento de cada um dos pacientes, seguidamente, durantetodo o dia?
E o motorista de ônibus? Qual a capacidade mental exigida durante seguidas viagens, movimentos repetitivos de passagem de marchas?
Já visitou um forno industrial? Um frigorífico? Imaginou como estes trabalhadores ficam, diariamente, submetidos a temperaturas extremas?
Ergonomia
Segundo a IEA - Associação Internacional de Ergonomia:
A Ergonomia (ou Fatores Humanos) é uma disciplina científica relacionada ao entendimento das interações entre os seres humanos e outros elementos ou sistemas, e à aplicação de teorias, princípios, dados e métodos a projetos a fim de otimizar o bem estar humano e o desempenho global do sistema. ( http://www.iea.cc/ )
Os ergonomistas contribuem para o planejamento, o projeto e a avaliação de tarefas, postos de trabalho, produtos, ambientes e sistemas de modo a torná-los compatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das pessoas.
Os Domínios da Ergonomia
A partir da orientação da “International Ergonomics Association”, podemos distinguir, basicamente, três áreas de domínio da ergonomia:
Ergonomia física
Ergonomia física: Abrange disciplinas tais como biomecânica, fisiologia, anatomia humana, antropometria, entre outras. Os tópicos essenciais incluem:
A pesquisa da postura no trabalho, Manuseio de materiais, equipamentos, etc., Estudo dos movimentos repetitivos, Distúrbios músculo-esqueletais relacionados ao trabalho, Uso de ferramentas, 
Projeto de posto de trabalho, segurança e saúde.
Ergonomia cognitiva
Refere-se aos processos mentais relacionados às interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema. Por exemplo: Percepção, Memória, Raciocínio e Resposta motora.
Envolve: Estudo da carga mental de trabalho, Tomada de decisão, Desempenho especializado, Interação homem computador, estresse e treinamento.
Ergonomia organizacional
Aborda a otimização dos sistemas sociotécnicos, incluindo suas estruturas organizacionais, políticas e de processos. Os tópicos relevantes incluem:
Comunicações, Gerenciamento de recursos de tripulações em meios de transporte, Projeto de trabalho, Organização temporal do trabalho,
Trabalho em grupo, Projeto participativo, Novos paradigmas do trabalho, Trabalho cooperativo, Cultura organizacional,
Organizações em rede, Tele trabalho e Gestão da qualidade.
Por quais motivos ocorrem problemas de ergonomia?
Apresentamos alguns exemplos a partir das ações/situações apresentadas no Manual Formação PME Higiene e Segurança no Trabalho (AEP 2004):
Ação/Situação 
Exemplo
Exigência de esforço físico intenso
Desportista, agricultor
Levantamento e transporte manual de pesos
Pedreiro, estivador
Postura inadequada no exercício das atividades Digitador,
Atendente de balcão
Exigências rigorosas de produtividade Vendedor, operador no mercado financeiro
Períodos de trabalho prolongados ou em turnos Motorista de ônibus, médico, polícia
Atividades monótonas ou repetitivas Digitador, Caixa de banco
Observação: Movimentos repetitivos de dedos, mãos, ombros, cabeça, tronco, pés, pernas podem causar doenças inflamatórias que podem ser tratadas quando estão em estágios iniciais, chegando-se à cura. Quando não tratadas a tempo, podem resultar em complicações, com dores, dificuldade de movimento. Estas doenças são conhecidas, também como LER – Lesões por esforço repetitivo.
Contra os males provocados pelos agentes ergonômicos, a melhor arma, como sempre, é a prevenção.
Exemplo de ações para tentar evitar estes problemas:
Promover o rodízio de funções – Cada membro da equipe executa determinado trabalho por um período determinado. Após este período, passa a executar outra função.
Educar e exercitar a postura correta – Saber a melhor postura quando estiver sentado, em pé, ou carregando e levantando pesos pode ajudar a evitar lesões.
Aumentar de intervalos de tempo para descanso – Por exemplo, um digitador pode ter um tempo máximo de cinco horas de trabalho efetivo na entrada de dados e intervalos de 10 minutos para cada 50 minutos trabalhados, não deduzidos da jornada normal de trabalho.
Compensar com exercícios as atividades monótonas ou repetitivas –
Por exemplo, executar alguns alongamentos indicados para ombros, tronco e pernas ajuda a combater a má postura e evita formigamentos por problemas circulatórios, em atendentes e secretárias.
Realizar exames médicos periódicos – Exames podem indicar tendências ou diagnosticar antecipadamente alguma doença.
Evitar esforços superiores a 25 kg para homens e 12 kg para mulheres – Este procedimento evita lesões e problemas futuros.
NR17 - “Estabelece parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente.”
Observação: Se desejar conhecer mais a NR17, acesse no website do Ministério do Trabalho:
http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_17.pdf
A título de ilustração, apresentamos uma página do Manual de 
Ergonomia elaborado pela Unicamp, disponível no link, e que considera a Norma Regulamentadora 17 – NR17.
Ao abaixar-se para colocar um objeto no chão, incline levemente a coluna para frente, mantendo a mão, que está livre, apoiada no joelho da perna que estiver flexionada à frente.
Os ombros devem estar para trás em relação ao joelho que estará dobrado.
Nunca coloque qualquer objeto no chão, inclinando a coluna em um ângulo de 90º, em flexionar os joelhos para se abaixar.
Para identificar os problemas e avaliar os riscos existentes em uma determinada situação, técnicas e instrumentos estão disponíveis em diversas fontes. São documentos, vídeos, checklists, planilhas, sistemas, manuais.
Alguns recursos são oferecidos por empresas especializadas. Você pode encontrar outras fontes pela Internet por meio de uma simples pesquisa utilizando, por exemplo, o termo “ferramentas para ergonomia”
Para realizar o diagnóstico e o acompanhamento em processos relacionados com a Ergonomia, o profissional dispõe de algumas ferramentas e métodos. O quadro apresenta 4 ferramentas utilizadas para avaliação do risco ergonômico. Clique na lupa para ver o quadro.
O artigo foi produzido por Pavani e Quelhas (2006). Abaixo, uma breve descrição de cada um dos quatro métodos considerados:
O método RULA (“Rapid Upper-limb assessment”) é um instrumento ágil e veloz que permite obter uma avaliação da sobrecarga biomecânica dos membros superiores e do pescoço em uma tarefa ocupacional.
O método OWAS foi desenvolvido na Finlândia para analisar as posturas de trabalho.
O método REBA (“Rapid Entire Boby Assessment”) foi desenvolvido por Hignett and McAtamney (2000) para estimar o risco de desordens corporais a que os trabalhadores estão expostos.
O Strain Index (GARG 1995) é um método semiquantitativo, que nasceu para determinar se os trabalhadores estão expostos a um risco aumentado de contrair afecções musculoesqueléticas nos membros superiores.
“A higiene e a segurança são duas atividades que visam garantir condições de trabalho, de forma a se manter um nível de saúde dos colaboradores e trabalhadores de uma organização.” (AEP, 2004)
Segundo Manual Formação PME Higiene e Segurança no Trabalho (AEP 2004)
“A higiene do trabalho propõe-se a identificar e agir sobre os fatores presentes no ambiente do trabalho e relacionados com o trabalhador, visando eliminar ou reduzir os riscos profissionais (condições inseguras de trabalho que podem afetar a saúde, segurança e bem estar do trabalhador).
A segurança do trabalho propõe-se a evitar os acidentes de trabalho, quer eliminando as condições inseguras do ambiente, quer educando os trabalhadores a utilizaram medidas preventivas.”
Manual (AEP 2004) Caracteriza As Ações para Tratar o Risco:
Eliminação do risco: significa torná-lo definitivamente inexistente. (exemplo: uma escada com piso escorregadio apresenta um sério risco de acidente. Esse risco poderá ser eliminado com um piso antiderrapante)
Neutralização do risco: o risco existe, mas está controlado. Esta opção éutilizada na impossibilidade temporária ou definitiva da eliminação de um risco. (exemplo: as partes móveis de uma máquina como polias, engrenagens, correias etc. - devem ser neutralizadas com anteparos de proteção, uma vez que essas peças das máquinas não podem ser simplesmente eliminadas).
Sinalização do risco: é a medida que deve ser tomada quando não for possível eliminar ou isolar o risco. (exemplo: máquinas em manutenção devem ser sinalizadas com placas de advertência; locais onde é proibido fumar devem ser devidamente sinalizados).
EPIs1 e EPCs
Equipamentos de proteção individual (EPIs1) – de uso pessoal destinado a proteger física e a saúde do trabalhador.
Equipamentos de proteção coletiva (EPCs) – beneficiam todos os trabalhadores, indistintamente, precisam estar em condições de segurança preestabelecidas.
Alguns exemplos de aplicação de EPCs (AEP 2004): 
Sistema de exaustão que elimina gases, vapores ou poeiras que podem contaminar o local de trabalho.
Enclausuramento de máquina ruidosa para livrar o ambiente do ruído excessivo.
Comando bimanual, que mantém as mãos ocupadas, fora da zona de perigo, durante o ciclo de uma máquina.
Cabo de segurança para conter equipamentos suspensos sujeitos a esforços, caso venham a se desprender.
Observação: Os EPIs não evitam os acidentes, como ocorre quando existe a proteção coletiva. Estes equipamentos apenas diminuem ou evitam lesões que ocorrer a partir de um acidente.
Ambiente
“Conjunto de elementos que temos à nossa volta, tais como as edificações, os equipamentos, os móveis, as condições de temperatura, de pressão, a umidade do ar, a iluminação, a organização, a limpeza e as próprias pessoas, fazem parte das condições de trabalho”. (EAP 2004)
Riscos ambientais
Segundo a NR-09, que trata do PPRA - Programa de Prevenção de 
Riscos Ambientais:
São considerados Riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador (grama de
Prevenção de Riscos Ambientais. 
(http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_09_at.pdf )
Referências Bilbiográficas e Webliográficas
ABERGO - Associação Brasileira de Ergonomia http://www.abergo.org.br . Acesso em março de 2011.
AEP – Associação Empresarial de Portugal (2004). Manual Formação PME Higiene e segurança do trabalho. Programa de Formação - Ação para PME Disponível em: http://pme.aeportugal.pt/Aplicacoes/Documentos/Uploads/2004-10-15_16-29-37_AEP-HIGIENE-SEGURANCA.pdfAcesso em março de 2011.
ERGONOMICS RESEARCH SOCIETY (Instituto de Ergonomia e Fator Humano) Disponível em: http://www.ergonomics.org.uk Acesso em março de 2011.
FIESP (2003) Legislação De Segurança E Medicina No Trabalho - Manual Prático - Atualizado até janeiro/03. FIESP/CIESP. Disponível emhttp://www.fiesp.com.br/download/legislacao/medicina_trabalho.pdf . Acesso em março de 2011.
IIDA, I. Ergonomia, Projeto e Produção. 2ª edição. São Paulo: Edgard Blücher, 2005.
IEA - Associação Internacional de Ergonomia. http://www.iea.cc . Acesso em março de 2011.
PAVANI, A. R.; QUELHAS, G. L. O. A avaliação dos riscos ergonômicos como ferramenta gerencial em saúde ocupacional. In: XIII Simpósio de Engenharia de Produção, 2006, BAURU,SP. Disponível em http://www.simpep.feb.unesp.br/anais/anais_13/artigos/282.pdf . Acesso em março de 2011.
UNICAMP - Manual de Ergonomia elaborado pela UNICAMP http://www.dgrh.unicamp.br:8081/dgrh/documentos-1/man_ergonomia.pdf. Acesso em março de 2011.
VIDAL, M.C.R. Ergonomia na Empresa: útil, prática e aplicada. 2a. ed., Rio de Janeiro, Editora Virtual Cientifica, 2002.
AULA 5: Engenharia do Produto.
Introdução
Como será o mercado de produtos e serviço no futuro? Que 
oportunidades surgirão?
Definição de produto e desenvolvimento de produtos
O que é um produto? E o que significa o Desenvolvimento de Produto?
• Um produto é algo que pode ser vendido por uma empresa para seus clientes.
• Desenvolvimento de Produto é o conjunto de atividades que começa com a percepção de oportunidade de mercado e termina com a produção, venda e entrega de um produto.
Quem está envolvido neste processo?
O processo de desenvolvimento de produto envolve diversos segmentos, entre os quais:
• Marketing
• Design / Projeto
• Manufatura, Indústria
Engenharia do Produto
O que o desenvolvimento de produto deve considerar?
O desenvolvimento de produto deve considerar:
Qualidade do Produto:
– O produto resultante do desenvolvimento é bom?
– Satisfaz as necessidades dos consumidores?
– É robusto e confiável?
- A qualidade do produto é reconhecida pelo mercado?
Custo do Produto
– Qual é o custo de sua produção?
- Estão incluídos o custo de capital, os equipamentos e as ferramentas?
Tempo para o Desenvolvimento
– Quanto tempo levou para o Desenvolvimento do Produto?
Custo de Desenvolvimento
– Quanto foi gasto para o Desenvolvimento do Produto?
Capacidade de Aprendizagem e Crescimento
– A equipe / empresa adquiriu alguma experiência que possa utilizar 
em futuros projetos?
O ciclo de vida do produto
O ciclo de vida de um produto pode ser dividido em fases.
Mello (2003) apresentou um trabalho sobre o ciclo de vida dos produtos. O autor cita que “Levitt (1965) considera que a história de vida dos produtos mais bem sucedidos, tem certos estágios que são reconhecíveis”.
Em relação ao ciclo de vida do produto, há quatro estágios em relação ao mercado: desenvolvimento (introdução), crescimento, maturidade e declínio.
Estágio 1 - Desenvolvimento do mercado: é quando um novo produto é trazido ao mercado pela primeira vez e ainda não há demanda. O produto não foi testado tecnicamente. As vendas são baixas e se arrastam lentamente.
Estágio 2 - Crescimento do mercado: há um crescimento da demanda e o mercado se expande.
Estágio 3 - Maturidade do mercado: a demanda se nivela e cresce devido à reposição e a formação de novas famílias.
Estágio 4 – Declínio do mercado: a demanda reduz-se substancialmente ao ponto das vendas dos produtos ficarem insignificantes ou desprezíveis ou ainda quase que zeradas.
As fases do desenvolvimento de um produto
A partir do Mercado do setor de Pesquisa e Desenvolvimento, surge a ideia para a concepção do produto. Várias alternativas são propostas. Seleciona-se uma das alternativas de produto.
A seguir, inicia-se o projeto preliminar por meio do processo de preliminar. São realizados testes a partir de um protótipo.
A partir dos resultados pode-se retornar a uma das etapas anteriores.
A partir das avaliações o produto é melhorado até se conseguir chegar ao projeto final do produto (a partir do processo final). 
Finalmente, o produto é liberado para a produção.
Tipologia de projetos
Pahl & Beitz (1984) propõem uma classificação de projetos a partir da inovação proposta:
Projeto Original – O produto criado é totalmente diferente dos demais.
Por exemplo, o micro-ondas e o CD Player.
Projeto Adaptativo – Existe uma evolução de um produto já existente. Por exemplo, a segunda geração de Ipad, com mais recursos.
Projeto Variante – Faz-se uma modificação no tamanho ou arranjo do produto já existente. Inicialmente os Netbooks – variantes de Notebooks - tinham telas de 7 polegadas, sem disco rígido. Depois evoluíram para 10 polegadas, com disco rígido.
Complexidade e Inovação
De acordo com a complexidade e inovação, os projetos também podem variar:
Projeto Incremental – o conceito original é mantido, mas alguns componentes ou partes são modificadas.
Projeto Complexo – estes projetos envolvem muitos recursos e informações, em um sistema dinâmico. Exigem grande esforço de coordenação.
Projeto criativo – o grau de estruturação é baixo, com soluções geralmente simples, mas com bom impacto.
Projeto Intensivo – envolvem situações novas, complexas, com grande importância para prazos e com problemas bem críticos. Por exemplo, a produção do Boeing 777.
Métodos e Técnicas
Para a representaçãoda informação em projetos:
Semântica – nestes casos existem descrições verbais ou textuais.
Gráfica – utilizam desenhos, esquemas, gráficos.
Analítica – são utilizadas regras, equações para definir a forma ou função do artefato.
Física – utilizam modelos em escala reduzida, protótipos.
Para Organização da informação
Batalha cita alguns métodos:
Método Delphi – baseado na obtenção e opinião de especialistas.
QFD – Procura transformar a informação de especialistas em parâmetros de projeto.
DSM – “Design structure matrix” – Procura representar por meio de matrizes relações entre atividades do projeto.
DFX Design for X – projeto orientado a uma determinada especialidade, que pode ser: projeto orientado à manufatura, projeto orientado à reciclagem, projeto orientado ao ciclo de produto, etc.
Caixa ou matriz morfológica – é uma técnica que organiza a informação por meio de matrizes com alternativas a um determinado problema do projeto.
Matriz de decisão – utiliza matrizes com critérios de avaliação x concepções e alternativas. Pode utilizar, também, regras e pesos.
FMEA – “Failure mode and effect analysis” – trabalha voltado a riscos. Tenta identificar falhas potenciais e antecipá-las, estabelecendo ações de melhoria.
Planejamento de experimentos – relacionado à etapa de testes do produto e geralmente envolve métodos estatísticos para o acompanhamento.
Referências Bibliográficas
Bibliografia Básica:
BATALHA, Mário Otávio. Introdução à Engenharia de Produção. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.
BAZZO, Walter Antônio; PEREIRA, Luiz Teixeira do Vale. Introdução a Engenharia. 6. ed. Florianópolis: Ed. UFSC, 2006.
MARTINS, Petrônio G; LAUGENI, Fernando P. Administração da produção. São Paulo: Saraiva, 1999.
Bibliografia Complementar:
SLACK, Nigel et al. Administração da produção. São Paulo: Atlas, 1997.
TUBINO, Dalvio Ferrari – Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática. 1 ed. Ed. Atlas, 2007.
MOREIRA, Daniel Augusto. Administração da produção e operações. 4 ed. São Paulo: Pioneira, 1999.
LIRA, Francisco Adval de. Metrologia na indústria. São Paulo: Erica, 2007.
POLYA, George. Arte de resolver problemas: um novo aspecto do método matemático. Rio de Janeiro: Interciência, 1995.

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